1. Capítulo 01 Contextualizando e caracterizando a Educação a Distância e suas
3.3. Avaliação da aprendizagem na perspectiva Formativa Reguladora: na
Apesar das características diferenciadas que a Educação a Distância apresenta em relação à modalidade presencial, observamos, muitas vezes, que há uma tendência em reproduzir encaminhamentos de posturas da educação presencial. Nesse sentido, é importante compreender como ocorre a prática avaliativa na modalidade de ensino a Distância, percebendo seus limites, possibilidades e especificidades para uma Avaliação Formativa- Reguladora(AFR.
Acreditamos nos pressupostos da AFR que são, de acordo com Silva J. (2004), elementos fundamentais para o que ele denomina Pedagogia do
Encantamento. Esta, procura as dimensões do ser humano: afetiva, religiosa,
intuitiva, racional, instintiva em todas as práticas educativas. O autor também acredita na Educabilidade, porque reafirma a idéia de que todas as pessoas são capazes de aprender. É claro que o mediador/docente precisa levar em consideração os ritmos e estilos de aprendizagem dos alunos. Para isso,
inspirado na Pedagogia diferenciada de Perrenoud (1999, 2000), identifica a necessidade de aprendermos respeitando o diálogo com a diversidade.
O autor considera a pesquisa como princípio do trabalho
pedagógico, pois não abre mão da investigação pedagógica no cotidiano
escolar para maior compreensão do cenário educativo e suas singularidades. A pesquisa via internet é fundamental, principalmente quando aponta para trabalhos colaborativos que permitem alto grau de interatividade entre os participantes dos cursos online. É o caso da Web 2.0 que tem uma proposta bem interessante de fusão de várias tecnologias e articula ferramentas que oferecem a oportunidade de construir interfaces mais interatiavas como os blogs e as wikis, ambos os softwares possuem grande potencial colaborativo. Esses recursos favorecem o trabalho em grupo online, mas esse tipo de postura também precisa ser motivado pelo professor, que por sua vez nesse diálogo de mediador no AVEA, incentiva a autonomia para que os aprendentes naveguem nos mais diversos sites, descobrindo possibilidades, passando a imprimir nesse ambiente sua participação mais qualitativa que ao longo do curso transformem-se em verdadeiras interações.
Nesse sentido, existe um professorar online nas salas de aula interativas (SILVA M., 2006) que para nós que pesquisamos avaliação em EAD também pode estar dialogando com vários dos pressupostos da avaliação Formativa- Reguladora (SILVA J., 2004), dentre eles: a Centralidade nas aprendizagens
significativas, que aponta para a superação das aprendizagens mecânicas,
construindo aprendizagens de qualidade social, assim como a importância de um currículo flexível e contextualizado, superando a concepção de um produto pronto, acabado, rompendo com a herança positivista, de conteúdos fragmentados e procura integrar objetivos, critérios e competências. A AFR acredita em um currículo contextualizado, articulado com o saber sistemático do cotidiano. São pressupostos inicialmente pensados para a avaliação presencial, mas que diante das suas dimensões tão bem estruturadas podem ser redimensionados para a educação online. É possível refletir sobre as possibilidades dos princípios da AFR sendo aplicados em redes abertas e flexíveis. Para isso, o professor precisará saber utilizar o ambiente virtual e
pensar num contexto hipertextual e nas diversas mídias oferecidas em cursos online.
Silva M. (2006, p.31) ainda nos oferece a seguinte contribuição:
O professor precisará saber que o hipertexto vem potenciar sua figura e seu ofício. De mero transmissor de saberes, precisará converter-se em formulador de problemas, para provocador de interrogações, coordenador de equipes de trabalho, sistematizador de experiências, e memória viva de uma educação que, em lugar de aferrar-se à pedagogia da transmissão, valoriza o diálogo e a colaboração entre os participantes da aprendizagem.
