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Métodos Tradicionais e

Modernos de Organização do Treinamento Desportivo

A partir da perspectiva do saber fazer, neste capítulo você terá os seguintes objetivos de aprendizagem:

3 Descrever os métodos relativos ao Treinamento Desportivo.

3 Analisar os métodos relativos ao treinamento desportivo.

Teoria do Treinamento Desportivo

Métodos Tradicionais e Modernos de Organização do Treinamento Desportivo Capítulo 3

Contextualização

Neste capítulo, nosso objetivo é descrever os métodos relativos ao Treinamento Desportivo e analisar os métodos relativos ao treinamento desportivo.

Entramos em uma parte mais voltada ao treinamento, falando diretamente sobre os métodos utilizados em um programa de aperfeiçoamento técnico e físico para, no capítulo seguinte, darmos ênfase às questões fisiológicas sobre força, velocidade, flexibilidade e resistência.

Treinar um atleta não é simplesmente fazer com que ele percorra 200 metros ou que nade 100, ou ainda que arremesse 50 bolas na cesta. Treinar um atleta é fazer com ele aproveite cada exercício para seu crescimento e aprendizado. Tudo tem de ser bem estruturado, pensado da melhor forma possível, a fim de evitar lesões e cometer os menores erros possíveis. Por isso, a seguir, apresentaremos os métodos de preparação desportiva.

Modelos

Os modelos de treinamento surgiram na Grécia antiga, em que se acreditava na transformação do indivíduo num perfeito desportista.

Os atletas eram submetidos a treinamentos intensos, que duravam meses.

Nesse período já se podia perceber a divisão do processo de treinamento de quatro dias, similar a um microciclo, mesociclo ou macrociclo. A carga utilizada no primeiro dia era leve, se intensificava no segundo dia. No terceiro dia, eram utilizadas cargas médias em

exercícios de curta duração, e o quarto dia era reservado para exercícios suaves.

a) O modelo tradicional

Este modelo também é chamado de moderno, foi introduzido por volta dos anos 1950 por Matveiev. Ele aprofundou e atualizou os conhecimentos apresentados até os anos 1950, com alguns pressupostos, como:

Alguns autores trazem como Matveiev e outros como Matveev.

No entanto, é o mesmo autor.

Os modelos de treinamento

surgiram na Grécia antiga, em que se acreditava na transformação

do indivíduo num perfeito desportista.

Teoria do Treinamento Desportivo

a) afirma que as condições climáticas são fatores determinantes na periodização do treinamento desportivo;

b) entende que o calendário de competições influi na organização do processo de treinamento; c) argumenta que as leis biológicas devem servir como base para a periodização no treinamento; d) propõe que a unidade de formação especial e geral do desportista deve ser respeitada; e) demonstra que o caráter contínuo do processo de treinamento deve combinar sistematicamente carga e recuperação; f) defende o aumento progressivo e máximo dos esforços de treinamento [...]

(GOMES, 2002, p. 142).

Após críticas de outros especialistas, Matveev revisa seus estudos, e utiliza-se de alguns princípios. O primeiro deles fala da unidade entre preparação geral e especial do atleta. De acordo com Gomes (2002, p. 144), o princípio leva em conta “a indissolubilidade entre preparação geral e especial; a interdependência dos conteúdos (o conteúdo da preparação especial do atleta depende dos pressupostos criados pela preparação geral); e a necessidade de dividir o treino em preparação geral e especial.”

O segundo princípio diz respeito à dinâmica da carga de treinamento, ou seja, o atleta deve ser submetido a treinamentos específicos em volumes aceitáveis. O terceiro princípio faz relação com os parâmetros da forma desportiva e a estrutura dos macrociclos de treinamento, pois estes sofrem modificações profundas, tendo em vista que há mudanças nos calendários de competições, levando o atleta a participar de vários eventos, modificando todo o sistema de planejamento.

