CAPÍTULO 3 PROCESSO DE TESTE DE SOFTWARE
3.2 Processo de teste de Software
3.2.1 Atividades do Processo
Levantamento de Requisitos: essa etapa tem como objetivo entender o negócio, explorar as necessidades do cliente e registrar os requisitos necessários para o desenvolvimento de forma clara e objetiva. Atividades necessárias para realização dessa atividade:
o Analise do problema;
o Anotar ou gravar necessidade/problema do cliente; o Discutir com a equipe o problema;
o Analisar e escolher técnica levantamento (O levantamento pode ser feito através de entrevistas, reuniões, observações, etc.);
o Escolher a tecnologia adequada; o Definir uma solução;
o Documentar problemas e soluções
Artefatos:
o Entrada: Necessidade do cliente; o Saída: Documento de Requisitos;
Profissional Executante: o Analista de sistemas;
Revisão do Documento de Requisitos: Nesta etapa é executada uma verificação minuciosa com utilização do teste de inspeção. De acordo com ISTQB, o teste de inspeção é uma revisão baseada no exame visual de documentos, com o objetivo de encontrar, por exemplo, violações dos padrões de desenvolvimento e não conformidade da documentação de nível mais alto. Trata-se da técnica de revisão mais formal e, portanto, está sempre baseada em um procedimento documentado.
Características do teste de inspeção apresentada por TI EXAMES – CTFL (2012): Conduzida pelo moderador (que não seja o autor).
Geralmente é uma análise por pares. Papéis definidos.
Utilização de métricas.
Processo formal baseado em regras e utilização de check-list.
Entrada especificada e critérios de saída para a aceitação do produto de software.
Reunião de preparação.
Relatório de inspeção, lista de defeitos encontrados; Processo de acompanhamento formal.
Opcionalmente, ter aperfeiçoamento do processo e um leitor.
Principal propósito: encontrar defeitos.
Atividades necessárias para realização dessa atividade:
o As informações presentes no documento estão de forma claras e objetivas (sem ambiguidades);
o Os requisitos não são conflitantes entre eles;
o Prazos determinados para entrega dos requisitos estão de acordo com o grau de complexidade dos mesmos;
o Inexistência de requisitos desnecessários;
Artefatos:
o Saída: Termo de Aprovação/Reprovação do documento de Análise de Requisitos;
Profissional Executante:
o Gestor (es) ;
Verificação do documento de Requisitos com a equipe desenvolvedora: nesta etapa será executado o teste estático formal - Acompanhamento (walkthrough).
TI EXAMES – CTFL (2012) apresente esse teste como uma revisão do material onde o principal propósito é a aprendizagem, treinar os envolvidos no projeto e obter o entendimento. É uma apresentação de revisão realizada em forma de reunião e sem checklist, na qual o autor apresenta o material em ordem lógica a um grupo que verifica durante a apresentação. O grupo tem seu foco no aprendizado sobre o material, melhorando e registrando possíveis defeitos.
Atividades necessárias para realização dessa atividade:
o Realização do teste estático formal – Acompanhamento (walkthrough);
Artefatos:
o Entrada: Necessidade do cliente;
o Saída: Termo de Aprovação/Reprovação do documento de Análise de Requisitos;
Profissional Executante:
o Desenvolvedores de sistema;
Especificações dos Testes: nesta etapa será criado o Plano de Teste de acordo com os requisitos presentes no Documento de Requisitos. Nesse momento o profissional com características de liderança e que possui conhecimentos
específicos em testes de software, entrará em ação, ele é o responsável pelo projeto de teste de software desde a sua concepção até o release.
Artefatos:
o Entrada: Documento de Requisitos; o Saída: Plano de teste;
Profissional Executante:
o Analista de Teste.
