• Nenhum resultado encontrado

A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NA SAÚDE: ALGUNS APONTAMENTOS APONTAMENTOS

A implantação do Serviço Social mundialmente se dá nas décadas de 1920-1930, com suas iniciativas voltadas a medidas particulares de grupos que se manifestaram através da Igreja Católica. Foram através das damas de caridade, mulheres da sociedade burguesa que realizavam ações de caráter assistencialista frenteà classe proletariado, direcionadas a fazer caridade, ações assistencialistas se transformando em agente sociais. Não havia a sensibilidade em reconhecer as leis sociais, e sim inibir os proletariados no reconhecimento da sua cidadania.

O momento histórico que se tem espaço na divisão sociotécnica do trabalho para a profissão do Serviço Social se encontra na passagem do capitalismo concorrencial para o capitalismo monopolista, ou seja, no momento em que ocorre a organização dos monopólios. Assim, “o que importa observar e destacar com a máxima ênfase é que a constituição da organização monopólica obedeceu à urgência de viabilizar um objetivo primário: o acréscimo dos lucros capitalistas através do controle dos mercados” (NETTO, 2007, p.20). Dessa forma, o capitalismo monopolista tem como objetivo principal o lucro do capital, por meio dos controles de mercados como um instrumento fundamental para a obtenção desse objetivo.

Com a perspectiva de aumentar a acumulação do capital o Estado passa a intervir na questão social em suas diversas expressões, tal intervenção se deu por meio das políticas sociais, sendo o Assistente Social chamado a executar tais políticas. “Neste âmbito está posto o mercado de trabalho para o Assistente Social: ele é investido como um dos agentes executores das

36 políticas sociais” (NETTO, 2007, p.74) frente às consequências negativas da questão social.

Para o Serviço Social isso representou a necessidade de criação de práticas “modernas”, a exigência de uma racionalidade burocrático-administrativa e a inserção do seu trabalho em estruturas institucionais complexas do ponto de vista organizacional. Os embates de tendências estruturalistas retomadas no Serviço Social e confrontadas com referenciais da psicologia e da sociologia caracterizam a chegada da modernidade à profissão.

O Serviço Social marcou sua entrada na área de saúde através das campanhas sanitaristas, com práticas educativas voltadas a higiene pessoal incentivando o controle de natalidade, o controle de doenças infantis, de higiene bucal, de saneamento para a criação das primeiras políticas urbanas de saúde, muitas vezes realizado por meio de um trabalho educativo baseado em proporcionar acesso à informação sobre o próprio corpo e a higiene do mesmo. Esse era um trabalho que se mostrava necessário a um país sem escolaridade, com grande parte da população em condição de miséria e revelando desconhecimento sobre o próprio corpo. Segundo Sodré (2010):

O grande hospital traz consigo a gestão do trabalho em um formato semelhante ao concebido dentro da grande fábrica. Atendimentos em massa, cirurgias em massa, internações contabilizadas pelo seu gasto financeiro, leitos em série e atendimentos sequenciais sem tempo de parada. Desta forma, aos poucos se molda uma rotina também para aquele trabalho que não deveria ser considerado rotineiro. O Serviço Social criou e reproduziu normas institucionais de forma mecanizada para todos aqueles que o procuravam. Mas como não ter um texto pronto se a proposta institucional é seriada, dividida por especialidades? Em cada clínica, enfermaria ou ambulatório

“apertam-se parafusos” em partes diferentes do corpo humano.

(SODRÉ, 2010, p. 457).

Nesse sentido que surge o serviço social nas instituições de saúde a fim de transcender esse processo mecanizado dos profissionais de saúde, utilizando de praticas sócio educativas, praticas humanas para reaver esse processo saúde e doença em que os sujeitos se insere.

As lutas iniciais que fomentaram as reivindicações pela saúde iniciaram nos anos de 1980, no processo de redemocratização do país, a sociedade civil promoveu intensos debates sobre saúde. Nessa conjuntura foi realizado a 8º Conferência Nacional de Saúde, que mais tarde foi considerada o marco

37 histórico para as transformações ocorridas na área da saúde e que estão expressas na Constituição de 1988.

No sentido de alcançar seu propósito Bravo; Menezes (2012, p. 205) coloca que o movimento sanitário, articulado aos movimentos sociais, utilizou a 8º Conferência como espaço para apresentar suas propostas e sintetizar a compreensão da saúde como direito do cidadão e dever do Estado, garantindo a universalidade do acesso e a descentralização, a integralidade das ações e a participação popular.