Após esse período, surgiu o sistema conhecido como pêndulo, em que o treinamento é dividido em dois microciclos, o principal e o regulador. Os microciclos principais têm como função o aperfeiçoamento das capacidades do atleta. Por sua vez, os microciclos reguladores têm como objetivo recuperar as capacidades do atleta e aumentar a preparação física.

Outro sistema que surgiu é o modelo de adaptação biológica, em que as cargas de treinamento são distribuídas de forma ondulatória, alternando volume e intensidade, sem baixar de 80% da carga máxima.

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b) Modelos contemporâneos

Os modelos contemporâneos receberam grande contribuição dos modelos tradicionais, gerando uma evolução no aspecto qualitativo, dando início a propostas para cada modalidade.

De acordo com Gomes (2002, p. 145),

os estudos demonstram que, definitivamente, o raciocínio científico da periodização do treinamento desportivo deve respeitar os desportos em suas dimensões específicas no que se refere ao sistema de competição. No início,

os planos modernos de treinamento passaram a exigir uma metodologia idealizada separadamente para os desportos individuais e para os coletivos.

Sendo assim, surgem ideias sobre o respeito ao sistema energético em que a modalidade está inserida. Destaca-se também a biomecânica

do gesto motor utilizado em cada modalidade, referindo-se a um trabalho cíclico ou acíclico. E leva-se em conta também o aspecto psicológico inerente a cada modalidade.

Dessa forma, os modelos contemporâneos levam em consideração alguns aspectos, como

a individualização das cargas de treinamento justificada pela capacidade individual de adaptação do organismo; a concentração das cargas de treinamento da mesma orientação em períodos de curta duração e a necessidade de conhecer profundamente o efeito que produz cada tipo de carga de trabalho e sua distribuição no ciclo médio de treinamento (mesociclo); o desenvolvimento consecutivo de capacidades, utilizando o efeito residual de cargas já trabalhadas; a ênfase no trabalho específico de treinamento. As adaptações necessárias para o desporto moderno só são possíveis com a realização na prática de cargas especiais (GOMES, 2002, p.

145).

Surgem então outros estudos, que utilizam os conceitos citados acima para que sejam desenvolvidas outras metodologias.

Uma delas pertence ao professor Verkhoshanski, que não faz uso de conceitos de planejamento, uma vez que defende que o sistema deve ser baseado em conceitos de programação, organização e controle. Conforme Gomes (2002, p. 146),

Os modelos contemporâneos receberam grande

contribuição dos modelos tradicionais, gerando uma

evolução no aspecto qualitativo, dando início a propostas

para cada modalidade.

A biomecânica do gesto motor utilizado em cada

modalidade, referindo-se a um trabalho cíclico ou

acíclico.

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a programação é compreendida por uma primeira determinação da estratégia, do conteúdo e da forma de estruturar o processo de treinamento. A organização trata-se da realização prática do programa, considerando-trata-se as condições reais e as possibilidades concretas do desportista.

O controle seriam os critérios estabelecidos previamente com o objetivo de informar periodicamente o nível de adaptação apresentado pelo desportista.

Verkhoshanski ainda propõe um método programado, iniciando com a utilização de tarefas concretas, com as etapas de treinamento durando de 3 a 5 meses de preparação, seguidas de programas de treinamentos e de competições.

c) Modelo de treinamento em bloco

Este modelo também proposto por Verkhoshanski tem como base a divisão das cargas concentradas ao longo do ciclo anual.

Esse ciclo tem como base uma estrutura de 52 semanas, divididos em blocos. No bloco A, se objetiva um maior volume de toda a temporada, levando em conta os níveis da temporada anterior e preparando para a temporada atual.

Geralmente, o bloco A dura em torno de 12 semanas, e tem como objetivo preparar o aparelho locomotor, com exercícios de musculação, exercícios para aumento do impulso nervoso, com exercícios de força rápida e treinamento de cargas mistas na musculação. No bloco A também se deve aumentar a influência das cargas no organismo, tendo em vista que o volume ainda continua alto.

