Atacados, Centro de Distribuição e Broker são intermediários do canal de distribuição, que constituem o primeiro nível da cadeia de suprimentos.
Para atacados têm-se diversos conceitos, não só na visão logística, mas também na visão de marketing.
A sociedade americana American Marketing Association classifica o atacadista como sendo “uma unidade de negócio que compra e revende mercadorias para varejistas e outros distribuidores ou consumidores industriais, excluindo de suas atividades a venda para consumidores finais”. No Brasil essa definição não é verdadeira, pois o atacadista vende também para o público consumidor (COBRA, 1992).
Conforme Kotler e Armstrong (1998), o atacadista inclui todas as atividades de venda de bens e serviços para empresas que compram para revenda ou uso organizacional. Chamam- se de atacadistas as empresas basicamente envolvidas nas atividades de atacado.
No entender de Bertaglia (2009), os atacadistas são empresas intermediárias que têm como objetivo a venda para os varejistas, usuários comerciais, industriais e institucionais, servindo também de agentes de compra e venda de grandes volumes para repasse à essas empresas.
Na visão de Cobra (1992), o atacadista representa importante papel na distribuição de bens. Embora, com frequência, se observem tendências de tentar eliminá-lo da estrutura de distribuição, a verdade é que atacadista é responsável, quase sempre, por grande parcela das vendas industriais, gerando bons lucros e, talvez, até proporcionando preços mais baixos ao consumidor.
Segundo Kotler e Armstrong (1998), os atacadistas são utilizados, simplesmente, porque em geral, tem melhor desempenho em uma ou mais confiança das seguintes funções do canal: compra e organização do sortimento, venda e promoção, divisão de lote, armazenamento, transporte, financiamento, riscos, informações de mercado e serviços de administração e consultoria.
Bertaglia (2009) afirma que o funcionamento do sistema de distribuição obedece as dimensões de tempo e lugar, sendo que a dimensão de “tempo” é proporcionada pelos fatores de comercialização e estocagem, enquanto que a dimensão “lugar” está vinculada diretamente
ao transporte e mais uma vez aos estoques.
Bertaglia (2009) afirma que, os atacadistas evoluíram significativamente nos últimos anos. Diversos são os fatores que influenciaram essa evolução, entre os quais podemos mencionar as expectativas do consumidor e a disponibilidade do produto em um maior numero de localidades físicas.
Os atacadistas dividem-se em três grupos principais: atacadistas puros (são negócios independentes que assume a posse dos produtos que manipulam), corretores e agentes (não assumem a propriedade dos bens e desempenham poucas funções, recebem uma comissão sobre o preço de venda) e filiais e escritórios de venda dos fabricantes (os fabricantes criam suas próprias filiais para melhorar seus controles) (KOTLER e ARMSTRONG, 1998).
Cobra (1992) afirma que, o que diferencia varejistas e atacadistas são as formas de comercialização, pois nenhum deles se envolve na fabricação/industrialização de produtos e/ou serviços. Ambos, porém, operam com vendas como atividade primária, se diferenciando de mercados, uma vez que depende do mercado atendido, do volume de compras, dos métodos de operação, da área atacadista e custo das mercadorias.
As estratégias de atacadistas baseadas nas atividades e serviços oferecidos podem ser agrupadas em três categorias (COBRA, 1992):
Atacadista de serviço completo: o que oferece os serviços normalmente atribuídos a
um atacadista: venda, compra, variedade de produto disponíveis, transporte, responsabilidade e risco e oferecimento de crédito;
Atacadista de serviço limitado: esse tipo de atacadista elimina muitas das funções, o
serviço básico é ter mercadoria em estoque;
Atacadista que presta serviços especiais: o tipo de atacadista que monta display para
venda do produto na loja do cliente, faz a venda em consignação;
Atacadista de produtos perecíveis: são os atacadistas que leva os produtos até seus
clientes, como frutas, verduras e outros produtos frescos.
Ainda conforme Cobra (1992), existe uma classificação do comércio atacadista:
Atacado em geral: venda uma grande variedade de sortimentos.
Atacado independente: desempenha papel importante no sistema distributivo.