O processo comitente e a promulgação da CF 1988 representou no plano jurídico, a promessa de êxito e extensão dos direitos sociais no Brasil, frente às crises sociais de desigualdade. Porém nesse cenário, na Assembleia Constituinte, com relação à saúde foi transformada em uma arena política em que os interesses se organizaram em dois blocos polares.

Segundo Bravo(2009), os grupos empresariais, sob a liderança da Federação Brasileira de Hospitais (setor privado) e da Associação de Indústrias Farmacêuticas (Multinacionais), e as formas propugnadoras da Reforma Sanitária, representadas pela Plenária Nacional pela Saúde na Constituinte, órgão que passou a congregar cerca de duas centenas de entidades representativas no setor15.

O Serviço Social esteve presente nesses debates de consolidação dos direitos sociais, porém a profissão carregava muitas características conservadoras tradicionais que só então em meados da segunda metade dos anos de 1990, inicia-se o debate teórico sobre o Projeto Ético Político do Serviço Social.

Anteriormente com as lutas democráticas na sociedade brasileira, o corpo profissional formado por uma categoria heterogênea, não hesitou em criar um cenário para romper com tendências monopolizadoras do conservadorismo profissional, houve então uma grande mobilização no ano de 1979 com o III Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais, conhecido como o

“Congresso da Virada”, onde os segmentos mais dinâmicos da profissão

15 As entidades que participaram da Plenária foram: sindicatos e centrais sindicais, associações profissionais e culturais, partidos políticos progressistas, movimentos populares, associações de usuários, entre outros.

38 conseguiram instaurar na profissão o pluralismo político, vinculando a classe profissional no marco do movimento dos trabalhadores brasileiros.

O projeto foi preliminar na transição da década de 1970-1980, este período marcou um momento importante de desenvolvimento profissional no Brasil, delimitado especialmente pelo enfrentamento e pela denuncia do conservadorismo profissional. Nesse processo de recusa e crítica ao conservadorismo foi avançando os debates teóricos na busca pelo projeto profissional novo, denominado mais tarde de Projeto Ético Político.

Os projetos coletivos demarcam a relação com os projetos profissionais regulamentadas juridicamente, supõem uma formação teórica e/ou técnica-interventiva, em geral de nível acadêmico superior.

Os projetos profissionais apresentam a autoimagem de uma profissão, elegem os valores que a legitimam socialmente, delimitam e priorizam seus objetivos e funções, formulam os requisitos (teóricos, práticos e institucionais) para o seu exercício, prescrevem normas para o comportamento dos profissionais e estabelecem as bases das suas relações com os usuários de seus serviços, com as outras profissões e com as organizações e instituições sociais privadas e publicas. (BRAVO, 2009, p. 144)

Os projetos são constituídos por um sujeito coletivo, ou seja, pela categoria profissional, no caso do Serviço Sociala organização é composta pelo conjunto CFESS/CRESS16, a ABEPSS17, a ENESSO18, os sindicatos e as demais associações de assistentes sociais.

Desta maneira, para que um projeto profissional se afirme na sociedade, ganhe solidez e respeito frente às outras profissões, às instituições privadas e públicas e frente ao usuário dos serviços oferecidos pela profissão, é necessário que ele tenha em sua base um corpo profissional fortemente organizado.

Nesse rumo por um profissional critico, há quatro décadas deu iniciou ao grande movimento teórico profissional do Serviço Social, o “Movimento de Reconceituação do Serviço Social na America Latina”,marcado pelo objetivo em desconstruir o conservadorismo profissional, que segundo Netto (2006) coloca:

16 Conselho Federal de Serviço Social/ Conselho Regional de Serviço Social.

17 Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social.

18 Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social.

39 a) a instauração do pluralismo teórico, ideológico e político no marco profissional, deslocando uma sólida tradição de monolitismo ideal;

b) a crescente diferenciação das concepções profissionais (natureza, funções, objeto, objetivos e práticas do Serviço Social), derivada do recurso diversificado a matrizes teórico-metodológicas alternativas, rompendo com o viés de que a profissionalidade implicaria uma homogeneidade (identidade) de visões e de práticas;

c) a sintonia da polêmica teórico-metodológica profissional com as discussões em curso no conjunto das ciências sociais, inserindo o Serviço Social na interlocução acadêmica e cultural contemporânea como protagonista que tenta cortar com a subalternidade (intelectual) posta por funções meramente executivas;

d) a constituição de segmentos de vanguarda, sobretudo, mas não exclusivamente inseridos na vida acadêmica, voltados para a investigação e a pesquisa (NETTO, p. 135-136, 2006).

