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DISCUSSÕES FINAIS

6.2 – AVALIAÇÃO PRELIMINAR DO RISCO SÍSMICO

Na área de inundação do Açude do Castanhão não se tem registros históricos ou instrumentais da ocorrência de atividade sísmica. Mas tal fato não impossibilita à avaliação do risco sísmico local. dePolo & Slemmons (1990) mostram uma saída para este problema. Eles fizeram um tipo de avaliação comparando regiões similares, no tocante aos caracteres geológicos e estruturais, onde uma destas regiões era berço de uma atividade sísmica.

A área de inundação do Açude do Castanhão assemelha-se em vários aspectos com outras regiões, como por exemplo Koyna (Índia) e Açu (RN), onde ocorreu atividade sísmica induzida por enchimento de reservatórios. Estes aspectos são principalmente geologia da área, dimensões do reservatório, feições estruturais rúpteis e dúcteis.

Apesar do pouco volume de água (2,8 km3), o reservatório de Koyna, na Índia, já apresentou um sismo catastrófico, que alcançou a magnitude de 6,2. O volume de água do Castanhão é duas vezes maior que o de Koyna, apesar de sua lâmina d’água ser menos da metade. O Reservatório de Koyna localiza-se numa região extrema fraturada, tal como o Castanhão. A Barragem do Açu está localizada, numa região com características

litológicas e estruturais muito semelhantes a área do Açude do Castanhão. As dimensões da Barragem do Açu são também menores que a projeção feita para o Castanhão. Entretanto, em Açu, ocorreu uma atividade sísmica, cujo maior sismo alcançou magnitude de 2,8 mb. Amaral et al (2000) mostrou que tal atividade ocorreu na região uma zona de falha obliqua a direção da foliação regional. A Tabela 6.1 traz um resumo das informações citadas anteriormente.

Tabela 6.1. Comparação de três grandes reservatórios no tocante a profundidade e volume d’água e maior magnitude de sismo induzido ocorrido na região.

Reservatório Koyna – Índia Açu Castanhão

Profundidade (m) 130 32 46

Volume do lago (km3) 2,8 2,4 6,4

Maior magnitude registrada 6,2 MS 2,8 mb Não existe

Outro fato a se destacar, é a presença de sismitos nos Terraços Fluviais Cenozóico do Rio Jaguaribe, da área de inundação do Açude do Castanhão. Estudos empíricos indicam que sismos que causam liquefação em conglomerados tem magnitudes superior MSt 6,8 (Yegian et al.¸1994).

A atividade sísmica em falhas ativas no Nordeste do Brasil e em outros locais intraplaca é relativamente baixa, comparando com a atividade na borda das placas. Mas a atividade existe, como foi apresentado neste trabalho, e é um fato a se relevar. No Brasil, como em muitas outras regiões intraplaca dos mundo, tanto a população como as edificações, não estão preparadas para suportar uma atividade sísmica de médio a grande porte.

6.3 - CONCLUSÕES

A região estudada está localizada no embasamento que separa as faixas orogenéticas Brasilianas de Orós e Jaguaribe. Além do embasamento, foram identificados quatros outras unidade litológicas: Seqüência Metavulcano-sedimentar, Granitos Brasilianos, Diques de Basálticos Mesozóico e Terraços Fluviais Cenozóicos do Rio Jaguaribe.

Os dois principais sets de falhas na região apresentam trend geral principal N60ºE e N45ºW. Tais trends tanto foram observados em falhamentos de escala mesoscópica e macroscópica. As falhas em escala mesoscópica são originadas em profundidades mais elevadas, de caráter dúctil-rúptil. As falhas em escala macroscópica são de nível crustal mais raso, e apresentam rochas de falhas do tipo cataclasito, brecha e gouge. As falhas de nível crustal mais raso representam a reativação das zonas de cisalhamento da região, reativação da foliação regional.

