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* Agradecemos a Deyse Maria de Pinho Costa por todo o suporte durante o pro-cesso de construção deste equipamento.

Figura 1. Dimensões gerais da CGMC.

Além disso, por meio de um sistema de rearranjo de paredes retrá-teis, o aparelho pode vir a se transfor-mar em até três caixas de Skinner (atualmente apenas uma está disponí-vel e as outras duas ainda se encon-tram em fase se construção) – cada uma delas dispondo de três barras, um comedouro, um bebedouro, três luzes no painel localizadas em cima de cada uma das barras, além da possibilidade de liberação independente de choque em cada uma das câmaras – ou mes-mo numa Shuttle Box. Uma pequena planta do ambiente experimental e uma fotografia do equipamento são

apresentadas nas Figuras 2 e 3, respec-tivamente.

Os tipos de dispositivos da cai-xa podem ser enumerados e classifica-dos da seguinte maneira:

- Dispositivos de Entrada. Todos os

dispositivos que podem ser aciona-dos por comportamentos do sujeito experimental que são passíveis de mensuração pela CGMC: (1) Barra 1 (2) Barra 2 (3) Barra 3 (4) Roda de atividades (5) Brinquedo de madeira (6) Maravilha ou ninho

(7) Sensores de movimento (3 unid/)

Por intermédio destes dispositi-vos, a CGMC permite o registro dos seguintes tipos de atividades nas quais o sujeito poderá se engajar:

(1) O número de pressões à barra para liberação alimento, medidas pelo fe-chamento do contato de micro-switch – nos esquemas CRF, FR, VR, FI, VI, FT, VT ou outros (bastando para isso pequenas programações adicionais). (2) O número de pressões à barra para liberação de água, medidas através do fechamento do contato de um

micro-switch – nos esquemas CRF, FR, VR,

FI, VI, FT, VT ou outros (bastando para isso pequenas programações adi-cionais).

Figura 2. Diagrama da caixa expe-rimental. Estão ausentes as 3 luzes acima de cada barra, as 2 luzes centrais e os 3 sensores de movimento no teto.

Figura 3. Fotografia da caixa expe-rimental. (Batida de frente)

(3) O número de pressões à barra para fugir/esquivar de choques, medidas pelo fechamento do contato de um

micro-switch – nos esquemas CRF, FR,

VR, FI, VI, FT, VT ou outros (bastando pequenas programações adicionais).

(4) O número de respostas de roer o brinquedo de madeira. Que serão aqui medidas pelo fechamento do contato de qualquer um dos 4 micro-switchs conectados ao aparelho.

(5) O número de voltas completas e-

fetuadas na roda de atividade. Por meio de um Reedswitch que é acionado através de um imã aclopado à roda de atividades.

(6) O tempo de permanência no ambi-ente de maravalha ou ninho – forneci-do pelos sensores de movimento loca-lizados no teto.

(7) A quantidade de tempo na qual o sujeito permanece “ativo” (quantidade de tempo em que os sensores perma-necem ativados por movimentos do rato), fornecido pelos sensores de mo-

vimento localizados no teto.

(8) A quantidade de tempo na qual o sujeito permanece “inativo” (períodos de tempo com duração maior do que 15 segundos sem que os sensores te-nham sido ativados por movimentos do animal), fornecido pelos sensores de movimento localizados no teto.

- Dispositivos de Saída. Todos os

dispo-sitivos pelos quais o experimentador pode liberar estímulos no ambiente experimental:

(1) Luz do Painel 1 - uma lâmpada de 6 watts.

(2) Luz do Painel 2 - uma lâmpada de 6 watts.

(3) Luz do Painel 3 - uma lâmpada de 6 watts.

(4) Som - 7 tipos de sons com regula-dor de volume manual.

(5) Comedouro (6) Bebedouro

(7) Luz do Teto 1 - uma lâmpada de 20 watts que pode ser programada para três diferentes intensidades de luz: desligado, 50% e 100%.

(8) Luz do Teto 2 - uma lâmpada de 20 watts que pode ser programada para três diferentes intensidades de luz: desligado, 50% e 100%.

9) Choque (em fase final de constru-ção) – com liberação independente em cada um dos pisos, com diferentes níveis de intensidades (duração e/ou quantidades de mA).

Nos seus dez anos, o Programa de Pós-Graduação em Psicologia Ex-perimental: Análise do Comportamen-to da PUC/SP formou 135 mestres. Destes, 67 mestres (50%) são atual-mente professores em instituições públicas e privadas, e 34 mestres (25%) prosseguiram pesquisando e já são ou estão estudando para serem doutores. Do total de formados pelo programa, 48 (35%) responderam ao questionário enviado a respeito de atuação profissional, presença em congressos e atividades de pesquisa, o que pode ser um indício de que as pessoas continuam por perto.

Dos respondentes, 79% foram a pelo menos um encontro científico, sendo que 67% apresentaram trabalho em pelo menos um desses encontros. A ABPMC foi o encontro mais fre-qüentado, com 44% de presença em 2007 e 58% em 2008 (deve-se lembrar que em 2007 a ABPMC foi realizada em Brasília, o que pode ter dificultado a presença). E, apesar da grande pre-sença na ABPMC, esse não foi o úni-co enúni-contro científiúni-co prestigiado pe-los mestres do Programa. Dos 48 res-pondentes, 46% foram a pelo menos mais um encontro, num total de 45 encontros diferentes, entre internacio-nais e naciointernacio-nais e de análise do com-portamento ou outros temas.

Pode-se imaginar que esses números

estejam um pouco inflados pela pre-sença de respondentes formados em 2007 e 2008. Mas eles não mudam muito se contabilizarmos apenas os respondentes de 2001 a 2006. Ao in-vés de 35% de respostas em relação ao total formado, teríamos 28% (27 dos 98 mestres), o que parece ser ain-da uma porcentagem relevante. A pro-porção de professores é a mesma en-tre os mesen-tres formados de 2001 a 2006 (50%) e de doutores ou douto-randos também (26%). Desses mes-tres, 81% foram a pelo menos um encontro científico e 67% apresenta-ram pelo menos um trabalho nesses dois anos. Novamente, a ABPMC é o encontro mais prestigiado, com 33% de presença em 2007 e 63% em 2008. Mas, 71% foram a pelo menos mais um encontro científico além da ABPMC.

Em resumo, os números apre-sentados parecem indicar que o Pro-grama de Pós-Graduação em Psicolo-gia Experimental: Análise do Com-portamento da PUC/SP vem forman-do pessoas que continuam a estudar, pesquisar e difundir a análise do com-portamento nacional e internacional-mente. Esse fato provavelmente pode ser motivo de satisfação tanto para os profissionais responsáveis pela forma-ção dos mestres do programa, quanto para os formados por ele.

O que fazem os Mestres formados pelo