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Bibliografia consultada

8. O candango e o engenheiro

13.2 Bibliografia consultada

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141 14. Anexos

14.1 Anexo 1

Figura 1. Cornelia Parker. Disponível em: http://www.tate.org.uk/art/artworks/parker-cold- dark-matter-an-exploded-view-t06949

142 Figura 2. Merzbau de Kurt Schwitters (foto). Disponível em: http://www.sprengel-

143 14.2 Anexo 2 – Subnúcleos de “Crônica de um vagabundo”

1. Entrada num cinema, filme já começado, a canção brejeira que o satisfaz;

2. O cão à cuja vista “um impulso induziu-o a encetar uma caminhada” (p. 215) e depois do qual [t]odos os incidentes passaram a funcionar como evocadores de seu mundo animal [...]”. Outros cães aparecerão no conto (cf. p. 229);

3. Entrada num bar, onde o personagem tenta vender alguns pertences que estão na maleta. Transação feita, o personagem sai do bar.

4. Abordagem por uma mulher (a prostituta). Sai em direção ao cais.

5. Um letreiro que costeia o morro fá-lo lembrar-se de “espadas flamejantes, mas já sem anjos” (p. 219). Tem início um fluxo de pensamentos sobre a reminiscência (ou talvez “estado permanente de lembrança”; “acontecimentos ainda presentes e que não esgotaram sua energia em potencial”) e sobre o ódio (ou talvez “um pequeno incidente marginal, destituído de significado”).

6. A visão de janelas que poderiam ser agrupadas em retângulos ordenados geometricamente, denotando regularidade e indiferença: “Era dentro dessa regularidade que caminhava [...] no mundo de linhas apenas” (p. 220).

7. Primeiro encontro com um velho, ao sentar-se num banco. Desenvolve-se uma série de imagens oníricas feitas de desejos, imaginação, lembranças e outros restos mentais.

8. Reencontro com o velho. Sua velhice faz o vagabundo pensar no passado. Vão, vagabundo e velho, para o quarto deste. Seu lema “O mundo é um bordel e eu sou uma puta” faz o vagabundo pensar.

9. Percebe que é noite, ao sair do prédio. Associa noite a temores.

10. Num balcão de bar, um garçom chama a atenção do vagabundo para um velho professor com duas mulheres. O vagabundo segue o grupo.

11. Encontro com o sujeito que lhe pede ajuda para limpar a velha.

12. Abordagem por dois tipos que tentam passar-lhe um golpe. Ele aceita o jogo. Tenta livrar-se do pacote entregue pelos dois.

13. Percebe o velho encontrado anteriormente, num “sussurro, e um esvoaçar de cabelos” (p. 229). Também percebe linhas, formas e ruídos urbanos.

14. Encontra-se com um sujeito do outro lado da rua. Ida a um hotel.

15. Vai até a praia; o percurso é detalhado. Encontra uma mulher, que lhe fala de um “Código da solidão”.

144 16. Quase-atropelamento por um caminha de feira. Recebe ajuda de um homem, que o leva para sua casa, onde encontra a esposa.

17. Emprego numa loja de roupas. Pedido de demissão.

18. Segundo reencontro com o velho, que lhe conta uma história sobre um homem, a quem se exigem “valores a respeitar, principalmente morais” (p. 239),

19. O vagabundo hospeda-se num outro hotel, Lá, ele sonha com um “homenzinho gordo e alourado” (p. 241). Os fatos anteriores repetem-se, um pouco alterados.

20. Acorda com o barulho no corredor: “flagrante de adultério”. Procura dormir novamente, alheando-se propositadamente ao incidente. Sonha outra vez com a briga entre um bicheiro e um policial. Acorda com a chuva, tanto no sonho como na realidade.

21. Sente frio e levanta-se para fechar a janela. Arruma a maleta e sai do hotel.

22. Esperando a chuva cessar, pensa em partir como “um propósito definido, urgente inadiável” (p. 243).

23. Reencontro com o velho, que se confunde com o vagabundo. O velho tira-lhe a maleta e embarca.

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