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4. DOMÍNIOS ESTRATÉGICOS DE INTERVENÇÃO

4.2. Braga Concelho de Investimento Empresarial

4.2.1| Potenciar a atracção de Empresas no Concelho

4.2.2| Dotar o Concelho de uma nova área de localização empresarial 4.2.3| Modernizar, na medida do possível as Áreas Industriais Existentes 4.2.4| Estimular a Relocalização de Empresas no Espaço Industrial 4.2.5| Fomentar Parcerias e Complementaridades entre Empresas, U.M., C.M.B., Associações Empresariais, Escolas de Formação Profissional, Instituto Ibérico de Nanotecnologia, Empresas T.I.C., etc.

4.2.6| Fomentar o Investimento Turístico

4.2.1| POTENCIAR A ATRACÇÃO DE EMPRESAS NO CONCELHO

O PNPOT, na definição da estratégia e do modelo territorial para Portugal 2025, determina o sector industrial como uma mais valia para o crescimento do PIB, em todas as unidades do Noroeste (à excepção do Porto), e propõe medidas de dinamização da procura de serviços e integração de estratégias de aglomeração e interacção no tecido industrial. Propõe, ainda, o desenvolvimento de serviços orientados para os mercados supra-regionais (actividades turísticas, serviços avançados, serviços à distância com base em tecnologias de informação, formas de tele-trabalho, etc.).51

Paralelamente a um abrandamento das dinâmicas de crescimento urbano, no Concelho, tem-se verificado na gestão urbanística, um sucessivo preterir de implantação de edifícios habitacionais por edifícios de comércio e armazenagem, os denominados “show-rooms”, sobretudo na proximidade das grandes acessibilidades. O plano deverá prever a localização desta nova tipologia no território.

No sentido de potenciar a atracção de empresas no concelho, terão que ser implementadas medidas de incentivo por via regulamentar ou de intervenção directa no território. Assim, após a elaboração da carta de localização empresarial e detecção das potencialidades e debilidades deverá definir-se as medidas de intervenção para efectivação deste propósito. Ao nível regulamentar salienta-se a importância de complementar estas áreas com uma percentagem, a definir, de outros serviços especializados de apoio à actividade empresarial.

Por outro lado, as áreas existentes não deverão ser descuradas, podendo ser alvo de revitalização em termos de acessibilidades, edificado, reorganização de estacionamento, etc.

Para fazer face à incerteza no planeamento, deverá regulamentar-se a implantação de actividades de excepção (ex: turismo, lazer, cultura, etc.) em espaços florestais ou agrícolas, condicionados à sua dimensão, dimensão da área de cultura, COS, índice de implantação e impermeabilização, espaço livre de transição circundante, acessibilidade, etc.

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4.2.2| DOTAR O CONCELHO DE UMA NOVA ÁREA DE LOCALIZAÇÃO EMPRESARIAL

O PNPOT52 enuncia como opção estratégica para a Região Norte, o reordenamento e a qualificação de espaços de localização empresarial, numa “lógica de disponibilização de espaços de qualidade e de concentração de recursos qualificados, para maior atractividade de IDE, de fomento de economias de aglomeração e de densificação das interacções criativas e inovadoras” e a estruturação da “rede de instituições de Ensino Superior, de I&D, Centros Tecnológicos e Áreas de Localização Empresarial tendo em vista consolidar pólos de competitividade articulados pelas novas condições de acessibilidade.”. O concelho tem vindo a ser solicitado para implantação de novas empresas de dimensão relevante e de cluster`s específicos. Através da observação da carta de execução verifica-se uma carência de áreas para este efeito, quer porque as existentes e não ocupadas estão disseminadas pelo território, quer pela dimensão diminuta que apresentam.

Deste modo, será necessário definir uma área com localização estratégica para implantação empresarial, com dimensão relevante, articulada com as áreas existentes (obtendo ganhos de escala), com as empresas TIC patentes no Concelho e com a Universidade.