Para Silva J. (2004), a Escola como lócus de aprendizagens, de
multiplicidade cultural, de tensão aberta às mudanças, ou seja, como lugar de debates, espaço onde os professores podem realmente planejar e socializar experiências, é o lugar de permanente construção, quando evidentemente fortalecido por uma gestão democrática. Na educação online o conceito de espaço transcende as fronteiras territoriais, mas a multiplicidade cultural é infinitamente maior no espaço WWW, este, é do tamanho do mundo e por esse motivo extremamente democrático; claro que quando garantido o acesso buscando melhor uso desses recursos tecnológicos nas experiências colaborativas.
Nas salas de aula virtuais interativas o lócus ainda tem um conceito mais ampliado já que estamos falando de ciberespaço, onde vivemos e criamos a cibercultura. De acordo com Lévy (1999), a interconexão mundial de computadores forma uma grande rede, mas cada nó dessa rede é fonte de heterogeneidade e diversidade de assuntos e discussões, em permanente renovação. Assim como Lévy e outros pensadores já citados, nosso foco não é uma „NET do mercado‟, mas acreditamos na educação online quando utiliza o ciberespaço da maneira mais interativa possível, porque juntos propiciam práticas baseadas na inteligência coletiva.
A educação online é um modelo que utiliza bastante a internet, e a interação entre as pessoas pode acontecer de várias maneiras. Existem algumas modalidades comunicativas: comunicação um a um, comunicação de
um para muitos ou de muitos para muitos, ou seja, podemos utilizar email, fóruns ou comunidades colaborativas, aumentando o grau de interatividade.
Para entendermos como os cursos de educação online conseguem alcançar esse grau de complexidade precisamos levar em consideração outros pressupostos da AFR (Silva, 2004) como por exemplo reconhecer o Projeto
Político Pedagógico como elemento articulador da prática pedagógica, para
que tenha um sentido previamente negociado e possua um caminho metodológico; para isso, o autor descreve a importância do Compromisso
social, Silva J. (2004) considera este, o pressuposto mais importante, porque é
o compromisso com um projeto de sociedade ético, de construção de um lócus social mais civilizado e mais civilizante, que possibilita verdadeiras revoluções.
Nesse sentido, ainda articulando a AFR com as idéias de Lévy (1999), que é considerado o filósofo do ciberespaço, deve haver grandes mutações nas formas de ensinar e aprender. Para Lévy (op cit), o futuro papel do professor não será mais o de difusor de saberes, diz, mas o de “animador da inteligência coletiva” dos estudantes, estimulando-os a trocar seus conhecimentos.
A AFR é uma perspectiva de avaliação da aprendizagem e, de certa forma, aponta para um possível caminho em direção a essa nova sociedade contemporânea, que vem concretizando uma revolução tecnológica (CASTELLS, 1999). E mesmo que a AFR não tenha sido pensada originalmente para esse contexto online das TICs, identificamos a necessidade de uma pedagogia diferenciada (PERRENOUD, 1999), base para uma avaliação emancipatória, que respeite esse novo conceito de redes.
Assim, podemos implementar nesse novo espaço de redes o paradigma do aprender a aprender através das comunidades virtuais, no caso da educação online organizando ações que concretizem uma pedagogia diferenciada, efetivando uma avaliação da aprendizagem numa perspectiva Formativa-Reguladora (SILVA, J., 2004) respeitando os “coletivos inteligentes”, através das comunidades de aprendizagem (KENSKI, 2007) que possibilitam alto grau de dialogicidade.
Visualizamos alguns pontos fundamentais, que podem permitir mudanças significativas: o primeiro dele é que na avaliação da aprendizagem deve haver uma preocupação política e pedagógica no sentido de que a ação educativa a distância, possa formar pessoas, não apenas para o mundo do trabalho, mas, principalmente, para exercerem sua cidadania. Compreendendo cidadania nas recentes concepções de forma mais democrática, com uma espécie de proteção transnacional dos direitos humanos. Para Vieira (2005) a concepção de cidadania reafirma o pertencimento do sujeito a uma comunidade política, independente da nacionalidade. Dessa forma questões como migrações, pobreza, danos ambientais e sustentabilidade; desemprego, questões sociais, são grandes demais para serem limitadas por espaços territoriais. Nasce então o conceito de cidadão do mundo.
