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6.1 – Avaliação das funcionalidades do Mastercam

Apresenta-se, nas tabelas 11 à 16, a avaliação das funcionalidades apresentadas a partir da página 25, assim como uma contraposição com o que se entende como um software CAM com funcionalidades avançadas ideais.

As funcionalidades avançadas ideais não são funcionalidades que representam o mais avançado do estado-da-arte (seria necessário um estudo mais pormenorizado da globalidade dos sistemas CAM), mas sim que representam o aperfeiçoamento do que já se encontra no Mastercam X5, tendendo para um enquadramento tecnológico superior. O que se descreve com estes termos é a correção dos aspetos negativos apresentados e o enriquecimento da funcionalidade através de algumas evoluções da mesma.

A avaliação de funcionalidades foca os pontos A a G anteriormente descritos – assim como as particularidades desses pontos – e o seu resultado está dividido em 4 grupos de informação:

 Importância da sua implementação – escala de 1 a 5 valores;  Classificação da sua implementação – escala de 1 a 5 valores;  Aspetos positivos;

 Aspetos negativos;

A escala de 1 a 5 valores, apesar de numericamente comparável, assenta num critério qualitativo, com significado facilmente apreciável, e que diz respeito à funcionalidade em si. No grupo “Importância da sua implementação”, assume-se o critério:

 

Descartável – a sua não existência não penalizaria o trabalho

 

Acessório – de utilidade questionável

 

Útil – de utilidade comprovada

 

Proveitoso – que adiciona valor ao software

 

Imprescindível – que é essencial

No grupo “Classificação da sua implementação”, assume-se o critério:

 

Com falhas que comprometem a confiança no resultado final

 

Com falhas que dificultam significativamente a sua utilização

 

Com falhas que tornam a sua utilização morosa

 

Com falhas apenas a nível da sua utilidade

 

Com falhas pouco relevantes e desprezáveis

115 Este critério pretende, de uma forma abrangente, e através de uma classificação uniforme, aferir o valor de uma funcionalidade e a qualidade da sua inclusão no Mastercam X5.

Desta forma, uma funcionalidade poderá atingir nota máxima a nível da sua utilidade, mas estar mal implementada (correções enriquecerão o software), e por outro lado, a excelente implementação de uma funcionalidade pouco útil não lhe garantirá nota máxima, já que, subjetivamente, o seu impacto é reduzido.

A avaliação por aspetos positivos e aspetos negativos foca, essencialmente, o que faz a funcionalidade acrescentar valor ou particularidades que lhe conferem maior utilidade – no caso dos aspetos positivos – ou, no critério antónimo, o que deve ser corrigido para que a mesma seja relevante, ou para que proporcione uma experiência melhor para o utilizador. Diferentemente do que é apresentado na Figura 4 e na Figura 5 (na subsecção 2.6), onde são apresentados conceitos tecnológicos, estas tabelas particularizam essas implementações no contexto da interface do software e da sua utilização54 para o Mastercam X5.

Relembrem-se, para melhor compreensão dos mesmas, os pontos A a G introduzidos na subsecção 3.2:

A. Gestão de entidades geométricas: respeitante à criação, edição e restante manipulação de todas as entidades geométricas.

B. Funcionalidades CAM: relativo às máquinas-tipo às quais diz respeito esta aplicação de CAM em particular.

C. Gestão de máquinas virtuais: contém todas as funcionalidades associadas ao trabalho com máquinas virtuais: criação, edição e parametrização;

D. Gestão de ferramentas virtuais: diz respeito à criação, edição e manipulação das ferramentas virtuais;

E. Calculador de estratégias de fresagem: é a parte do programa responsável pelo cálculo e “dinamização55” dos percursos de fresagem;

F. Gestão de operações: toda a componente de criação, edição, importação, standardização, entre outros.

G. Estruturação de dados: respeitante à organização das bases-de-dados de todo programa.

Apesar de serem aqui apresentados resultados relativos à qualidade das funcionalidades do Mastercam X5, remetem-se os comentários para o subsecção 6.3.

54

Apesar do esforço de apresentar todas as funcionalidades, note-se que ficarão sempre algumas menos relevantes ou de utilização altamente circunstancial, e que não farão parte das tabelas.

