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Parte Primeira – Introdução (arts. 1° a 11)

Parte Segunda – Dos Órgãos da Justiça Eleitoral (arts. 12 a 41)

Título I – Do Tribunal Superior (arts. 16 a 24) Título II – Dos Tribunais Regionais (arts. 25 a 31) Título III – Dos Juízes Eleitorais (arts. 32 a 35) Título IV – Das Juntas Eleitorais (arts. 36 a 41)

Parte Terceira – Do Alistamento (arts. 42 a 81) Título I– Da Qualificação e Inscrição (arts. 42 a 51)

Capítulo I – Da Segunda Via (arts. 52 a 54) Capítulo II – Da Transferência (arts. 55 a 61) Capítulo III – Dos Preparadores (arts. 62 a 65)

Capítulo IV – Dos Delegados de Partido perante o Alistamento (art. 66)

Capítulo V – Do Encerramento do Alistamento (arts. 67 a 70) Título II – Do Cancelamento e da Exclusão (arts. 71 a 81)

Parte Quarta – Das Eleições (arts. 82 a 233) Título I– Do Sistema Eleitoral (arts. 82 a 86)

Capítulo I – Do Registro dos Candidatos (arts. 87 a 102) Capítulo II – Do Voto Secreto (art. 103)

Capítulo III – Da Cédula Oficial (art. 104)

Capítulo IV – Da Representação Proporcional (arts. 105 a 113)

Título II – Dos Atos Preparatórios da Votação (arts. 114 a 116) Capítulo I – Das Seções Eleitorais (arts. 117 e 118) Capítulo II – Das Mesas Receptoras (arts. 119 a 130) Capítulo III – Da Fiscalização perante as Mesas Receptoras (arts. 131 e 132)

Título III – Do Material para Votação (arts. 133 e 134) Título IV – Da Votação (arts. 135 a 157)

Capítulo I – Dos Lugares da Votação (arts. 135 a 138) Capítulo II – Da Polícia dos Trabalhos Eleitorais (arts. 139 a 141)

Capítulo III – Do Início da Votação (arts. 142 a 145)

Capítulo IV – Do Ato de Votar (arts. 146 a 152)

Capítulo V – Do Encerramento da Votação (arts. 153 a 157) Título V – Da Apuração (arts. 158 a 233)

Capítulo I – Dos Órgãos Apuradores (art. 158) Capítulo II – Da Apuração nas Juntas (arts. 159 a 196)

Seção I – Disposições Preliminares (arts. 159 a 164) Seção II – Da Abertura da Urna (arts. 165 a 168) Seção III – Das Impugnações e dos Recursos (arts. 169 a 172)

Seção IV – Da Contagem dos Votos (arts. 173 a 187) Seção V – Da Contagem dos Votos pela Mesa Receptora (arts. 188 a 196)

Capítulo III – Da Apuração nos Tribunais Regionais (arts. 197 a 204)

Capítulo IV – Da Apuração no Tribunal Superior (arts. 205 a 214)

Capítulo V – Dos Diplomas (arts. 215 a 218)

Capítulo VI – Das Nulidades da Votação (arts. 219 a 224) Capítulo VII – Do Voto no Exterior (arts. 225 a 233)

Parte Quinta – Disposições Várias (arts. 234 a 383) Título I– Das Garantias Eleitorais (arts. 234 a 239) Título II– Da Propaganda Partidária (arts. 240 a 256) Título III– Dos Recursos (arts. 257 a 282)

Capítulo I – Disposições Preliminares (arts. 257 a 264) Capítulo II – Dos Recursos perante as Juntas e Juízos Eleitorais (arts. 265 a 267)

Capítulo III – Dos Recursos nos Tribunais Regionais (arts. 268 a 279)

Capítulo IV – Dos Recursos no Tribunal Superior (arts. 280 a 282)

Título IV – Disposições Penais (arts. 283 a 364) Capítulo I – Disposições Preliminares (arts. 283 a 288) Capítulo II – Dos Crimes Eleitorais (arts. 289 a 354) Capítulo III – Do Processo das Infrações (arts. 355 a 364) Título V– Disposições Gerais e Transitórias (arts. 365 a 383)

Institui o Código Eleitoral. O Presidente da República.

