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1.3.1 Moçambique

Segundo diferentes pesquisas em site ou base de dados, Moçambique localiza-se na costa Leste da África Austral, entre 10° 27ˈ e 26° 57ˈ de Latitudes Sul e 30° 12ˈ e 40° 51ˈ de Longitude Oeste, limitado a norte pela República da Tanzânia, a noroeste pela República de Malawi e Zimbabwe, a leste pelo Canal de Moçambique e Oceano Índico, e a sul e sudoeste pela República da África do Sul e o Reino da Suazilândia. O país estende-se por uma superfície de 799.380 km² (98% de terra firme e 2% de águas interiores).

O clima do país é tropical, caracterizado por duas estações bem distintas: uma estação fria e seca, de maio a setembro, e outra, quente e úmida, entre outubro e abril. A precipitação é mais abundante no Centro e Norte de Moçambique, com valores variando entre 800 a 1200 mm por ano. O Sul do país é geralmente mais seco no interior do que na costa, onde a precipitação anual atinge cerca de 800 mm e diminui até cerca de 300 mm, em Pafuri, na Província de Gaza. As temperaturas médias do ar, em geral, variam entre 25°C e 27°C no verão, e entre 20°C a 23°C, no inverno.

O país possui 11 províncias, sendo:

 No Sul: Maputo - cidade (capital: cidade de Maputo), Maputo - província (capital: Matola), Gaza (capital: Xai-Xai) e Inhambane (capital: Inhambane);  No Centro: Sofala (capital: Beria), Manica (capital: Chimoio), Tete (capital:

Tete) e Zambézia (capital: Quelimane);

 No Norte: Nampula (capital: Nampula), Niassa (capital: Lichinga) e Cabo Delgado (capital: Pemba).

A capital do país chama-se Maputo. O país conta com 128 distritos, os quais subdividem-se em 394 postos administrativos, e estes em 1.042 localidades. O país tem 53 municípios e o sistema político é presidencialista (governo nomeado pelo Presidente da

República). O parlamento tem 250 membros (deputados), designado de Assembleia da República.

A população total do país é de, aproximadamente, 20,5 milhões de habitantes, com 48,4% de homens e 51,6% de mulheres. A maior parte da população vive nas zonas rurais (68,2%), distante das principais vias de comunicação. A densidade demográfica é de 26 hab./km². A taxa de crescimento natural da população é de 2,4% e a de fecundidade é de 5,2 filhos por mulher, em idade fértil. A idade mediana é de 18 anos. A taxa de analfabetismo é de 51,9% (2005), a prevalência de HIV/SIDA é de 16,2% (2005) e a esperança de vida é de 47,9 anos (2008). As principais religiões são católica (a maior) e muçulmana.

A língua oficial é o português. Entretanto, há outras línguas nacionais, da família Bantu1, sendo as principais: XiTsonga, XiChope, BiTonga, XiSena, XiShona, ciNhungwe,

eChuwabo, eMacua, eKoti, eLomwe, ciNyanja, ciYao, ciMaconde e kiMwani.

Figura 1 − Mapa de Moçambique

Fonte: Moçambique (2013)

1 As línguas Bantu formam um ramo do grupo benue-congolês da família nigero-congolesa, com mais de 600

O nome de Moçambique, primeiramente utilizado para a ilha de Moçambique, primeira capital da colônia, teria derivado do nome de um comerciante que lá viveu, Musa Ali

Bik, Mossa Al Bique ou Bem Mussa Mbiki.

Entre o primeiro e o quinto século d.C., ondas migratórias de povos de línguas bantas vieram de regiões oeste e do norte de África, através do vale do rio Zambeze e, depois, gradualmente, seguiram para o planalto e áreas costeiras do país. Esses povos estabeleceram comunidades ou sociedades agrícolas baseadas na criação de gados. Trouxeram consigo a tecnologia para a fabricação de ferro, um metal que usaram para fazer armas, a fim de conquistar povos vizinhos.

O comércio costeiro de Moçambique primeiramente foi dominado por árabes e persas, que tinham estabelecido assentamento até o sul da Ilha de Moçambique. Desde cerca de 1500, os postos e fortalezas comerciais portuguesas acabaram com a hegemonia comercial e militar dos árabes na região, tornando-se portas regulares da nova rota marítima europeia para o oriente.

