RELIGIOSO
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento, de caráter normativo, que defi ne o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e das modalidades da Educação Básica.
Historicamente, a BNCC já era prevista pela Constituição de 1988, no Art. 210:
Art. 210. Serão fi xados conteúdos mínimos para o Ensino Fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.
§ 1º O Ensino Religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de Ensino Fundamental.
§ 2º O Ensino Fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas, também, a utilização das línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.
Conforme defi nido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a BNCC deve nortear os currículos dos sistemas e as redes de ensino das Unidades Federativas, além das propostas pedagógicas de todas as escolas públicas e privadas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, em todo o Brasil.
A BNCC é orientada pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se esperam que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica.
A Base Nacional Comum Curricular
(BNCC) é um documento, de caráter normativo,
que defi ne o conjunto orgânico
e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e das modalidades
da Educação Básica.
A BNCC é orientada pelas Diretrizes
Curriculares Nacionais da Educação Básica
e estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se esperam que todos os estudantes
desenvolvam ao longo da escolaridade básica.
Para ler a respeito do histórico, da implementação e da BNCC na íntegra, acesse o site http://basenacionalcomum.mec.gov.br/.
Silva afi rma (2018, p. 32) que a “BNCC foi construída com a colaboração de muitos professores da educação básica. Teve muitos debates nacionais, nos quais os professores ajudaram na organização dos conteúdos”. Para Tomazini (2016, p.
72), embora a proposta da BNCC tenha sido elaborada, ouvindo as vozes dos diferentes gestores da educação pública do nosso país, “em um rápido acesso às redes sociais e sites especializados nas áreas de política pública e de educação, é possível ver que ocorreram inúmeros impasses acerca do documento, que se tornou alvo de inúmeras polêmicas e confl itos”. O Ensino Religioso foi um dos temas de grande impasse e profundos questionamentos de valia no referido documento.
No contexto de impasses e com a efetiva participação do FONAPER, o Ensino Religioso foi inserido nas discussões. Garcia (2020, p. 8) “relata que, nas três minutas preliminares ao texto fi nal da BNCC, conduzidas pelo MEC, a previsão do Ensino Religioso ora se apresentava área exclusiva do conhecimento, ora subárea do conhecimento, até chegar a ser excluído, integralmente, da proposta de conteúdo da base”. Coube, ao Conselho Nacional da Educação (CNE), o papel de propor, além de defi nir as diretrizes do Ensino Religioso, no campo da BNCC, do “ponto de vista conceitual e da perspectiva didático-pedagógica, inserindo, defi nitivamente, a disciplina no contexto político-pedagógico geral da BNCC”
(GARCIA, 2020, p. 8).
A BNCC foi homologada em dezembro de 2017, mobilizando o sistema educacional brasileiro para a adequação e a elaboração de currículos do Ensino Fundamental. A BNCC do Ensino Fundamental foi homologada em março de 2018, organizada em cinco áreas do conhecimento e dos respectivos componentes curriculares.
FIGURA 2 – ÁREAS DO CONHECIMENTO E COMPONENTES CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL (BNCC)
FONTE: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
EF_110518_versaofi nal_site.pdf>. Acesso em: 9 abr. 2021.
1 - Para melhor organizar o seu conhecimento, preencha a tabela a seguir, com base nos Capítulos 1 e 2 deste material:
SIGLA DEFINIÇÃO
DA SIGLA OBJETIVO
LDB PCNs DCNs BNCC
A BNCC, inicialmente, explicitou que, “ao longo da história da educação brasileira, o Ensino Religioso assumiu diferentes perspectivas teórico-metodológicas, geralmente, de viés confessional ou interconfessional” (BRASIL, 2017, p. 435), e que, hoje, a disciplina se estabelece como
componente curricular, de oferta obrigatória, nas escolas públicas de Ensino Fundamental, com matrícula facultativa em diferentes regiões do país. Foram elaborados propostas curriculares, cursos de formações inicial e continuada e materiais didático-pedagógicos que contribuíram para a construção da área do Ensino Religioso, cujas natureza e fi nalidade pedagógicas são distintas da confessionalidade (BRASIL, 2017, p. 435).
