Título: Cruzamento dialélico parcial para avaliação de híbridos
interpopulacionais de cajueiro (Anacardium occidentale L.)
Banca: César Augusto Brasil Pereira Pinto (orientador) UFLA;
João Ribeiro Crisóstomo - Embrapa Agroindústria Tropical; Daniel Furtado Ferreira - UFLA
Data da Defesa: julho/1997
RESUMO - O desenvolvimento de clones de cajueiro do tipo anão precoce
trouxe novas perspectivas para a cultura, entretanto, a estreita base genética dos materiais usados no programa de melhoramento resultou em castanhas e amên- doas, de um modo geral, de baixa qualidade. Uma alternativa para esse problema consiste na obtenção de híbridos entre cajueiro anão precoce e cajueiro comum, com base genética significativamente mais ampla, possibilitando a seleção de genótipos superiores. O objetivo deste trabalho foi verificar o potencial per se e heterótico de dois grupos distintos de genitores - anão precoce e comum -, e suas respectivas combinações híbridas. Objetivou-se, ainda, obter informações dos componentes de médias envolvidos na estrutura genética das populações, através de análise dialélica. Avaliaram-se progênies de polinização livre de quatro clones do grupo de cajueiro anão precoce, cinco de cajueiro comum e dezenove híbridos entre eles. Utilizou-se o delineamento de blocos completos
casualizados, com três repetições e cinco plantas por parcela. Constatou-se que: a) os efeitos de genitores e heterose são importantes componentes na estrutura genética das populações em estudo, para os caracteres altura da planta, diâmetro
da copa, número de castanhas/planta, produtividade, peso de castanha, peso de amêndoa e relação amêndoa/castanha; b) para o diâmetro da copa, número de castanhas e produtividade, os efeitos heteróticos mostraram-se mais importantes que os de genitores. Para os demais caracteres observou-se o contrário; c) dentre os componentes heteróticos, a heterose média apresentou-se como o mais expressivo, para todos os caracteres, indicando presença de considerável divergência genética entre os grupos de cajueiro anão precoce e comum; d) apenas os caracteres número de castanhas e produtividade revelaram a capacidade específica de combinação como um importante componente genético; e) os genitores BTON e CCP06 destacaram-se por seus efeitos genéticos negativos para os caracteres altura da planta e diâmetro da copa, contribuindo para redução do porte das plantas; f) os pais CP12 e CP77 destacaram-se para peso de castanha e amêndoa e os pais CCP1OO1, CCP76 e CP07, para o número de castanhas e produtividade, por revelarem potenciais per se e heteróticos expres- sivos; g) as combinações híbridas CCP76 x CP07, CCP09 x BTON e CCP09 x CP77 são as mais promissoras, sendo indicadas para obtenção de clones comercialmente superiores e formação de populações-base para o programa de melhoramento populacional do cajueiro.
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Universidade Federal de Goiás
Departamento de Fitotecnia
Autor: Sheila Andrade Botelho Mozena Leandro
Título: Supressividade natural e induzida à Rhizoctonia solani Khün,
em solos da região Centro-Oeste
Banca: Carlos Augustin Rava Seijas (orientador) Universidade Federal
de Goiás; José Emilson Cardoso - Embrapa Agroindústria Tropical; Mara Rúbia da Rocha - Universidade Federal de Goiás
Data da Defesa: dezembro/1999
RESUMO - O patógeno Rhizoctonia solani é um fungo do solo cosmopolita,
altamente destrutivo e com vasto número de hospedeiros, que causa importantes doenças na maioria das plantas cultivadas em todo o mundo. É uma espécie complexa que possui muitos biótipos, diferindo quanto à patogenicidade,
hospedeiros, distribuição na natureza e aparência em meio de cultura. A cultura do feijoeiro é suscetível à este patógeno a partir da germinação, entretanto, a suscetibilidade é inversamente proporcional ao desenvolvimento da planta. A atividade microbiana de alguns solos pode prevenir o estabelecimento de fungos fitopatogênicos ou inibir sua patogenicidade. Solos com esta propriedade são denominados antagônicos, de longa vida, resistentes ou supressivos. O objetivo deste trabalho foi avaliar os níveis de supressividade natural à R. solaní de alguns solos da região Centro-Oeste, com diferentes históricos de uso. Os solos foram coletados nos municípios de ltumbiara, Silvânia, Jussara e Santa Helena de Goiás, no Estado de Goiás, sendo classificados como: Latossolo Roxo, Latossolo Vermelho-Escuro, Areia Quartzoza e Latossolo Roxo respectivamente. Em cada município, foram coletados solos em três áreas contíguas com os seguintes históricos de uso: a) solo cultivado com feijão irrigado com pivô, por mais de quatro anos consecutivos; b) solo sob vegetação nativa e, c) solo sob pastagem de Brachiaria decumbens. Os solos foram coletados na camada de 0-20 cm, armazenados em casa de vegetação. Para a inoculação dos solos foram utilizados grãos de sorgo, inoculados com Rhizoctonia solani e triturados. Foram utilizadas seis densidades de inóculo: 0, 100, 500, 1.000, 5.000 e 10.000 propágulos/g de solo. 0 experimento foi conduzido sob condições de casa de vegetação, em um delineamento de blocos completos casualizados, em esquema fatorial 6x4 x3. A unidade experimental foi constituída de bandejas plásticas com 4 kg de solo e 40 plantas. Quinze dias após a emergência, as plantas foram arrancadas e calculado o índice de McKinney. A análise de variância apresentou interação tripla significativa e os graus de liberdade foram desdobrados em análises de regressão entre as doses de inóculo e o índice de doença em porcentagem, numa equação exponencial do tipo: ID = A x e(-B/dose do inóculo +1). Nas regiões de
ltumbiara e Silvânia o índice de doença progrediu com o aumento do número de propágulos por grama de solo, atingindo valores superior à 70%. Porém, para ambas as regiões não houve diferenças significativas entre os solos de mata, pastagem e feijão. Por outro lado, nos solos de Jussara e Santa Helena apesar do incremento do índice da doença com o aumento da dose de inóculo para todos os históricos, os solos de mata e pastagem apresentaram índice de doença semelhante em todas as doses de inócuIo. Em solos proveniente de área de feijão irrigado, da região de Santa-Helena, os incrementos no índice de doença foram menores, não ultrapassando a 60%.