A pressão no sistema será de 6 bar.
A Pressão Atmosférica será considerada de 1 bar. Cálculo do diâmetro interno mínimo do cilindro (Dmin)
Utilizando um cilindro com diâmetro de 63 mm e haste com diâmetro de 20 mm (catálogo - MICRO), temosuma força pneumática pela equação 1:
2
*
2
1
*
1
A
P
A
P
Fp
(1) Fp = (7 bar*((6,3 cm)²*3,14/4))-(1 bar*((6,3 cm)²-2²*3,14/4)) Fp = 120,1 kgf * 9,81 m/s² = 1863,7 NA força real a ser exercida por um cilindro pneumático pode ser determinada pela equação 2:
FL = Fp – Fa – Fatr (2)
A Fa pode ser calculada através da equação 3:
Fa = m*a (3)
a = aceleração do cilindro pneumático (m/s²), adotaremos 1m/s²; Fa = 41 kg * 1 m/s²
Fa = 41 N
O Fatr pode ser calculado através da equação 4:
Fatr = m*g * μ (4)
g = Força gravitacional (m/s²), consideramos g = 9,81 m/s²;
μ = coeficiente de atrito (adimensional), como foi utilizado guia linear para realizar o contato no movimento, μ = 0,01;
Fatr = 41 kg * 9,81 m/s² * 0,01
Fatr =4,02 N
FL = Fp – Fa – Fatr
FL = 1863,7 N – 41 N – 4 N FL = 1818,7 N
Considerando que a massa que vai ser movimentada é de 41 kg e um fator de segurança de 5, utilizando a equação 5 sabemos que a força necessária para movimentar o sistema é:
Favanço = m * a * fs (5)
Onde:
Favanço = Força de Avanço (N);
a = Aceleração do sistema (m/s²); fs = fator de segurança.
Favanço = 41kg * 1m/s² * 5
Favanço = 20,1kgf ou 201 N.
Como a chapa a ser utilizada tem tensões residuais oriundas do desbobinamento, é importante esse cilindro ser superdimensionado. Considerando que o resultado foi acima do valor necessário, o cilindro está dimensionado corretamente pois:
1818,7 N > 201 N
Cálculo do diâmetro mínimo da haste (dh)
Para o calculo da flambagem, foi utilizado o diâmetro da haste dada no catálogo de 20mm, o Eaço = 206830 N/mm², fator de segurança de 3, fator do curso = 0,5 e curso do cilindro de 300mm, conforme a equação 6:
S F L I E Ff * ) * ( * * 2 * 2
(6) E conforme equação 7: 64 * 4
d I (7) I = (20 mm)4 *
/64 I = 7853,98 mm4.Ff = (
² * 206830 N/mm² * 7853,98 mm4)/((300 mm * 0,5)² * 3 Ff = 237519,5 N237519 N > 1818,7 N
Sendo Ff = 237519 N, maior que FL = 1818,7 N, conclui-se que não irá flambar.
Cálculo da velocidade mínima de deslocamento da haste do cilindro
A velocidade do avanço poderá ser regulado conforme a necessidade do sistema, foi adotado a velocidade recomendada pelo fabricante de 0,5 m/s.
Cálculo do consumo de ar do cilindro
O consumo de ar nos cilindros pneumáticos pode ser calculado através da equação 8. Considerando que nosso sistema irá fazer 40 ciclos por minuto.
n
Rc
Vc
Qn
*
*
(8)A Rc pode ser calcula pela equação 9:
01325 , 1 01325 , 1 P Rc (9) Rc = (6 bar + 1,01325)/1,01325 Rc =6,92 bar
Vc pode ser calculada através da equação 10, considerando um tubo de 4mm de diâmetro interno e 500mm de comprimento:
= × ( 1 + 2) + (10)
Vc = S*(A1+A2)+Vm
Vc = 30 cm * (31,17 cm² + 28,03 cm²) + ((0,4 cm² *
/4)*(50 cm*2)) Vc = 1788,97 cm³ ou 1,79 litrosQn = 495,5 l/min
Cálculo da potência pneumática necessária ao sistema
Para o cálculo da potência no sistema, têm-se como dados a pressão de trabalho e a vazão necessária, conforme mostra a equação 11:
600 * Qn p P (11) P = 6 bar * 495,5 l/min/600 P = 4,95 kw
Cálculo do diâmetro da tubulação do sistema
A tubulação utilizada no sistema pneumático que vai ser utilizada é a de 6 mm. Escolhida conforme a vazão necessária no cilindro.