Esse processo ganhou peso sobre a formação profissional, incorporando matrizes teóricas e metodológicas compatíveis com a ruptura do conservadorismo profissional. Nela adota as vertentes críticas inspiradas na tradição marxista, instaurando assim na ótica da produção acadêmica o pluralismo profissional, sintonizado com os projetos societários da massa crítica19.

Netto (2006) ainda coloca que em poucas palavras, entrou na agenda do Serviço Social a questão de redimensionar o ensino com vistas à formação profissional capaz de responder, com eficácia e competência, às demandas tradicionais e ás demandas das emergentes na sociedade brasileira – em suma, a construção de um novo perfil profissional.

Este movimento não se deve unicamente à requalificação da prática profissional (graças à acumulação da massa crítica e ao redimensionamento da formação), mas também e sobretudo, à conquista de direitos cívicos e sociais que acompanhou a restauração democrática na sociedade brasileira – assim, por exemplo, práticas interventivas com determinadas categorias sociais (crianças, adolescentes, idosos, etc) só puderam viabilizar institucionalmente porque receberam respaldo jurídico-legal. (NETTO, 2006, p. 153).

Em suma, foram essas perspectivas que entoaram a reconceituação profissional, na busca da construção do Projeto Ético-Político do Serviço Social no Brasil, regulamentado pelo Código de Ética Profissional (Lei 8662 de 1993), o qual incorporou acumulações teóricas realizadas nos últimos vinte anos

19 Denominação dada ao um conjunto de conhecimentos produzidos e acumulados por uma determinada ciência, disciplina ou área do saber. O Serviço Social como profissão regulamentada pela Lei 8.669, de 17 de junho de 1993, é constituída como uma área de produção de conhecimento, apoiada por uma agencia pública de fomento à pesquisa. (NETTO, 2006, p. 152).

40 pelocorpo profissional, sendo assim um documento essencial no processo de construção do Projeto Ético-Político do Serviço Social.

Na identificação e caracterização dos parâmetros de atuação profissional na saúde, é importante destacar que ações se estruturam sustentadas no conhecimento da realidade e dos sujeitos para quais são destinadas, na definição dos objetivos na escolha de abordagens e dos instrumentos apropriados às abordagens definidas.

Para fundamentar a atuação profissional o projeto ético-político da profissão pauta-se na perspectiva de totalidade social e tem a questão social a base da sua fundamentação. Conforme o (CFESS, 2010 apudMIOTO;

NOGUEIRA 2006, p.37) ao caracterizar as especificidades das ações profissionais na saúde, consideram que há três processos básicos, dialeticamente articulados, processo político-organizativo, processo de planejamento e gestão de processos socioassistenciais.

O Assistente Social na saúde atua em quatros grandes eixos, quais sejam:atendimento direto ao usuário; mobilização, participação e controle social; investigação, planejamento e gestão; assessoria, qualificação e formação profissional.

As ações a serem desenvolvidas pelos assistentes sociais devem transpor o caráter emergencial e burocrático, bem como ter uma direção socioeducativa, por meio da reflexão com relação às condições sócio-históricas a que são submetidos os usuários e mobilização para a participação nas lutas de defesa da garantia do direito a saúde (PNAS – CFESS(2010), p. 41).

Dentre os meios de atuação profissional, necessita que o mesmo, tenha clareza de suas atribuições e competências para estabelecer estratégias de ações na busca de conhecer suas demandas, atuando de forma multiprofissional com a equipe.

O Assistente Social desenvolve em no meio profissional, ações extra-instituição, a fim de viabilizar suas estratégias de atuação como realização de visitas, orientações individuais e coletivas a pacientes e familiares, construção do perfil socioeconômico, garantindo assim os direitos do usuário e acesso aos serviços.

41 Na saúde é necessário que o profissional considere a dimensão da diversidade como mediação necessária para o entendimento das relações sociais e da individualidade humana.

