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Os documentos apresentados nos apêndices deste trabalho foram elaborados, primeiramente, a partir da interpretação do autor acerca das questões pendentes identificadas na auditoria teste. O coordenador e colaboradores do setor de Transportes foram consultados para a discussão destas questões e revisão dos documentos propostos.

Tanto Lima (2006) quanto Evangelista (2008) reportam em suas dissertações que a interpretação dos requisitos é uma das principais dificuldades encontradas no processo de certificação SASSMAQ.

Esta consideração reforça o desejo do atendimento total das pendências identificadas na realização da auditoria teste através dos documentos propostos, uma vez que divergências entre as interpretações por parte da empresa e do avaliador provavelmente ocorram diante de um questionário tão extenso e detalhado como o do SASSMAQ.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A implantação do SASSMAQ em uma empresa transportadora exige o comprometimento de diretores, gestores e colaboradores envolvidos na administração e operação. O treinamento de Formação de Auditores Internos SASSMAQ foi essencial para a conscientização sobre a importância da comunicação entre os diversos níveis hierárquicos da empresa para o sucesso na certificação.

Os objetivos específicos sugeridos neste trabalho foram alcançados: a pesquisa documental no Questionário de Avaliação de Transporte Rodoviário culminou na identificação das questões de responsabilidade do setor de Transportes da OL; considerando estas questões, foi realizada uma auditoria teste, sendo levantadas as questões não atendidas pelos procedimentos do setor; documentos de controle foram propostos objetivando atender às questões pendentes e, finalmente, avaliados juntamente ao coordenador do setor e outros colaboradores para revisões pontuais.

Os resultados obtidos com a realização da auditoria teste denotam que os atuais procedimentos do setor de Transportes da OL não atendem às exigências do SASSMAQ – Transporte Rodoviário. A proposta de adequação dos procedimentos do setor consiste na inclusão dos documentos de controle sugeridos neste trabalho aos POP’s do setor, mantidos em sigilo.

As principais dificuldades vivenciadas na realização deste trabalho, assim como citado nos trabalhos acadêmicos reportados na literatura, foram a interpretação das questões do SASSMAQ e a resistência dos colaboradores às novas atividades que o sistema exige. Este trabalho tem a limitação de ter mantido em sigilo os procedimentos internos do setor.

Outros trabalhos a respeito do SASSMAQ foram identificados na literatura, com pesquisas realizadas acerca de empresas já certificadas. A contribuição do presente trabalho, ainda que em um estudo de caso, é a elaboração de uma sistemática para identificação de pendências e a proposta de soluções voltadas à operação de um setor de uma empresa que busca sua primeira certificação, sobretudo com os documentos propostos apresentados nos apêndices.

No entanto, os resultados não podem ser generalizados, visto que foram obtidos a partir de um estudo de caso aplicado a um setor em específico de uma empresa. Os documentos de controle elaborados foram propostos para o atendimento das inconformidades do setor de Transportes da OL, ou seja, não necessariamente hão de contemplar as necessidades de setores análogos em outras corporações.

Na monografia de Sorato (2012), dez empresas certificadas pelo SASSMAQ foram entrevistadas por meio de um questionário, identificando diversas informações. Um fato interessante foi que todas as empresas responderam que necessitaram de consultoria externa para obter a certificação.

Portanto, na busca pela adequação dos procedimentos da empresa como um todo, provavelmente haja erros na interpretação de alguns quesitos do Questionário de Avaliação. Finalmente, pode-se presumir que no processo de certificação no SASSMAQ é aconselhável a contratação de consultoria externa para a elucidação das dúvidas que surgem perante um sistema de avaliação tão extenso e exigente.

Os documentos propostos neste trabalho foram elaborados para serem utilizados com a frota própria da empresa. A eficácia da utilização destes documentos para frotas subcontratadas e a revisão para a adequação destes à realidade de outras corporações ficam como recomendações para trabalhos futuros.

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