Cilindro escolhido
Conforme catálogo (ANEXO 1) do fabricante MICRO, foi escolhido o cilindro compacto Série CN10 Ø63 e curso de 300 mm.
3.3 Atuador Prendedor
A pressão no sistema será de 6 bar.
A Pressão Atmosférica será considerada de 1 bar.
Cálculo do diâmetro interno mínimo do cilindro (Dmin)
Utilizando um cilindro com diâmetro de 63 mm e haste com diâmetro de 20 mm (catálogo - MICRO), conforme BOLLMANN (1997) citado por ANDRIGUETTO (2002), a força pneumática é determinada pela equação 1:
2
*
2
1
*
1
A
P
A
P
Fp
(1) Fp = (7 bar*((6,3 cm)²*3,14/4))-(1 bar*((6,3 cm)² - (2 cm)²*3,14/4)) Fp = 120,1 kgf * 9,81 = 1863,7 NA força real a ser exercida por um cilindro pneumático pode ser determinada pela equação 2:
A Fa pode ser calculada através da equação 3:
Fa = m*a (3)
a = aceleração do cilindro pneumático (m/s²), foi adotado a = 1m/s²; Fa = 41 kg * 1 m/s²
Fa = 41 N
O Fatr pode ser calculado através da equação 4:
Fatr = m*g * μ (4)
g = Força gravitacional (m/s²), consideramos g = 9,81m/s²;
μ = coeficiente de atrito (adimensional), como foi utilizado guia linear para realizar o contato no movimento, μ = 0,01; Fatr = 41 kg * 9,81 m/s² * 0,01 Fatr =4,02 N Portanto: FL = Fp – Fa – Fatr FL = 1863,7 N – 41 N – 4 N FL = 1818,7 N
Considerando que a massa que devemos movimentar é de 41kg e um fator de segurança de 5, utilizando a equação 5 sabemos que a força necessária para movimentar o sistema é:
Favanço = m * a * fs (5)
Favanço = 41 kg * 1 m/s² * 5
Favanço = 20,1 kgf ou 201 N.
Esse cilindro será o cilindro que irá prender a chapa durante o avanço, portanto é necessário calcular a força de atrito para que o cilindro calculado acima consiga prender a chapa durante o movimento através da equação 13:
Fatr = µ * N (13)
Fatr = Força de atrito (N);
µ = Coeficiente de atrito, aço/aço consideramos um fator de 0,25; N = Força normal (N).
A força normal será calculada pela equação 14, considerando a força do cilindro de 1818 N, e a massa da chapa de 26kg:
N = FL - FPchapa (14)
Onde:
FL = Força real do cilindro pneumático (N); FPchapa = Força peso da chapa (N).
N = 1818 N - (26 kg*9,81 m/s²); N = 1562,94 N.
Fatr = 0,3*1562,94 N
Fatr = 468,88 N
Como a força de avanço do sistema é de 201 N. 468,8 N > 201 N
Portanto o cilindro está dimensionado corretamente.
Cálculo do diâmetro mínimo da haste (dh)
Para o calculo da flambagem, foi utilizado o diâmetro da haste dada no catálogo de 20 mm, o Eaço = 206.830 N/mm², por definição será utilizado o fator de segurança de 3, fator do
curso = 0,5 e curso do cilindro de 5 mm, conforme a equação 6:
S F L I E Ff * ) * ( * * 2 * 2
(6) E conforme equação 7: 64 * 4
d I (7) I = (20 mm)4 *
/64 I = 7853,98 mm4.Ff = (
² * 206830 N/mm² * 7853,98 mm4)/((5 mm * 0,5)² * 3 Ff = 875070,5 kN875070,5 kN > 1818,7 N
Sendo Ff = 875070 kN, maior que FL = 1818,7 N, conclui-se que não irá flambar.
