Na reunião extraordinária do CAFI realizada a 17 de junho de 2015 foi decidido que não seriam incluídas mais propostas de projetos no ano fiscal de 2016, devendo ao invés incidir-se nos projetos atuais. Isto inclui a construção de novos edifícios de trabalho para várias agências governamentais que se encontram em fase de preparação e desenho.
Devido a esta decisão não serão concluídas avaliações de novos projetos. Cada linha ministerial será informada no sentido de fornecer mais informações relativamente aos projetos
propostos, de modo a possibilitar uma melhor avaliação no ano fiscal de 2016 e a permitir assim a respetiva inclusão no ano fiscal de 2017.
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REUNIÃO DO CAFI
O CAFI é o órgão executivo do Governo responsável pela implementação dos projetos financiados pelo FI, reunindo-se várias vezes durante um determinado ano fiscal. O objetivo destas reuniões é atualizar as partes sobre o progresso realizado em cada projeto financiado pelo FI, bem como discutir e resolver as diversas questões que surgem durante a implementação de um projeto.
Durante o segundo trimestre do ano fiscal de 2015 o CAFI reuniu-se por cinco vezes, mais concretamente duas reuniões ordinárias e três extraordinárias. Estas reuniões, que tiveram lugar entre abril e junho de 2015, resultaram em várias decisões e resoluções que afetam positivamente a implementação dos projetos do FI. A tabela seguinte resume cada reunião do CAFI realizada durante o período de reporte.
Tabela 27.1. Resumo das Reuniões do CAFI durante o Período de Reporte
Data da Reunião Tipo de Reunião
Segunda-feira, 13 de abril de 2015 Ordinária
Sexta-feira, 24 de abril de 2015 Ordinária
Quinta-feira, 21 de maio de 2015 Extraordinária
Terça-feira, 9 de junho de 2015 Extraordinária
Quarta-feira, 17 de junho de 2015 Extraordinária
O Anexo 1 contém informações detalhadas sobre cada reunião do CAFI durante o período de reporte, incluindo as respetivas agendas, decisões tomadas e listas de participantes.
28 UNIDADE BASE DE DADOS E TI
No final de 2014 a Unidade Base de Dados e TI conduziu a tarefa regular de manter todos os registos eletrónicos de Pagamentos do Fundo de Infraestruturas através da compilação dos documentos recebidos a cada dia. No ano fiscal de 2015 o SGP passará a beneficiar de forma plena da base de dados e dos sistemas de informações para assim poder gerir melhor o projeto financiado pelo FI. A figura seguinte mostra os resultados no primeiro trimestre de 2015. Figura 28.1. Exemplo das informações prestadas no sistema de base de dados e TI
29 DESAFIOS
Em geral os desafios enfrentados pela maior parte das instituições e empresas privadas implementadoras prendem-se com falta de capacidade a nível de planeamento adequado de projeto, falta de pessoal experiente e dedicado e falta de profissionais qualificados para desempenhar os trabalhos e serviços de acordo com procedimentos, especificações e requisitos técnicos acordados.
Parece haver também uma falta generalizada de disciplina na condução dos trabalhos por parte dos empreiteiros. Muitos projetos arrancaram antes da emissão dos respetivos Avisos para Avançar (APA) e/ou sem preparação, planeamento e aprovisionamento adequados, o que conduz a atrasos na implementação dos projetos. A conclusão dos planos e dos desenhos antes do início dos trabalhos físicos é uma obrigação vital dos empreiteiros que nem sempre é cumprida.
A lentidão na implementação dos progressos tem várias razões:
A preparação de acordos contratuais, incluindo as condições contratuais, deve ser feita em coordenação e consulta plenas com instituições governamentais relevantes, como sejam a instituição tributária e a instituição jurídica, a fim de garantir que os contratos cumprem com as leis vigentes no país. Caso contrário haverá impactos a nível de atrasos de pagamentos e acumulação de trabalhos físicos, e a qualidade dos produtos prestados ressentir-se-á.
As emendas contratuais devem cumprir as leis de aprovisionamento, as leis financeiras ou o direito internacional aceitável em Timor-Leste, de modo a evitar irregularidades.
A falta de conhecimentos sobre procedimentos legais e a falta de assessores jurídicos estão a criar dificuldades ao processo global de gestão de projetos e execução orçamental.
Ausência ou inadequação de planeamento e calendarização pré-construção. As instituições governamentais relevantes e os consultores de supervisão devem insistir em reuniões de pré-mobilização para cada projeto, a fim de garantir que o empreiteiro preparou planos e calendários adequados para a realização dos trabalhos de acordo com o contrato.
Provisão inadequada de pessoal técnico capaz por parte dos empreiteiros, a fim de conduzir estudos de verificação e construção (a colocação temporária de inspetores é prática comum, porém não é suficiente para garantir que as obras são concluídas com qualidade e de forma atempada).
Falta de coordenação entre instituições relevantes e falta de ligação e sequenciação e programas a nível de sector, programa e projeto: um exemplo disto é a melhor forma de sequenciar o Plano Geral de Escoamento e a preparação do Plano Urbano de Díli.
É igualmente importante garantir que os trabalhos de monitorização são sempre desempenhados por engenheiros capazes e que os materiais e os trabalhos estão de acordo com as especificações estipuladas no contrato e nos desenhos.
Estas lacunas dão azo a risco de que os trabalhos tenham má qualidade ou não sejam concluídos de forma atempada. É necessário tomar medidas para mitigar estes riscos e melhorar a qualidade e o desempenho dos trabalhos. Isto inclui garantias em como o cliente/Governo emprega pessoal devidamente qualificado, bem como consultores para a supervisão do projeto de modo a apoiar os ministérios operacionais até que passe a haver capacidade nacional para assegurar que os projetos são construídos de acordo com especificações antes da aprovação da libertação das verbas. Também as empresas privadas precisam desenvolver ações semelhantes.