Uma diversidade que ainda não é garantida integralmente nessa sociabilidade, os preceitos conservadores, refletem cotidianamente nas opressões geradas nos espaços institucionais, de lazer e em praticamente todos os espaços da vida social. Desta forma, esses reflexos têm levado esses indivíduos a processos de adoecimento, e o Assistente Social se depara com esse tipo de demanda. Para isso é fundamental saber mediar essas relações, analisando de forma dialética e ética, orientando, encaminhando aos serviços públicos de defesa responsável.

3 O SERVIÇO SOCIAL E SUA INSERÇÃO NAS INSTITUIÇÕES PRIVADAS DE SAÚDE DA CIDADE DO NATAL/RN.

No presente capítulo iremos discutir o espaço ocupacional do assistente social que se encontra inserido nas Instituições Privadas de Saúde, esse profissional é atuante também em outras esfera de todo Estado, na esfera pública do poder legislativo, judiciário e executivo, nas empresas privadas, e na assessoria a organizações não governamentais da sociedade civil, sem fins lucrativos e nos movimentos sociais.

Esse processo de inserção do profissional na área de saúde ainda se constitui a área que mais emprega Assistentes Sociais no país, porém há também a precarização desses profissionais que não é só encontrado nas áreas públicas, mas também na área privada. A categoria profissional a cada dia vem ganhando novos espaços de atuação, de forma que no decorrer dessa pesquisa esclareceremos os perfis profissionais, limites, desafios e dificuldades vivenciadas nas instituições privadas de saúde.

42 3.1 ATRIBUIÇÕES E DEMANDAS DO SERVIÇO SOCIAL NA SAÚDE PRIVADA

Através da pesquisa empírica realizada desde o período estágio extracurricular/curricular (2012.1 ; 2012.2; 2013.1) em um hospital da rede privada de saúde,foi despertado o estimulode buscar entender o processo de inserção do Assistente Social nas singularidades da saúde privada.

No decorrer da pesquisa foram realizadas entrevistas com três Assistentes Sociais que trabalham em hospitais da rede privada de saúde, sendo estes, hospitais de grande porte, com atendimento em urgência/emergência, ala de internamentos, obstetrícia, transplantes e centro cirúrgico, três hospitais de reconhecimento no Estado do Rio Grande do Norte.

A atuação profissional é determinada a partir do Código de Ética profissional (Lei 8662), o qual dispõe das atribuições e competências do profissional nas variadas esferas de atuação.

Art. 3º São deveres do/a assistente social:

a- desempenhar suas atividades profissionais, com eficiência e responsabilidade, observando alegislação em vigor;

b- utilizar seu número de registro no ConselhoRegional no exercício da Profissão;

c- abster-se, no exercício da Profissão, de práticasque caracterizem a censura, o cerceamento daliberdade, o policiamento dos comportamentos,denunciando sua ocorrência aos órgãoscompetentes;

d- participar de programas de socorro à populaçãoem situação de calamidade pública, noatendimento e defesa de seus interesses enecessidades. (Código de Ética Profissional do Serviço Social, 2011, p. 27).

O fazer profissional diário nas instituições pesquisadas ocorre de forma multidisciplinar, já que esse âmbito hospitalar integra várias categorias profissionais, fazendo com que haja essa troca de saberes perpassando somente o processo saúde e doença, tendo um olhar humanizado socialmente a aquele sujeito que se encontra muitas vezes em estado delicado. Os profissionais que mais atuam em conjunto com o Serviço Social são:

psicologia, médicos, enfermagem, nutrição, técnicos de enfermagem.

O perfil profissional exigido do Assistente Social envolve habilidades em realizar acolhimento familiar, orientações e informações no momento de visitas nos setor de internação, propicia um melhor entendimento entre ospacientes e

43 profissionais envolvidos no processo de saúde, o que contribui para a melhor estadia e recuperação do paciente que perpassa desde o tratamento da doença até as questões emocionais que envolvem o processo saúde doença.

Com as entrevistas realizadas foram identificadas as maiores demandas que chegam aos setores de forma que não há diferenciação nas instituições.

Sendo assim as demandas gerais mais recorrentes que chegam ao serviço social nas instituições são: Atendimento social a familiares e pacientes;

solicitações de refeições para acompanhantes de idosos e crianças e adolescentes (garantidos de acordos com os estatutos que regem seus direitos) 20; Orientações referentes ao Seguro DPVAT; acompanhamento dos pacientes das UTI’s; Transferências de pacientes; Orientação em caso de óbito.