No bloco B, que tem duração aproximada de dois e meio a três meses, devem ser levados em conta exercícios para que o volume seja diminuído, permitindo o desenvolvimento das capacidades competitivas, preparando o atleta para o bloco C, em que estão distribuídas as principais competições.

Com isso, podemos perceber que o modelo de blocos possui uma concentração de cargas, principalmente com grande volume no bloco A.

d) Modelo integrador

Modelo proposto por Bondarchuk, que divide a temporada em três fases, desenvolvimento, manutenção e descanso. Ele verificou, então, que cada atleta atinge sua melhor forma em momentos diferentes.

Métodos Tradicionais e Modernos de Organização do Treinamento Desportivo Capítulo 3

O planejamento deve ser fundamentado na resposta adaptativa do organismo de cada atleta, sendo que em atletas de alto nível o pico do desempenho pode ser atingido entre 2 a 8 meses, dependendo do grau de treinamento, da idade, entre outros fatores.

e) Modelo de cargas seletivas

Este modelo tem como objetivo atender o calendário dos desportos coletivos, em especial o futebol, que possui campeonatos longos, com número excessivo de jogos, o que ocasiona uma dificuldade na distribuição das cargas.

No modelo de cargas seletivas, é dada ênfase principalmente para a velocidade. O ciclo anual dura em torno de 52 semanas, dividido em duas etapas de igual divisão, ou seja, 26 semanas.

Atividade de Estudos:

1) Quais as principais características dos modelos tradicional, contemporâneo, de treinamento em bloco, integrador e de cargas seletivas?

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Teoria do Treinamento Desportivo

A preparação do Desportista

O método de preparação desportiva está intimamente ligado aos objetivos pretendidos pelo atleta e pela equipe a que ele representa. Ou seja, para cada parte do sistema de treinamento de um atleta, existe uma composição de métodos.

A preparação do atleta depende de uma especificidade, que pressupõe uma orientação predominante de como o aperfeiçoamento das capacidades locomotoras do organismo humano sofrem influências. Para um melhor entendimento dos métodos, teremos como base Gomes (2002).

O método de influência prática programado tem como característica uma programação que se constitui como uma condição indispensável de influência, sendo orientada a partir de meios de treinamento que contribuem para uma melhor solução das tarefas de preparação. Qualquer dos métodos utilizados tem graus de programação determinados, variando apenas alguns parâmetros.

Os exercícios do método programado apresentam uma grande diversidade.

Cada um dos métodos apresenta também um conteúdo de caráter específico.

Cada método apresenta uma série de variáveis que podem ser utilizadas à medida que as exigências das tarefas motoras vão crescendo.

Os métodos de ensino da técnica de ações motoras são caracterizados por enfoques metodológicos do ensino da técnica das ações, o integral e o dividido. O método de ensino integral caracteriza um estudo da técnica das ações motoras numa única vez, com um caráter integral. A principal vantagem deste método é que a técnica da atividade motora pode ser assimilada à interação permanente de suas fases, de forma integral. O método apresenta algumas dificuldades, como aplicar o método no ensino das ações motoras complexas; na correção de erros; em prestar atenção seletiva ao aperfeiçoamento de certos elementos das ações motoras; e o rápido cansaço do atleta resultante da múltipla repetição dos exercícios.

Esse método pode ser utilizado na fase inicial da aprendizagem das ações motoras que são relativamente fáceis em relação à técnica. O método pode ser utilizado com algumas variantes, como a execução repetida da ação motora com um aperfeiçoamento dos elementos e dos detalhes; com a repetição múltipla da ação motora, objetivando sua consolidação; com execução em condições crescentes que se aproximam da realidade das competições; e com a execução em condições complexas, como com muito cansaço, com presença do adversário Os métodos de

ensino da técnica de ações motoras são caracterizados

por enfoques metodológicos do ensino da técnica das

ações, o integral e o dividido.

