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2.1 Da Auditoria

2.1.3 Tipos de Auditoria

2.1.3.2 Auditoria Externa ou Independente

A forma pioneira de auditoria é a auditoria externa ou independente. Este

tipo de auditoria é caracterizado por trabalhos realizados por profissionais liberais e

sem vínculo empregatício com a empresa onde presta seus serviços. Outro

destaque como característica da auditoria independente está relacionada ao seu

trabalho atestar a veracidade dos informes gerenciais das organizações, com o

compromisso da emissão de um parecer.

Segundo Araújo, Arruda e Barreto (2008, p. 31):

Ela também pode ser conceituada como sendo a auditoria realizada por

profissionais externos à empresa auditada, ou seja, que não são

empregados da administração, normalmente sob e forma de firmas de

auditoria, com o objetivo precípuo de emitir uma opinião independente, com

base em normas técnicas, sobre a adequação ou não das demonstrações

contábeis, assim como, em certos casos, emitir um relatório sobre o

cumprimento de cláusulas contratuais, sobre a regularidade das operações

e/ou o resultado das gestões financeira e administrativa. Também

conceituada como auditoria independente, ela é realizada por especialistas

contratados pela organização fiscalizada ou por terceiros, por imposição

normativa ou contratual. A auditoria externa também pode realizar trabalho

com objetivo limitado.

Entende-se que a auditoria externa analisa as informações gerenciais

dispostas por determinada organização a fim de atribuir credibilidade a suas

demonstrações contábeis e financeiras. Cabe complementar que, a utilização de

pareceres e opiniões elaborados pelo auditor independente contribuem com

informações precisas mediante negociações realizadas entre as instituições.

Conforme Almeida (1996, p. 29), os principais motivos que levam uma

empresa a contratar um auditor externo ou independente são os seguintes:

Obrigação legal (companhias abertas e quase todas as entidades

integrantes do SFN);

Como medida de controle interno tomada pelos acionistas, proprietários

ou administradores da empresa;

Imposição de um banco para ceder empréstimo;

Imposição de um fornecedor para financiar a compra de matéria-prima;

A fim de atender às exigências do próprio estatuto ou contrato social da

companhia ou empresa;

Para efeito de compra da empresa (o futuro comprador necessita de uma

auditoria a fim de determinar o valor contábil correto do patrimônio

líquido da empresa a ser comprada);

Para efeito de incorporação da empresa (é a operação pela qual a

empresa é absorvida por outra, que lhe sucede em todos os direitos e

obrigações);

Para efeito de fusa de empresas (é a operação pela qual se unem duas

ou mais empresas para formar uma nova sociedade, que lhes sucede

em todos os direitos e obrigações);

Para fins de cisão da empresa (é a operação pela qual a empresa

transfere parcelas de seu patrimônio para uma ou mais sociedades,

constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a empresa

cindida, se houver versão de todo seu patrimônio, ou dividindo-se seu

capital, se parcial a distribuição);

Para fins de consolidação das demonstrações contábeis (a consolidação

é obrigatória para a companhia aberta que tivermais de 30% do valor de

seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades

controladas).

A partir dessas informações, compreende-se por meio da apresentação

dos pareceres e opiniões emitidos pelo auditor independente sobre as

demonstrações gerenciais analisadas, que os sócios e os acionistas, bem como

futuros investidores poderão apreciar a real situação da organização.

Cabe completar que, por meio da análise aprofundada nos informes

gerenciais apresentados, a auditoria independente serve de suporte aos

negociadores, propiciando segurança e atestando a fidedignidade destes.

2.1.3.2.1 Objetivo e Importância da Auditoria Externa ou Independente

O objetivo dos trabalhos do auditor independente é a emissão de um

parecer. No parecer, o auditor independente expõe a opinião dos fatos encontrados

com base na análise das demonstrações gerenciais apresentadas pela empresa

auditada, assegurando ou não credibilidade à estas demonstrações divulgadas pela

organização.

Almeida (1996, p. 51), contribui afirmando que:

O objetivo principal do auditor externo ou independente é emitir uma opinião

sobre as demonstrações financeiras auditadas. Logo, o auditor deve

somente avaliar os controles relacionados com estas demonstrações, que

são, no caso, os controles contábeis. Evidentemente, se algum controle

administrativo tiver influencia nos relatórios da contabilidade, o auditor deve

considerar também a possibilidade de avaliá-lo.

Compreende-se que os papéis analisados pela auditoria independente

para a emissão dos pareceres abrangem em sua maioria documentos da área

contábil. Entretanto, não se pode deixar de conferir fatos administrativos e demais

fatos relacionados aos controles internos da empresa quando a finalidade da

operação for obter fidedignidade das informações dispostas. Cabe concluir que, a

análise destes fatos confere aos auditores precisão na emissão de seu parecer.

Segundo Almeida (2010, p. 24), o objetivo do auditor externo ou

independente é emitir sua opinião sobre as demonstrações financeiras examinadas,

cujas peças básicas são as seguintes:

Balanço patrimonial;

Demonstração do resultado do exercício;

Demonstração de lucros e prejuízos acumulados ou demonstrações do

patrimônio líquido;

Demonstração dos fluxos de caixa;

Demonstração do valor adicionado;

Notas explicativas.

Para complementar, Almeida (2010, p. 24), destaca ainda:

Para atingir esse objetivo, o auditor independente necessita planejar

adequadamente seu trabalho, avaliar o sistema de controle interno

relacionado com a parte contábil e proceder à revisão analítica das contas

do ativo, passivo, despesa e receita, a fim de estabelecer natureza, datas e

extensão dos procedimentos de auditoria, colher as evidências

comprobatórias das informações das demonstrações financeiras e avaliar

essas evidências.

Entende-se que, a elaboração do parecer não se restringe a junção de

dados contábeis. Estes dados devem ser organizados de modo que o parecer seja

emitido de forma clara e para fácil interpretação.

De acordo com Attie (2011, p. 12):

As demonstrações contábeis, de modo geral, precisam ser preparadas de

forma que exprimam com clareza a real situação da empresa em termos de

seus direitos, obrigações e resultados das operações realizadas no período

em exame, incluindo-se nesta preparação os critérios e procedimentos

contábeis adotados em sua elaboração e segundo os princípios de

contabilidade, de forma que proporcionem interpretação uniforme e

facilidade de compreensão.

Contudo, cabe complementar que, o interessado em apreciar um parecer

pode, ou não, ser um grande entendedor da leitura das demonstrações contábeis.

Fato este, induz o auditor a elaborar o parecer de fácil interpretação, para que todo

interessado vislumbre como se encontra a real situação da empresa.