Entretanto, apesar das demandas mais gerais citadas acima serem identificadas em todos os hospitais pesquisados, a natureza das instituições também coloca algumas especificidades. O hospital I trata-se de uma rede de hospitais do Nordeste, que só atende seu próprio convênio, só tem contratadauma Assistente Social trabalha 30 horas/s, na ala de Pronto Socorro, seu trabalho é dinâmico e as demandas que chegam são variadas, atende desde criança até idoso, possui alas de Pronto Socorro adulto e infantil, enfermarias, UTI’s, há uma demanda específica que é bastante recorrente no setor:

“As demandas que mais chegam ao setor são as de urgência, pois como essa unidade é pronto socorro muitas vezes chegam pacientes que são de casos ambulatoriais e no momento da triagem médica são detectados e encaminhados ao Serviço Social, desta forma eu oriento e faço o encaminhamento paras as unidades de atendimento ambulatorial, também realizo o processo de Translado inter-regional – Pacientes que não tem especialidades ou serviço na cidade é feita a transferência para outros locais de atendimento, como Fortaleza e Recife, desta maneira o Serviço Social faz todo o acompanhamento do paciente e familiar, nesse processo. Como também no caso de receber paciente dessas regiões”. (Informante I) 21.

O profissional se limita muito no seu fazer cotidiano dentro da lógica atualda saúde no Brasil, onde não é reconhecido o seu papel fundamental e

20 ECA – Estatuto da Criança e Adolescente, Lei 8.069, de 13 de Julho de 1990; Estatuto do Idoso, Lei 10.741, de 1º de Outubro de 2003.

21Assistente Social desde 1997.2, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, experiências profissionais na SEMSUR, SESI, SESC, SEMTAS, CRASS, Programa Saúde da Família (PSF) (Carnaúba/RN), possui especialização em Saúde Pública e Gerontologia, trabalha no hospital há quatro anos, com carga horária de 30horas/semanais. (Entrevista realizada no mês de Março/2013).

44 suas atribuições privativas, estabelecendo algumas atribuições a qual a própria instituição aponta como é o caso do Hospital II, o serviço social acaba subtraindo algumas atribuições privativas para dar conta do processo de trabalho burocrático a qual foi demandado: Como é o caso de solicitação de Home Care, remoções, solicitação de prontuário médico, solicitações de refeições, serviços estes que segundo a Informante II22 coloca:

“Constantemente, chega como demanda no serviço social atribuições que não são pertinentes a nossa prática, mas que são atividades agregadas ao setor, e acabamos por fazer. Contudo, é possível alcançar novos rumos, romper as barreiras e não se limitar diante das dificuldades enfrentadas.”(Informante II).

Já no Hospital III temos outro tipo de demanda específica que chega ao serviço social, o hospital tem parceria com o SUS e isso faz com que não seja somente atendido aquele indivíduo que de alguma forma tenha condições financeiras para manter um convênio. O hospital tem essa parceria na especificidade do atendimento em Oncologia, Cardiologia e transplantes em gerais, o assistente social faz todo o acompanhamento desses pacientes, com visitas diárias, relatório socioeconômico e orientações sociais.

“As demandas que mais chegam ao setor são as demandas do SUS de Oncologia, que faço acompanhamento diário, com visita, orientação; Também faço acompanhamento aos pacientes da Hemodinâmica e os pacientes do setor de transplante, realizando visitas, e relatórios socioeconômicos.“ (Informante III) 23.

Mesmo se tratando de hospitais de grande porte do Estado do RN, o quadro de profissionais é escasso, em cada instituiçãosó tem uma assistente social contratada, dificultando ainda mais o fazer profissional, pois em nenhuma das instituições foi verificada algum tipo de programa ou projeto desenvolvido pelo Serviço Social, e sim a tentativade nas 30h/semanais dar conta das demandas imediatas que já sufocam o setor. Das três profissionais, apenas uma, do hospital II conta com duas estagiarias de caráter

Mesmo se tratando de hospitais de grande porte do Estado do RN, o quadro de profissionais é escasso, em cada instituiçãosó tem uma assistente social contratada, dificultando ainda mais o fazer profissional, pois em nenhuma das instituições foi verificada algum tipo de programa ou projeto desenvolvido pelo Serviço Social, e sim a tentativade nas 30h/semanais dar conta das demandas imediatas que já sufocam o setor. Das três profissionais, apenas uma, do hospital II conta com duas estagiarias de caráter