Cálculo da velocidade mínima de deslocamento da haste do cilindro
A velocidade do avanço poderá ser regulada conforme a necessidade do sistema, a velocidade recomendada pelo fabricante de 0,5 m/s.
Cálculo do consumo de ar do cilindro
O consumo de ar nos cilindros pneumáticos pode ser calculado através da equação 8. Considerandoque nosso sistema irá fazer 40 ciclos por minuto.
n
Rc
Vc
Qn
*
*
(8)A Rc pode ser calcula pela equação:
01325 , 1 01325 , 1 P Rc (9) Rc = (6 bar + 1,01325)/1,01325 Rc =6,92 bar
Vc pode ser calculada através da equação 10, considerando que será utilizado um tubo de 4 mm de diâmetro interno e 500 mm de comprimento:
= × ( 1 + 2) + (10)
Vc = S*(A1+A2)+Vm
Vc = 0,5 cm * (31,17 cm² + 28,03 cm²) + ((0,4 cm ² *
/4)*(50cm*2)) Vc = 32,74 cm³ ou 0,0327 litrosQn = 9,05 l/min
Cálculo da potência pneumática necessária ao sistema
Para o cálculo da potência no sistema, têm-se como dados a pressão de trabalho e a vazão necessária, conforme mostra a equação 11:
600 * Qn p P (11) P = 6 bar * 495,5 l/min / 600 P = 4,95 kw.
Cálculo do diâmetro da tubulação do sistema
A tubulação utilizada no sistema pneumático que vai ser utilizada é a de 6 mm. Escolhida conforme a vazão necessária no cilindro.
Cilindro escolhido
Conforme catálogo (ANEXO 2) do fabricante MICRO, foi escolhido o cilindro compacto Série C16 Ø63 mm e curso de 5 mm.
Será utilizado duas unidades desse cilindro, pois além do cilindro dimensionado acima, será utilizado mais um cilindro prendedor fixo, como ele deverá segurar a chapa estática, a força necessária será menos que essa calculada acima, mas por segurança e menor número de componentes diferentes foi adotado o mesmo cilindro.
Simulação
Com a utilização do SolidWorks Motion, foi feita a análise dos movimentos desse dispositivo, na Figura 19 pode ser analisado o gráfico da força de atrito do prendedor da chapa.
Figura 19 - Gráfico Simulação Força de Atrito.
Fonte: Autor.
A força de atrito na simulação teve um valor próximo a 480 N, como obtivemos o valor de 468,8 N no cálculo analítico, podemos considerar que o dispositivo está dimensionado corretamente, pois essa pequena diferença de deve a algumas partes do conjunto que não está sendo considerada nos cálculos analíticos.
Na Figura 20 estáa imagem da simulação.
Figura 20 - Simulação de Movimentos.
3.4 Válvulas Direcionais
Cilindro Avançador
De acordo com a configuração necessária para o funcionamento do sistema, a válvula direcional a ser utilizada para esse cilindro será uma válvula direcional 5/2 vias acionamento de duplo piloto pneumático.
Será necessário apenas dimensionar o tamanho da válvula direcional de acordo com a vazão necessária do cilindro pneumático, através da equação 12, conforme BOLLMANN (1997), citado por ANDRIGUETTO (2002).
Considerando, a temperatura do ar em 20°C, a queda de pressão na válvula de 1 bar, e o Cv da válvula de 0,85 (conforme catálogo - MICRO):
Qn = Cv * 984 (12)
Qn = 0,85 * 984 Qn =836,4 l/min
Como a vazão consumida pelo cilindro é de Qn = 495,5 l/min 836,4 l/min > 495,5 l/min
Considerando que a vazão consumida pelo cilindro é menor que a vazão da válvula direcional, é possível considerar que essa válvula direcional está bem dimensionada.