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# Funcionalidades Importância Qualidade Aspectos positivos Aspectos negativos Situação ideal

0 Interface:  

Árvore de operações simples e eficaz

Acesso ao "help" muito expedito

Interface customizável de acordo com máquina virtual

Interface pouco intuitiva Algumas falhas a nível da sua organização

Ícones pouco representativos Diversas falhas a nível gráfico (falhas na GUI)

Distribuição de comandos por tabs; organização de acordo com a função e grau de utilização;

ícones com menos detalhe mas melhor associados à sua função

A Gestão de entidades geométricas

(designadamente CAD):  

Componente de criação geométrica totalmente parametrizável com existência de gestor de parâmetros; geometrias descritivas organizadas por sketches;

dimensionamento simplificado com associatividade entre dimensão e entidade geométrica;

criação de features associada às operações de maquinagem;

workflow de criação geométrica

inequívoco, simplificado e gradualmente complexo conforme necessidade

1 Criação de geometrias definitivas

simples e complexas  

Funcionalidade completa e bem estruturada

Sem parametrização;

dimensionamento não associativo 2 Criação de superfícies simples e

complexas  

Funcionalidade completa e bem estruturada

Função básica (consequência da funcionalidade anterior) 3 Criação de sólidos a partir de

geometrias definitivas   Permite criar formas básicas

Faltam algumas opções; parametrização básica 4 Criação de sólidos a partir de formas

primitivas   Permite criar formas básicas Parametrização básica; 5 Criação de Features   É organizado na árvore do

modelo

Incompleto; parametrização básica;

6 Intermutabilidade sólidos-superfícies  Funcionalidade completa 7 Replicação e combinação de

superfícies e sólidos  

Funcionalidade completa; permite nesting

Sem parametrização; sem padronização customizável 8 Importação de geometrias (formatos

neutros e proprietários)  

Funcionalidade completa;

verifica qualidade do modelo Não detecta features 9 Detecção de formas parametrizáveis

(limitada a formas cilíndricas)  

Detecta formas cilíndricas e

fillets Limitada a apenas duas formas

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# Funcionalidades Importância Qualidade Aspetos positivos Aspetos negativos Situação ideal

B Funcionalidades CAM:

Gama de módulo de acordo com as necessidades atuais da indústria 1 Fresadoras

 

Utilização de módulos para cada tipo de produto

Adaptação automática da interface para cada módulo 2 Tornos mecânicos

3 Fresadoras 2,5D (routing)

4 Máquinas de corte por fio de descarga elétrica (EDM)

C Gestão de máquinas virtuais:

Definição de máquinas virtuais incluída apenas numa aplicação externa; Todas as configurações da máquina contidas apenas na árvore de componentes;

Máxima utilização de todos os parâmetros configuráveis; Criação, edição e estrutura de pós- processadores totalmente documentados;

Configuração das opções do pós- processador com suporte por parte do

software

1 Criação e configuração de máquinas   Configuração relativamente completa

Falhas a nível a utilização das informações definidas 2 Modelação in situ dos componentes da

máquina  

Articulado com a gestão de entidades geométricas

Implementação confusa e pouco intuitiva

3 Adição de componentes em formato

neutro  

Permite adicionar geometria à máquina virtual

Utilidade reduzida; adiciona pouco valor ao produto 4 Adição de componentes em formato

Mastercam X5  

Implementação confusa e pouco intuitiva

5 Assemblagem e representação local

dos componentes da máquina  

Funcionalidade totalmente

flexível Utilização pouco intuitiva; 6 Definição de parâmetros associados à

cinemática da máquina   Organização simples e eficaz

Fraca utilização das informações fornecidas pelo utilizador 7 Definição e emulação do controlador

da máquina  

Permite configurar aspetos básicos do controlador

Acesso a configurações dificultada por interface mal concebida

8 Criação e edição de pós-processadores   Pouco suporte por parte do

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Tabela 13 - Tabela de funcionalidades | parte 3 | Gestão de ferramentas virtuais

# Funcionalidades Importância Qualidade Aspectos positivos Aspectos negativos Situação ideal D Gestão de ferramentas virtuais:

Gestão de ferramentas em aplicação externa;

inclusão de gestor de elementos de fixação (cones);

inclusão de fresas de pastilhas e respectivas pastilhas de corte; criação de perfis específicos com definição de caminhos de maquinagem específicos;

formulador da relação material ferramenta - material a maquinar com leitura de propriedades de dureza e resistência mecânica do material 1 Criação e definição de ferramentas de

formatos típicos  

Funcionalidade completa; simples e eficaz

Não inclui pastilhas de corte e respectivos suportes

2 Criação e definição de ferramentas de

formatos especiais   Funcionalidade flexível

Utilização pouco intuitiva; requer aprendizagem mais demorada 3 Parametrização de ferramentas  Funcionalidade completa;

simples e eficaz

Não inclui gestão de cones de fixação neste ponto

4 Interoperabilidade de ferramentas com

definições de materiais   Funcionalidade simples

Formulação de velocidades não existe (é caso-a-caso)

