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Barómetros e Estudos do Perfil do Turista

Dentro da identificação de tendências, e uma vez que os estudos anteriores abrangem todo o território nacional, importa igualmente referir a execução de barómetros mensais e estudos bianuais65 do perfil do turista executados pelo Observatório Regional de Turismo do Alentejo, encomendados pelo Turismo do Alentejo.

Estes estudos, embora não se refiram especificamente à sub-região do Alto Alentejo (à qual os Roteiros dizem respeito), revelam dados muito mais particulares que os estudos levados a cabo a nível nacional, dado que concernem especificamente a região do Alentejo. Estes estudos permitem que se proceda um acompanhamento constante da situação no setor do turismo da região, fornecendo dados atuais sobre o mercado – muito úteis ao presente plano de promoção.

“O Observatório Regional de Turismo do Alentejo é um projeto que, lançado pela Turismo do Alentejo em Setembro de 2010, tem como propósito a produção e a disponibilização alargada de informação de carácter prospetivo, visando a sustentação das decisões operativas e das estratégias de negócio das empresas. O projeto é co- financiado pela União Europeia (FEDER - Fundo Europeu do Desenvolvimento Regional) no âmbito do Programa Operacional Regional do Alentejo - INALENTEJO.”66

Os dados fornecidos pelo referido barómetro serão aqueles preferencialmente utilizados pelo presente plano de promoção para a definição do mercado, sua

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Anexo IX

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53% das respostas situadas nos níveis 7 e 8 de uma escala de 0 a 10, em que 0 é “nada atrativo” e 10 “muito atrativo”.

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Maior número de respostas concentradas entre os níveis 5 e 6 de uma escala de 0 a 10, em que 0 é “muito mau” e 10 “muito bom”.

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“bom valor pelo preço”

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Estudo do perfil do turista de inverno e anual

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26 segmentação e definição de uma estratégia de promoção, com ações adequadas à realidade atual.

Ao analisar-se, por exemplo, o Barómetro Turismo do Alentejo de Agosto 2011 concluímos que os principais mercados emissores são Portugal e Espanha, seguindo-se Holanda, França e Alemanha. Destacam-se também o Reino Unido, Brasil, Itália, Bélgica e Estados Unidos da América.

A proximidade geográfica torna o mercado nacional e espanhol em mercados alvo para a promoção turística do Alentejo e, mais concretamente, da região do Alto Alentejo. A Holanda, França e Alemanha são mercados a explorar, nos quais se pode apostar concertadamente com o benefício de se tratar de mercados não afetados pela crise económica, como Portugal e Espanha, logo mais propícios a despender mais em bens supérfluos como férias no estrangeiro, e escapadinhas de poucos dias.

A taxa de ocupação é especialmente elevada nos meses de verão em todos os tipos de alojamento, com especial destaque para os hotéis de quatro estrelas e pousadas. As taxas mais elevadas rondam os 70%, o que indica que se deve continuar a apostar na promoção turística de modo a preencher as vagas que restam. É igualmente importante definir uma estratégia de promoção turística para a região do Alentejo durante os meses de inverno, altura em que as taxas de ocupação caiem para perto dos 20%.

No que concerne o volume de dormidas e estada média, notamos que nos meses de verão são os portugueses que mais contribuem para a taxa de ocupação. No entanto, o mercado holandês representa o maior número de dormidas ao longo de todo o ano (exceto no verão), o que o torna num mercado crucial para a manutenção da atividade turística no Alentejo e que deve ser alvo de uma estratégia de marketing concertada e dirigida para as especificidades do mercado holandês. Também o Reino Unido se revela um mercado emissor constante ao longo de todo o ano, pelo que também deverá ser alvo de atenção especial. Já os turistas alemães são mais assíduos durante a época baixa, diminuindo substancialmente as dormidas nos meses de verão.

No campo das quotas de dormidas por tipo de alojamento para turistas portugueses, o maior número vai para os parques de campismo e hotéis de três estrelas, facto que se pode dar devido ao maior número de vagas neste tipo de alojamento mas também a um menor poder de compra dos turistas que visitam o Alentejo. Para o mercado espanhol o número de dormidas em hotéis de três e quatro estrelas ultrapassa os parques de campismo, o que indica um maior poder de compra por parte destes turistas que, potencialmente, deixam mais capital no destino (dado que as refeições são feitas em

27 estabelecimentos da região, ao invés de no parque de campismo com alimentos que até podem ter sido adquiridos no país de origem). É importante destacar, ainda, o facto do mercado emissor holandês ocupar maioritariamente hotéis de quatro estrelas e pousadas, o que significa mais capital retido na região.