4.2.3| MODERNIZAR, NA MEDIDA DO POSSÍVEL AS ÁREAS INDUSTRIAIS EXISTENTES

As áreas existentes que assumem um papel importante, nesta matéria, deverão igualmente ser alvo de intervenção. Neste sentido, deverá adoptar-se medidas de acupunctura urbana, relativas à racionalização do estacionamento, da estrutura viária, etc.

4.2.4| ESTIMULAR A RELOCALIZAÇÃO DE EMPRESAS NO ESPAÇO INDUSTRIAL

Reordenar e qualificar os espaços industriais, por oposição ao modelo actual de unidades isoladas, é uma das opções defendidas pelo PNPOT, para o desenvolvimento do território definido para a Região urbano-metropolitana do Noroeste, na qual o Concelho de Braga se integra.53

O incentivo à relocalização de empresas dispersas no território concelhio, tem como mais valia os ganhos obtidos à posteriori, designadamente em termos de ordenamento do território, ambientais, viários, direccionando o tráfego de pesados para vias com capacidade e calibre adequados, etc. Esta aposta pressupõe medidas regulamentares dissuasoras de ampliações, remodelações, reconstruções ou mudança de ramo de actividade nas unidades inseridas em aglomerados urbanos acompanhadas de medidas de incentivo à relocalização.

4.2.5| FOMENTAR PARCERIAS E COMPLEMENTARIDADES ENTRE EMPRESAS, U.M., C.M.B., ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS, ESCOLAS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL, INSTITUTO IBÉRICO DE NANOTECNOLOGIA, EMPRESAS T.I.C., ETC.

O incentivo a este tipo de iniciativas passa pela programação de benefícios inerentes, visando o progresso e o desenvolvimento económico e, ao nível do PDM, a programação do espaço físico onde estas entidades possam coexistir.

4.2.6| FOMENTAR O INVESTIMENTO TURÍSTICO

A aposta nesta vertente, pressupõe um adequado diagnóstico de apoio à definição de áreas de vocação turística (campos de Golfe, parques de diversão, feiras, espectáculos, eventos tradicionais, hotéis, turismo rural, religioso, etc.), versando que o Turismo de qualidade depende da qualidade arquitectónica, urbana e paisagística.

O turismo Rural, poderá constituir uma mais-valia e uma alternativa económica de alguns espaços rurais abandonados ou desaproveitados, pelo que se deveria criar incentivos à sua implementação.

Impõe-se, simultaneamente, a implementação de acções tipo, naqueles grupos que se consideraram de intervenção prioritária pela importância inerente, são esses o “Triângulo turístico” (santuários do Bom Jesus do Monte, Sameiro, Falperra e a Sé), as “Praias Fluviais” e a “Requalificação”.54

As intervenções no “Triângulo Turístico” terão que incidir ao nível da articulação entre os vários espaços religiosos, da requalificação pontual de alguns elementos ou espaços de enquadramento, das acessibilidades, da inter-modalidade e da mobilidade dos turistas. Em relação às “Praias Fluviais”, propõe-se uma maior interacção da Cidade com o Rio Cavado. Em conciliação com a vertente de preservação e requalificação ambiental, deverá melhorar-se a acessibilidade, a integração de modos de transporte alternativos, como por exemplo, a bicicleta e criação de um percurso pedonal e ciclável dotado de áreas de estar/recreio e lazer, adequada integração paisagística dos equipamentos mínimos necessários à sua manutenção, melhor qualidade da água, criação de estacionamento nos locais adequados, arborização, etc. No objectivo “Requalificação”, prevê-se que tenha uma vertente mais abrangente na medida em que aborda um leque maior de equipamentos / edifícios com potencial turístico (revitalização e melhoria das condições no Parque de campismo, reconversão de edifícios/estabelecimentos turísticos, alargamento e melhoria das condições do circuito Vasco Sameiro / KIB – Kartódromo de Palmeira, etc).

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