Válvula Direcional Escolhida
Conforme catálogo (ANEXO 3) do fabricante MICRO, foi escolhida a válvula direcional 5/2 vias biestável por impulsos pneumáticos série VM15 1/8".
Cilindro Prendedor
De acordo com a configuração necessária para o funcionamento do sistema, a válvula direcional a ser utilizada para esse cilindro será uma válvula direcional 5/2 vias acionamento de duplo piloto pneumático, como tem dois cilindros iguais, será utilizada uma válvula direcional para cada cilindro, pois eles vão fazer movimentos em tempos diferentes, mas do mesmo modelo.
Será necessário apenas dimensionar o tamanho da válvula direcional de acordo com a vazão necessária do cilindro pneumático, através da equação 12, conforme BOLLMANN (1997), citado por ANDRIGUETTO (2002).
Considerando, a temperatura do ar em 20°C, a queda de pressão na válvula de 1 bar, e o Cv da válvula de 0,42 (conforme catálogo - MICRO):
Qn = Cv * 984 (12)
Qn = 0,42 * 984 Qn =413,28 l/min.
Como a vazão consumida pelo cilindro é de Qn = 9,05 l/min. 413,28 l/min > 9,05 l/min
Essa válvula direcional está bem dimensionada, neste caso poderia ser utilizada uma válvula menor, mas esse modelo adotado é a menor válvula 5/2 vias desse fabricante.
Válvula Direcional Escolhida
Conforme catálogo (ANEXO 4) do fabricante MICRO, foi escolhida a válvula direcional 5/2 vias biestável por impulsos pneumáticos série SB0 Global Class 1/8".
Será utilizado duas unidades desse cilindro, será utilizado duas unidades dessa válvula direcional.
3.5 Diagrama Pneumático
Conforme a necessidade de movimentos para o funcionamento do sistema, foi desenvolvido o diagrama pneumático no software AutomationStudio 5.6, conforme Figura 21. Como já foi dimensionado e especificado os cilindros pneumáticos e as válvulas direcionais a serem utilizadas no sistema,agora serão especificadas as válvulas auxiliares para o funcionamento do mesmo.
3.6 Válvulas Auxiliares
As válvulas auxiliares utilizadas serão escolhidas com a mínima vazão possível, pois elas darão apenas comandos por piloto pneumático, onde não é necessário grandes vazões e pressões de ar comprimido.
Válvulas 3/2 vias
Essa válvula tem a função de confirmar o avanço do cilindro de avanço, será utilizada uma válvula 3/2 vias comando por rolete série MML - M5, conforme catálogo MICRO (Anexo 5).
Figura 21 - Diagrama Pneumático.
Fonte: Autor.
Sensor Ausência de Pressão
Esse sensor tem a função de confirmar que o cilindro prendedor móvel e o cilindro prendedor fixo retornaram, será utilizado o Sensor por Ausência de Pressão G1/8", conforme catálogo Micro (Anexo 6).
Válvula Reguladora de Vazão
Como o movimento de um cilindro prendedor, deve ser um pouco atrasado em relação ao outro, serão usadas duas válvulas reguladoras de vazão, para obter esse resultado. A válvula utilizada é a Válvula Reguladora de Vazão em linha para tubo 6mm, conforme fabricante MICRO (Anexo 7).
Válvula Direcional
Para iniciarmos o processo, é necessário colocar a chapa no alimentador e prendê-la na posição inicial, para efetuar esse procedimento é necessário colocarmos uma válvula 5/2 vias conforme diagrama acima. Através de um comando elétrico com retenção efetuamos esse passo. Para essa aplicação será utilizado, conforme catálogo (ANEXO 4) do fabricante MICRO, foi escolhida a válvula direcional 5/2 vias solenoide/mola série SB0 Global Class 1/8".
3.7 Tubulação e conexões
As conexões tem o papel de realizar a união dos tubos de ar comprimido com as válvulas e atuadores pneumáticos (ANDRIGUETTO, 2002).
Para facilitar a montagem do sistema utilizaremos conexões de engate rápido de acordo com a necessidade de cada componente.