Por isso, a necessidade de uma democracia em esfera global. Vivemos num ritmo intenso e veloz e, como afirma Lévy (1993), não há horizonte, nem ponto que limite o fim da linha. A questão da educação traz a complexidade de uma Educação Presencial e Online de qualidade. Assim, os estudantes devem ter a oportunidade de ser avaliados no seu processo de construção do conhecimento de forma contínua e abrangente, nas duas modalidades, com apoio do potencial que as TICs oferecem nas mãos de docentes cada vez mais qualificados nessa área da educação e tecnologia.
Entretanto, na Educação online, devido à internet, surge um caráter diferenciado: o aspecto da virtualidade, que representa um grande potencial, mas também um forte desafio. Pretendemos focar essa pesquisa na avaliação da aprendizagem em rede, no contexto das novas tecnologias da informação e comunicação.
Em um novo espaço virtual, segundo Esteban (2000)
vale repensar a avaliação não pela consideração da classificação dos conhecimentos já consolidados, mas priorizando os processos emergentes em construção, que na educação virtual podem surgir como novas possibilidades de aprendizagem e de desenvolvimento (ESTEBAN, 2000, p.19).
Isso também se refere a um novo espaço interativo na internet, o ciberespaço. Consideramos o conceito de ciberespaço, como “um espaço de comunicação aberto pela intercomunicação mundial dos computadores” (LÉVY, 1999, p.92) e que representa “não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo” (LÉVY, 1999, p. 17).
Nesse espaço, que não é territorial como na escola tradicional existem tecnologias que favorecem o aumento da potencialização das funções cognitivas humanas, possibilitando novas formas de raciocínio que devem ser avaliados no seu processo de construção das aprendizagens nesses ambientes virtuais, comunicacionais e interativos nos quais também há espaço para as emoções.
Consideramos que para se concretizar uma prática avaliativa numa perspectiva Formativa- Reguladora em cursos online, mediada por um ambiente virtual de aprendizagem, é necessário que haja a congruência entre as concepções defendidas no Projeto Político Pedagógico do curso ou programa e no Plano de Ensino dos professores, nas idéias dos profissionais envolvidos no processo educativo e também que as interfaces do ambiente possibilitem uma prática desta natureza.
Queremos saber se a prática avaliativa, nesse contexto, não está apenas relacionada às práticas dos professores dos cursos, mas sim, na relação de interatividade que se estabelece entre os atores que participam do processo educativo, como tutores virtuais, alunos, além de investigar o potencial pedagógico e o uso das interfaces dos Ambientes virtuais de ensino e aprendizagem (AVEA), em especial nos fóruns.
Silva, J (2004), vem desenvolvendo suas reflexões sobre Avaliação Formativa- Reguladora e afirma que a função sócio pedagógica das instituições de ensino parte de alguns pressupostos fundamentais. Assim, o autor busca ressignificações e novas práticas num contexto de crises na ciência e na
sociedade. Nessa transição ele reafirma que a modernidade cede lugar à pluralidade e ao paradigma pós-moderno.
Outra preocupação de Silva, J. (2004) é com os avanços das diversas contradições sociais políticas e econômicas, sem esquecer os aspectos da tecnologia. Segundo ele, necessitamos de sujeitos que atuem e iluminem essa turva teia social. Nos seus estudos o autor reconhece nesse cenário complexo, que as perspectivas teóricas e políticas travam um grande embate no intuito de ressignificar a educação.
Para o autor há grande necessidade de discutirmos os projetos de sociedade que constroem a atual realidade, porque, a educação é sempre o reflexo dessa mesma sociedade e, ao mesmo tempo em que a legitimamos também somos capazes de contestá-la. O autor faz uma opção por um projeto de sociedade emancipadora que busca a humanização dos sujeitos. Sociedade como lócus de formação de cidadãos. Nesse raciocínio, o papel da avaliação, segundo Silva, J. (2006) é acompanhar a relação ensino e aprendizagem para possibilitar as informações necessárias e manter o diálogo entre as intervenções dos docentes e dos educandos. Para nós, o conceito chave na nossa pesquisa é o de Avaliação Formativa-Reguladora (AFR).