Os sets das juntas foram utilizado principalmente para identificar o posicionamento das componentes do campo de tensões neotectônicas locais, onde foi utilizado principalmente os fraturamentos observados nos Diques de Basálticos Mesozóico e Terraços Fluviais Cenozóicos. Entretanto, não há dados conclusivos sobre o campo de tensões atual da área de estudo.

A região em que está inserida o Açude do Castanhão, a borda da Bacia Potiguar, já tem um histórico de ocorrência de atividade sísmica. Como foi visto neste capítulo, a região tem um grande potencial para abrigar um atividade sísmica induzida por enchimento de reservatórios devido às semelhanças mostradas com outras regiões como Açu (RN). Na região da Barragem do Açu a direção da falha sísmica trunca a direção da foliação regional (Amaral et al, 2000). Mas como foi mostrado, as falhas da área de trabalho também são o resultado da reativação de zonas de cisalhamento da região. Isto mostra que as falhas susceptíveis à reativação podem ter várias direções, inclusive, como no caso de Palhano (CE), onde o alinhamento dos epicentros indicam uma falha sísmica com direção NW, diferente das outras atividade sísmicas da região, onde a orientação predominante é a NE.

A região de construção do Açude do Castanhão, no decorrer do tempo, foi atingida por inúmeros abalos sísmicos, com intensidade e magnitudes variáveis. Tem-se registros históricos, instrumentais e geológicos claros destas atividades. Com base nestas informações, pode-se afirma que a região é predisposta a ser afetada por tremores de terra, com intensidades/magnitudes muito superiores as registradas instrumentalmente nos dias de hoje.

As observações acerca da atividade sísmica na região abrangem um período relativamente curto (cerca de 200 anos). Durante este tempo nenhum evento foi registrado nas proximidades da área onde está sendo construída a parede principal do Açude do Castanhão. Não existe registros de aceleração para a região e as estimativas podem variar bastante, conforme o método utilizado. Segundo modelos propostos para a Europa, e considerando as características da sismicidade da região, teríamos acelerações de pico de até 0,25 g (horizontais) e 0,13 g (verticais) (Ferreira et al., 1992). E a obra do Açude do Castanhão foi projetada para suportar, no mínimo, esta aceleração. Os valores de aceleração apresentados correspondem ao cálculo feito com uma intensidade média para toda a região, localizada nas proximidades da borda da Bacia Potiguar, na ordem de VI MM, e pode-se observar na Figura 2.1, que a área de estudo está inserida onde a intensidade máxima até agora observa foi IV.

Estimativas do risco sísmico só podem ser feitas em escala regional e aplicadas localmente, considerando toda a região homogênea, ou seja, a probabilidade da ocorrência de um sismo de magnitude t m é a mesma para qualquer localidade nas proximidades da borda da Bacia Potiguar. Estimativas de Ferreira et al (1993) indicam que a probabilidade de ocorrer de imediato um sismo com magnitude igual ou superior a 5,0 mb é bastante pequena, na ordem de 6,75% mas, para o período de referência de 10 anos passa para 50%, sendo quase certa (75%) para um período de 50 anos. Supondo a ocorrência de um tremor com magnitude igual ou superior a 6,0 mb a probabilidade de ocorrência é ainda menor, para o período de 50 anos chega aos 10%, e para o período de 100 anos, não atinge 50%. No entanto é preciso deixar bem claro que se trata de um valor para uma vasta região, e isso quer dizer que esse evento pode ocorrer em qualquer localidade nas proximidades da borda da Bacia Potiguar, não necessariamente na área que se localiza a parede principal do Açude do Castanhão.

A possibilidade de ocorrência de liquefação em sedimentos na área de construção do Açude do Castanhão só é grande no nível T0 do Terraço Fluvial do Rio Jaguaribe, tanto pela sua incoesão, quanto pela presença do nível do lençol freático ser inferior a 3,5 m em alguns pontos (Santos, 1999). Nos nível T1 do Terraço Fluvial, apesar de incoesos, não tem probabilidade de ocorrência de liquefação devido a não presença de nível

freático raso. E não há nenhum possibilidade de ocorrer liquefação no nível T2 do Terraço Fluvial do Rio Jaguaribe.

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