Para Pozzer e Palheta (2019, p. 76), “a proposta do Ensino Religioso (ER), na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), possui um caráter não confessional e não proselitista, reafi rmando a necessidade do estudo do conhecimento religioso na escola, a partir de pressupostos éticos e científi cos”. Perceba a sutileza dos termos confessional, interconfessional e não confessional, presentes ao longo da construção dessa área do conhecimento que é o Ensino Religioso. Observe, a seguir, uma distinção de termos.
• Confessional: ensino de uma única crença.
• Interconfessional: ensino de várias crenças, porém, o viés é confessional. Cada religião, além da Igreja Católica, pode ensinar uma crença, induzindo o educando a seguir o credo ensinado.
• Não confessional: ensino a partir do qual se estudam as manifestações culturais e religiosas da sociedade, tendo, como objeto de análise, cultos, festas, rituais etc. de cada religião, de forma a permitir, ao estudante, o conhecimento das expressões de fé nas mais diferentes formas. Também chamado de ensino fenomenológico.
Além das diferenças expostas anteriormente, você pode encontrar, em materiais e em concursos da área de Ensino Religioso, os termos elucidados, como a seguir, pelo texto de Cordeiro.
MODALIDADES DE ENSINO RELIGIOSO PRATICADAS NO BRASIL
A modalidade confessional (uni, pluri, inter-religiosa) [...]:
a) A variante uni-religiosa atravessou os períodos Colonial e Imperial e entrou, também, no período Republicano, como catequese ou Ensino Religioso católico.
b) A variante plurirreligiosa se manifestou pela presença de diversas denominações na escola, que pregaram doutrinas e fi zeram novos prosélitos.
c) A variante inter-religiosa obteve declínio, devido à difi culdade de compatibilizar conteúdos comuns por denominações diferentes, mesmo dentro do Cristianismo. Essas denominações se agregaram nos Conselhos Interconfessionais de Ensino Religioso (CIER), tendo em vista o cumprimento do § 2º, do Art.
1º, da Lei nº 9.475/97: “Os sistemas de ensino ouvirão a entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a defi nição dos conteúdos do Ensino Religioso” [...].
A modalidade de Ensino Religioso não confessional ou transconfessional é o modelo seguido pela maioria das escolas públicas, após o advento da Lei n° 9.475/97, seguindo os Parâmetros Curriculares do Ensino Religioso elaborados pelo FONAPER:
• Não é o Ensino Religioso de uma ou de algumas religiões, mas de todas, grandes e pequenas.
• A disciplina Ensino Religioso não pertence a denominações religiosas, mas à própria rede de ensino, e integra o currículo da escola pública.
• É a maneira de compatibilizar a laicidade do Estado com o Ensino Religioso nas escolas públicas, e apresenta doutrinas e dimensões sociais das diferentes religiões.
• Justifi ca-se em razão da laicidade do Estado, que deve se manter neutro em relação às diferentes concepções religiosas presentes na sociedade, sendo-lhe vedado tomar partido em questões de fé, além de buscar o favorecimento ou o embaraço de qualquer crença, ou grupo de crenças [...].
FONTE: CORDEIRO, D. Diversidade religiosa direitos humanos e Ensino Religioso. In: POZZER, A. et al.Ensino Religioso na Educação Básica:
fundamentos epistemológicos e curriculares. Florianópolis: Saberes em Diálogo, 2015. p. 145-153.
1 - No Brasil, encontramos diversos tipos de Ensino Religioso. A respeito disso, como se classifi ca o Ensino Religioso, que é ministrado nas escolas públicas? Teoricamente, não admite qualquer tipo de proselitismo religioso, preconceito ou manifestação em desacordo com o direito individual dos alunos e das famílias de professar um credo religioso, ou, até mesmo, o de não professar nenhum. Deve assegurar as diversidades cultural e religiosa, fundamentando-se, essencialmente, em princípios de cidadania, ética, tolerância e em valores humanos universais presentes em todas as culturas e tradições religiosas existentes.
a) Confessional.
b) Interconfessional.
c) Pluriconfessional.
d) Não Confessional.