Faço saber que sanciono a seguinte Lei, apro-vada pelo Congresso Nacional, nos termos do art. 4°, caput, do Ato Institucional de 9 de abril de 1964:

Parte Primeira introdução

Art. 1° Este código contém normas destina-das a assegurar a organização e o exercício de direitos políticos precipuamente os de votar e ser votado.

Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral expedirá instruções para sua fiel execução. Art. 2° Todo poder emana do povo e será exercido, em seu nome, por mandatários

esco-lhidos, direta e secretamente, dentre

candida-tos indicados por partidos políticos nacionais, ressalvada a eleição indireta nos casos previs-tos na Constituição e leis específicas.

9 CF/88, art. 1°, parágrafo único: poder exercido pelo povo, por meio de representantes eleitos ou diretamente.

9 CF/88, art. 14, caput: voto direto e secreto; e art. 81, § 1°: caso de eleição pelo Congresso Nacional.

Art. 3° Qualquer cidadão pode pretender investidura em cargo eletivo, respeitadas as condições constitucionais e legais de elegibili-dade e incompatibilidade.

9 CF/88, art. 14, §§ 3° e 8°: condições de elegi-bilidade.

9 CF/88, art. 14, §§ 4°, 6° e 7°, e LC n° 64/1990, art. 1°, com as alterações dadas pela LC n° 135/2010: causas de inelegibilidade. Art. 4° São eleitores os brasileiros maiores de

18 anos que se alistarem na forma da lei.

9 CF/88, art. 14, § 1°, II, c: admissão do alistamen-to facultativo aos maiores de 16 e menores de

18 anos. V., também, segunda nota ao art. 6°, caput, deste código.

Art. 5° Não podem alistar-se eleitores: ƒ CF/88, art. 14, § 2°: alistamento vedado aos

estrangeiros e aos conscritos.

I – os analfabetos;

9 CF/88, art. 14, § 1°, II, a: alistamento e voto facultativos aos analfabetos. Ac.-TSE n° 23.291/2004: este dispositivo não foi recep-cionadopela CF/88.

II – os que não saibam exprimir-se na língua nacional;

ƒ V. Res.-TSE n° 23.274/2010: este dispositivo não foi recepcionado pela CF/88.

III – os que estejam privados, temporária ou definitivamente, dos direitos políticos.

ƒ CF/88, art. 15: casos de perda ou de suspensão de direitos políticos.

Parágrafo único. Os militares são alistáveis desde que oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-marinha, subtenentes ou suboficiais, sargentos ou alunos das escolas militares de ensino superior para formação de oficiais.

ƒ CF/88, art. 14, § 2°: alistamento vedado ape-nas aos conscritos, durante o serviço militar obrigatório; e § 8°: condições de elegibilidade do militar. Res.-TSE n° 15.850/1989: a palavra “conscritos” alcança também aqueles matri-culados nos órgãos de formação de reserva e os médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários que prestam serviço militar inicial obrigatório.

Art. 6° O alistamento e o voto são obrigató-rios para os brasileiros de um e outro sexo, salvo:

ƒ Lei n° 6.236/1975: “Determina providências para cumprimento da obrigatoriedade do alistamento eleitoral”.

ƒ CF/88, art. 14, § 1°, I: alistamento e voto obriga-tórios para os maiores de dezoito anos. CF/88, art. 14, § 1°, II: alistamento e voto facultativos para os analfabetos, para os maiores de se-tenta anos e para os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

I – quanto ao alistamento: a) os inválidos;

ƒ Res.-TSE n° 21.920/2004, art. 1°: alistamento eleitoral e voto obrigatórios para pessoas portadoras de deficiência.

b) os maiores de setenta anos; c) os que se encontrem fora do País; II – quanto ao voto:

a) os enfermos;

b) os que se encontrem fora do seu domicílio; c) os funcionários civis e os militares, em servi-ço que os impossibilite de votar.

Art. 7° O eleitor que deixar de votar e não se justificar perante o Juiz Eleitoral até trinta dias após a realização da eleição incorrerá na multa de três a dez por cento sobre o salário

mínimo da região, imposta pelo Juiz Eleitoral e

cobrada na forma prevista no art. 367. ƒ Caput com redação dada pelo art. 2° da Lei

n° 4.961/1966.

