2.4 Vaidade e Consumo
2.4.4 Beleza estética e maquiagens
A beleza faz parte da vaidade e com ela estão alguns artigos que ajudam para que essa beleza seja alcançada, um desses artigos são as maquiagens. Para Abdala (2008) apud Belk (1988) as motivações das pessoas para alcançar e se adequar aos padrões de beleza se manifestam como uma forma de autodisciplina na qual os consumidores devem se colocar no papel de um observador que vê o seu corpo como um objeto social que deve ser reconstruído para se adequar aos padrões de preferência da sociedade.
Etcoff (1999) aponta que estudos de psicologia da beleza reforçam a ideia de que um tipo ideal de beleza não existe, e que a teoria apenas sugere que certas proporções geométricas do rosto e do corpo e alguns traços exóticos são belos e que evidências mostram que alguns traços são universalmente vistos como não atrativos.
De acordo com o autor Eco (2004), Sócrates fez uma divisão da beleza, que seriam divididas em beleza ideal que seria a beleza natural das pessoas que é apreciado por todos. A beleza espiritual que seria a conjugação da sociedade como a beleza interior, o que é considerado como uma beleza que foge do padrão estético.
A beleza útil que é a beleza atual onde grande parte da sociedade busca, ou seja, a beleza que serve para conseguir alcançar algo em benefício próprio.
Porém o autor Etcoff (1999), diz que a beleza pode ser vista como uma vantagem na vida de uma pessoa, e também considera-se que as pessoas bonitas conseguem obter mais sucesso na vida profissional e pessoal do que as pessoas consideradas “feias”.
De acordo com Marques (2009) apud Adams (1977), a busca pela beleza está relacionada com a necessidade de socialização, ou seja, são associadas às pessoas mais atraentes que tem características de personalidade mais desejáveis socialmente, como de maior auto aceitação e de maior resistência a pressão de seus companheiros, ou seja, são menos influenciáveis, e se percebem como pessoas atraentes.
Para Lipovetsky (1989), a aparência, como estética, pode ser entendida como um elemento que reforça o processo de personalização em uma linha de pensamento neoliberal, que consiste em que o consumo acelerado é capaz de gerar uma subjetividade transcultural. Por meio do hedonismo que é estimulado pelo sistema capitalista, o indivíduo se apropria de todas as performances e técnicas em busca do próprio prazer, principalmente quando está na juventude.
Dentre esses cosméticos, alguns são mais específicos como a maquiagem. Abdala (2008) apud Fabricant e Gold (1993) a maquiagem é vista também como um sinal visível a partir do que elas desejam, e também de refletir que são para outras pessoas, ou ao menos como querem ser vistas.
Abdala (2008) apud Cash, Rissi, Chapman (1985) afirmam que o uso de cosméticos, mais específico o de maquiagens, foi estudado pela perspectiva experimentalista da psicologia social. Com esses estudos pode ser identificado que ao longo de uma década, várias vantagens sociais, associadas ao uso de cosméticos faciais, o que cria uma melhoria da auto percepção e da percepção dos outros com a beleza facial.
A maquiagem é um dos principais cosméticos utilizados, e com isso a mídia está cada vez mais em cima desses produtos. Palácios (2006) constata que, no caso específico deste tipo de produto, há uma clara intenção do discurso publicitário em instituir o seu uso como um padrão e de uso obrigatório por toda a vida.
Bezerra (2001) acredita que a maquiagem é um produto que pode apresentar diversas formas cosméticas. Destinada a embelezar a pele e cobrir suas imperfeições, deve ser aplicada após a limpeza, tonificação e hidratação da pele.
Para entender melhor os tipos de maquiagem Molinos (2003) explica:
• corretivo: encobre as imperfeições como manchas e cicatrizes, suaviza linhas de expressão e ajuda a disfarçar olheiras, pode ser em bastão ou lápis, cremoso ou líquido;.
• base: uniformiza o tom da pele e lhe cobre imperfeições, hoje existem bases com tecnologia bem avançada que permitem hidratar, rejuvenescer. Se dividem em líquidas, cremosas, duo cake – base e pó –, e pancake – pó.
• pó facial: tiram o brilho da pele, se apresentam em compacto, solto, translúcido, opaco, brilhante, bronzeador e iluminador.
• batom: dispersões de material corante em uma mistura de óleos, gorduras e ceras, colorem os lábios, protegem e hidratam. Os batons podem ser cremosos, opacos, de ultra fixação e gloss.
• blush: realçar ou dar colorido às maçãs do rosto, varia em blush em pó, cremoso e líquido.
• máscara para cílios: aumenta o volume dos cílios e os colore, pode ser líquido ou pastoso.
• sombra: em pó, creme ou bastão servem para dar profundidade aos olhos e colorir as pálpebras. Elas podem vir em pó, em pó para diluição em água, líquida, cremosa, em lápis e em gloss.
• Para traçar os Riscos usa-se lápis e delineador – em forma de caneta ou líquido.
Além do uso de cosméticos, outro meio utilizado na tentativa de ficar belo é a utilização de adornos. Na visão de Marques (2009) apud Block e Richins (1992) os adornos são utilizados de três formas para afetar a atratividade das pessoas: (1) como transformadores (depiladores, inibidores de apetite, coloração) removendo ou alterando significantemente atributos mutáveis considerados insatisfatórios, (2) como camuflagens (maquiagem, roupas, acessórios) para ocultar ou subestimar características inatas que o consumidor não consegue mudar e (3) como
potencializadores para realçar ou chamar atenção para características natas que são vistas de forma positiva (maquiagens, roupas).
A beleza está em evidência na vida das pessoas, a busca por ela é sem fim, as pessoas fazem de tudo para estarem cada vez mais bonitas e com isso ser bem vista pelas outras pessoas, e para que essa beleza fique mais evidente nas pessoas a busca por cosméticos que ajude a alcançar essa beleza exuberante. A maquiagem é uma das ferramentas mais utilizadas por essas pessoas, para deixar seu rosto mais belo e conseguir evidenciar os traços marcantes.