Ambiente de Testes: criação do ambiente automatizado para execução dos testes. Normalmente essa atividade é realizada mais intensamente na primeira criação, posteriormente, só há a necessidade de adaptação do ambiente para uma integração do nosso projeto ou módulo a ser testado automaticamente. Artefatos:
o Entrada: Plano de Teste; o Saída: Não necessita;
Profissional Executante:
o Engenheiro de Teste;
Desenvolvimento: nesta etapa será executado o desenvolvimento do sistema de acordo com os documentos já criados no processo (Documento de Requisitos e Documento Plano de Teste). Neste momento será codificado o módulo de acordo com o que foi levantado e apresentado no documento de requisitos e seus respectivos casos de testes definidos no documento Plano de Teste. É fundamental que os desenvolvedores tenham acesso à esses documentos, pois são os norteadores das atividades necessárias para obtenção de bons.
o Entrada: Documento de Requisitos e documento Plano de Teste; o Saída: Módulo e casos de testes implantados;
Profissionais Executantes:
o Desenvolvedor de sistema;
o Analista de Teste;
Execuções dos testes: nesta etapa será executado os testes definidos no Plano de Teste. Normalmente são realizados testes unitários e testes de caixa preta. A fase de execuções dos testes é análoga à fase apresentada no item 3.1.2 Levantamento da Metodologia de Desenvolvimento de Software, atividades Testes.
Artefatos:
o Entrada: Plano de Teste;
o Saída: Termo de Aprovação/Reprovação dos Testes Executados;
Profissionais Executantes:
o Desenvolvedor de sistema;
o Analista de Teste;
o Testador;
Integração dos módulos: nesta etapa será realizado o teste de integração. De acordo com TI EXAMES – CTFL (2012), teste de integração tem como objetivo encontrar falhas provenientes da integração interna dos componentes de um sistema.
Artefatos:
o Saída: Termo de Aprovação/Reprovação do Teste de Integração;
Profissionais Executantes:
o Analista de Teste;
o Testadores;
Validação e Aceitação: nesta etapa o módulo criado e integrado é testado pelo Analista de Requisitos juntamente com um gestor. De acordo com Pressman (2006) “validação se refere a um conjunto de atividades realizadas sobre o sistema que garante que o software construído corresponde aos requisitos do cliente”. Também é realizado o Teste de Aceitação que de acordo com ISQTB, é um teste realizado para estabelecer se um sistema satisfaz ou não os critérios de aceitação e para possibilitar aos usuários, aos clientes e às outras entidades autorizadas decidir aceitar ou não determinado sistema.
Artefatos:
o Entrada: Documento de Requisitos;
o Saída: Termo de Aceitação/Reprovação do sistema produzido;
Profissionais Executantes:
o Analista de Sistema;
o Analista de Requisitos;
o Gestores;
o Cliente;
Validação e Aceitação: nesta etapa o módulo criado e integrado é testado pelo Analista de Requisitos juntamente com um gestor. De acordo com Pressman (2006) “validação se refere a um conjunto de atividades realizadas sobre o sistema que garante que o software construído corresponde aos requisitos do
cliente”. Também é realizado o Teste de Aceitação que de acordo com ISQTB, é um teste realizado para estabelecer se um sistema satisfaz ou não os critérios de aceitação e para possibilitar aos usuários, aos clientes e às outras entidades autorizadas decidir aceitar ou não determinado módulo e/ou sistema.
Artefatos:
o Entrada: Documento de Requisitos;
o Saída: Termo de Aceitação/Reprovação do sistema produzido;
Profissionais Executantes:
o Analista de Sistema;
o Analista de Requisitos;
o Gestores;
o Cliente;
Revisão Técnica: revisão com o propósito de discutir e encontrar o erro que ocasionou uma negligência na aceitação do módulo produzido. É realizado essa verificação pelo motivo de correção por partes dos desenvolvedores ou se há a necessidade de uma novo ciclo desde o levantamento de requisito até a sua entrega, gerando assim maior custo para o projeto.
Artefatos:
o Entrada: Documento de Requisitos; o Saída: Documento Revisão Técnica;
Profissionais Executantes:
o Analista de Requisitos;
o Gestores;
o Desenvolvedor de sistema;