De análise efetuada conclui-se, portanto, que os mercados português, espanhol, holandês, inglês e alemão são os principais mercados emissores e com mais potencialidade para beneficiar o turismo no Alentejo e, por consequência, na região do Alto Alentejo. De facto, o mercado espanhol terá, certamente um peso ainda maior no Alto Alentejo dado que se trata de uma região fronteiriça, podendo, no entanto, o mesmo significar menos tempo de estada.

O barómetro foi realizado com dados fornecidos por 102 entidades que prestam serviços no setor do turismo e pelo Monitor do Turismo do Alentejo. “As amostras recolhidas neste mês correspondem a 31,17% do total da oferta de quartos do alojamento classificado do Alentejo, destacando-se particularmente a amostra dos Hotéis de 4* (72,67%), seguindo-se dos Hotéis de 3* (56,93%), dos Hotéis Rurais (55,62%) e das Pousadas (95,63%).”67

Ao analisar o Estudo do Perfil do Turista de Inverno68 há outros itens a analisar para se obter uma visão geral sobre as tendências de mercado, a título de exemplo o escalão etário predominante dos visitantes situa-se entre os 25 e 54 anos (70,5% do total da amostra), destacando-se visitantes entre os 35 e 44, que representam mais de 30% do total de visitantes. Também o nível de rendimentos foi alvo de estudo concluindo-se que o rendimento mensal dos visitantes se localiza maioritariamente entre 1001 e 3500 euros (classe média/media alta). No que respeita o nível de habilitações literárias, mais de metade dos visitantes tem formação superior. Quase metade dos visitantes são casais (45,5%) e o gasto médio por dia é de 60,5euros. Outro fator a atender é a fonte que os visitantes consultaram para a recolha de informações, predominando as referências de familiares e amigos (41%) e seguindo-se a internet (16%)69. Este meio, a internet, foi o meio de reserva mais utilizado (53%), reservas essas feitas na sua maioria com menos de um mês de antecedência (58%), sendo de assinalar que 10% dos visitantes efetuaram a reserva no próprio dia da deslocação. Importa referir que a esmagadora maioria (82%) dos visitantes não recorreram a pacotes turísticos previamente definidos e os que o

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Barómetro Turismo Alentejo, agosto 2011

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Turismo do Alentejo, 2011

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28 fizeram limitaram-se principalmente a alojamento e transporte - dados importantes a ter em conta quando se pretende promover um produto como os roteiros. 78% da motivação para a visita foi o lazer/gozo de férias, encontrando-se o mercado de viagens profissionais/negócios ainda muito pouco desenvolvido na região. Cerca de 71% dos visitantes escolheram o Alentejo como destino único (ao invés de complementar com outro) e 97% dos visitantes avaliaram a experiência de visita ao Alentejo como positiva, 55% revelando-se como “muito satisfeitos” ou “extremamente satisfeitos” com a estadia na região. Igualmente importante foi a intenção de regresso ao destino (88,5% dos inquiridos) e de recomendação do destino (78%) – este último fator revela-se crucial se atentarmos à importância da recomendação como fonte para a recolha de informações sobre o destino (41% dos inquiridos recorreram às referências de familiares e amigos). A relação entre visitantes repetentes e os que visitavam a região pela primeira vez é bastante equilibrada, destacando-se a repetição de visitas por parte dos repetentes70.

O estudo apresenta “visitas culturais”, “descanso”, “experiências gastronómicas” e visitas ao património natural” como as atividades mais praticadas pelos visitantes do Alentejo, no entanto, no caso particular do Alto Alentejo, sabemos71 que a participação ou assistência em eventos desportivos assume relevância no panorama das atividades mais atrativas da região. Quanto aos atributos mais valorizados pelos visitantes, o estudo destaca as praias, tranquilidade, património natural e paisagístico. O primeiro tributo (praias) não é atribuível ao Alto Alentejo que não possui faixa costeira.

Apesar dos barómetros e estudos apresentados permitirem uma visão global sobre o panorama atual do setor turístico na região do Alentejo, é o estudo “Caracterização do Perfil do Visitante”, relativo ao ano de 2011 (e não apenas a segmentos, como é o caso dos barómetros divulgados ou o estudo apenas relativo ao período de inverno) e que caracteriza a procura turística no Alentejo durante o referido período, que será alvo de uma análise mais aprofundada para uma mais correta definição do mercado atual.