9 Lei n° 6.091/1974, arts. 7° e 16, e Res.-TSE n° 21.538/2003, art. 80, § 1°: prazo de justifi-cação ampliado para sessenta dias; no caso de eleitor que esteja no exterior no dia da eleição, prazo de trinta dias contados de seu retorno ao país.

9 CF/88, art. 7°, IV: vedação da vinculação do salário mínimo para qualquer fim. V. Res.-TSE n° 21.538/2003, art. 85: “A base de cálculo para aplicação das multas previstas pelo Código Eleitoral e leis conexas, bem como das de que trata esta resolução, será o último valor fixado para a Ufir, multiplicado pelo fator 33,02, até que seja aprovado novo índice, em confor-midade com as regras de atualização dos débitos para com a União”. O § 4° do art. 80 da resolução citada estabelece o percentual

mínimo de 3% e o máximo de 10% desse valor para arbitramento da multa pelo não exercício do voto. A Unidade Fiscal de Referência (Ufir), instituída pela Lei n° 8.383/1991, foi extinta pela MP n° 1.973-67/2000, tendo sido sua última reedição (MP n° 2.176-79/2001) con-vertida na Lei n° 10.522/2002, e seu último valor é R$1,0641.

ƒ V. art. 231 deste código.

ƒ Res.-TSE n° 21.920/2004, art. 1°, parágrafo único: “Não estará sujeita a sanção a pessoa portadora de deficiência que torne impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais, relativas ao alista-mento e ao exercício do voto”.

§ 1° Sem a prova de que votou na última elei-ção, pagou a respectiva multa ou de que se justificou devidamente, não poderá o eleitor: I – inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles;

II –receber vencimentos, remuneração, salá-rio ou proventos de função ou emprego públi-co, autárquico ou paraestatal, bem como fun-dações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, corres-pondentes ao segundo mês subseqüente ao da eleição;

III – participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos Estados, dos Ter-ritórios, do Distrito Federal ou dos Municípios, ou das respectivas autarquias;

IV – obter empréstimos nas autarquias, socie-dades de economia mista, caixas econômicas federais ou estaduais, nos institutos e caixas de previdência social, bem como em qualquer estabelecimento de crédito mantido pelo go-verno, ou de cuja administração este participe, e com essas entidades celebrar contratos; V – obter passaporte ou carteira de identidade;

VI – renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;

Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965 Código Eleitoral ƒ Lei n° 6.236/1975: matrícula de estudante.

VII – praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.

§ 2° Os brasileiros natos ou naturalizados, maiores de 18 anos, salvo os excetuados nos

arts. 5° e 6°, n° I, sem prova de estarem

alista-dos não poderão praticar os atos relacionaalista-dos no parágrafo anterior.

ƒ CF/88, art. 12, I: brasileiros natos. ƒ V. quinta nota ao caput deste artigo. 9 V. segunda nota ao art. 6°, caput, deste código. § 3° Realizado o alistamento eleitoral pelo processo eletrônico de dados, será cancelada a inscrição do eleitor que não votar em 3 (três) eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de 6 (seis) meses, a contar da data da última eleição a que deveria ter comparecido.

ƒ Parágrafo acrescido pelo art. 1° da Lei n° 7.663/1988.

ƒ Res.-TSE n° 21.538/2003, art. 80, § 6°: eleitores excluídos do cancelamento.

ƒ Res.-TSE nos 20.729/2000, 20.733/2000 e 20.743/2000: a lei de anistia alcança exclu-sivamente as multas, não anulando a falta à eleição, mantida, portanto, a regra contida nos arts. 7°, § 3°, e 71, V, deste código.

ƒ V. quinta nota ao caput deste artigo. Art. 8°O brasileiro nato que não se alistar até os dezenove anos ou o naturalizado que não se alistar até um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá na multa de três a dez por cento sobre o valor do salário

mínimo da região, imposta pelo Juiz e cobrada

no ato da inscrição eleitoral através de selo

federal inutilizado no próprio requerimento.

