2009-2010
A análise do quadro supra permite concluir que as “Habitações” e “Edifícios” nesta rubrica, apresentaram uma redução de 100,0% em relação ao período homólogo de 2009.
Ainda sobre este assunto vide neste capitulo alínea c) investimentos de imóveis.
VI.2.1.3. Existências
As mercadorias e matérias-primas encontram-se registadas ao custo de aquisição deduzidos dos valores dos descontos obtidos ou estimados ou ao valor realizável líquido, dos dois o mais baixo, utilizando-se o custo médio ponderado como método de custeio de saída.
Esta rubrica do activo decompõe-se em:
a) Mercadorias, onde se registam os bens adquiridos com destino a venda e que não são objecto de trabalho posterior de natureza industrial, ascendendo em 31 de Dezembro de 2010 a 0,9 milhares de euros, valor contabilizado na Caixa de Abono de Família dos Empregados Bancários.
b) Matérias-primas, subsidiárias e de consumo, que regista os bens que se destinam a ser incorporados materialmente nos produtos finais e também os bens necessários à produção que não se incorporam materialmente nos produtos finais. Em 31 de Dezembro de 2010 o valor das existências em matérias-primas subsidiárias e de consumo ascendia a 2.101,3 milhares de euros.
VI.2.1.4. Dívidas de terceiros
Esta rubrica regista as dívidas a receber pela Segurança Social.
Sobre esta rubrica e de acordo com o Anexo às Demonstrações Financeiras e Consolidadas da Conta da Segurança Social de 2010, importa referir o seguinte:
a) Relativamente às provisões para cobranças duvidosas:
i. São calculadas de acordo com os critérios do POCISSSS, isto é, a uma taxa de 25% para as dívidas com prazo de vencimento superior a 6 meses e inferior a um ano, a uma taxa de 50% para as dívidas com prazo de vencimento superior a um ano e inferior a dezoito meses, a uma taxa de 75% para as dívidas com prazo de vencimento superior a dezoito meses e inferior a vinte e quatro meses e uma taxa de 100% para as dívidas em mora há mais de vinte e quatro meses.
ii. A reversão de provisões reconhecidas em períodos anteriores é registada quando se conclui que as provisões reconhecidas já não existem ou diminuíram. Esta análise é efectuada sempre que existam indícios que as provisões anteriormente reconhecidas tenham revertido. A reversão das provisões é reconhecida na demonstração dos resultados como “Proveitos extraordinários”.
iii. O POCISSSS é omisso para as dívidas que se encontrem em execução fiscal, contencioso ou nos casos de insolvência pelo que também é utilizado o critério acima descrito.
iv. Estas provisões não incluem as dívidas abrangidas por planos de pagamento ou por garantia real prestada, seguro ou caução, com excepção da importância correspondente à percentagem de descoberto ou desconto obrigatório, apesar de englobadas no valor em dívida constante das contas do “clientes, contribuintes, utentes” e/ou “outros devedores”, nem incluem as dívidas sobre o Estado, Regiões Autónomas e Autarquias Locais.
v. No caso do Fundo de Garantia Salarial, não são seguidos os critérios expostos anteriormente.
Dada a característica deste Fundo e face ao elevado risco de cobrança associado às entidades que a ele recorrem, é constituída uma provisão para cobranças duvidosas de 100% dos valores pagos.
Em 31 de Dezembro de 2010, o valor global bruto das “Dividas de terceiros” ascendeu a 7.270,1 milhares de euro, correspondendo 78,9% a dívidas de médio e longo prazo e 21,1% a dívidas de curto prazo.
Seguidamente é feita uma análise mais detalhada das “Dívidas de terceiros”.
VI.2.1.5. Dívidas de terceiros a médio e longo prazo
Em dívidas de terceiros a médio e longo prazo são registadas as dívidas de terceiros classificadas em activas não correntes, cujo total bruto ascende a 5.739.617,9 milhares de euro, sendo que relativamente às mesmas foram constituídas provisões para cobrança duvidosa, no montante de 5.223.281,3 milhares de euro situando-se o activo líquido com o valor de 516.336,6 milhares de euro.
