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Box 7, Folder 56 Na lista, aparecem títulos como “Por quem os sinos dobram”

(For whom the bell tolls, 1943), adaptação do romance de Ernest Hemingway ambientado na Guerra Civil Espanhola, além de dois projetos que receberam apoio do OCIAA já mencionados: “Estranha passageira” e “It’s all true”, o trabalho nunca concluído de Orson Welles no Brasil.

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RIES, Maurice. [Memorando] 23 jul. 1943, Washington [para] BREEN, Joseph I. / MacDONALD, Karl, s/l. 1f. Margaret Herrick Library, Motion Picture Society for the Americas records, File 380.

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Encontramos horários de sessões de “Rosa de Esperança” nas semanas das seguintes datas: AONDE iremos hoje?. A Manhã. Rio de Janeiro, 15 jun. 1943. O Rio e Suas Diversões, p. 5; AONDE iremos hoje?. A Manhã. Rio de Janeiro, 17 set. 1943. O Rio e Suas Diversões, p. 5; CARTAZ do dia. Diário Carioca. Rio de Janeiro, 16 out. 1943, p. 8; NOS Cinema. Diário Carioca. Rio de Janeiro, 30 mar. 1944, p. 6; NOS Cinema. Diário Carioca. Rio de Janeiro, 22 abr. 1944, p. 6; NOS Cinema. Diário Carioca. Rio de Janeiro, 22 mai. 1944, p. 4; NOS Cinema. Diário Carioca. Rio de Janeiro, 10 jun. 1944, p. 6;

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Exemplos em: KEANE, Larry. Greer Garson e o Papel de Madame Curie. Diário Carioca. Rio de Janeiro: 3 dez. 1944. Cinema, p. 4; A ESTRÉIA de “Madame Curie” no Metro-Passeio. A Manhã. Rio de Janeiro: 3 dez. 1944. No Estudio e na tela, p. 8.

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Exemplo em: GREER Garson e Walter Pidgeon em Mrs. Parkington, a Mulher Inspiração” [sic]. A Manhã. Rio de Janeiro: 25 ago. 1945. No Estudio e na tela, p. 8.

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SILVEIRA, Celestino. Rosa de Esperança (Mrs. Minvier). A cena Muda. Rio de Janeiro, 15 jun. 1943. Nº 24, p. 21. ‘A Cena Muda’ publicou o roteiro de maneira segmentada em algumas de suas edições.

uma tinturaria com o nome ‘Rosa de Esperança’ em um dos informes da Justiça do Trabalho publicados no jornal ‘A Manhã’588

.

O filme também ganhou destaque por uma questão de ‘tabloide’: em 1943, Garson casou-se com o ator Richard Ney, que interpretou seu filho mais velho em ‘Rosa de Esperança’. A união gerou polêmica em Hollywood, devido à diferença de idades e algumas reações negativas por parte da imprensa dos Estados Unidos. Por outro lado, Maria Isabel Martinez, correspondente da Reuters em Hollywood, publicou alguns artigos bastante simpáticos ao novo casal no ‘Correio da Manhã’589

. ‘A Cena Muda’ aproveitou o ensejo para anunciar o “casamento da Rosa de Esperança” em uma reportagem rica em fotografias da ocasião – segundo a revista, cedidas pelos próprios atores à imprensa dos Estados Unidos590.

A partir de 1943, rastreamos o lançamento de outros sete ‘filmes de home front’ no Rio de Janeiro. Em ordem cronológica de estreia: ‘Aço da Mesma Têmpera’ (junho de 1943), ‘Original Pecado’ (outubro de 1943), ‘A Comédia Humana’ (fevereiro de 1944), ‘Mulheres de Ninguém’ (julho de 1944), ‘Papai por Acaso’ (novembro de 1944), ‘Desde que Partiste’ (junho de 1945) e ‘Herói de Mentira’ (junho de 1945).

Nenhuma dessas produções foi alvo de uma campanha publicitária tão grandiosa quanto a de ‘Rosa de Esperança’ ou repetiu mesmo êxito junto aos espectadores brasileiros. Nos Estados Unidos, por outro lado, a maior parte desses títulos alcançou grande repercussão. O que explica tamanha diferença de tratamento? Levantamos quatro considerações que nos parecem essenciais para entender essa conjuntura: duas dizem respeito a considerações mais gerais; outras duas se aplicam a casos específicos.

A primeira consideração de caráter geral que devemos atentar é muito mais uma hipótese e está fundamentada no declínio da importância do Brasil para o bloco dos Aliados. Após as vitórias dos

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1ª JUNTA de Conciliação e Regulamento. A Manhã. Rio de Janeiro, 17 ago. 1943. Justiça do trabalho, p. 6.

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MARTINEZ, Maria Isabel. Bilhetes de Hollywood. Correio da Manhã. Rio de Janeiro: 20 mar. 1943. Films e “Astros”, p. 7; MARTINEZ, Maria Isabel. De Hollywood. Correio da Manhã. Rio de Janeiro, 14 jan. 1944. Teatro e Cinema, p. 9.

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O CASAMENTO da Rosa de Esperança. A Cena Muda. Rio de Janeiro, 19 out. 1943. Nº 42, p. 20-21.