ƒ Caput com redação dada pelo art. 3° da Lei n° 4.961/1966.

9 Res.-TSE n° 21.538/2003, art. 16, parágrafo único: inaplicação da multa ao alistando que deixou de ser analfabeto.

9 V. terceira nota ao art. 7°, caput, deste código. 9 A Lei n° 5.143/1966, art. 15, aboliu o imposto do selo. A IN-STN n° 2/2009: “Dispõe sobre a Guia de Recolhimento da União (GRU), e dá outras providências”. A Res.-TSE n° 21.975/2004, que disciplina o recolhimento e a cobrança das multas previstas no Código Eleitoral e leis conexas e a distribuição do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos (Fundo Partidário), determina em seu art. 4° a utilização obrigatória da GRU para recolhi-mento das multas eleitorais e penalidades pecuniárias, assim como doações de pessoas físicas ou jurídicas. Port.-TSE n° 288/2005: “Estabelece normas e procedimentos visando à arrecadação, recolhimento e cobrança das multas previstas no Código Eleitoral e leis conexas, e à utilização da Guia de Recolhi-mento da União (GRU)”.

ƒ Res.-TSE n° 21.920/2004: Art. 1° [...]

Parágrafo único. Não estará sujeita a sanção a pessoa portadora de deficiência que torne impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais, re-lativas ao alistamento e ao exercício do voto. Art. 2° O juiz eleitoral, mediante requerimento de cidadão nas condições do parágrafo único do art. 1° ou de seu representante legal ou procurador devidamente constituído, acom-panhado de documentação comprobatória da deficiência, poderá expedir, em favor do interessado, certidão de quitação eleitoral, com prazo de validade indeterminado. [...]

Art. 3° A expedição da certidão a que se refere o caput do art. 2° não impede, a qualquer tem-po, o alistamento eleitoral de seu beneficiário, que não estará sujeito à penalidade prevista no art. 8° do Código Eleitoral”.

Parágrafo único. Não se aplicará a pena ao não alistado que requerer sua inscrição elei-toral até o centésimo primeiro dia anterior à eleição subseqüente à data em que completar dezenove anos.

ƒ Parágrafo acrescido pelo art. 1° da Lei n° 9.041/1995.

9 Lei n° 9.504/1997, art. 91, caput: termo final do prazo para o eleitor requerer inscrição eleitoral ou transferência de domicílio.

Art. 9° Os responsáveis pela inobservância do disposto nos arts. 7° e 8° incorrerão na multa de 1 (um) a 3 (três) salários mínimos vigentes na Zona Eleitoral ou de suspensão disciplinar até 30 (trinta) dias.

9 V. terceira nota ao art. 7°, caput, deste código. Art. 10. O Juiz Eleitoral fornecerá aos que não votarem por motivo justificado e aos não alistados nos termos dos artigos 5° e 6°, n° I, documento que os isente das sanções legais.

ƒ Res.-TSE n° 21.920/2004, art. 1°, parágrafo úni-co: “Não estará sujeita a sanção a pessoa por-tadora de deficiência que torne impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais, relativas ao alistamento e ao exercício do voto”. O art. 2°, com redação dada pela Res.-TSE n° 22.545/2007, dispõe: “O juiz eleitoral, mediante requerimento de cidadão nas condições do parágrafo único do art. 1° ou de seu representante legal ou procurador devidamente constituído, acom-panhado de documentação comprobatória da deficiência, poderá expedir, em favor do interessado, certidão de quitação eleitoral, com prazo de validade indeterminado”. Art. 11. O eleitor que não votar e não pagar a multa, se se encontrar fora de sua Zona e necessitar de documento de quitação com a Justiça Eleitoral, poderá efetuar o pagamento perante o Juízo da Zona em que estiver.

ƒ Res.-TSE n° 21.823/2004: admissibilidade, por aplicação analógica deste artigo, do “paga-mento, perante qualquer juízo eleitoral, dos débitos decorrentes de sanções pecuniárias de natureza administrativa impostas com base no Código Eleitoral e na Lei n° 9.504/1997, ao qual deve preceder consulta ao juízo de origem sobre o quantum a ser exigido do devedor”.

