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BALANÇA COMERCIAL, EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES - 1995,2000 E

3. O COMÉRCIO BILATERAL DO BRASIL COM A AMÉRICA DO SUL

3.1. BALANÇA COMERCIAL, EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES - 1995,2000 E

De uma posição deficitária com os parceiros da América do Sul em 1995 (US$ 0,3 bilhões) e em 2000 (US$ 0,4 bilhões), o Brasil obteve o espetacular superávit de US$ 9,7 bilhões em 2005, resultado que representa 22% do saldo comercial brasileiro daquele ano.

Em 1995, as exportações brasileiras para a América do Sul foram de US$ 9,5 bilhões, e as importações US$ 9,8 bilhões. Em 2000 as exportações atingiram US$ 11,1 bilhões e as importações US$ 11,5 bilhões. Com um crescimento de 90% em relação a 2000, as exportações alcançaram US$ 21,1 bilhões em 2005, enquanto as importações diminuíram, ficando em US$ 11,4 bilhões.

O Brasil foi superavitário com 6 parceiros em 1995, 7 em 2000 e 8 em 2005 (Quadro 17). O único país com que o Brasil apresentou déficit em 2005 foi a Bolívia, em razão das importações de gás natural. Se em 2000 o déficit decorreu, principalmente, do comércio com a Argentina, em 2005 aquele país respondeu por cerca de 1/3 do resultado positivo. Com o Chile, a Colômbia e a Venezuela, o Brasil acumulou um superávit de US$

5 bilhões.

Quadro 17 - Brasil: Balança Comercial com a América do Sul – 1995, 2000, 2005 (Em US$ milhões Superávit ( + ) e Déficit ( - )

B Com (-) /(+) 1995 2000 2005

( + ) Bolívia - US$ 505,3 Chile – US$ 27,2 Colômbia – US$ 345,4 Equador – U$ 156,6 Paraguai – US$ 769,8 Peru - US$ 220,2

Bolívia - US$ 186,1 Chile – US$ 203,4 Colômbia. – US$ 74,5 Equador – U$ 112,7 Paraguai – US$ 471,5 Peru - US$ 129,3 Uruguai – US$44,0

Argentina-US$ 3.324,4 Chile – US$ 1.857,3 Colômbia– US$ 1.254,3 Equador – U$ 550,4 Paraguai – US$ 632,0 Peru - US$458,6 Venezuela– US$1.926,1 ( - ) Argentina – US$ 1.708,8

Uruguai – US$ 188,6 Venezuela – US$ 413,9

Argentina– US$ 965,0

Venezuela–US$ 657,8 Bolívia - US$ 591,6

Total - U$ 286,8 - US$ 401,3 US$ 9.750,6 Fonte: BADECEL/CEPAL

Entre 1995 e 2005, enquanto as exportações brasileiras totais cresceram 154,4%, as destinadas à América do Sul aumentaram 122,8%. Entretanto, as vendas para o Paraguai diminuíram 26% e para Bolívia e Uruguai foi modesto o crescimento, de 9,4% e 4,7%, respectivamente. O valor exportado para o Chile, Colômbia e Equador triplicou no período e, maior ainda foi o crescimento das vendas brasileiras para a Venezuela, de 361%.

Para a Argentina, as exportações brasileiras aumentaram 145,4%. A evolução das exportações brasileiras para a América do Sul em 1995, 2000 e 2005, pode ser vista no Quadro 18.

Quadro 18- Exportações Brasileiras para a América do Sul - Por País de Destino - 1995, 2000 e 2005 ( Participação percentual sobre as exportações para a Região)

Destino 1995 2000 2005

Argentina 1° (42,6%) 1° ( 56,2%) 1° (47,0%)

Bolívia 5 ° (5,6%) 7° (3,3%) 9° (2,7%)

Chile 3° (12,8%) 2° (11,2%) 2° (17,1%)

Colômbia 7° (4,8%) 6° (4,6%) 4° (6,7%)

Equador 9° (2,2%) 9° (1,2%) 8° (3,1%)

Paraguai 2° (13,7%) 3° (7,5%) 5° (4,5%)

Peru 8° (4,6%) 8° (3,2%) 6° (4,4%)

Uruguai 4° (8,6%) 5° (6,0%) 7° (4,0%)

Venezuela 6° (5,1%) 4° (6,8%) 3° (10,5%)

Fonte: BADECEL/CEPAL

No Quadro 19 estão as participações de cada país da América do Sul nas exportações totais do Brasil em 1995, 2000 e 2005.

