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I. Disciplinas Optativas Específicas

5. Atividades De Ensino

5.2. Atividades Formativas

A flexibilização curricular é caracterizada por ações que possibilitam formação complementar interdisciplinar particular ao aluno, incentivando a interação entre as disciplinas e respeitando o pluriculturalismo.

Na UNIFAL-MG, a flexibilização curricular foi institucionalmente introduzida pela Resolução 002/2003 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, que fixou normas para implantação do processo de flexibilização dos currículos de graduação, por meio das atividades curriculares complementares, denominadas Atividades Formativas.

São consideradas Atividades Formativas na educação acadêmica:  Atividades de Extensão;

 Atividades Permanentes de Iniciação Científica;

 Participação no Programa de Educação Tutorial - PET;

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 Participação no Programa Bolsa-Trabalho;  Monitoria no Ensino Superior;

 Disciplinas Optativas e/ou isoladas;

 Participação em Eventos Científicos, Oficinas e Cursos relacionados à área de formação, na instituição ou fora dela;

 Estágio de interesse curricular;

 Atividades de representação acadêmica.

Para estimular a diversificação pelos alunos na execução dessas atividades complementares, existem limites máximos para todos os tipos de atividade, de tal maneira que não é possível cumprir a carga horária total com um único tipo de atividade. Os limites máximos estabelecidos não impedem o aluno de desenvolver as atividades além do máximo permitido nas regras vigentes.

Existe uma regulamentação criada especificamente para a Atividade Formativa do Curso de Bacharelado em Ciência da Computação, e que apresenta em detalhes todos os aspectos relacionados à realização deste tipo de atividade.

As Seções seguintes descrevem, com mais detalhes, três modalidades importantes de Atividades Formativas.

5.2.1. INICIAÇÃO CIENTÍFICA

A Iniciação Científica foi criada como um instrumento que permite introduzir os estudantes de graduação, potencialmente mais promissores, na pesquisa científica. Iniciou-se com o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) do CNPq em 1992, com 20 bolsas, tornando-se um projeto permanente a partir daí e não apenas uma atividade esporádica. Voltado para o aluno de graduação e servindo de incentivo à formação de novos pesquisadores, privilegia a participação ativa de bons alunos em projetos de pesquisa com assessoramento técnico-científico na forma de Comitês, nas decisões locais e nos julgamentos para seleção dos orientadores, projetos e bolsistas. Por suas características, pode-se classificá-lo como uma política de formação para pesquisa, preparando o aluno de graduação para a pesquisa e/ou a pós-graduação.

Outro programa é o PROBIC - Programa de Bolsas de Iniciação Científica da UNIFAL-MG instituído pela Portaria nº 267 de 27 de junho de 2000, tem os mesmos objetivos que o PIBIC, mas conta com os próprios recursos institucionais. Outro programa de bolsas de iniciação científica é fomentado pela FAPEMIG – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais. O Programa de Bolsas da FAPEMIG foi instituído conforme deliberação 004/2003 do Conselho Curador da FAPEMIG. A quota é financiada pelo orçamento da Fundação, dispondo no ano de 2004, de 10 bolsas distribuídas aos alunos de graduação selecionados por mérito acadêmico. Em 20 de dezembro de 2004 a FAPEMIG concedeu quota adicional de mais 10 bolsas, totalizando 20 bolsas para a UNIFAL-MG no ano de 2005.

Também com o intuito de propiciar um espaço onde os trabalhos de iniciação científica realizados na Instituição possam ser apresentados à Comunidade, é realizada há 12 anos a Jornada de Iniciação Científica de Alfenas (JICA) pela UNIFAL-MG.

A Jornada de Iniciação Científica de Alfenas é um evento fundamental para o bom andamento dos Programas de Iniciação Científica. Durante essa Jornada os bolsistas dos Programas PIBIC, PROBIC, FAPEMIG, alunos que desenvolvem atividades de pesquisa como estagiários voluntários e acadêmicos de outras Instituições da cidade e da região têm a oportunidade de apresentar os resultados de seus trabalhos de pesquisa em forma de painéis ou exposições orais sendo os resumos publicados em anais. Esses trabalhos são avaliados por uma comissão formada por docentes da própria UNIFAL-MG e por pesquisadores de outras Instituições, convidados especialmente para a jornada. Durante o evento, os assessores externos, escolhidos entre os pesquisadores 1A do CNPq, realizam a avaliação dos programas, requisito indispensável para o processo de renovação das quotas de bolsas institucionais. Em 2006 o Programa geral de Bolsas de Iniciação Científica da UNIFAL-MG foi considerado pelo CNPq um dos 10 melhores programas do gênero no Brasil.