(milhares de euro)
Activo Bruto Provisões Activo líquido Activo Bruto Provisões Activo líquido Activo Bruto Provisões Activo líquido Absoluta % Dívidas de terceiros - Médio e longo prazo
Clientes contribuintes e utentes - Titulos a receber 718,1 0,0 718,1 0,0
Clientes contribuintes e utentes de cobrança duvidosa 3.097.661,1 2.965.117,2 132.543,9 4.160.795,0 3.957.878,8 202.916,1 5.071.736,8 4.801.288,4 270.448,3 910.941,8 21,9%
Estado e outros entes públicos 0,0 0,0 0,0 0,2 0,2 0,2
Prestações sociais a repôr 378.165,5 281.204,2 96.961,3 410.791,7 377.735,5 33.056,2 445.372,4 413.039,3 32.333,1 34.580,6 8,4%
Outros devedores 418.809,7 178.077,0 240.732,7 278.024,3 58.695,8 219.328,5 222.508,6 8.953,7 213.554,9 -55.515,7 -20,0%
Total 3.895.354,4 3.424.398,4 470.956,0 4.849.611,0 4.394.310,1 455.300,8 5.739.617,9 5.223.281,3 516.336,6 890.006,9 18,4%
Variação 2010/2009 Balanço em 31 de Dezembro
Dívidas de terceiros - Médio e longo prazo 2008 -2010
2010 Rubricas
2009 2008
Como se pode verificar no quadro supra, as dívidas de terceiros a médio e longo prazo, em termos brutos, têm registado sucessivos acréscimos: 954,3 milhares de euro em 2009 e 890,0 milhares de euro em 2010, sendo as dívidas de “Clientes, contribuintes e utentes de cobrança duvidosa” as que têm maior peso relativo do total das dívidas de terceiros de médio e longo prazo, no triénio 2008-2010.
De acordo com o Anexo às Demonstrações Financeiras e Orçamentais Consolidadas “em sede de consolidação procedeu-se, na conta da Região Autónoma da Madeira à Reclassificação da dívida apresentada de “conta corrente”, com antiguidade superior a 24 meses, como “dívida de cobrança duvidosa”, constituindo-se a respectiva provisão, no montante de 2,3 milhares de euros.
O quadro seguinte apresenta a desagregação do valor total bruto das “Dívidas de terceiros – médio e longo prazo”, permitindo conhecer o montante registado em conta corrente e em cobrança duvidosa, assim como as respectivas provisões. A sua análise permite verificar que o montante da dívida de “Clientes, contribuintes e utentes” é na sua totalidade de cobrança duvidosa e encontra-se praticamente toda provisionada.
(milhares de euro)
Médio e Longo Prazo
Clientes 0,0 393.924,2 386.276,2
Contribuintes 0,0 4.675.856,4 4.413.263,9
Utentes 0,0 1.956,2 1.748,3
Estado e outros entes públicos 0,2 0,0 0,0
Prestações sociais a repôr 560,5 444.811,8 413.039,3
Outros devedores 212.726,3 9.782,3 8.953,7
Total 213.287,0 5.526.330,9 5.223.281,3
Balanço em 31 de Dezembro de 2010
Dívidas de terceiros MLP e respectivas provisões acumuladas
Rubricas Conta corrente Cobrança duvidosa Provisões acumuladas
Seguidamente é feita a análise detalhada das rubricas que compõem as “Dívidas de terceiros – médio e longo prazo”.
a) Clientes, contribuintes e utentes de cobrança duvidosa (médio e longo prazo)
Em 31 de Dezembro de 2010, esta rubrica apresenta um saldo de 5.071.736,8 milhares de euros, registando um agravamento de 21,9% face a igual período de 2009. O valor provisionado representa 94,7% da dívida de “Clientes, contribuintes e utentes de cobrança duvidosa”, de cuja decomposição se pode constatar, nomeadamente que:
- “Clientes de cobrança duvidosa” apresenta em 31 de Dezembro de 2010 o valor de 393.924,2 milhares de euro;
- “Contribuintes de cobrança duvidosa” regista, em 31 de Dezembro de 2010, um saldo devedor de 4.675.856,4 milhares de euro, efectivamente, as dívidas de contribuintes representam 91,9% do valor global da rubrica de “Clientes, contribuintes e utentes de cobrança duvidosa”. Em 2010, o total desta rubrica evidencia um agravamento em 16,1%, face a 2009. Da análise do quadro seguinte verifica-se que a rubrica “Cobrança em atraso – Contribuintes de cobrança duvidosa” é a que regista um maior acréscimo, comparativamente com o período homólogo do exercício anterior.