Quadro 19 – Brasil: Exportações Totais – 1995, 2000 e 2005

(Participação percentual dos países da América do Sul no total exportado)

País de destino 1995 2000 2005

Argentina 8,7% 11,3% 8,4%

Bolívia 1,1% 0,7% 0,5%

Chile 2,6% 2,3% 3,1%

Colômbia 1,0% 0,9% 1,2%

Equador 0,4% 0,2% 0,5%

Paraguai 2,8% 1,5% 0,8%

Peru 0,9% 0,6% 0,8%

Uruguai 1,7% 1,2% 0,7%

Venezuela 1,0% 1,4% 1,9%

América do Sul 20,4% 20,1% 17,9%

Fonte: BADECEL/CEPAL

À Argentina, principal destino na América do Sul, corresponde cerca de 8,5% do total exportado pelo Brasil. Chama a atenção o fato de os dois outros parceiros plenos do Mercosul – Uruguai e Paraguai – apresentarem participações decrescentes. O Paraguai, com 2,8% das vendas totais do Brasil em 1995,teve sua participação reduzida para menos de 1% em 2005. O mesmo ocorreu com o Uruguai - 1,7% das exportações brasileiras totais em 1995, e 0,7% dez anos depois.

Entre 1995 e 2005, as importações brasileiras totais aumentaram 44,3% e as procedentes da Região 16,4%. O aumento de 16,4% decorre da variação entre 1995 e 2000 – 17,3% -, dado que entre 2000 e 2005 as importações brasileiras vindas da América do Sul decresceram 1,0%, passando de US$ 11,5 bilhões, em 2000, para US$ 11,4 bilhões em 2005.

A Argentina continua sendo o principal fornecedor, com cerca de 60% das compras brasileiras da Região, bem à frente do segundo colocado, o Chile, com 15,4% em 2005.

As importações brasileiras procedentes do Uruguai e da Venezuela sofreram reduções expressivas entre 1995 e 2005. Os Quadros 20 e 21 mostram a participação de cada país nas importações brasileiras da América do Sul, e nas importações totais, em 1995, 2000 e 2005.

Quadro 20 - Importações Brasileiras da América do Sul – 1995, 2000 e 2005 (Participação Percentual por País de origem ou procedência)

País de origem ou procedência 1995 Posição

(%)

2000 Posição

(%)

2005 Posição

(%)

Argentina 1° 58,9% 1° 62,6% 1° 58,0%

Chile 2° 12,1% 3° 9,1% 2° 15,4%

Uruguai 3° 10,2% 4° 5,4% 4° 4,5%

Venezuela 4° 9,2% 2° 12,3% 7° 2,6%

Paraguai 5° 5,4% 6° 3,1% 6° 2,9%

Peru 6° 2,2% 7° 1,9% 5°4,2%

Colômbia 7°1,1% 5° 3,8% 8° 1,3%

Equador 8° 0,5% 9° 0,2% 9° 0,8%

Bolívia 9° 0,3% 8° 1,5% 3°10,3%

Fonte: BADECEL/CEPAL

Quadro 21- Importações Brasileiras– 1995, 2000 e 2005 (Participação Percentual no Total Importado) Origem ou procedência 1995

(%) 2000

(%) 2005

(%)

Argentina 10,7% 12,2% 8,5%

Bolívia ---- 0,3% 1,5%

Chile 2,2% 1,8% 2,3%

Colômbia 0,2% 0,7% 0,2%

Equador 0,1% ---- 0,1%

Paraguai 1,0% 0,6% 0,4%

Peru 0,4% 0,4% 0,6%

Uruguai 1,9% 1,1% 0,7%

Venezuela 1,7% 2,4% 0,4%

América do Sul 18,2% 19,5% 14,7%

Fonte: BADECEL/CEPAL

A análise do comércio bilateral requer que se examine, também, a posição do Brasil, tanto no mercado regional, como no total exportado ou importado por cada País.

Os Quadros 22 e 23 mostram essas participações em 1995, 2000 e 2005.