O conceito de AFR de acordo com Silva J. (2006):
vale a avaliação Formativa- Reguladora é um mecanismo integrativo e regulador da prática docente e das aprendizagens, ocupando um lugar mediador na ação educativa, sendo fonte de informações descritivas e interpretativas dos percursos e dos conteúdos de aprendizagens dos aprendentes e das situações didáticas e da relação entre ambos.(p. 58)
Para Silva, J. (2004, p.48) “a prática é um espaço de confrontação e reconstrução da teoria”. Nesse sentido, a realidade que nós vamos investigar, e o acompanhar a avaliação da aprendizagem num curso a distância, pode nos afirmar uma teoria transformada em realidade, baseada nesses pressupostos da avaliação Formativa- Reguladora, como também mostrar que a realidade pode estar longe da teoria ou apenas parcialmente alcançada no seu cotidiano.
Compreendemos que a finalidade da avaliação Formativa- Reguladora é de acompanhar a prática pedagógica de forma integrativa e reguladora, de acordo com os objetivos propostos e que estão ao longo do processo sendo atingidos, levando em consideração as formas de ensinar e aprender.
Para isso devemos aprofundar a discussão sobre as categorias da AFR que elegemos para analisar nossos dados na pesquisa durante o acompanhamento dos cursos online investigados.
Para que essa prática avaliativa integrativa aconteça na sala de aula virtual interativa, é preciso que seus mediadores demonstrem práticas verdadeiramente comunicativas. O computador não é um simples livro, todos precisam ser autores, participar como co-autores. Para isso Silva M. (2006) aponta para três investimentos que precisam ser disponibilizados em sala de aula: a) Oferecer diversidade de imagens, sons, textos, b) Enredar múltiplos percursos para novas conexões, e c) Estimular cada aprendiz a contribuir no processo participando como co-autor.
Da mesma maneira, para Silva J (2006) a AFR está baseada nos seguintes princípios:
a) A negociação que evita o autoritarismo e ajuda a respeitar a diversidade num processo avaliativo mais transparente. O autor acredita que só através de um diálogo permanente é possível ser co-autor.
b) O dialógico, segundo Silva J. (2004) busca exatamente uma conversa permanente entre sujeitos da equipe pedagógica para que todos possam ser aprendentes e, ao mesmo tempo, também ser objeto da avaliação. Dessa forma se estabelece o diálogo entre os elementos do processo avaliativo: objetivos, conteúdos e procedimentos.
c) A Pertinência cognitivo-epistemológica refere-se ao princípio que busca respeitar os níveis de aprendizagem dos estudantes e também dos conteúdos ensinados.
d) O princípio Formativo possui uma intencionalidade educativa, que envolve um planejamento que reflete permanentemente a ação docente,
articulando necessidades dos estudantes, objetivos e as aprendizagens significativas.
e) O princípio ético-emancipador, concretiza uma prática avaliativa através de situações propostas no projeto político pedagógico que visem o crescimento e a emancipação do sujeito com ênfase na sua dimensão ética.
Nesse sentido, a AFR em EAD poderá propiciar negociações no sentido de direcionar melhor o processo avaliativo e dialogar em torno de critérios, respeitando os estilos de aprendizagens dos aprendentes numa dinâmica formativa que, ao mesmo tempo em que alimente o trabalho docente também ajude os estudantes a se libertarem dos condicionamentos avaliando todo processo de forma ética.
Diante da modalidade a Distância, precisamos compreender as funções da avaliação de acordo com outros estudiosos que definem funções da avaliação nessa modalidade. Valadares e Margarida Graça (1998) apresentam as funções da avaliação, na educação a Distância, divididas em cinco categorias:
Avaliação prévia – utilizada para determinar onde cada estudante deve ser integrado ao iniciar uma nova fase da sua aprendizagem. Alguns autores também a chamam de avaliação de nivelamento.