A tubulação utilizada será um tubo de poliuretano (PU) com diâmetro externo de 6 mm.
4 DIMENSIONAMENTO MECÂNICO
Através do projeto conceitual foi adotado a concepção 1 do dispositivo automático para a alimentação de chapas continuas para ferramentas de estampo como sendo a melhor forma de construir esse dispositivo (Figura 22). Como já foi feito o dimensionamento pneumático do nosso sistema resta detalhar a parte estrutural e de mecanismos do sistema.
Figura 22 - Modelagem 3D do Dispositivo.
Fonte: Autor.
4.1 Estrutura
Como a estrutura escolhida foi a de alumínio, foi simulado 2 concepções diferentes de estruturas para definir a que melhor resistisse aos esforços exigidos.
Para essas simulações foram utilizados os softwares: SolidWorks Simulation 2011 e o ANSYS R14.5.
Estrutura modelo 1
A primeira concepção foi uma chapa de alumínio inferior com espessura de 12 mm, foi colocado os pontes fixos nos locais onde está os parafusos de fixação, e aplicada uma força de 20 kg na extremidade oposta, considerando ainda a força da gravidade. Conforme a Figura 23, o deslocamento máximo ficou em aproximadamente 1,3mm, o qual é muito significativo para essa aplicação.
Figura 23 – Simulação Primeira Concepção.
Fonte: Autor. Estrutura modelo 2
A segunda concepção foi uma chapa de alumínio inferior com espessura de 12mm e mais duas chapas laterais de 9,5mm de espessura, foi colocado os pontes fixos nos locais onde está os parafusos de fixação, e aplicada uma força de 20kg na extremidade oposta, considerando ainda a força da gravidade. Conforme a Figura 24, o deslocamento máximo na região em vermelho ficou em aproximadamente 0,2mm, o qual é aceitável para essa aplicação, contudo esse foi o modelo estrutural adotado para nosso dispositivo.
Figura 24 - Simulação Segunda Concepção.
4.2 Caixa de Proteção
Para colocar os componentes pneumáticos e para proteger o cilindro de avanço, foi necessário desenvolver uma caixa metálica para executar essa função.
A caixa foi modelada com chapa de aço carbono SAE 1008, com espessura de 1,9 mm. Foi feita uma simulação de esforços estruturais estáticos, colocando os pontos fixos nos furos de fixação e a força de 18 kg somado a força peso do sistema na extremidade oposta, conforme Figura 25.
A deformação observada na região em vermelho é de aproximadamente 0,2 mm, o que é aceitável para a aplicação dessa caixa.
Figura 25 - Simulação Caixa de Proteção.
Fonte: Autor.
4.3 Prendedor
Outro componente crítico, que foi dimensionado através de simulação, foi o apoio superior dos cilindros prendedores da chapa.
Utilizando um aço com espessura de 14 mm, conforme Figura 26, foi aplicado uma força de 220 kgf (força cilindro prendedor aproximadamente 180 kgf), fixando o aço nas extremidades e aplicando a força no centro, é notado que o deslocamento é de 0,056 mm (cor vermelha), o que é admissível para a aplicação.
Figura 26 - Simulação Prendedor.
Fonte: Autor.
4.4 Guia Linear
Conforme escolha do projeto conceitual, o alinhamento do carro móvel, será através de um guia linear.
Os guias lineares andam sobre esferas o que causa um baixo atrito entre as partes, uma alta precisão e rigidez.
O guia linear utilizado nesse dispositivo é o MSB25S com um comprimento de 570mm e o carro é o MSB25S, escolhido por sua alta precisão, capacidade de carga e vida útil, como pode ser verificado no catálogo do fabricante OBR (Anexo 8).
4.5 Regulagens
Esse dispositivo pode ser utilizado com chapas de espessura 1,5mm a 2,75mm, largura de 80mm a 300mm e passo de 80 a 300mm.
Para a mudança de espessura da chapa não é necessário efetuar nenhuma regulagem. O prendedor se ajusta automaticamente pois o curso dele admite isso.