A viagem de Vasco da Gama em torno do Cabo da Boa Esperança, em 1498, marcou a entrada portuguesa no comércio, política e cultura da região. Os portugueses tentaram legitimar e consolidar a sua posição comercial através da criação dos prazos da Coroa (um tipo de sesmaria), que eram ligados à administração de Portugal.

Durante o século XIX, outras potências europeias, particularmente os britânicos (Companhia Britânica da África do Sul) e os franceses (Madagascar), tornaram-se cada vez mais envolvidas no comércio e na política da região em torno dos territórios da África Oriental Portuguesa.

No início do século XX, os portugueses mudaram a administração de grande parte de Moçambique para grandes empresas privadas – como a Companhia de Moçambique, a Companhia da Zambézia e a Companhia do Niassa −, controladas e financiadas principalmente por britânicos que estabeleceram linhas ferroviárias para países vizinhos. Embora a escravidão tenha sido abolida legalmente em Moçambique, no final do século XIX as companhias promulgaram uma política de trabalho barato − muitas vezes forçado − para africanos, em minas e plantações em colônias britânicas próximas e na África do Sul.

Com ideologias comunistas e anticoloniais espalhando-se por toda a África, muitos movimentos clandestinos foram estabelecidos em favor da independência de Moçambique. A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) iniciou uma campanha de guerrilha contra o governo português em 1964. Este conflito, juntamente com outros dois já iniciados nas

outras coloniais portuguesas de África Ocidental Portuguesa (Angola) e da Guiné Bissau, tornou-se parte da chamada Guerra Colonial Portuguesa (1964-1974).

Após dez anos de guerra e com retorno de Portugal à democracia através de um golpe militar de esquerda em Lisboa, que substituiu o regime do Estado Novo em Portugal por uma junta militar (a Revolução dos Cravos, de Abril de 1974), e na sequência dos Acordos de Lusaka, a FRELIMO assumiu o controle do território moçambicano.

Logo após a independência, o país foi assolado por uma guerra civil longa e violenta entre as forças oposicionistas da Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO) e as forças governamentais lideradas pela FRELIMO.

A nova constituição moçambicana, promulgada em 1990, previa um sistema político multipartidário, uma economia baseada no livre mercado e eleições livres. A guerra civil terminou em 1992 com o Acordo Geral de Paz, que foi mediado pelo Conselho Cristão de Moçambique (CCM), depois assumido pela Comunidade de Santo Egídio. Sob a supervisão das forças de manutenção da paz das

1.3.2 Brasil

Oficialmente República Federativa do Brasil, é o maior país da América do Sul e da região da América Latina, e o quinto maior do mundo em área territorial (equivalente a 47% do território sul-americano) e população (com mais de 201 milhões de habitantes).

É o único país onde se fala majoritariamente a língua portuguesa na América e o maior país lusófono do planeta, além de ser uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas, em decorrência da forte imigração oriunda de variados cantos do mundo.

Delimitado pelo oceano Atlântico a leste, o Brasil tem um litoral de 7.491 km. É delimitado a norte pela Venezuela, Guiana, Suriname e pelo departamento ultramarino Francês da Guiana francesa; a noroeste pela Colômbia; a oeste pela Bolívia e Peru; a sudoeste pela Argentina e Paraguai e ao sul pelo Uruguai. Vários arquipélagos formam parte do território brasileiro, como Fernando de Noronha (o único destes habitado), Atol das Rocas, Arquipélagos de São Pedro e São Paulo e Trindade e Martim Vaz. O país faz fronteira com todos os outros países sul-americanos, exceto Equador e Chile.

O Brasil foi descoberto pelos europeus em 1500, por uma expedição portuguesa liderada por Pedro Álvares Cabral. O território atual do país, então habitado por indígenas ameríndios divididos em alguns milhares de grupos étnicos e linguísticos distintos, a partir de tal evento torna-se uma colônia do império ultramarino. O vínculo colonial foi, de fato,

quebrado em 1808, quando a capital do reino foi transferida de Lisboa para o Rio de Janeiro, depois de tropas francesas comandadas por Napoleão Bonaparte invadirem Portugal.

Figura 2 − Mapa de Brasil