A BNCC trabalha com um conjunto de aprendizagens essenciais aos estudantes brasileiros, e o desenvolvimento integral é marcado por meio das dez competências gerais para a Educação Básica, apoiando as escolhas necessárias para a concretização dos projetos de vida e a continuidade dos estudos. Observe:
FIGURA 3 – COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA
FONTE: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
EF_110518_versaofi nal_site.pdf>. Acesso em: 24 abr. 2021.
Na BNCC, competência é defi nida:
como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho (BRASIL, 2017, p. 8).
A Base, considerando os marcos normativos e as competências gerais, defi ne os seguintes objetivos para o Ensino Religioso enquanto área do conhecimento:
a) Proporcionar a aprendizagem dos conhecimentos religiosos, culturais e estéticos, a partir das manifestações religiosas percebidas na realidade dos educandos.
b) Propiciar conhecimentos do direito à liberdade de consciência e de crença, no constante propósito de promoção dos direitos humanos.
c) Desenvolver competências e habilidades que contribuam para o diálogo entre perspectivas religiosas e seculares de vida, exercitando o respeito à liberdade de concepções e o pluralismo de ideias, de acordo com a Constituição Federal.
d) Contribuir para que os educandos construam os sentidos pessoais de vida a partir de valores, princípios éticos e cidadania (BRASIL, 2017, p. 436).
Conforme a BNCC, o Ensino Religioso se traduz, pedagogicamente, através de diferentes áreas do conhecimento científi co, como das Ciências Humanas e Sociais, e, notadamente, da Ciência da Religião.
Essas Ciências investigam a manifestação dos fenômenos religiosos em diferentes culturas e sociedades enquanto um dos bens simbólicos resultantes da busca humana por respostas aos enigmas do mundo, da vida e da morte. De modo singular, complexo e diverso, esses fenômenos alicerçaram distintos sentidos e signifi cados de vida e diversas ideias de divindade (s), em torno dos quais se organizaram cosmovisões, linguagens, saberes, crenças, mitologias, narrativas, textos, símbolos, ritos, doutrinas, tradições, movimentos, práticas e princípios éticos e morais.
Os fenômenos religiosos, nas múltiplas manifestações, são parte integrante do substrato cultural da humanidade (BRASIL, 2017, p. 436).
Para Silva (2018), a BNCC desvincula o Ensino Religioso do proselitismo, instaurando uma perspectiva reelaborada pelo conhecimento científi co da Ciência da Religião. Você já ouviu falar desse campo do conhecimento, chamado de Ciência da Religião? E da diferenciação em relação à Teologia?
A Base, considerando os marcos normativos e as competências
gerais, defi ne os seguintes objetivos para o Ensino Religioso enquanto área do
conhecimento.
Para saber da Ciência da Religião, das abordagens, das questões e das atualidades, veja a entrevista a seguir, com Emerson Sena da Silveira, doutor em Ciência da Religião e Antropólogo (Ciências Sociais) pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e professor associado do Departamento de Ciência da Religião (DCRE), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Participa do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião (PPCIR- UFJF):
https://www.youtube.com/watch?v=q6QwfmJB4hk.
Além das competências gerais, a BNCC trabalha com competências específi cas, no caso, do Ensino Fundamental, por área do conhecimento e por componentes curriculares. Considerando os pressupostos, e em articulação com as competências gerais da Educação Básica, a área de Ensino Religioso e, por consequência, o componente curricular de Ensino Religioso, devem garantir, aos alunos, o desenvolvimento de competências específi cas, como exposto a seguir:
FONTE: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
EF_110518_versaofi nal_site.pdf>. Acesso em: 24 abr. 2021.
FIGURA 4 – COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE ENSINO RELIGIOSO PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
Para garantir o desenvolvimento das competências específi cas, na BNCC, cada componente curricular apresenta um conjunto de habilidades (práticas cognitivas e socioemocionais ou equivalentes a expectativas de aprendizagem).
