Ana Paula Souza da Silva Sichetti33
Esse foi meu primeiro curso a distância e garanto que não será o único. Foi uma experiência enriquecedora e gratificante. Pude relembrar teorias já estudadas e conhecer novas perspectivas de pensamento e ação. Com isso, tive a oportunidade aprimorar minha prática.
Sou professora desde 1997, na rede municipal de Juiz de Fora, MG. Desses 13 anos de magistério, trabalho há, no mínimo seis anos com alunos incluídos, atendendo a deficiência visual (visão reduzida), intelectual e, também, transtorno global de desenvolvimento (síndrome de Asperger).
Esse tempo foi marcado por muita busca. Foram muitas conversas com a família da criança, com professores que já trabalharam ou trabalham com ela e, ainda, com profissionais que atendem essa criança. Participei de alguns cursos e, atualmente, faço parte de um grupo de professores que se preparam para assumir as salas de recursos multifuncionais do Atendimento Educacional Especializado (AEE) que estão sendo instaladas em algumas escolas do município.
Gostei da dinâmica e tópicos desenvolvidos no curso. Aprender a usar o ambiente TelEduc foi muito importante, assim como relembrar a histórica da inclusão na sociedade e na educação, a legislação, envolvendo as questões da inclusão, a dimensão ética e características das famílias contemporâneas.
Destaco como embasamento teórico as ideias de autores como Piaget e Vigotski para pensar o desenvolvimento e a aprendizagem. Considero muito importante uma boa avaliação como sendo ponto de partida para um planejamento mais efetivo. Por isso, muito me acrescentou o módulo 4 que trouxe muitas inovações para minha prática.
Com o questionário de habilidades sociais para professores pude pensar de forma mais sistematizada as minhas concepções e práticas. Com o inventário de comportamentos pró-sociais, descobri a possibilidade de analisar e planejar com metas mais claras e objetivas e utilizar as habilidades sociais para construir uma convivência mais harmônica, significativa e justa na sala de aula. Entendo com mais consistência
33 CAIC – “Escola Municipal Professor Helyon de Oliveira” - Juiz de Fora – MG.
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como pode ser realizado um trabalho educativo baseado em criatividade, ensino colaborativo e flexibilização de currículo. Pude aprender um pouco sobre tecnologia assistiva e isso me estimulou muito a buscar recursos para serem utilizados pelos alunos especiais, sendo esses recursos algo já pronto, ou até mesmo aqueles recursos que podemos construir com materiais de sucata.
Enfim, posso dizer que muito aprendi com esse curso. Pude, como mais marcante dessa experiência, trocar vivências e sentimentos com minhas colegas e formadoras do curso. Guardo todas comigo como fonte de inspiração e motivação diária. Tenho a certeza que muito ainda pode ser feito por uma educação que inclua a diversidade em todas as suas dimensões. Vou sentir saudades de acessar diariamente o correio e para finalizar agradeço o empenho dos profissionais envolvidos. Destaco a presença organizada da tutora e os comentários ternos da formadora como sendo marcas da qualidade do curso. Pena que acabou...
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DESAFIOS
Lúcia Helena Rodrigues Soquetti34
Participar do EAD me proporcionou momentos de aprendizagem, reflexão e troca de experiências. Conheci novos profissionais de diferentes localidades e vivi momentos de alegria.
Os momentos de aprendizagem foram muito importantes, pois, embora a educação inclusiva venha acontecendo há anos em nossas salas de aula, recentemente, em maior número, tem causado muitas discussões entre os profissionais da Educação e, ao mesmo tempo, angústia por não haver preparo desses profissionais por não saberem como lidar com as diferentes deficiências e até mesmo o desconhecimento dos recursos a serem utilizados.
As discussões compartilhadas nos fóruns e nas salas de bate-papo proporcionaram reflexões às quais mexeram de forma significativa na maneira de ver a educação inclusiva como algo necessário ao ser humano, com o intuito de dar-lhes a oportunidade de participarem de forma igualitária de nossa sociedade, onde todos têm seu direito como cidadão, independente ser deficientes ou não.
Ter o contato com outros profissionais foi importante para troca de experiência, pois sempre há algo novo a aprender com o outro. Faz-se necessário que saibamos da importância desse contato com outras pessoas, com elas temos muito a aprender e o que aprendemos não deve ficar guardado em nossa memória, mas sim, passado para outros:
isso é crescimento profissional.
Quando nos deparamos com profissionais da Educação de outras localidades, percebemos que nossas dúvidas e angústias são muito parecidas e, quando nos unimos, nos tornamos mais fortes para enfrentar novos desafios. É disso que vive diariamente o bom professor, enfrentando novos desafios, e se fortalecendo à medida que consegue vencê-los.
Este contato, as trocas de experiências, um novo olhar à inclusão, trouxeram também alegria. Deram-nos a certeza de que o caminho que estamos trilhando é o correto. Dar às pessoas a oportunidade de serem aceitas em uma sociedade que se
34 E.M.E.F.E.I. “Vereador José Luíz Gomes da Silva-Zelo” - Santa Bárbara d’Oeste – SP.
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mostra tão excludente, é gratificante, pois a escola é o local ideal para modificar essa realidade.
Professores de salas comuns precisam conhecer e saber trabalhar com os recursos disponíveis aos alunos de inclusão. Não é possível que nossas escolas recebam, por pouco que sejam, materiais que não se sabe como se manipula.
O ensino colaborativo proporcionado pelo EaD nos remete a reflexão da importância da interação dos professores de salas comuns e professores de salas de recursos. Se queremos uma escola inclusiva, por que somos tão excludentes com nossos pares? Como queremos que professores de salas comuns atendam com dignidade os alunos com deficiência se não os capacitamos para isso? Por que as salas de recursos são tão fechadas aos professores de salas comuns?
Para que possamos ter uma escola verdadeiramente inclusiva, não basta as portas das escolas se abrirem para os alunos portadores de deficiência. Faz-se necessário que órgãos governamentais e profissionais da Educação se unam para dar a esses alunos as condições necessárias para que a aprendizagem aconteça. Não pode haver duas escolas dentro de uma, como vem acontecendo. Não há que pensarmos em sala de recursos x sala comum, mas sim, pensarmos que os recursos materiais e os saberes que recebemos nas escolas devem ser compartilhados com todos, sem distinção de funções. A questão é: não sermos professores de sala de recursos, nem de classe comum, mas sim, Profissionais da Educação.
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PALAVRA DE ORDEM: ADMINISTRAR E CONFIAR QUE O ALUNO É