Métodos Tradicionais e Modernos de Organização do Treinamento Desportivo Capítulo 3

ou em condições climáticas adversas.

O método de ensino dividido pode ser representado por uma divisão da atividade motora em fases independentes, que podem ser aprendidas de modo autônomo e unidas posteriormente. Como aspecto positivo, o método tem a possibilidade de concentrar a atenção dos atletas de modo mais completo. É dada ênfase aos componentes da técnica, porém excluindo as repetições das partes e das fases ainda não assimiladas, evitando erros estáveis (característica do método integral).

Uma deficiência é que não deve ser aplicada em casos em que a ação motora não pode ser dividida, como nos saltos na ginástica ou no chute na bola. Como variantes desse método, é possível destacar o estudo separado dos elementos da ação para depois ligá-los ao movimento total; uma gradativa ligação entre os elementos da técnica da ação motora; o destaque dos elementos da ação motora em curto período de tempo; e o aperfeiçoamento das ações motoras sob a forma de exercícios.

O método de treino das capacidades motoras tem como característica exercícios que podem ser executados no regime contínuo ou intervalado. Cada uma dessas variantes pode se caracterizar por parâmetros variáveis ou constantes do exercício.

O método de exercício de carga permanente se caracteriza pela reprodução da ação motora na composição contínua em intervalos relativamente constantes de descanso, “corridas de 60 metros, repetidas com velocidade próxima à do limite e com intervalo de 10 minutos de descanso” (GOMES, 2002, p. 61). Ou, de trabalho contínuo,

“como nadar 30 minutos no mesmo ritmo ou até mesmo a união dos métodos dependendo do objetivo almejado” (GOMES, 2002, p. 61).

Figura 1 – Método de exercício de carga permanente

Fonte: Gomes (2002, p. 61).Volume ( V ) Frequência

Cardiaca ( FC )

O método de treino das capacidades motoras tem como

característica exercícios que podem ser executados no regime contínuo

ou intervalado.

Cada uma dessas variantes pode se caracterizar por parâmetros variáveis ou constantes do

exercício.

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O método de exercício de carga crescente tem os exercícios alterados durante a execução, de modo que o volume da influência do treino sobre o organismo sofra aumentos, como o “levantamento de peso com a elevação progressiva de carga em cada tentativa, elevação da velocidade em cada trecho de corrida, de natação ou redução do período dos intervalos de descanso” (GOMES, 2002, p.

61).

Figura 2 – Método de Exercício de Carga Crescente

Fonte: Gomes (2002, p. 63).

O método de exercício de carga decrescente é semelhante ao método de carga crescente, porém com a influência do treinamento sobre o organismo sofrendo diminuição, como “pedalar a bicicleta iniciando com ritmos fortes e diminuir a velocidade a cada novo esforço ou a cada determinada distância”

(GOMES, 2002, p. 63).

Figura 3 – Método de Exercício de Carga Decrescente

Fonte: Gomes (2002, p. 63).

O método de exercício de carga permanente e decrescente tem as cargas de exercícios iniciadas de forma permanente e com posterior decréscimo como, por exemplo, “um atleta do remo que realiza 30 minutos de trabalho na zona glicolítica com frequência cardíaca de 180 bpm e mais 30 minutos, diminuindo o ritmo a cada 10 minutos, terminando o trabalho na zona aeróbia de recuperação”

Volume ( V ) Frequência

Cardiaca ( FC )

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Cardiaca ( FC )

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Figura 4 – Método de Exercício de Carga Permanente e Decrescente

Fonte: Gomes (2002, p. 63).