Essas habilidades estão relacionadas a diferentes objetos de conhecimento, entendidos como conteúdos, conceitos e processos que, por sua vez, são organizados em unidades temáticas. Importante destacar que os critérios de organização das habilidades na Base
(com a explicitação dos objetos de conhecimento aos quais se relacionam e do agrupamento desses objetos em unidades temáticas) expressam um arranjo possível (dentre outros).
Portanto, os agrupamentos propostos não devem ser tomados como modelo obrigatório para o desenho dos currículos (BRASIL, 2017, p. 441, grifo nosso).
Na BNCC, cada habilidade é identifi cada por um código alfanumérico, cuja composição é a seguinte:
FONTE: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
EF_110518_versaofi nal_site.pdf>. Acesso em: 24 abr. 2021.
Como Junqueira e Itoz (2020, p. 86) informam, as “habilidades são como degraus que precisam ser galgados para adquirir competências, porém, habilidades, por si só, não desenvolvem conhecimento. Para isso, é preciso estrutura – unidades temáticas e objetos de conhecimento –, como nas demais áreas”. Assim, para o Ensino Religioso, as unidades temáticas propostas são:
• Identidades e alteridades.
• Manifestações religiosas.
• Crenças religiosas e fi losofi as de vida.
Ao se falar das identidades e das alteridades, pretende-se que os estudantes
reconheçam, valorizem e acolham o caráter singular e diverso do ser humano, por meio da identifi cação e do respeito às semelhanças e diferenças entre o eu (subjetividade) e os outros (alteridades), da compreensão dos símbolos e dos signifi cados e da relação entre imanência e transcendência (BRASIL, 2017, p. 438).
Na sequência, manifestações religiosas são consideradas um conjunto de elementos, símbolos, ritos, espaços, territórios e lideranças em que se “pretende proporcionar o conhecimento, a valorização e o respeito às distintas experiências e manifestações religiosas, além da compreensão das relações estabelecidas entre as lideranças e as denominações religiosas e as distintas esferas sociais”
(BRASIL, 2017, p. 439).
Por fi m, crenças religiosas e fi losofi as de vida se concentram em assuntos considerados importantes para as religiões, movimentos religiosos e fi losofi as de vida, como “mitos, ideia (s) de divindade (s), crenças e doutrinas religiosas, tradições orais e escritas, ideias de imortalidade, princípios e valores éticos”
(BRASIL, 2017, p. 439).
Perceba que muitos dos termos apresentados nas unidades temáticas são do nosso conhecimento até aqui, e óbvios no Ensino Religioso, porém, deparamo-nos com um termo novo: fi losofi as de vida.
Também, as fi losofi as de vida se ancoram em princípios, cujas fontes não advêm do universo religioso. Pessoas sem religião adotam princípios éticos e morais, cuja origem decorre de fundamentos racionais, fi losófi cos, científi cos, dentre outros.
Esses princípios, geralmente, coincidem com o conjunto de valores seculares de mundo e de bem, como: o respeito à vida e à dignidade humana, o tratamento igualitário das pessoas, a liberdade de consciência, a crença e as convicções, e os
Assim, para o Ensino Religioso, as
unidades temáticas propostas são:
• Identidades e alteridades.
• Manifestações religiosas.
• Crenças religiosas e fi losofi as de vida.
Costa e Stern (2020, p. 191) alertam que, “além das crenças religiosas, há outros ideais que infl uenciam a conduta humana, classifi cados, de maneira geral, como fi losofi as de vida. Esse termo aponta para princípios éticos e morais, seguidos por pessoas sem religião”. Para Costa e Stern (2020, p. 191), estudar as fi losofi as de vida é relevante aos estudantes, para que estes possam percebam as múltiplas formas de ver o mundo. “Afi nal, grupos religiosos e não religiosos tendem a conviver no espaço público”, trocando ideais e posturas de vida.
