O saxofone foi inventado em 1840, apresentado na segunda exibição industrial de Bruxelas em 1841 e patenteado em 1846 por Antoine Joseph “Adolphe” Sax, judeu belga pertencente a uma tradicional família de fabricantes de instrumentos musicais. Em 1857, Adolphe Sax tornou-se ins-trutor de saxofone no Conservatório de Paris. Apesar de ser de metal, o saxofone pertence à família das madeiras, porque combina em sua construção a palheta simples, com uma boquilha como a do clarinete, e o corpo cônico como do oboé, com o mecanismo de chaves como o da flauta moderna, introduzido por Boehm em 1847. A sonoridade do saxofone é determinante para sua classificação como pertencente à família de madeiras. O saxofone existe em sete tamanhos: o sopranino em Mib, o soprano em Sib, o alto em Mib, tenor em Sib, barítono em Mib, baixo em Sib e Contrabaixo em Sib. Os mais utilizados são: soprano, alto, tenor e barítono.
O clarinete descende do chalumeau, instrumento bastante popular na Europa desde a Idade Média.
Em 1690, Johann Christoph Denner, charamelista alemão, acrescentou à sua charamela uma cha-ve para o polegar da mão esquerda. Surgiu, assim, o clarinete contemporâneo. Introduzido nas orquestras em 1750, foi um dos últimos instrumentos de sopro incorporados à formação orques-tral moderna. É um instrumento muito usado no Brasil na execução de choros, serestas e sambas.
Por volta de 1811, Iwan Muller fez vários aprimoramentos na clarineta e o sistema Muller com 13 chaves se popularizou.
Hoje em dia o sistema de chaves mais usado é o Boehm. Ele recebeu este nome porque tem como base o sistema com o mesmo nome que se tornou padrão na flauta transversal criado pelo inventor Theobald Boehm. Esse sistema foi adaptado para o clarinete por Hyacinthe Klosé e Auguste Buffet.
A flauta transversal é um instrumento de sopro da família das madeiras. Diferentemente do clari-nete e do saxofone, na flauta deve-se soprar diretamente em um orifício, sem a ajuda de palhe-tas e boquilhas. É um dos instrumentos mais antigos que se conhece e se encontra praticamente em todas as culturas há milhares de anos. Inicialmente era feita de osso e posteriormente de madeira, passando por muitas transformações ao longo do tempo, até chegar à flauta transver-sal de metal que conhecemos hoje, que foi desenvolvida e aperfeiçoada pelo músico e inventor alemão Theobald Boehm por volta de 1847. Há muitos tipos de flautas, características da música de cada país, como por exemplo o shakuhachi na música japonesa, o bansuri na música indiana, o di zi na música chinesa, a flauta de pã na música andina. No Brasil, temos o pífano que é usado na música do Nordeste.
Esta atividade tem por objetivo iniciar um processo de contextualização histórica dos instru-mentos que os alunos estão estudando. Informações históricas não devem ser tratadas apenas como curiosidades, mas sim como dados importantes que podem fazer com que os alunos se sintam mais íntimos do instrumento. Em conversa com os alunos tente ressaltar a importância das gerações de músicos que tocaram o mesmo instrumento e graças a isso eles estão agora aprendendo também.
6
vale ressaltar as exposições internacionais de instrumentos que ocorriam na Europa no século XIX e a ligação entre países do velho Mundo com o Brasil, razão pela qual muitos instrumentos chegaram aos músicos brasileiros.Exercício a: escolha alguns trechos musicais e peça aos alunos que ouçam e identifiquem o instru-mento (clarinete, saxofone ou flauta). Pergunte a eles: como sabemos qual é qual?
6
Provoque a reflexão dos alunos para a textura do som (timbre). utilize trechos similares (lentos ou rápidos) e peça que usem adjetivos para tentar descrever o som de cada um.desafios
6
são exercícios que poderão ser utilizados como uma aula extra ou mesmo como forma de intensificar os conteúdos ministrados ao longo da unidade. os alunos poderão localizá-los no livro de aluno, ao final da unidade.desafio 4.1
Solicite aos alunos que ouçam o CD043 O Corpo do som dos Barbatuques – faixa 1. Auxilie os alunos no momento da improvisação.
Enunciado para o aluno:
Caminhe na pulsação da música. Observe os sons graves, médios e agudos na gravação. Reproduza o que está escutando utilizando seu próprio corpo. Tente utilizar também a voz! Agora, pegue o instrumento e improvise! Tente transferir o que fez em seu corpo e voz para o instrumento. Pense nos graves, médios e agudos que escutou na gravação e nos sons que criou com seu corpo e voz.
Você pode tocar sem o CD e depois tocar junto com ele.
desafio 4.2
Apresente aos alunos as faixas 6, 9, 12 e 14 do CD108 – Carnaval dos animais. O compositor desta obra inspirou-se em alguns animais para compor esta obra. Neste desafio, os alunos devem identificar os animais enquanto ouvem as músicas. Peça que eles digam os animais identificados.
atividades para levar para casa
6
Passe aos alunos os seguintes exercícios:atividade 4.1
Peça aos alunos que escrevam uma composição utilizando sons longos e curtos, pausas e três altu-ras diferentes, que eles sejam capazes de executar com o instrumento, em sala de aula. Estimule-os compararem as novas compEstimule-osições às anteriores e a perceberem como as compEstimule-osições estão ficando melhores ao longo do tempo.
atividade 4.2
Peça aos alunos que pesquisem uma música de Johann Sebastian Bach que seja muito conhecida.
Eles devem ouvir a música e fazer uma redação, explicando as ideias, sensações, sentimentos e pensamentos que surgiram durante a apreciação. Devem consultar a internet, os livros do acervo, perguntar aos parentes, professores, músicos etc.
atividade 4.3
Nesta atividade os alunos devem pesquisar sobre a família dos instrumentos de madeiras: clarine-te, flauta e saxofone. Eles devem apresentar em aula as ilustrações que encontraram, bem como devem expor as dúvidas que surgiram para comentá-las com todos.
Modo de aferição de resultados
A postura das mãos e o posicionamento dos dedos é conhecimento fundamen-tal para um bom desenvolvimento técnico dos estudantes de instrumentos de sopro. Verifique se todos memorizaram as posições e as respectivas chaves. É muito comum que os alunos tenham dificuldades no começo e repitam movimentos indesejáveis.
Observe os gestos com cuidado e atenção. Corrija sempre que necessário e não se canse de repetir sobre a posição desejada. Verifique em conversas se os alunos entenderam os conceitos e a impor-tância do alongamento e da postura. Motive os alunos para que se sintam seguros nos exercícios físicos e não se envergonhem frente aos colegas.
Cantar nas alturas corretas é fundamental para saber se o aluno entendeu o movimento meló-dico. Verifique se o aluno é capaz de entoar alturas e modifique a referência para se adequar ao aluno caso seja necessário. Alguns alunos necessitam de uma referência para conseguir entoar alturas. Certifique-se de que todos consigam cantar os exercícios. Verifique o interesse dos alunos nas histórias dos instrumentos. Utilize ilustrações, narrativas, enfim, ferramentas para tornar o conhecimento sobre o passado interessante. É importante aferir a retenção de conteúdos e não a memorização deles. É também importante verificar se os alunos são capazes de criar relações interdisciplinares a partir das pesquisas e conversas com pais, avós, aulas de história na escola etc.
Tudo isso dará elementos para uma boa avaliação do desenvolvimento de cada aluno.