Segundo Dixon (2006) as pesquisas sobre o tema ainda são escassas devido à
complexidade e heterogeneidade deste grupo. No entanto o autor afirma que os
processos que alimentam o bullying com alunos surdos são os mesmos processos
que alimentam qualquer tipo de bullying. O que varia é a probabilidade de vários
processos ocorrerem e também o comportamento usado para interpretar5 esses
processos.
Weiner, Day e Galvan (2013), na pesquisa já citada anteriormente, realizaram
uma investigação entre 2007 e 2009 com surdos e ouvintes, com idades entre 3 a 12
anos, em três ambientes escolares diferentes: escolas-residência para surdos;
escolas bilíngues em tempo integral e escolas regulares, onde foi aplicado o
questionário Olweus Bullying Questionnaire (OBQ), com 40 questões de múltipla
escolha, respondido de forma anônima, e cujo foco é a frequência de
comportamentos relacionados ao bullying e seus diferentes tipos. O financiamento
da pesquisa foi realizado por meio de doação da Universidade Gallaudet.
Participaram da pesquisa 392 meninas surdas e 420 meninos surdos, totalizando
812 crianças surdas. O questionário foi oferecido em língua inglesa escrita e também
na língua de sinais americana (WEINER; DAY; GALVAN, 2013, p.337).
Ao serem questionados sobre a frequência com que eram intimidados (duas ou
três vezes ao mês), estudantes surdos, meninas e meninos comparados com
porcentagens nacionais de estudantes ouvintes, sofriam duas a três vezes mais
intimidações por mês do que o grupo de ouvintes.
Outro dado divulgado pelos pesquisadores é o de que crianças surdas
mostravam menos empatia pelos colegas em relação a crianças ouvintes
(CALDERON; GREENBERG, 2003, apud WEINER; DAY; GALVAN, 2013),
comportamento que poderia favorecer o bullying no ambiente escolar. Comparados
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