1 - Para além das crenças religiosas, há outros ideais que infl uenciam a conduta humana, e podem surgir das mais diferentes fontes. Quais exemplos podem ser citados acerca das fi losofi as de vida?
Para Rodrigues (2016, p. 57), a BNCC constitui o documento que, na atualidade, melhor defi ne e qualifi ca o lugar e a tarefa do Ensino Religioso no âmbito do currículo escolar:
Ao compreender esse componente como conhecimento relevante para a formação cidadã, que resulta dos processos de produção humana ligados à história, ao pensamento humano e às tradições socioculturais, a BNCC aponta para um horizonte de conteúdos específi cos que dizem respeito ao conhecimento de religião, fi nalmente, entendida como objeto de estudo e investigação.
A seguir, você encontrará a organização da disciplina de Ensino Religioso, conforme a BNCC. Lembre-se: a Base é um importante documento normativo para a construção de currículos, materiais didáticos e formação de professores.
FONTE: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
EF_110518_versaofi nal_site.pdf>. Acesso em: 11 abr. 2021.
FONTE: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
FIGURA 5 – ENSINO RELIGIOSO NO ENSINO FUNDAMENTAL/ANOS INICIAIS - UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES 1º ANO
FIGURA 6 – ENSINO RELIGIOSO NO ENSINO FUNDAMENTAL/ANOS INICIAIS -UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES 2º ANO
Utilizando a BNCC, Silveira e Silveira (2016, p. 61) sugerem, para os 1º e 2º anos, trabalharem com o seguinte, dentre outras coisas: “quem é o aluno/aluna;
quais as minorias religiosas presentes; que estruturas familiares estão ali; quais são as vivências religiosas familiares, de fato”, a fi m de que se reconheçam o eu, o outro e o nós, valorizando a diversidade existente.
FONTE: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
EF_110518_versaofi nal_site.pdf>. Acesso em: 11 abr. 2021.
FIGURA 7 – ENSINO RELIGIOSO NO ENSINO FUNDAMENTAL/ANOS INICIAIS - UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES 3º ANO
Para o 3º ano, Silveira e Silveira (2016, p. 62) recomendam trabalhar, com base na BNCC, com os “espaços sagrados em que vivem/viveram os alunos/
familiares; territórios; práticas e vestimentas religiosas na lembrança dos alunos”, além de “signifi cado, práticas e vestuários das religiões em perspectiva histórica”.
Pretende-se criar o respeito às distintas experiências e manifestações religiosas.
FONTE: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
EF_110518_versaofi nal_site.pdf>. Acesso em: 11 abr. 2021.
FIGURA 8 – ENSINO RELIGIOSO NO ENSINO FUNDAMENTAL/ANOS INICIAIS - UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES 4º ANO
Para o 4º ano, Silveira e Silveira (2016, p. 62) indicam os “rituais de religiões antigas e atuais, pinturas rupestres a contemporâneas; arquitetura (templos) de religiões antigas às atuais; mitos e lendas de povos “primitivos” e religiões, inclusive, o cristianismo”. Já Costa e Stern (2020, p. 193) chamam atenção para o objeto de conhecimento “Ideia (s) de divindade (s)”. Os autores alertam ser de “alta relevância, pois a maioria das religiões tem, entre as crenças, a noção de seres metaempíricos”. Costa e Stern (2020, p. 193), ainda, lembram que o
“conhecimento cognitivo, nesse período, pede por exemplos concretos”, e deve ser “necessário adaptar o conhecimento” a linguagem dos alunos, além de “usar cores, formas e narrações lúdicas que instiguem os estudantes”.
FONTE: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
EF_110518_versaofi nal_site.pdf>. Acesso em: 11 abr. 2021.