Para efetuar a mudança de largura da chapa, existem dois rolos guias mostrados na Figura 27 que devem ser ajustados lateralmente, conforme a necessidade. A tira sempre deve ficar centrada no dispositivo, para o seu funcionamento correto.
Figura 27 - Ajuste Largura da Chapa.
Fonte: Autor.
Para fazer o ajuste do passo no dispositivo, há furos nas laterais onde a parte móvel do dispositivo pode ser fixa. Esses furos estão dispostos a cada 25 mm, conforme Figura 28, e para fazer o ajuste intermediário o batente do prendedor móvel possui uma rosca que também pode ser ajustada conforme mostrada Figura 29.
Figura 28 - Ajuste do Passo de Avanço.
Figura 29 - Ajuste Fino do Passo de Avanço.
Fonte: Autor.
Para saber a medida que o passo está regulado é necessário fazer a medição com o cilindro avançador recuado, conforme Figura 30.
Figura 30 - Medida do Passo.
Fonte: Autor.
4.6 Segurança
Além de tornar o processo mais rápido e eficiente, esse dispositivo tem a função de dar mais segurança ao processo.
Para evitar acidentes no próprio dispositivo, a parte móvel está protegida por uma chapa de policarbonato, possibilitando assim, além da segurança uma visibilidade do processo que está ocorrendo, conforme Figura 31.
Figura 31 – Proteção de Policarbonato.
Fonte: Autor.
5 MODELO FINAL
A disposição final dos cilindros na posição inicial ficou conforme a Figura 32 e Figura 33.
Figura 32 - Vista Superior - Posição Inicial.
Fonte: Autor.
Figura 33 - Vista Lateral - Posição Inicial.
Fonte: Autor.
Na posição com o cilindro avançado o sistema ficará conforme Figura 34, Figura 35 e Figura 36.
Figura 34 - Vista Lateral - Posição Final.
Fonte: Autor.
Figura 35 - Vista Superior - Posição Final.
Fonte: Autor.
Figura 36 - Vista Isométrica - Posição Final.
Fonte: Autor.
No Anexo 9 está um desenho detalhado do conjunto com algumas dimensões externas. A fabricação do protótipo do dispositivo alimentador pneumático de chapas para ferramenta de estampo foi realizada utilizado centro de usinagem, máquinas convencionais, elementos de maquina, solda MIG/MAG e componentes pneumáticos conforme dimensionamento, conforme Figura 37.
Figura 37 – Protótipo do Alimentador.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Projeto DIMENSIONAMENTO DE UM ALIMENTADOR DE CHAPAS PARA FERRAMENTAS DE ESTAMPO foi elaborado para suprir uma necessidade de alimentar chapas (matéria-prima) em ferramentas de estampo, para a produção industrial. podendo privar o operário de um esforço repetitivo. Um dos recursos para buscar uma solução para este problema é a automação industrial.
Na metodologia de projeto foi construída a casa da qualidade, o quadro de identificação de problemas, o diagrama FAST, foi criada 3 concepções e realizada a avaliação comparativa das mesmas. Após essa etapa foi realizado cálculos de dimensionamento, simulações, modelagem do protótipo e desenhos técnicos mecânicos.
Após realizadas todas as etapas da metodologia de projeto, da execução dos cálculos para dimensionamento dos componentes e utilização de software para o auxílio em algumas etapas do processo, é possível notar que o estudo foi de grande importância, podendo assim utilizar esse modelo para futuramente construir um protótipo e realizar testes práticos.
O dispositivo obtido é um dispositivo robusto, pelo fato de que a modelagem teve um resultado muito próximo das simulações realizadas, por exemplo, a força necessária para o prendedor segurar a chapa durante o movimento foi de 468,2 N nos cálculos e de 480 N na simulação assistida por computador.
Neste dispositivo é possível obter várias regulagens de passo e largura da chapa, através de mecanismos mecânicos, possui um sistema de fácil fixação e adaptação a diversas ferramentas, tornando-se um dispositivo útil em vários processos.
Em termos de segurança esse dispositivo atende os requisitos necessários levantados na casa da qualidade para a produção industrial.
