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ASSISTENTE-PARTICIPANTE

No documento Portal Luz Espírita (páginas 81-84)

88. A função do assistente tem sido até então pouco considerada, por desinformação quanto ao seu valor. Poderiam ser atribuídos a essa função padrões de qualidade para orientar os que nela estão enquadrados, à semelhança do que foi apresentado para as outras funções?

Convém, de imediato dizer, que assistente não é plateia, não é convidado, não é um necessitado que vai assistir a prática mediúnica para melhorar de saúde, o que, aliás, não se justifica, por ser danoso tanto para o visitante como para a própria reunião, conforme já colocamos em nossa obra Reuniões Mediúnicas.

Não sendo um espectador, preferimos designar esse gênero de colaborador como assistente-participante pois efetivamente ele participa, e de modo relevante. De outro modo nos parece muito simpática a designação de médium de sustentação, característica de algumas áreas do Movimento Espírita, porque efetivamente a ação que desenvolve é voltada para o apoio, o auxílio magnético através da emissão mental e energética que beneficia os Espíritos comunicantes e os doutrinadores em ação.

Os padrões de qualidade com que esse gênero de colaborador pode ser avaliado começam pela concentração, que se deve caracterizar pela atenção (sem tensão) em torno dos diálogos e de tudo o que acontece na reunião, de modo que possa sensibilizar-se positivamente direcionando bem a sua ajuda. Não exercitando uma ação tão dinâmica, qual a do médium e a do doutrinador, o seu trabalho se torna um verdadeiro desafio no sentido de manter-se motivado. Motivação, portanto, pode ser considerada um padrão de qualidade. Esta conquista fará do assistente-participante um colaborador aplicado, um foco de irradiação contínua do pensamento e das energias, o que também poderá ser por ele analisado e percebido. Em sentido contrário, os riscos a que está subordinado este gênero de colaborador são as divagações, os lapsos mentais, o cochilo, a apatia de quem considera o trabalho monótono, que vê tudo acontecendo da mesma forma, porque não aprendeu a perceber as ricas nuanças dos dramas e das lições vivas que numa reunião mediúnica desfilam.

Uma consideração a ser feita em torno do assistente-participante é que ele pode ser, sem que o saiba, um médium ostensivo ou intuitivo, e a mediunidade vir a eclodir a qualquer momento. Prevendo essa possibilidade, deverá ser informado pelo dirigente de como essa sensibilidade se manifesta para o transe, através das sensações e emoções próprias do médium psicofônico, e para a intuição, através da captação do pensamento dos Mentores que assessoram os doutrinadores, podendo perceber, em dada ocasião com facilidade, o móvel, o problema principal que traz o Espírito comunicante e as suas necessidades, o que revela uma aptidão natural para a doutrinação a ser cultivada.

RESULTADOS

89. E a reunião mediúnica em si mesma, os seus resultados precisam de algum tipo de avaliação ou bastará que as pessoas autoavaliem a atuação que tiveram?

Conquanto a principal avaliação seja a de cada um com relação ao próprio trabalho, os resultados coletivos, a visão de conjunto, podem e devem ser periodicamente focalizados. Somente que, neste caso, a forma de fazê-lo se caracterizará pela impessoalidade. O dirigente reunirá o grupo depois da reunião mediúnica, de preferência numa outra sala e, através de comentários, com a participação de todos, irá levantando os quesitos que considere importantes.

Os quesitos de avaliação estão contidos em dois grandes grupos: a qualidade das passividades e a eficiência das terapias utilizadas. O primeiro grupo terá reflexos evidentes no segundo, pois dificilmente teremos boas terapias se as passividades deixarem a desejar. 90. As passividades, de que forma avaliá-las? Poderemos sinalizar alguns padrões que sejam aferidores da qualidade do desempenho dos médiuns?

Os primeiros padrões de qualidade relacionados com as passividades são: equilíbrio, ou seja, ordem, comunicações controladas, sem exacerbações nervosas e postura dos médiuns educada, o que é fruto de um clima vibratório harmonizado; ritmo, sequência ordenada de comunicações sem o tumulto de muitas psicofonias simultâneas nem o silêncio da sua falta em determinados períodos; clareza das mensagens, que se obtém quando os médiuns são capazes de expressá-las de forma completa — sensações, emoções e pensamento das Entidades — e compreensível — coerência, fidelidade — o que depende de uma boa canalização e filtragem; fluidez, reflexo de um vocabulário correto e adequado, isento de repetições, atropelos e lapsos.

Como foi destacado antes, todos esses itens serão analisados de uma forma sistêmica, integral, as comunicações vistas no seu conjunto, e não uma a uma porque o que se deve ter em mente é desenvolver a percepção da equipe com relação aos objetivos finais do trabalho. Um trabalho de avaliação nestes moldes poderia começar com o dirigente fazendo perguntas de ordem geral do tipo: Como é que vocês se estão sentindo, agora, depois da reunião? Na opinião de vocês a reunião, hoje, atingiu o nosso padrão habitual, superou-o ou esteve aquém?

Seguir-se-iam questões mais direcionadas: Como estivemos com relação ao equilíbrio e ao ritmo? Ou, então, o dirigente comentaria diretamente qualquer situação específica por ele observada no transcurso da reunião: Houve momentos, hoje, em que nos perdemos na questão do ritmo; houve excesso de comunicações simultâneas.

esta: A quem cabe a responsabilidade de interromper uma comunicação muito demorada, ao médium ou ao doutrinador? Hoje me pareceu que estivemos às voltas com este problema. Vamos estudá-lo?

Uma avaliação pode começar, também, a partir da iniciativa de alguém do grupo propondo ao dirigente um esclarecimento. O importante é que as coisas aconteçam de forma natural.

Embora não caibam, nesta proposta de avaliação, pessoas estarem a julgar pessoas, é possível que alguém do grupo, espontaneamente, um doutrinador, por exemplo, faça um comentário sobre o seu próprio desempenho, do tipo: — "Hoje eu tive dificuldade em determinado atendimento que fiz, não percebendo o problema principal da Entidade e, por isso, demorei-me muito em sindicâncias desnecessárias. As coisas não encaixavam ao meu raciocínio; acho que não cedi campo para a inspiração". Ou, então, um médium, confiante e aberto dizer: — "Houve momentos muito difíceis para mim naquela comunicação; parece que exagerei um pouco. Saí com a impressão que teria atendido melhor se filtrasse mais o ímpeto agressivo do comunicante".

Pois bem, cada situação dessas, cada pergunta, cada comentário suscitará do dirigente, das pessoas mais experientes, em ordem, responder, aconselhar, visualizar melhorias a serem alcançadas ou destacar aspectos positivos, à guisa de estímulo.

Destaques poderão ser feitos a respeito da atuação dos Mentores, por exemplo: Visitas importantes registradas, percepções visuais e auditivas inusitadas e enriquecedoras.

91. E como avaliar a efetividade do resultado terapêutica da Reunião, uma vez concluída a avaliação das passividades?

Como sempre propusemos: com o auxílio de alguns parâmetros ou padrões de qualidade.

Basicamente uma reunião mediúnica de fins terapêuticos movimenta recursos dos Mentores da Espiritualidade, via de regra transcendentes à compreensão humana, mais a contribuição energética dos médiuns de incorporação, através do choque anímico, e mais a colaboração dos doutrinadores, que se utilizam da energia da palavra, reforçada, quando necessário, pela oração, pelo passe magnético, pela sugestão hipnótica e pela regressão de memória.

No documento Portal Luz Espírita (páginas 81-84)

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