FIGURA 9 – ENSINO RELIGIOSO NO ENSINO FUNDAMENTAL/ANOS INICIAIS - UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES 5º ANO
Com base na BNCC, Silveira e Silveira (2016, p. 62) explanam a possibilidade de trabalhar, com o 5º ano, “relatos que os alunos ouviram; contar histórias das expressões religiosas; abordar as narrativas religiosas da comunidade local”. É possível selecionar “mitos e ritos de religiões; relatos de vários povos indígenas brasileiros e outras regiões do planeta”, por exemplo. Costa e Stern (2020, p. 194) lembram que “narrativas são discursos – orais ou escritos – que expressam mensagens. Todo o mito é uma narrativa simbólica, ou seja, expressa e tem signifi cado para quem ouve ou lê”. Para os autores, os estudantes devem conseguir identifi car, com respeito, as narrativas de cada cultura religiosa, entendendo que elas auxiliam na preservação da memória social.
FONTE: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
EF_110518_versaofi nal_site.pdf>. Acesso em: 11 abr. 2021.
FIGURA 10 – ENSINO RELIGIOSO NO ENSINO FUNDAMENTAL/ANOS FINAIS - UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES 6º ANO
Para o 6º ano, Silveira e Silveira (2016, p. 62) recomendam os “escritos sagrados: Bíblia (católica e protestante), Alcorão, Torá, Talmude, Tripitaka (do Budismo), Mahabharata, Bhagavad Gita, Upanishad, Vedas (Hinduísmo)” e, assim, explicar “história e sociologia da longa constituição desses escritos”. Costa e Stern (2020, p. 198) advertem que é “visado que os educandos identifi quem as características dos textos religiosos, além de que reconheçam a importância na continuidade da memória coletiva”. Os estudantes precisam valorizar a diversidade, a convivência intercultural e o respeito às diferenças.
FONTE: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
EF_110518_versaofi nal_site.pdf>. Acesso em: 11 abr. 2021.
FIGURA 11 – ENSINO RELIGIOSO NO ENSINO FUNDAMENTAL/ANOS FINAIS - UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES 7º ANO
Para o 7º ano, Silveira e Silveira (2016, p. 63) pontuam a importância de
“quem são os líderes religiosos na comunidade local”, por exemplo, ainda,
“líderes das diversas religiões” e “líderes religiosos brasileiros e internacionais”.
Abordar “direitos humanos”, “convenções internacionais”, “intolerância religiosa”
e “violência de gênero nas religiões”. Costa e Stern (2020, p. 201-202) explanam que, no 7º ano, busca-se “mostrar outras referências morais, além das religiosas, como os Direitos Humanos”. Trata-se, agora, “de saber de questões mais jurídicas, incluindo leis nacionais e regionais”.
FONTE: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
EF_110518_versaofi nal_site.pdf>. Acesso em: 11 abr. 2021.
FIGURA 12 – ENSINO RELIGIOSO NO ENSINO FUNDAMENTAL/ANOS FINAIS - UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES 8º ANO
Para o 8º ano, Silveira e Silveira (2016, p. 63) citam as “defi nições de crença e de doutrina; doutrinas religiosas; fi losofi as de vida; presença de religiões nas mídias, novas e antigas; tecnologias e religiões”. Costa e Stern (2020, p. 202) pontuam que, no 8º ano, são estudadas “as crenças e as convicções de todo tipo (religiosas ou não), e como elas têm impacto nas ações humanas”. A atenção também se volta para as “crenças institucionalizadas, socialmente, por diversas religiões”. Por terceiro, à “relação entre crenças religiosas e fi losofi as de vida”. A BNCC propõe “que o uso das mídias sociais e das tecnologias, pelas religiões, seja explorado”.
FONTE: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
EF_110518_versaofi nal_site.pdf>. Acesso em: 11 abr. 2021.
FIGURA 13 – ENSINO RELIGIOSO NO ENSINO FUNDAMENTAL/ANOS FINAIS -UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES 9º ANO
Para o 9º ano, Silveira e Silveira (2020, p. 63) indicam trabalhar com
“defi nições de imanência e transcendência (variam nas religiões, há religiões sem transcendência); concepções de vida e de morte nas religiões; ética, principais defi nições (ética pragmática, ética de valores, ética de responsabilidade); e relação com tradições religiosas”.