Além disso, a UNIFAL-MG conta com 25 grupos de pesquisa, dentre eles, o Grupo de Pesquisa em Java (J-TEC), criado em 2007, cuja proposta é agregar

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professores e estudantes no desenvolvimento de pesquisas baseadas na linguagem de programação Java em busca de definir novas aplicações que contribuam com a otimização de processos em diversas áreas.

Como objetivo principal, o grupo se concentra no estudo e aperfeiçoamento do desenvolvimento de aplicações utilizando a linguagem de programação Java. Além disso, as atividades do grupo serão definidas de modo a contribuir para a melhoria do ensino de computação, de forma que este favoreça o desenvolvimento cognitivo dos estudantes e a aplicação desta tecnologia.

5.2.2. PROGRAMAS DE MONITORIA

A monitoria é regida pela Resolução nº 004/2000 da Pró-Diretoria de Graduação, aprovada pelo CEPE em 4/7/2006. Trata-se de um programa que visa intensificar e assegurar a cooperação entre estudantes e professores nas atividades básicas da Instituição, relativas ao ensino, à pesquisa e à extensão, além de estimular no aluno o interesse pela docência.

Os monitores desempenham atividades orientadas por um professor responsável, auxiliando-o na realização de trabalhos práticos e experimentais, na preparação de material didático e em atividades de classe e/ou laboratório.

A Pró-Reitoria de Graduação estabelece períodos para inscrição dos candidatos à monitoria, a qual deverá ser feita junto à chefia do departamento. Os Departamentos divulgam a oferta das disciplinas com o respectivo número de vagas, nas quais poderão ser desenvolvidos os programas de monitoria. Cabe ao professor orientador a seleção dos monitores, mediante prova específica referente à disciplina ou módulo objeto da monitoria, análise do histórico escolar, privilegiando aqueles com coeficientes de rendimento mais alto.

5.2.3. ATIVIDADES DE EXTENSÃO

A Extensão na UNIFAL-MG volta-se para a democratização do conhecimento acadêmico, para a participação efetiva da comunidade e para atividades interdisciplinares que possam favorecer a integração social procurando viabilizar a tão almejada relação transformadora entre a universidade e a sociedade.

A Pró-Reitoria de Extensão mantêm de forma permanente alguns programas, como a UNATI (Universidade Aberta à Terceira Idade) e o Curso Pré-Vestibular “Incluindo os Excluídos”. Além destes, é importante destacar as atividades do Programa EDUBASE – Educação Básica e formação de agentes educacionais, o qual tem desenvolvido, pelo terceiro ano consecutivo, ações direcionadas à formação continuada de professores do Ensino Fundamental e Médio do município de Alfenas.

Além destes Programas e dos Projetos Nacionais como o Programa Universidade Solidária, desenvolve vários projetos que abrangem áreas diversas, entre rurais e urbanas do município de Alfenas e entorno, dirigidos a vários segmentos da sociedade com o objetivo de possibilitar a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Sistematicamente, são realizados na UNIFAL-MG mostras, cursos, seminários e jornadas de pesquisa e extensão, assegurando assim a articulação entre extensão, ensino e pesquisa.

Outra atividade de extensão realizada é a Mostra do Conhecimento, que concretiza uma aspiração da comunidade universitária como espaço para discussão de idéias. A Mostra é também um momento de encontro, de reforçar e construir novas parcerias, de divulgar e mostrar à sociedade vários trabalhos produzidos por docentes, discentes e técnicos-administrativos engajados em programas e projetos de Graduação, Pesquisa e Extensão e de Pós-Graduação. Reúne as várias manifestações do "saber", demonstrando diferentes facetas do conhecimento produzido na UNIFAL-MG.

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