Avaliação de diagnóstico – para diagnosticar dificuldades de aprendizagem do estudante no decorrer desta.
Avaliação formativa – para aquilatar acerca do progresso da aprendizagem do estudante no decorrer desta.
Avaliação Formadora – contribui para que o aluno aprenda a aprender. Avaliação somativa – para avaliar consecução do o final de uma fase da sua aprendizagem (VALADARES; MARGARIDA GRAÇA, 1998.p.76).
A avaliação da aprendizagem em EAD, por mais que seja semelhante aos princípios da avaliação presencial, requer tratamento que leve em consideração suas especificidades, principalmente porque na maioria das vezes o estudante não pode contar com a presença física do professor.
É necessário pensar em „novas formas‟ de avaliar, considerando a especificidade da modalidade EAD e as relações que se estabelecem entre professores, estudantes e demais atores do processo educativo neste espaço peculiar.
Por conta dos recursos de informação e comunicação digitais que existem hoje na sociedade de redes e que estão disponíveis para os cursos a distância, há uma maior possibilidade para a troca de informações e construção do conhecimento das possibilidades comunicacionais.
Tudo isso nos leva a refletir sobre os cursos oferecidos, suas concepções de ensino, aprendizagem e os tipos de avaliação. Nos remetendo a uma discussão sobre qualidade e respeito aos ritmos pessoais na medida em que supera o modelo linear, possibilitando uma retomada, um refazer aberto aos acontecimentos produzidos por diversos sujeitos culturais de um mundo sem fronteiras, contudo algumas universidades precisam estar atentas a todo esse potencial.
No que tange o ensino online, vemos cada vez mais o espaço da Educação a Distância se ampliando e proporcionando discussões profícuas sobre a docência nessa modalidade. As universidades se mobilizam para compreender uma nova dinâmica simultaneamente ao momento em que ela ocorre. As especificidades das práticas docentes no âmbito do espaço virtual e no nível do Ensino Superior acarretam modificações profundas nas compreensões sobre a didática e o processo didático neste nível de ensino (PADILHA et all, 2009a, p.3-4).
A EAD hoje possui características diretamente ligadas as habilidades docentes que favorece também uma avaliação diferenciada. Possui, por exemplo, maior flexibilidade de tempo e espaço; os prazos podem ser negociados, há uma grande tendência de troca, colaboração, maior autonomia.
Tudo isso favorece, numa avaliação processual-formativa, um novo papel do professor de Educação a Distância. Poderemos finalizar nosso texto sobre avaliação, reafirmando o que defende (SILVA, M., 2003): a verdadeira interatividade propicia que a construção do conhecimento se efetue como co- criação e não simplesmente transmissão. A base da avaliação em EAD é a
participação e intervenção. Participar não significa apenas responder uma questão, mas modificar a mensagem.
Lévy (1998) completa esse raciocínio afirmando que cria-se a “inteligência coletiva”, que passa a pertencer a todos, numa rede de fenômenos interconectados e integrantes da sociedade atual. Acreditamos nessa inteligência coletiva e assim, vamos em busca de práticas emancipatórias.
Resgatando a evolução histórica da legislação brasileira quanto a avaliação da aprendizagem, percebemos que nas décadas de 60 e 70 a posição é classificatória e de julgamento, aos poucos até os anos 90, os procedimentos avaliativos foram caminhando para processos avaliativos em direção a qualidade educacional.
Foi com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), n. 9.394/96, que surgiram os avanços e as possibilidades emancipatórias, uma legislação mais próxima da democracia. Surge uma avaliação que aposta na integralidade do sujeito: avaliar não apenas no aspecto cognitivo, mas também nas dimensões sócio-afetivas e culturais. A LDBEN passa a recomendar uma avaliação contínua, cumulativa e qualitativa. Em termos de legislação as coisas avançaram bastante, agora vamos analisar as práticas de forma mais sistemática. Para isso vamos conhecer a proposta metodológica da nossa pesquisa.