No 9º ano, o objeto de conhecimento “vida e morte” é apresentado aos estudantes. Costa e Stern (2020, p. 206) colocam que “a morte é uma temática instigante ao estudo não apenas das religiões, mas, também, à própria refl exão da vida nas aulas de Ensino Religioso”. Os autores colocam que isso pode ser feito, por exemplo, “através de estudos de ritos fúnebres realizados por distintas tradições” ou “comparações entre visões da morte e pós-morte entre as religiões”.
A BNCC apresenta a imanência como a dimensão concreta, biológica e, a transcendência, como a dimensão subjetiva, simbólica.
O livro mencionado a seguir é uma importante obra de análise do Ensino Religioso, a partir da Base Nacional Comum Curricular:
SILVEIRA, E. S. da; JUNQUEIRA, S. O Ensino Religioso na BNCC:
teoria e prática para o Ensino Fundamental. Petrópolis: Vozes, 2020.
1 - A BNCC é um documento de caráter normativo que defi ne o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e das modalidades da Educação Básica.
As aprendizagens essenciais defi nidas na BNCC devem concorrer para assegurar, aos estudantes, o desenvolvimento de dez competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e de desenvolvimento.
Além disso, cada área do conhecimento estabelece competências específi cas, cujo desenvolvimento deve ser promovido para atingir as competências gerais.
Para garantir o desenvolvimento das competências específi cas, na BNCC, cada componente curricular apresenta um conjunto de habilidades que estão relacionadas a diferentes objetos de conhecimento, entendidas como conteúdos, conceitos e processos, que, por sua vez, são organizados em unidades temáticas. Assim, pesquise a defi nição que a BNCC traz das competências e das habilidades e as diferencie.
1 - Agora que você compreendeu a função e a estrutura da BNCC, que tal “colocar a mão na massa” e produzir um plano de aula alinhado à Base? Siga o exemplo e produza o seu.
Vamos lá?!
Título da Aula: Tradição Escrita: registro dos ensinamentos sagrados
Ano: 6º ano
Unidade Temática: Crenças Religiosas e Filosofi as de Vida Objeto (s) de
Conhecimento:
Tradição Escrita: registro dos ensinamentos sagrados
Habilidade (s) da BNCC:
(EF06ER02) Reconhecer e valorizar a diversidade de textos religiosos escritos (textos do Budismo, Cristianismo, Espiritismo, Hinduísmo, Islamismo, Judaísmo etc.).
Duração: Uma aula de 50 minutos
Metodologia: Usando slides ou impressões, apresente, aos estudantes, um resumo das informações dos livros sagrados presentes no site:
https://novaescolaproducao.s3.amazonaws.com/qFUZzswhk- 6MMMXcdDg4rDkcUSW9XvksqyfFgqgGAhs2baS62Udrnh2gqb-gm6/his5-03und05-fontes.pdf.
Explique o contexto de surgimento das religiões e como os livros sagrados foram produzidos.
Diga que os textos religiosos são a base dessas crenças, e o lugar em que estão sistematizados os ensinamentos de cada doutrina religiosa. Apesar do passar do tempo, os ensinamentos que contêm continuam sendo apropriados pelos seguidores das religiões e utilizados como maneiras de compreender os aconte-cimentos do mundo.
Mencione que algumas das fi guras das fontes não são dos pri-meiros registros desses livros, mas de versões que foram feitas posteriormente.
Pergunte, aos alunos, se eles acreditam que ainda existem, na humanidade, os primeiros exemplares dos livros religiosos.
Relacione com os textos védicos, apontando a idade que teriam esses manuscritos (mais de quatro mil anos), e pergunte como teriam sido escritos, qual técnica teria sido empregada. Você pode relacionar essa ideia para o registro com as tábuas de pe-dra dos Dez Mandamentos, recebidos por Moisés, que são parte fundamental da Torá. Levante questões, como: Por que teriam sido usadas essas pedras? Como eram os livros naquela épo-ca? Eles existiam em abundância? Quem sabia ler e escrever no momento em que cada religião foi fundada? etc.