Quadro 22 – Participação do Brasil nas Exportações Regionais dos Países da América do Sul – 1995, 2000 e 2005

1995 2000 2005

% Brasil % Brasil % Brasil País Exportador

Argentina 1° 57,8 1º 58,0 1º 44,0

Bolívia 5° 5,6 2º 25,8 1º 56,1

Chile 1° 37,2 1º 32,9 1º 38,9

Colômbia 5° 4,5 4º 10,4 5º 3,0

Equador 5° 7,6 6º 1,8 5º 4,6

Paraguai 1° 69,0 1º 52,0 2º 31,3

Peru 1° 25,2 2º 23,0 2º 16,5

Uruguai 1° 63,6 1º 47,1 1° 47,6

Venezuela 1° 44,7 1º 37,1 4º 10,2

Fonte: BADECEL/CEPAL

Quadro 23 – Participação do Brasil nas Exportações Totais dos Países da América do Sul – 1995, 2000 e 2005

1995 2000 2005

Exportador % Brasil % Brasil % Brasil

Argentina 26,2 26,5 15,5

Bolívia 2,0 11,3 36,3

Chile 6,7 5,3 4,5

Colômbia 1,0 2,2 0,7

Equador 1,2 0,4 0,9

Paraguai 44,7 38,6 18,0

Peru 3,7 3,2 2,7

Uruguai 33,2 23,1 13,5

Venezuela 8,9 3,6 0,5

Total 7,7 6,6 3,5

Fonte: BADECEL/CEPAL

Em 2005 o Brasil se apresenta como o principal destino para as exportações regionais da Argentina, Bolívia, Chile e Uruguai, e o segundo para o Paraguai e o Peru.

Vale destacar a perda da posição do Brasil nas exportações da Venezuela. De primeiro destino, com 45% em 1995, o Brasil passou para o 4º lugar, com uma parcela de 10% das exportações regionais venezuelanas.

Embora a participação brasileira seja muito expressiva nas exportações - totais e regionais – dos parceiros do Mercosul, apresenta uma trajetória descendente ao longo do

período entre 1995 e 2005. De cerca de 60% das exportações da Argentina e do Uruguai, e quase 70% das vendas paraguaias para a Região, em 1995, reduzem-se as participações do Brasil para 44%, 31% e 47,5%, respectivamente, em 2005. O mesmo ocorreu com a relação às exportações regionais da Venezuela - cerca de 45% em 1995 e 10% dez anos depois. No sentido oposto, aumentou a importância do Brasil nas exportações regionais da Bolívia, passando à posição de nº 1 - 56% das exportações regionais e 36% das totais daquele país em 2005.

Os Quadros 24 e 25 mostram a participação do Brasil nas importações regionais e totais de cada país.

Quadro 24 - América do Sul –Participação do Brasil nas importações regionais de cada país – 1995, 2000 e 2005

1995 2000 2005

País Importador % Brasil % Brasil % Brasil

Argentina 1º 76,1 1º 80,2 1° 85,4

Bolívia 1º 33,9 1º 30,7 1° 37,9

Chile 2º 34,8 2º 25,1 2° 35,4

Colômbia 2º 16,3 2º 20,1 1° 30,7

Equador 2º 17,2 4º 10,8 2° 19,5

Paraguai 1° 51,1 1º 45,7 1° 53,9

Peru 1° 18,6 4º 14,7 1° 21,4

Uruguai 1° 48,9 2º 38,1 1° 42,1

Venezuela 2º 21,4 2º 27,3 2° 34,2

Fonte: BADECEL/CEPAL

Em 2005, o Brasil era o principal fornecedor da Região para 6 dos nove parceiros da América do Sul – Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai, e o segundo nos outros 3 – Chile, Equador e Venezuela. Naquele ano, vinham do Brasil 85% das importações argentinas da Região – a menor participação brasileira era nas importações regionais do Equador – 19,5%.

O Quadro 25 mostra a participação do Brasil nas importações totais de cada país. As menores parcelas estão nos países que formam o “arco norte da América do Sul”, Venezuela, Colômbia e Equador. Ainda assim, são procedentes do Brasil, em 2005, 9,1%

das importações totais da Venezuela, 7% do Equador e 6,5% da Colômbia . .

Quadro 25– Participação do Brasil nas Importações Totais dos Países da América do Sul – 1995, 2000 e 2005

1995 2000 2005 País Importador % Brasil % Brasil % Brasil

Argentina 20,8 25,7 35,5

Bolívia 12,5 14,4 21,9

Chile 8,0 8,0 12,7

Colômbia 3,3 4,3 6,5

Equador 4,5 3,8 7,0

Paraguai 21,7 24,5 25,3

Peru 5,6 5,1 8,2

Uruguai 24,4 19,2 21,3

Venezuela 3,9 5,0 9,1

Total 6,3 7,6, 10,1

Fonte: BADECEL/CEPAL

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