Atacado especializado: vende somente parte de uma linha de produtos, mas com
grande variedade de artigos. Atacadista de bebidas, atacadistas de frios, atacadistas de brinquedo.
de determinados fabricantes para certas áreas ou mercado.
Para Bertaglia (2009), as organizações atacadistas se classificam em atacadistas de serviços completos e atacadistas de serviço parcial. Os atacadistas de serviço parcial podem ser divididos da seguinte forma:
Atacadista de caminhão: esse tipo de atacado combina a venda, transporte e a
cobrança. A vantagem dessa natureza comercial está no fator de permitir pedidos pequenos com maior frequência, sem a necessidade de formar estoque.
Atacadistas pague-e-eleve: o varejista vai até o armazém do atacadista, efetua os
pedidos, paga e transporta as mercadorias compradas. No Brasil, um exemplo de atacadista “pague-e-leve” é a cadeia holandesa Makro.
Atacadista de entrega ou agenciadores de entrega: são organizações que compra e
vendem mercadorias sem, no entanto, manter estoques.
Os agenciadores de display: são atacadistas que são comercializam categorias
especificas de mercadoria, na maioria das vezes colocadas nas lojas de varejo em consignação.
Outro intermediário do primeiro nível da cadeia de suprimentos é o Centro de Distribuição. Ocorre quando um grande varejista, por estratégia principalmente de redução de custo ou de localização, faz a instalação de um armazém (CD) e este faz o papel de distribuidor para esta grande companhia. Por este motivo, apesar de representarem empresas varejistas (segundo nível), encontram-se no primeiro nível, por sua função ser distribuição, característica intrínseca dos integrantes do primeiro nível.
A Associação Brasileira de Logística, a Aslog, assim como os Centros de Distribuição (CDs) têm o formato de um armazém, onde o objetivo a realizar é a gestão dos estoques de mercadorias na distribuição física. Esses armazéns recebem cargas consolidadas de diversos fornecedores. São cargas que serão fracionadas com o intuito de consolidar os produtos por quantidade e variedade corretas, para depois serem enviadas para os pontos de vendas, ou em poucos casos, para clientes finais (BARROS, 2005).
Para Barros (2005), Os CDs oferecem além dos serviços de armazenagem, outros serviços que agreguem valor aos produtos, como são os casos de etiquetagem, embalagem, dentre outros. Para Bowersox e Closs (2001), trata-se de uma das vantagens da utilização do CD no sistema logístico.
De acordo com Barros (2005), os CDs transformam-se em pólos geradores de carga, o que torna em área de fácil acesso e com estrutura apropriada ao tipo de produto que se deseja
armazenar. Portanto, sua localização torna-se de extrema importância no que diz respeito a velocidade da operação como para a qualidade do serviço prestado. Sua infraestrutura associa- se diretamente com a qualidade do serviço prestado, uma vez que determinados produtos requerem uma armazenagem especial.
Para Barros (2005), os CDs tem como principais atividades: o recebimento, a movimentação, a seleção de pedidos, a armazenagem, a expedição e, as vezes agrega também valores físicos como a colocação de rótulos, embalagens e a preparação de kits comerciais.
E por fim, têm-se os Broker, são os representantes do primeiro nível mais incomuns por ser considerado ainda, um novo formato de distribuição. Esse tipo de canal de distribuição, encontra-se em fase de ajuste, também pode-se considerar este, como uma das mais complexas forma de distribuição, pois deve atender todas as exigências da indústria parceira.
Broker trata-se de empresa contratada pela indústria para efetuar a distribuição de suas mercadorias ao varejo de forma diferenciada. É que o Broker consegue disponibilizar preços mais acessíveis, uma vez que não precisa manter estoque próprio e ser isento de impostos, pois não são obrigados a emitirem notas fiscais em seu nome, além de ser um canal que disponibiliza maior facilidade de crédito, por ser possuidor de um importante referencial (KATO; PURCOTE; VEIGA, 2009).
Para (Kato, Purcote; Veiga (2009), Broker é uma alternativa no canal de distribuição que atende às exigências impostas por um mercado mais competitivo, possibilitando à indústria chegar ao varejo de modo diferenciado. O Broker é uma empresa legalmente constituída, contratada pela indústria para atender o varejo independente de até 10 checkouts. A empresa não precisa manter estoque próprio e emite nota fiscal diretamente em nome da indústria.