Aliados na África e em Stalingrado, o país perdeu peso na frente de batalha, ao mesmo tempo em que se tornou mais dependente dos Estados Unidos, tanto em questões econômicas, quanto com relação aos planos para a obtenção de uma maior projeção política no cenário internacional pós-guerra. Assim, acreditamos ser provável que tais mudanças tenham diminuído, nos planos de Washington e Hollywood, a relevância da exportação dos ‘filmes de home front’ para o Brasil.

A segunda consideração diz respeito ao interesse dos espectadores com relação à temática ‘guerra’. Uma pesquisa realizada pelo escritório do OCIAA no Brasil em junho de 1942 revelou que produções desse gênero ocupavam o segundo lugar na preferência dos brasileiros, perdendo apenas para tramas ‘de época’591, bem como, assinalou que 70,5% dos entrevistados decidia quais filmes assistir com base no conteúdo da obra, enquanto 29,5% pautavam suas opções nas ‘estrelas’ da produção592

. A predileção pelo assunto declinou rapidamente ao longo da Segunda Guerra Mundial, assim como ocorreu nos Estados Unidos, conforme observamos no capítulo 1. Nesse sentido, não importavam os protagonistas de uma obra: mesmo que atores e atrizes importantes ocupassem os papéis principais de uma obra cinematográfica, não constituíam o principal fator de atração sobre os espectadores brasileiros.

Essa tendência foi previamente assinalada por Cristina Meneguello e Sadlier, autoras que nos forneceram pistas importantes para a elaboração deste trabalho593. Meneguello faz uma observação bastante interessante quanto aos ‘filmes de home front’. Nos Estados Unidos, tais produções se direcionavam a públicos majoritariamente femininos, os quais vivenciavam em seu cotidiano uma situação bastante similar à representada nas telas de cinema. Tal conjuntura favorecia uma maior identificação por parte dos espectadores.

No Brasil, argumenta a autora, ‘estrelas’ eram as os principais chamarizes destas produções, uma vez que elas tratavam de uma

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No documento original, é utilizado o termo “costume”. Optamos por traduzir o termo como “filme de época” uma vez que o relatório se vale de “...E o vento levou” como exemplo da cinematografia desse gênero.THE BRAZILIAN Division. [Memorando] 23 jun. 1942, Rio de Janeiro [para] ROCKEFLLER, Nelson, s/l. 1f. Margaret Herrick Library, Motion Picture Society for the Americas records, File 567.

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Idem.

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realidade muito distante daquela experimentada pelos cidadãos brasileiros. Curiosamente, a pesquisadora se utiliza de ‘Desde que Partiste’ para exemplificar essa situação, todavia, ‘Rosa de Esperança’ é o exemplo mais adequado, uma vez que o primeiro título, mesmo com seu notável elenco e quase três horas de duração, não repetiu o mesmo sucesso da trama protagonizada pela ‘Sra. Miniver’.

Um relatório formulado ao final daquele mesmo ano a respeito da recepção de produções hollywoodianas na cidade de São Paulo revelou que longas-metragens cujas narrativas giravam em torno da luta contra o nazismo haviam “saturado o mercado e entediado o público”. Excetuando-se raras exceções, como ‘Rosa de Esperança’, os filmes eram de baixa qualidade ou demasiado violentos e, em alguns casos, levavam os espectadores a nutrir simpatia pelos fascistas. Para contornar o problema, o documento sugeriu uma diminuição na exportação de títulos com temáticas de ‘política’ ou ‘guerra’, bem como, uma seleção mais cuidadosa dos materiais, pois apesar de o público brasileiro não ser considerado “nem refinado, nem politicamente maduro”, tendia a reagir de maneira negativa diante de cenas de violência594.

A situação acentuou-se nos anos seguinte. Em setembro de 1943, a Variety publicou um artigo destacando que o excesso de “filmes de guerra” no Brasil havia fomentado o desinteresse. Diante da saturação, os espectadores, que preferiam “tramas de aventura e romance”, além de animações595. Em abril de 1944, dois artigos foram publicados por órgãos do conglomerado ‘Diários Associados’ sobre essa mesma questão.

No primeiro, veiculado pelo ‘O Diário de S. Paulo’ no dia 21, Ruy Coelho assinalou logo no parágrafo inicial: “Está crescendo atualmente a repulsa pelos filmes de guerra. Em todos os meios, quando se fala em tais produções, esboçam-se reações de desagrado e aborrecimentos. Já começam a ficar insuportáveis”. Em uma avaliação bastante astuta, o jornalista criticou a postura dos estúdios hollywoodianos, que se valiam do pretexto da propaganda para reciclar velhas fórmulas cinematográficas e oferecer imagens simplistas sobre os rumos do conflito: “além de inferiores sob o ponto de vista artístico, os

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BUREAU of Latin America Research. North American Movies in Brazil. Relatório. Washington, D. C.: 23 dez. 1942, 2f. Margaret Herrick Library, Motion Picture Society for the Americas records, File 567.

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H'WOOD war pix losing interest to Brazilians. Variety. 13 set. 1943. Margaret Herrick Library, Motion Pictures and World War II files, File 144.