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PARTE I: PRÁTICAS DE ENSINO SUPERVISIONADAS

2. CONTEXTO DO ESTÁGIO

2.7. Atividades de complemento da ação letiva

2.7.1. Observação de uma aula do ensino secundário

No dia 23 de maio de 2013, o núcleo de estágio deslocou-se ao Externato Infante D. Henrique, em Ruílhe, para assistir a uma aula do ensino secundário, mais concretamente do 10.º ano de escolaridade do ensino profissional, do curso de profissional multimédia, na disciplina de Tecnologias da Informação e da Comunicação. A aula começou com o professor a efetuar a chamada e o registo do sumário. Depois os alunos continuaram a desenvolver o trabalho da aula anterior, que consistia na construção de um site em Dreamweaver, ou seja, criação de um Web site com base num layout construído em Photoshop, formatado com recurso a Folhas de Estilo Externas.

Desta aula podemos observar algumas das estratégias que o professor adotou, tais como pedir aos alunos para desligar os monitores para ele poder explicar o que eram

DIVs, dar apoio individualizado a todos os alunos, uma vez que estes estavam a ter

algumas dificuldades na realização do exercício.

O professor nesta turma, que era constituída maioritariamente por rapazes, tinha uma postura mais rígida para não perder o controlo da turma, pedindo aos alunos para estarem quietos ou não fazerem barulho.

Nesta aula, pudemos observar quais os métodos utilizados pelo professor, a forma como este conduziu a aula e como interagia com os alunos. No final, verificámos que a forma como a disciplina era lecionada não divergia muito dos métodos adotados no decorrer do estágio, ou seja, a matéria é exposta, necessitando por vezes de se recorrer a casos práticos, sobretudo quando os conteúdos abordados possuem um grau de complexidade mais elevada.

Uma vez que as turmas eram enormes, foi possível observar que o professor necessitava de gerir muito bem as atitudes e comportamentos dos alunos, para poder dar uma resposta rápida a todos. Foi possível, ainda, observar a forma colaborativa como alguns alunos interagiam para progredir na execução das tarefas, discutindo formas de elaborar e desenvolver adequadamente o trabalho solicitado pelo professor.

Esta experiência foi muito enriquecedora, pois permitiu-nos observar, em contexto real, uma aula, de um professor com experiência, e aprender como devemos proceder em certas situações. Além disso, como os contextos são diferentes, pudemos ver como os alunos reagem aos métodos utilizados e aos exercícios propostos.

2.7.2. Reuniões de acompanhamento

No horário definido para o núcleo de estágio, foram estipulados 90 minutos para a realização de cada reunião de acompanhamento. Estas têm como finalidade rever os materiais produzidos para as aulas, analisar a evolução dos projetos em que o núcleo de estágio participa, analisar a evolução do professor estagiário, entre outros assuntos relacionados com a escola e o núcleo de estágio.

O núcleo de estágio desenvolveu um grande trabalho, quer ao nível de preparação de aulas como de atividades, o que permitiu evoluir a nível individual e grupal.

Em cada reunião, a orientadora cooperante fazia um balanço de como correu a aula, permitindo corrigir e melhorar alguns aspetos, tais como métodos a utilizar, articulação de conteúdos, formas de motivar os alunos, entre outros. Estas reuniões foram muito positivas, pois para além de se fazer um balanço do estágio, permitiram partilhar experiências vivenciadas, em contexto de sala de aula, e soluções para determinadas situações problemáticas.

A experiência da nossa orientadora, a sua relação com a escola e os projetos em que participou, todas as suas correções e sugestões permitiram-nos aprender bastante, e mostraram-se fundamentais para aperfeiçoar as nossas competências científico- pedagógicas.

Para além destas reuniões, foram realizadas outras, em que participaram também a orientadora científica. Estas reuniões aconteciam no final de cada aula assistida, para fazer um balanço e verificar quais os métodos e estratégias a modificar ou melhorar nas aulas seguintes.

Em suma…

O estágio que efetuámos permitiu-nos aprender muito, principalmente por ter sido a primeira experiência que realizámos numa escola. O contacto com os alunos, com os nossos colegas professores, toda a dinâmica da escola foi uma experiência muito enriquecedora. Além disso, pudemos colocar em prática algumas das aprendizagens, que adquirimos ao longo do mestrado, bem como aprender coisas novas. O papel das nossas orientadoras foi muito importante para a nossa evolução ao longo do ano letivo. A turma atribuída também ajudou neste processo, pois era empenhada e reagia de forma positiva (interessada e empenhada) quando as metodologias utilizadas, durante as aulas, eram diferentes do habitual/ tradicional.

Com esta experiência pudemos colocar em prática algumas das aprendizagens adquiridas ao longo do Mestrado, tais como: as planificações diárias das aulas e por período, como utilizar o currículo e a realização da avaliação dos alunos.

Além disso, adquirimos novos conhecimentos e competências ao longo do estágio, principalmente porque tivemos uma aluna com NEE. Este caso permitiu-nos aprender a articular os conteúdos lecionados aos outros alunos e à aluna com NEE, adotar estratégias que permitissem dar a atenção necessária a todos os alunos, uma vez que esta aluna precisa de um acompanhamento mais individualizado. Aprendemos a preparar exercícios de acordo com as necessidades da aluna e do seu currículo específico. Além disso, estimulou-nos a aprender e a aplicar novos métodos para motivar os alunos assim como a reagir a situações imprevistas.

A maioria das pessoas não tem noção do tempo despendido pelo professor na planificação das aulas, na elaboração das fichas de trabalho e no processo de avaliação. Todo esse trabalho é efetuado diariamente para providenciar aos nossos os alunos um ensino melhor e de qualidade, ou melhor dizendo, para construir situações educativas estimulantes e significativas.