Não ocorre, portanto, repasse de impostos e os produtos são disponibilizados com preço mais competitivo. Este canal de distribuição representa um referencial cadastral importante, o que lhes facilita a possibilidade de crédito pode adquirir todo o mix de produtos da indústria na quantidade desejada, incluindo os lançamentos (KATO; PURCOTE; VEIGA, 2009).
Além disso, através do Broker, a indústria pode oferecer ao varejo material promocional e informações sobre o mercado, podem ensinar técnicas de venda, exposição, merchandising e gerenciamento de categoria. Os Brokers possuem equipe própria de vendedores e promotores (KATO; PURCOTE; VEIGA, 2009).
relacionamento de longo prazo mais formal, que busca o aumento dos benefícios e a redução dos desperdícios em conjunto (BOWERSOX; CLOSS, 2001).
3 METODOLOGIA
O referido estudo tem como base inicial, levantamentos teóricos, de cunho bibliográfico, com o intuito de obter o maior número de informações possíveis acerca dos temas de logística, distribuição, canais de distribuição e especificamente atacados, Centro de distribuição e Broker, com a finalidade de analisar a relação da teoria com a prática, levando em consideração as empresas pesquisadas.
Este trabalho está classificado quanto aos fins, como um estudo de caráter exploratório e descritivo, com enfoque qualitativo, pois este foi realizado através de visitas e reuniões. Com base nas informações obtidas, possibilitou estudar especificadamente um grupo de canais de distribuição com função semelhante. Quanto aos meios trata-se de uma pesquisa bibliográfica, para isso, foram utilizadas fontes secundárias de pesquisa (livros, artigos, trabalhos acadêmicos, relatórios, visitas, sites).
Conforme Marconi e Lakatos (2010), a pesquisa bibliográfica é um apanhado geral sobre os principais trabalhos já realizados, revestidos de importância, por serem capazes de fornecer dados atuais e relevantes ao tema. A investigação preliminar ou estudo exploratório deve ser realizado através de dois aspectos: documentos e contatos diretos. Os principais tipos de documentos são fontes primárias e fontes secundárias (impressa em geral e obras literárias). Os contatos diretos são realizados com pessoas que podem fornecer dados ou sugerir possíveis fontes de informações úteis.
Conforme Baptista (2007), o estudo exploratório é um ponto de partida obrigatório de uma pesquisa, e esse processo de conhecimento das ideias de diferentes autores e teorias legitima as ideias que serão defendidas no novo estudo cientifico, assim podemos categorizar os textos extraídos da literatura como: material de primeira linha (aqueles textos cujo tema e cuja metodologia são iguais a da pesquisa); material de segunda linha (são pesquisa cujas temáticas são iguais, porém o objetivo e a metodologia diferem da proposta do pesquisador) e material de terceira linha (constituído por textos básicos que auxiliam teoricamente na elaboração do trabalho cientifico).
Segundo Hernández (2012), os estudos descritivos pretendem medir ou coletar informações de maneira independente ou conjunta sobre os conceitos ou as variáveis a que se refere. Logo, podem integrar as medições ou informações de cada uma dessas variáveis ou
conceitos para dizer como é e como se manifesta o fenômeno de interesse.
Os estudos descritivos procuram especificar as propriedades, as características, e os perfis importantes de pessoas, grupos, comunidades ou qualquer outro fenômeno que se submeta à analise (DANHKE, 1989).
Para Hernández (2012), o enfoque qualitativo utiliza coleta de dados sem medição numérica para descobrir ou aperfeiçoar questões de pesquisa e pode ou não provar hipóteses em seu processo de interpretação. Em geral é utilizado, sobretudo para descobrir e refinar as questões de pesquisa. Ás vezes, mas não necessariamente, hipóteses são comprovadas.
O enfoque qualitativo busca principalmente “dispersão ou expansão” dos dados ou da informação. Às vezes citado como investigação naturalista, fenomenológica ou etnográfica, é uma espécie de “guarda-chuva”, no qual se inclui uma variedade de técnicas de estudos não- quantitativos.