- A rubrica “Utentes”, com expressão no ISS, IP, regista, em 31 de Dezembro de 2010 o montante de 1.956,2 milhares de euro, encontrando-se 89,4% provisionado.
Tendo em conta que as dívidas em análise, registadas no IGFSS, concorrem com 88,6% do total do valor bruto desta rubrica, acresce-se o seguinte:
- No biénio 2010/2009, o peso relativo das dívidas a receber de MLP, regista um acréscimo de 10,3%, assumindo especial importância o agravamento em 35,4% das dividas de “Clientes Contribuintes e Utentes Cobrança Duvidosa”. Para este facto, contribui, em parte, o reconhecimento em 2010, na conta de “Clientes”, das dívidas ao Fundo de Garantia de Alimentos a Menores, no montante de 11.338,9 milhares de euro, que se encontravam registadas na conta “Outros devedores”.
- As dívidas de contribuintes (MLP), cuja maturidade é superior a 1 ano apresenta, em 2010, um valor líquido de provisões de 251.255,3 milhares de euros reflectindo um acréscimo de 31,6% face a igual período de 2009.
- As dívidas dos beneficiários – valor líquido de provisões - do Fundo Garantia de Alimentos a Menores (FGAM), acusam em 2010, um acréscimo de 1.483,1 milhares de euros, isto é, mais 25,1%, comparativamente a 2009.
(milhares de euro)
Absoluta Percentual
Cobrança em atraso - Contrib. de cobrança duvidosa 77.094,4 100.742,0 23.647,6 30,7%
Cobrança em litígio - Contrib. de cobrança duvidosa 3.846.026,2 4.575.114,4 729.088,2 19,0%
Contribuintes - Titulos a receber 0,0 0,0 0,0
Total 3.923.120,6 4.675.856,4 752.735,8 19,2%
Balanço em 31 de Dezembro de 2010
Variação das dívidas de contribuintes (valor bruto) - Médio e longo prazo
Designação 2009 2010 Variação 2009/2008
b) Prestações sociais a repor (médio e longo prazo)
Em “Prestações sociais a repor” estão registadas as dívidas dos beneficiários relativamente a prestações indevidamente processadas e pagas. O montante total em 31 de Dezembro de 2010 é de 445.372,4 milhares de euro, dos quais 444.811,8 milhares de euro são considerados de cobrança duvidosa.
O quadro seguinte apresenta a desagregação do valor global de “Prestações sociais a repor de cobrança duvidosa”
por antiguidade da dívida, ordenadas por subsistemas/sistema de segurança social e por Instituições de Segurança Social.
(milhares de euro)
Subsistema de Acção Social e Subsistema de Solidariedade (1) 138.176,2
ISS 133.677,5
Bancários 3,6
Jornalistas 12,6
R. A. Madeira 2.642,9
R. A. Açores 1.839,6
Subsistema de Protecção Familiar (2) 45.878,2
ISS 43.334,7
Bancários 52,5
R. A. Madeira 1.090,8
R. A. Açores 1.400,2
Sistema Previdencial (3) 260.616,6
ISS 257.563,6
Bancários 156,4
Jornalistas 87,4
T.L.P. 54,5
FGS 31,1
R. A. Madeira 1.991,9
R. A. Açores 731,8
Sistemas Complementares (4) 0,0
ISS
Regimes Especiais (5) 140,9
ISS 136,2
T.L.P. 1,0
R. A. Madeira 2,9
R. A. Açores 0,8
Total (7)=(1)+(2)+(3)+(4)+(5)+(6) 444.811,8