II. CAPÍTULO
1. ÁREA DE ESTUDO
1.6. Avaliação do Risco
“O estudo da vulnerabilidade, ou melhor, das diferentes vulnerabilidades, depende, desde logo, do tipo de risco considerado, uma vez que diferentes processos perigosos afectam diferentes elementos, de diferentes modos, provocando também, diferentes reacções na busca de lhes resistir ou deles recuperar” (Cunha, 2013:158).
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Inúmeros forma os comerciantes que identificaram como principal causa, a falta de dinheiro dos clientes para o consumo.
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% Muito fraco-Fraco Nem fraco- Nem bom Bom
Comparação entre o estado económico entre espaços comerciais
Avaliação económica actual do seu espaço Avaliação económica actual dos outros espaços
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No que concerne ao risco, a ciência assume um papel fundamental na sua avaliação, contribuindo com dados que envolvem procedimentos em constante revisão. A forma como se encara o risco é variável consoante o indivíduo, a sociedade, a cultura, ou até mesmo o espaço temporal (Frias,2013).
A sobrevivência e a minimização dos danos depende em grande parte da forma como as pessoas lidam com o risco e se preparam para o enfrentar (Carvalho, 2009). Desta forma procuraremos apresentar de forma sucinta a visão dos proprietários relativamente aos riscos que se encontram intrinsecamente ligados ao espaço comercial.
Gráfico 7.5. Nível de preocupação atribuído à ocorrência de um desastre na área do estabelecimento; Fonte: Inquérito aplicado aos proprietários.
Uma das primeiras questões em torno desta temática centra-se na opinião dos proprietários sobre os efeitos de um possível desastre na área do seu estabelecimento.
De acordo com o gráfico 7.5 , cerca de 80% inquiridos vê com preocupação e muita preocupação a possibilidade de ocorrência de um desastre, contrariamente aos restantes 20% que se mostram menos preocupados com qualquer situação que possa vir acontecer no futuro.
Não menos importante, é a relação entre nível de preocupação atribuído à occorência de um desastre na área do estabelecimento e a dependência financeira de cada inquirido.
Coma avalia a sua dependência financeira caso este estabelecimento fosse afectado por um desastre Níve l de pr eoc upa çã o atr ibuí d o à oc or rê nc ia de um de sa str e na á re a do es tabe lec im ento 0% 25% 50% 75% 100% Nada Preocupante - - - - - Pouco Preocupante 2,5% 2,5% 2,5% - -
Nem pouco preocupante/ Nem preocupante - 7,5% 5,0% - -
Preocupante - - - 2,5% 25,0%
Muito preocupante - - - 15,0% 37,5%
Total 100%
Quadro 4.5. Relação entre o nível de preocupação atribuído à ocorrência de um desastre na área do estabelecimento e a avaliação da dependência financeira caso o estabelecimento fosse afectado por um desastre; Fonte: Inquérito aplicado aos proprietários.
10% 10%
28% 52%
Nível de preocupação atríbuido à ocorrência de um desastre na área do
estabelecimento Pouco Preocupante Nem pouco preocupante/Nem preocupante Preocupante Muito Preocupante
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Segundo os dados apresentados no quadro 4.5, verifica-se que os inquiridos com maior dependência económica do espaço comercial apresentam maiores preocupações com a probabilidade do seu espaço ser afectado por um desastre.
Para as populações a reacção ao risco exprime-se muitas vezes em preocupação, ansiedade ou receio. Diversos tipos de risco são percepcionados de forma distinta, provocando diferentes atitudes e comportamentos (Gonçalves, 2007)
Gráfico 8.5. Opinião do proprietário relativamente aos riscos; Fonte: Inquérito aplicado aos proprietários.
Segundo o gráfico 8.5, mais de 80% dos inquiridos atribuem elevados graus de importância aos riscos naturais (90%), tecnológicos (83%) e sociais (88%) verificando-se a maior oscilação no que se refere aos riscos biológicos (68%).