Esta monografia é considerada um estudo de caso múltiplo, tem seu conteúdo prático aprofundando, através de visitas e reuniões nos estabelecimentos. Foi feita visita ao ACAD (Associação Cearense dos Atacadistas e Distribuidores e Produtos), onde foi realizada reunião com a Katia (representante legal desta associação). Também foi realizada visita no CD da farmácia Pague Menos, localizado do no bairro Jacarecanga, onde foi apresentado a estrutura do CD, pelo o Sr. Antônio (gerente de RH). Quanto ao Sindicato do Comércio Atacadista de Gêneros Alimentos do Estado do Ceará e ABAD (associação brasileira de atacadistas e distribuidores de produtos industrializados), foram extraídos dados e informações diretamente dos sites dessas associações e dos sites das empresas estudadas no objeto de estudo.
4 OBJETO DO ESTUDO
As mudanças que os canais de distribuição tem sofrido e a intensiva competição torna oportuna a realização de um estudo, com o objetivo de mapear a rede de distribuição de primeiro nível da grande Fortaleza, identificando os principais Atacados, Centros de Distribuição de grandes varejos e Brokers dessa região, com isso analisando suas características, atividades, semelhanças e diferenças operacionais.
O mapeamento da rede de distribuição visa destacar os principais integrantes de cada uma das categorias do primeiro nível. A região da pesquisa é a Grande Fortaleza constituída pela região metropolitana e os municípios de Eusébio, Maracanaú e Caucaia.
O grande resultado de todo esforço da logística no gerenciamento do fluxo de materiais e informações é o serviço oferecido ao cliente final. As organizações contratam pessoas, adquirem novos equipamentos, criam programas de desenvolvimento e parcerias com fornecedores atuais e novos, implementam serviços de tecnologias da informação, bem como em capacitação gerencial, tudo isso com o objetivo de criar valor para seus clientes por meio de um serviço superior ao do concorrente.
No referencial teórico foi demonstrado as principais atividades da logística: compra e suprimentos, gestão de estoque, armazenagem e movimentação interna e por fim distribuição e transporte. Está destacado abaixo as principais característica dessas atividades dentro das empresas que compõe o primeiro nível, a qual constituem esse objeto de estudo, com o intuito de um melhor entendimento. Contribuindo dessa forma, para o mapeamento desta rede de distribuição.
Para cada atividade é dada diferenciada importância de acordo com a linha da empresa. Por exemplo, na área de suprimentos, no que se refere a compras, os CDs não trabalham propriamente com compras, mas com transferências, de acordo com planejamento para atender a malha comercial. Já no atacado, as empresas efetuam propriamente a compra de acordo com o giro de determinado SKU, levando em consideração a sazonalidade etc. Finalmente nos brokes não se efetua compra para estoque, pois é uma compra direta baseada numa venda já efetuada.
Verifica também a diferenciação na gestão de estoque em cada linha, onde no atacado é de suma importância, pois trabalham com diversos produtos, devendo assim ter a preocupação com layout etc. No Broker não é de suma importância porque se trabalha com uma única indústria, sendo assim mais simples e específico, pois somente se transfere o que efetivamente foi vendido. Já nos CDS a gestão de estoque é de bastante relevância porque
toda a responsabilidade é do próprio CD.
Já nos que se refere a movimentação interna e armazenagem, verifica-se que a atividade e a importância são semelhantes em todas as linhas, onde todas se preocupam com a qualidade e validade do produto, controle de FEFO etc.
Por fim, a atividade distribuição está muito bem diferenciada, conforme o tipo de empresa pertencente a rede de primeiro nível, no item d.
a) Compras / suprimentos:
No que se refere ao segmento atacadista, o processo de compra é uma das atividades mais críticas, pois na medida em que os produtos são vendidos, estes precisam ser repostos para que ocorram novas vendas, formando um ciclo vital para a empresa (MOREIRA, 2001).
A evolução da área de compras acompanha a evolução da atividade atacadista. À medida que as empresas atacadistas se desenvolvem, num ambiente complexo e de competição crescente, já não basta a intuição do proprietário, que era no início o principal responsável pela compra.