§ 1° A multa será cobrada no máximo previsto, salvo se o eleitor quiser aguardar que o Juiz da Zona em que se encontrar solicite informações sobre o arbitramento ao Juízo da inscrição.

ƒ V. art. 367, I, deste código e arts. 82 e 85 da Res.-TSE n° 21.538/2003.

§ 2° Em qualquer das hipóteses, efetuado o pagamento através de selos federais inutiliza-dos no próprio requerimento, o Juiz que reco-lheu a multa comunicará o fato ao da Zona de inscrição e fornecerá ao requerente compro-vante do pagamento.

9 V. quarta nota ao art. 8°, caput, deste código. ƒ Res.-TSE nos 21.538/2003, art. 82, e 20.497/1999:

expedição de certidão de quitação eleitoral por juízo de zona eleitoral diversa da inscrição ao eleitor que estiver em débito e, também, ao que estiver quite com as obrigações eleitorais; e Res.-TSE n° 21.667/2004: “Dispõe sobre a utilização do serviço de emissão de certidão de quitação eleitoral por meio da Internet e dá outras providências”.

Parte Segunda doS ÓrgãoS da JuStiça eleitoral ƒ CF/88, art. 121: prescrição da organização

e competência dos tribunais, dos juízes de direito e das juntas eleitorais por lei comple-mentar. Ac.-TSE n° 12.641/1996 e Res.-TSE nos 14.150/1994 e 18.504/1992: o Código Elei-toral foi recepcionado como lei complementar. Art. 12. São órgãos da Justiça Eleitoral:

ƒ CF/88, art. 118.

I – o Tribunal Superior Eleitoral, com sede na Capital da República e jurisdição em todo o País;

II – um Tribunal Regional, na capital de cada Estado, no Distrito Federal e, mediante

propos-ta do Tribunal Superior, na capipropos-tal de Território;

9 CF/88, art. 120, c.c. o art. 33, § 3°: instituição de órgãos judiciários nos territórios federais. III –Juntas Eleitorais;

IV – Juízes Eleitorais.

Art. 13. O número de Juízes dos Tribunais Regionais não será reduzido, mas poderá ser elevado até nove, mediante proposta do Tri-bunal Superior, e na forma por ele sugerida.

ƒ CF/88, art. 96, II, a: proposta de alteração do número de membros. CF/88, art. 120, § 1°:

Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965 Código Eleitoral composição dos tribunais regionais. V.,

tam-bém, art. 25 deste código.

Art. 14. Os Juízes dos Tribunais Eleitorais, salvo motivo justificado, servirão obrigatoria-mente por dois anos, e nunca por mais de dois biênios consecutivos.

ƒ CF/88, art. 121, § 2°.

ƒ Res.-TSE n° 20.958/2001: dispõe sobre “Instruções que regulam a investidura e o exercício dos membros dos tribunais eleitorais e o término dos respectivos mandatos”: essa resolução disciplina inteiramente o assunto tratado na Res.-TSE n° 9.177/1972. Res.-TSE n° 9.407/1972, alterada pela Res.-TSE nos 20.896/2001 e 21.461/2003: aprova os formulários através dos quais deverão ser prestadas as informações a que se refere o art. 12 da Res.-TSE n° 9.177/1972.

§ 1° Os biênios serão contados, ininterrupta-mente, sem o desconto de qualquer afasta-mento, nem mesmo o decorrente de licença, férias, ou licença especial, salvo no caso do § 3°.

§ 2° Os Juízes afastados por motivo de licen-ça, férias e licença especial, de suas funções na Justiça comum, ficarão automaticamente afastados da Justiça Eleitoral pelo tempo cor-respondente, exceto quando, com períodos de férias coletivas, coincidir a realização de eleição, apuração ou encerramento de alista-mento.

§ 3° Da homologação da respectiva Conven-ção partidária, até a apuraConven-ção final da eleiConven-ção, não poderão servir como Juízes nos Tribunais Eleitorais, ou como Juiz Eleitoral, o cônjuge, parente consangüíneo legítimo ou ilegítimo, ou afim, até o segundo grau, de candidato a cargo eletivo registrado na circunscrição.

ƒ Lei n° 9.504/1997, art. 95: juiz eleitoral como parte em ação judicial.