Contudo é também identificável que existem proprietários cuja opinião revela uma passividade ou abstração dos vários tipos de riscos apresentados no decurso do seu modo de vida. Salientando-se:
7,5% dos sujeitos considera (Nem pouco importante/Nem importante) os riscos naturais;
12,5% dos sujeitos considera (Nem pouco importante/Nem importante) os riscos tecnológicos;
7,5% dos sujeitos considera (Nem pouco importante/Nem importante) os riscos sociais
e 23% dos sujeitos considera (Nada importante/ Pouco importante) os riscos biológicos). Neste caso em particular (riscos biológicos), a imagem transmitida pelos inquiridos advém do melhoramento das condições sanitárias e dos hábitos de higiene, que actualmente regem a nossa sociedade.
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Riscos Naturais Riscos Tecnológicos
Riscos Sociais Riscos Biológicos
Opinião do proprietário relativamente aos seguintes riscos
Nada Importante/ Pouco importante Nem pouco importante/ Nem importante Importante e muito importante
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A avaliação dos riscos em meios urbanos antigos68 apresenta-se actualmente como temática de relevância extrema para a sociedade (Webb, Tierney, & Dahlhamer, 2002). Relativamente aos riscos associados no que concerne aos estabelecimentos, estes são percepcionados de forma distinta, diferindo consoante os conhecimentos e as experiências de cada indíviduo.
Neste sentido, procurámos saber qual a opinião dos proprietários face à probabilidade de alguns dos riscos mencionados poderem ocorrer nos seus estabelecimentos. Foi também alvo da presente investigação conhecer o grau de conservação tanto dos edíficios onde se localizam os espaços comerciais, como nos edifícios circundantes à área do estabelecimento.
Segundo o gráfico 9.5 o estado de conservação de uma parcela significativa do edificado é bastante preocupante, no que respeita às respectivas fragilidades identificadas pelos proprietários.
Gráfico 9.5. Grau de comparação entre o edifício do proprietário do espaço e os edifícios circundantes quanto ao estado de conservação; Fonte: Inquérito aplicado aos proprietários.
Cerca de 37,5% dos edifícios (gráfico 9.5.) onde se localizam os estabelecimentos dos inquiridos encontram-se com níveis de conservação baixos e muito baixos. Porém, e se tivermos em conta os edifícios circundantes, os valores são superiores, já que 42,5% dos inquiridos afirmam que os edifícios em redor do seu espaço têm baixos e muito baixos níveis de conservação.
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E sendo Cacilhas um espaço urbano histórico.
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% Muito Baixo Baixo Nem baixo/ Nem alto Alto Muito Alto
Grau de comparação entre o edíficio do proprietário do espaço e os edíficios circundantes quanto ao estado de conservação
Edíficios circundantes Edíficio do próprio
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Relativamente aos riscos, embora seja atribuído um peso elevado à probabilidade de ocorrência de um sismo nesta área (65% alto-muito alto ), verifica-se que:
Gráfico 10.5. Probabilidade do estabelecimento do proprietário encontrar-se associado aos seguintes riscos; Fonte: Inquérito aplicado aos proprietários.
55% dos inquiridos responderam (com uma probabilidade de alto-muito alto) de entupimento de esgotos;
52,5% inquiridos responderam (com uma probabilidade de alto-muito alto) de rebentamento de canos de água;
40% inquiridos responderam (com uma probabilidade de alto-muito alto) de rebentamento de fugas de gás;
37,5% inquiridos responderam (com uma probabilidade de alto-muito alto) de deslizamentos de terra;
35% inquiridos responderam (com uma probabilidade de alto-muito alto) de derrocada; 33% inquiridos responderam (com uma probabilidade de alto-muito alto) de inundação e 37,5% inquiridos responderam (com uma probabilidade de alto-muito alto) de incêndio.