Existem genericamente três formas de gerenciar o processo de compra. A primeira, de cima para baixo, consiste em estabelecer um montante em valores monetários, os quais, a partir de então, os gestores de compra distribuem para as várias categorias de produtos. A outra forma, de baixo para cima, inicia-se com os gestores de compra, que estimam o nível do produto, consolidam as categorias, departamentos, até chegar à empresa como um todo. A última forma consiste no estabelecimento de um orçamento financeiro de compras, no qual a partir de então, os gestores estabelecem o orçamento de compra para as categorias de produtos (PARENTE, 2000).
b) Gestão de estoques:
Todo sistema de gestão de estoques visa principalmente a uma adequação das compras com a venda, além da minimização dos investimentos de capital em estoques, ou seja, otimizar o investimento, aumentando o uso eficiente dos meios internos da empresa (DIAS, 1993).
O Gestor de Materiais deve entender o comportamento da demanda de um tipo de produto. Para tanto, são utilizadas as séries históricas que mostram os formatos ou padrões existentes. Ao observar uma série histórica, alguns aspectos devem ser considerados, tais como a tendência, a presença de sazonalidade, a variação aleatória e os ciclos (ARNOLD, 1999).
Dependendo do grau de certeza da demanda, existem os modelos de estoques. A escolha de algum dos modelos existentes no âmbito da Teoria de Estoques constitui a base
para fazer funcionar o planejamento de estoques em uma empresa real. Para tanto, alguns elementos devem ser determinados: o estoque de segurança, o ponto do pedido, o lote ou quantidade a ser encomendada e, por fim, o tempo de ressuprimento (MOREIRA, 2001). c) Armazenagem e movimentação interna:
Outra área importante é a de armazenagem e movimentação interna, que engloba desde as atividades de portaria (entrada de mercadorias), passando pela estocagem destes materiais no armazém, as devidas movimentações internas, as reposições e a armazenagem no ponto de venda.
A área de recebimento é o local onde todas as mercadorias compradas são recebidas e posteriormente destinadas para estoque (BALLOU, 1993). No que se refere ao recebimento de mercadorias, esta pode ser realizada manualmente ou com a utilização de coletores ou equipamentos semelhantes.
Além dos procedimentos de conferência e alimentação dos estoques, a área de recebimento é a responsável pela verificação dos padrões de qualidade dos produtos, que inclui o controle de entrada de produtos perecíveis. A data de validade das mercadorias deve ser observada principalmente quando se trata de produtos com baixo período de validade ou datas críticas.
Para garantir a correta rotatividade dos estoques de produtos, principalmente aqueles que têm uma data de validade mais curta, a utilização da técnica PEPS (Primeiro que Entra, o Primeiro que Sai) é indispensável. Baseado no princípio de que o primeiro produto a entrar no estoque será consumido primeiro, esta técnica simples garante que os produtos com data de validade mais crítica sejam postos à venda primeiro que aqueles com data de validade mais estendida (POZO, 2002).
As principais medidas a serem tomadas neste sentido englobam a implantação de um programa educacional agressivo, convencendo o pessoal de que a perda é muito maior que um possível ganho com o produto furtado; a implantação de uma sistemática de punição severa; treinamento do pessoal com relação à prevenção de furtos; manutenção de um permanente controle de inventário; um eficiente controle de saída de mercadorias; limitação da entrada e saída de pessoal no armazém (ARNOLD, 1999).
Uma vez considerados todos os aspectos relacionados à entrada e armazenamento de mercadorias, faz-se necessário considerar as atividades de manuseio e movimentação interna.
Existem três tipos de movimentação interna que são encontrados no atacado. O manual, que é aquela que é executada pelo homem sem a utilização de equipamentos. A Segunda, mecanizada, são aquelas nas quais as operações são executadas por equipamentos
dirigidos por homens e, por fim, a automatizada, que é operada por computador (BALLOU, 1993).
d) Distribuição / entrega de mercadorias:
A distribuição física é a área da Logística responsável por levar os produtos certos, para os lugares certos, no momento certo, com o nível de serviço adequado, ao menor custo possível (NOVAES, 2001).
Existem basicamente dois tipos de sistema de distribuição. O primeiro, chamado de distribuição “um para um”, é aquele em que um veículo é totalmente carregado e se destina a um só cliente. Outro tipo de distribuição, “um para muitos” ou compartilhada, o veículo é