Pode ser usado em indústrias metal-mecânicas de diversos tamanhos por ter um custo- benefício bom, e ter fácil manutenção devido aos seus componentes padronizados.
REFERÊNCIAS
ALBUQUERQUE, P. U. B., ALEXANDRIA, A. R. Redes Industriais: Aplicações em Sistemas Digitais de Controle Distribuído. 1ª Ed. Fortaleza: Edições Livro Técnico, 2007. Anais dos Simpósio Brasileiro de Automação Inteligente, 2001. PROJETO DE
ALIMENTADOR PNEUMÁTICO PARA AUTOMAÇÃO DE PROCESSO DE
ALIMENTAÇÃO DE CHAPAS EM PRENSAS CNC, Vitor F. Romano. Paulo R. A. Guimarães.
ANDRIGUETTO, Pedro Luís. Pneumática Básica, Volume II. Ijuí, RS, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ISO 1219. Simbologia Pneumática.
BELAN, H. C. Bancada Didática para Sistemas de Automação Pneumática, Projeto de Fim de Curso. UFSC. Florianópolis, 2005.
BOLLMANN, A. Fundamentos da automação Industrial Pneutrônica, São Paulo, ABHP – Associação Brasileira de Hidráulica e Pneumática, 1995.
DALL’AMICO, Renato. SMC Pneumáticos do Brasil, Fundamentos da Pneumática.
DE NEGRI, V. J, Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos para Automação e Controle – Parte I. UFSC. Florianópolis, 2001.
DE NEGRI, V. J, Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos para Automação e Controle – Parte II. UFSC. Florianópolis, 2001.
DE NEGRI, V. J, Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos para Automação e Controle – Parte III. UFSC. Florianópolis, 2001.
FIALHO, Arivelto B. Automação Pneumática: Projetos, Dimensionamentos e Análise de Circuitos. 7 ed. São Paulo: Érica, 2012.
HIBBELER, R. C. Mecânica para engenharia. 10 ª Ed. São Paulo, SP: Prentice Hall, 2005. 2v.
http://www.ghpc.com.br/tecnica.html acessado em julho/2013.
http://www.prensastla.com.br acessado em maio/2014.
http://www.setrema.com.br acessado em maio/2014.
MANFRINATO, Marcos D. Pneumática. Araraquara: 2009. Universidade Paulista, 2009. MECATRÔNICA FÁCIL Nº 1/OUTUBRO-NOVEMBRO/2001.
NATALE, Ferdinando. Automação Industrial, 10ª Ed. ver. São Paulo: Érica, 2008.
PARKER AUTOMATION. Tecnologia eletropneumática industrial. São Paulo, 2001. Apostila M1002-2 BR.
PARKER. Linha Pneumática. Tecnologia Pneumática Industrial. Apostila M1001 BR. Parker Hannifi Ind. Com. Ltda. Jacareí, SP, 2000.
PARKER. Linha Pneumática. Tecnologia Eletropneumática Industrial. Apostila M1002-2 BR. PARKER, Hannifi Ind. Com. Ltda. Jacareí, SP, 2005.
PINTO, J. L. T., Compêndio de Resistência dos Materiais. 1º edição, Universidade do Vale do Paraíba, 2002.
RIBEIRO, Marco Antônio. Automação Industrial, 4a edição. Ed. Tek Treinamento & Consultoria Ltda. Salvador, Outono 1999.
ROLLINS, J. P. Manual de ar comprimido e gases. São Paulo: Prentice Hall, 2004.
SILVA, Emílio C. N. PMR 2481 - SISTEMAS FLUIDOMECÂNICOS, Escola Politécnica da USP, São Paulo, 2002.
SILVA, Emílio C. N. PMR 2481 - SISTEMAS FLUIDOMECÂNICOS, Apostila de Pneumática.
SOUZA, Rodrigo Barbosa de; Uma Arquitetura para Sistemas Supervisórios Industriais e sua Aplicação em Processos de Elevação Artificial de Petróleo, Dissertação de Mestrado,