2.1. Álcool
OE21. Garantir que a disponibilização, venda, acesso e consumo de álcool no mercado, seja feita de forma segura e não indutora de uso/consumo de risco e nocivo, através da educação, de regulação, regulamentação e fiscalização adequadas.
Ação 68. Estudo para a implementação da fiscalização adequada relativa às regras de publicidade
No âmbito desta ação foi iniciado um processo de estruturação de um protocolo de colaboração com o ICAP (Instituto Civil da Autodisciplina de Comunicação Comercial), visando as áreas de interceção entre a comunicação comercial e os comportamentos aditivos. No âmbito dos compromissos do FNAS, alguns membros iniciaram processos de revisão (APCV) e de elaboração (ANEBE e ACIBEV) de códigos de autorregulação na comunicação comercial.
2.2. Atuação no âmbito do Jogo
OG4. PROPORCIONAR OPORTUNIDADES DE JOGO LEGAL E SEGURO, E NÃO INDUTOR DE COMPORTAMENTO ADITIVO
OE23. Proporcionar oportunidades de jogo legal e seguro, e não indutor de comportamento aditivo, através de legislação, regulamentação e fiscalização adequadas.
No ano de 2013, regista-se a inclusão do jogo enquanto adição sem substância no Plano Nacional para a Redução dos Comportamentos Aditivos e das Dependências 2013-2020.
Na ordem jurídica portuguesa o direito de explorar jogos de fortuna ou azar é reservado ao Estado e só pode ser explorado nos casinos das zonas de jogo e por empresas a quem o Governo adjudicar a concessão.
Sendo uma atividade que visa essencialmente proporcionar fins lúdicos, de animação e diversão, está no entanto, pelas suas particularidades, ainda associada a diversas incidências económicas e sociais, entre as quais o desenvolvimento por algumas pessoas de patologias ligadas ao jogo compulsivo ou de jogo patológico.
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Porém, a par da oferta do jogo legal, coexistem ainda por todo o país ofertas, explorações e práticas de jogo ilegal diversificadas, quer presenciais quer à distância, através da internet.
Ação 75. Fiscalização e controlo do jogo profissional – recolha e análise dos dados disponíveis
Ao Serviço de Inspeção de Jogos do Turismo de Portugal, enquanto serviço de inspeção e fiscalização, compete-lhe exercer, em nome do Estado, a inspeção tutelar sobre a exploração e a prática de jogos de fortuna ou azar e a execução das obrigações das concessionárias das zonas de jogo e das salas de jogo do bingo.
No âmbito da sua missão e das linhas estratégicas definidas na atividade desenvolvida durante o ano de 2013, destaca-se:
• Fiscalização e inspeção permanente da exploração e prática dos jogos de fortuna
ou azar nos 11 casinos em exploração nas zonas de jogo;
• Fiscalização e inspeção da exploração do jogo do bingo nas 15 salas
concessionadas;
• Colaboração com entidades policiais e outros órgãos de polícia criminal do âmbito
das ações de prevenção e combate ao jogo ilegal;
• Realização de peritagens a material e equipamentos de jogos de fortuna ou azar.
Sendo a primeira vez que o jogo surge no plano nacional das dependências, a intervenção estratégica do Serviço de Inspeção de Jogos seguiu a linha estratégica dos anos anteriores, com a disponibilização de um serviço de atendimento ao público durante o período de funcionamento dos casinos e em horário normal na sede do Serviço de Inspeção de Jogos.
A par disso, com o novo contexto de enquadramento do jogo, acentuaram-se como prioridades da ação desenvolvida:
• O reforço da componente informativa dos jogadores;
• O desenvolvimento de práticas de jogo responsável.
Na componente informativa realizada através do atendimento público e por meios eletrónicos foi dado um maior enfoque:
• Sensibilização e prevenção para os riscos do jogo e para o problema do
desenvolvimento de dependência ou práticas descontroladas de jogo;
• Divulgação da possibilidade de autoexclusão e proibição de acesso às salas de
jogos;
• Disponibilização pelos concessionários aos jogadores, de folhetos informativos sobre
os riscos associados ao jogo.
A par disso, a atividade inspetiva e de regulação esteve ainda orientada para, em colaboração com as empresas concessionárias dos casinos e salas de jogo do bingo, a implementação de recomendações e instruções relacionadas com práticas de jogo responsável.
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Embora não exista uma relação direta entre as proibições de acesso às salas de jogos e aadição ao jogo, aquele mecanismo constitui um dos instrumentos legais ao nível da prevenção e do desenvolvimento de práticas de jogo responsável.
Durante o ano de 2013, solicitaram a auto exclusão e a determinação da proibição de acesso às salas de jogos 474 jogadores e 102 foram proibidos de aceder por determinação administrativa sancionatória.
Quadro 41 - Proibições de acesso salas de jogos (Nº)
Proibições de acesso salas de jogos 2012 2013 </>
Pedidos de proibição (autoexclusão) 479 474 -5
Proibições administrativas sancionatórias 80 102 22
Total 559 576 17
Fonte: Serviço de Inspeção de Jogos: Turismo de Portugal, I.P.
Quando comparados com os números de 2012, regista-se uma ligeira diminuição dos pedidos de autoexclusão e um acréscimo significativo das proibições sancionatórias.
Na vertente da colaboração com entidades policiais e judiciarias no âmbito da prevenção e combate ao jogo ilícito, o Serviço de Inspeção de Jogos prestou apoio técnico em 24 ações de investigação de jogo ilícito.
No domínio pericial, foi solicitada a intervenção técnica do Serviço de Inspeção de Jogos em 1281 processos de natureza criminal ou contraordenacional.
Quadro 42 - Intervenção no âmbito do jogo ilícito (Nº)
Intervenção no âmbito do jogo ilícito 2012 2013 </>
Colaboração em ações de investigação
de jogo ilícito 32 24 -8
Solicitação de apoio pericial em
processos-crime e contraordenação 1625 1281 -344
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Temas Transversais
Dando continuidade à estratégia preconizada nos últimos anos, a Informação e Investigação, a Formação e Comunicação, a Cooperação internacional e a Qualidade permanecem como temas transversais aos domínios da Procura e da Oferta, enquanto garante da produção de conhecimento, operacionalizado através da capacitação de todos os agentes envolvidos: decisores, profissionais e cidadãos.
Assim, assumiu-se, como referência, um grande objetivo geral comum (OG.5), tendo sido,
posteriormente, definidos objetivos específicos e ações por cada um dos temas transversais.
OG.5. ASSEGURAR A QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS AOS CIDADÃOS E A SUSTENTABILIDADE DAS POLÍTICAS E INTERVENÇÕES ATRAVÉS DA CRIAÇÃO DE CONHECIMENTO, DA CAPACITAÇÃO DOS PROFISSIONAIS, DA COMUNICAÇÃO E DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL.
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