5 Interoperabilidade de ferramentas com

estratégias de maquinagem  

Sugestão de ferramenta de acordo com a operação

Sugestão não é suportada; exige confiança por parte do utilizador; 6 Importação de ferramentas a partir de

ficheiros de texto   Pouco útil

7 Exportação de ferramentas para

ficheiros de texto   Pouco útil

8 Geração de relatórios de listagem de

equipamento ferramental  

Permite criar listas detalhadas com representação 3D

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# Funcionalidades Importância Qualidade Aspectos positivos Aspetos negativos Situação ideal E Motor de cálculo de estratégias de

fresagem:  

Geração de caminhos com pré-deteção de colisão;

Utilização das informações dos limites dos eixos de movimento da máquina;

Teaching de caminhos de maquinagem;

Articulação automática com informação metrológica obtida posteriormente em controlo de qualidade;

Interface inequívoca e user-friendly 1 Para furação, mandrilagem e

rosqueamento   Funcionalidade completa

Falhas menores na seleção de geometrias;

2 2D simples, de contorno, abertura de

cavidades e facejamento   Funcionalidade completa

Seleção de geometrias pouco intuitiva; mal organizada 3 2D a alta velocidade   Funcionalidade completa Seleção de geometrias pouco

intuitiva;

4 Fresagem por penetração   Funcionalidade completa Seleção de geometrias pouco intuitiva;

5 3D de desbaste e acabamento   Funcionalidade completa Seleção de geometrias pouco intuitiva;

6 3D de ampla gama de percursos   Funcionalidade completa Seleção de geometrias pouco intuitiva;

7 3D otimizadas para formas específicas   Funcionalidade completa Seleção de geometrias pouco intuitiva;

8 3D otimizadas para alta velocidade   Funcionalidade completa Seleção de geometrias pouco intuitiva;

9 3D com funcionamento híbrido

(estratégias combinadas)   (implícito nos pontos anteriores) (implícito nos pontos anteriores) 10 3D com 5 eixos   Funcionalidade completa Processo altamente complicado; requer aprendizagem demorada 11 Geração automática de estratégias de

furação   Funcionalidade configurável

Exige edição posterior; utilidade reduzida;

12 Geração automática de estratégias de

fresagem   Funcionalidade configurável

Exige edição posterior; utilidade reduzida; Configuração insuficiente

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# Funcionalidades Importância Qualidade Aspetos positivos Aspetos negativos Situação ideal

F Gestão de operações:

Articulação total com o modelo da máquina virtual (inclusive otimização de posicionamento da peça a maquinar para redução máxima de tempos de ciclo); Simulação e cálculo de tempos de ciclo totalmente integrado no software base; Criação de operações-tipo para ferramentas específicas de formato customizável

1 Criação e parametrização de operações  Funcionalidade altamente configurável

(implícito nos pontos anteriores - E)

2 Interoperabilidade de ferramentas e

operações   Grande utilidade

Sugestão não é suportada; exige revisão posterior

3 Importação de parâmetros de operações  Permite partilhar parâmetros entre modelos diferentes 4 Gestão de sistemas de coordenadas   Permite definir sistemas de

coordenadas

Pouco intuitivo; requer revisão cuidada; processo confuso 5 Exportação de operações definíveis

como standard  Funcionalidade completa 6 Simulação de operações em ambiente

3D  

Permite estimar a qualidade da operação

Não utiliza modelo da máquina virtual

7 Cálculo de colisão  Grande utilidade Requer configuração demorada; requer revisão dos modelos CAD 8 Cálculo de tempos de ciclo  Grande utilidade; facilmente

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# Funcionalidades Importância Qualidade Aspetos positivos Aspetos negativos Situação ideal

G Estruturação de dados:

Gestão de todas as base de dados em aplicação externa;

Inclusão de gestor de projetos com funcionalidade total e utilização completa de base de dados e inclusão em aplicação externa;

1 Gestão automática de pastas de projeto   Simplicidade reduz a sua utilidade 2 Gestão de base de dados de definições

de máquinas  

Permite gerir todas máquinas virtuais

Pouco intuitivo; utilização confusa; requer aprendizagem demorada 3 Gestão de base de dados de

componentes de máquinas  

Permite gerir os componentes das máquinas

Gestor complicado; utilidade muito reduzida

4 Gestão de base de dados de ferramentas   Grande utilidade Pouco intuitivo; utilização confusa; 5 Gestão de base de dados de ficheiros de

controlo (pós-processamento)  

Permite gerir os ficheiros de controlo e pós-processadores

Pouco intuitivo; utilização confusa; requer cuidado constante

6 Gestão de base de dados de operações  Funcionalidade completa Utilização confusa

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