ƒ Res.-TSE n° 22.825/2008: impedimento de membro de tribunal regional eleitoral para desempenhar função eleitoral perante cir-cunscrição em que houver parentesco com candidato a cargo eletivo.

§ 4° No caso de recondução para o segundo biênio, observar-se-ão as mesmas formalida-des indispensáveis à primeira investidura.

ƒ Parágrafos 1° ao 4° acrescidos pelo art. 4° da Lei n° 4.961/1966, sendo o § 4° correspondente ao primitivo parágrafo único.

Art. 15. Os substitutos dos membros efetivos dos Tribunais Eleitorais serão escolhidos, na mesma ocasião e pelo mesmo processo, em número igual para cada categoria.

ƒ CF/88, art. 121, § 2°.

TíTulo I

Do TrIbuNAl SuPerIor

Art. 16. Compõe-se o Tribunal Superior Eleitoral:

ƒ CF/88, art. 119, caput: composição mínima de 7 (sete) membros. V., ainda, nota ao art. 23, VI, deste código.

I –mediante eleição, pelo voto secreto: a) de três Juízes, dentre os Ministros do Supre-mo Tribunal Federal; e

ƒ CF/88, art. 119, I, a.

b) de dois Juízes, dentre os membros do

Tribu-nal Federal de Recursos;

9 CF/88, art. 119, I, b: eleição dentre os ministros do Superior Tribunal de Justiça.

II – por nomeação do Presidente da Repúbli-ca de dois dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal.

ƒ CF/88, art. 119, II.

ƒ Ac.-STF, de 6.10.94, na ADI-MC n° 1.127: ad-vogados membros da Justiça Eleitoral não estão abrangidos pela proibição de exercício da advocacia contida no art. 28, II, da Lei n° 8.906/1994 (EOAB).

§ 1° Não podem fazer parte do Tribunal Superior Eleitoral cidadãos que tenham entre si parentesco, ainda que por afinidade, até o quarto grau, seja o vínculo legítimo ou

ilegítimo, excluindo-se neste caso o que tiver sido escolhido por último.

§ 2° A nomeação de que trata o inciso II deste artigo não poderá recair em cidadão que ocupe cargo público de que seja demissível ad

nutum; que seja diretor, proprietário ou sócio

de empresa beneficiada com subvenção, privilégio, isenção ou favor em virtude de contrato com a administração pública; ou que exerça mandato de caráter político, federal, estadual ou municipal.

ƒ Incisos I e II e §§ 1° e 2° com redação dada pelo art. 1° da Lei n° 7.191/1984.

Art. 17. O Tribunal Superior Eleitoral elegerá para seu Presidente um dos Ministros do Su-premo Tribunal Federal, cabendo ao outro a Vice-Presidência, e para Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral um dos seus membros.

9 CF/88, art. 119, parágrafo único: eleição do presidente e do vice-presidente; eleição do corregedor-geral dentre os ministros do Superior Tribunal de Justiça. § 1° As atribuições do Corregedor-Geral serão fixadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

ƒ Res.-TSE n° 7.651/1965: “Instruções que fixam as atribuições do corregedor-geral e dos corre-gedores regionais da Justiça Eleitoral”. Res.-TSE n° 21.329/2002: “Aprova a organização dos serviços da Corregedoria-Geral da Justiça Elei-toral, define a competência das unidades e as atribuições dos titulares de cargos e funções”. ƒ Res.-TSE n° 21.372/2003: “Estabelece rotina

para realização de correições nas zonas elei-torais do país”.

§ 2° No desempenho de suas atribuições, o Corregedor-Geral se locomoverá para os Estados e Territórios nos seguintes casos: I – por determinação do Tribunal Superior Eleitoral;

II – a pedido dos Tribunais Regionais Eleito-rais;

III – a requerimento de partido deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral;

IV – sempre que entender necessário. § 3° Os provimentos emanados da Correge-doria-Geral, vinculam os Corregedores Regio-nais, que lhes devem dar imediato e preciso cumprimento.

Art. 18. Exercerá as funções de Procu-rador-Geral, junto ao Tribunal Superior Elei-toral, o Procurador-Geral da República,

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