O método de exercício de carga permanente e crescente é semelhante ao de carga permanente e decrescente, porém, após o momento constante, se torna mais forte. Por exemplo, “um lutador de boxe realiza cinco séries de um minuto de combate com pausa de dois minutos; na sequência, passa a aumentar o tempo de combate a cada novo momento de esforço” (GOMES, 2002, p. 64).

Figura 5 – Método de Exercício de Carga Permanente e Crescente

Fonte: Gomes (2002, p. 64).

O método de exercício de carga crescente e permanente tem como característica um crescimento e, em determinado momento, se estabiliza. Como por exemplo,

no exercício em ciclo ergômetro, inicia-se com a carga de um minuto e, a cada dois minutos, aumenta-se a carga até completar dez minutos; depois, estabiliza-se a carga e trabalha-se até aparecer o cansaço suficiente que afeta de forma negativa a ação motora concreta (GOMES, 2002, p. 64).

Volume ( V ) Frequência

Cardiaca ( FC )

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Cardiaca ( FC )

Teoria do Treinamento Desportivo

Figura 6 – Método de exercício de carga crescente e permanente

Fonte: Gomes (2002, p. 64).

O método de exercício de carga decrescente e crescente se caracteriza por um início com carga alta, que vai decrescendo, passando a crescer novamente.

Por exemplo, “em cada treinamento tático de defesa no handebol, inicia-se com séries de quatro minutos de trabalho e vai-se diminuindo para três, dois e um e, depois, volta-se a acrescer o tempo de trabalho; o mesmo pode ser realizado nos trabalhos contínuos” (GOMES, 2002, p. 64).

Figura 7 – Método de exercício de carga decrescente e crescente

Fonte: Gomes (2002, p. 64).

O método de exercício de carga crescente e decrescente se caracteriza por um início de forma lenta, crescendo até atingir o nível objetivado no treinamento, e na sequência passa a diminuir a carga, propiciando uma boa recuperação metabólica, ou seja, “inicia-se o treinamento de triatletas na corrida com carga lenta até atingir o limiar anaeróbio; depois, o ritmo deve cair com o objetivo de recuperar a produção lática na corrente sanguínea” (GOMES, 2002, p. 65).

Volume ( V ) Frequência

Cardiaca ( FC )

Volume ( V ) Frequência

Cardiaca ( FC )

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Figura 8 – Método de Exercício de Carga Crescente e Decrescente

Fonte: Gomes (2002, p. 65).

O método de exercício de carga variável tem como característica uma carga variada de forma permanente, ou crescente e decrescente, permitindo ao treinador criar situações aproximadas de competição, resultando numa performance de alto nível.

Figura 9 – Método de Exercício de Carga Variável

Fonte: Gomes (2002, p. 65).

De acordo com Gomes (2002, p. 65),

os métodos abordados não abrangem toda a multifuncionalidade dos meios de solução das tarefas de preparação dos atletas. Na prática, tem-se utilizado largamente diversas variantes de combinação dos métodos, ou seja, os chamados “métodos combinados”. A estruturação dos treinos com base em métodos combinados permite frequentemente resolver com mais sucesso as tarefas de preparação, pois isso tem ampliado as possibilidades de prescrição dos exercícios (grifos do autor).

Volume ( V ) Frequência

Cardiaca ( FC )

Volume ( V ) Frequência

Cardiaca ( FC )

Teoria do Treinamento Desportivo

O método competitivo é realizado a partir de atividades que simulem as competições.

A competição é a expressão mais brilhante do método competitivo, que possui uma esfera muito ampla de aplicação e pode ser utilizado em qualquer modalidade com base nos exercícios físicos (GOMES, 2002, p. 65).

O método competitivo representa a mobilização máxima das potencialidades físicas e psíquicas do atleta. A simulação cria condições emocionais favoráveis ao atleta, acirrando a rivalidade, favorecendo mudanças funcionais no organismo do atleta.

A parte deficitária do método competitivo fica a cargo da limitação de uma direção por parte do atleta no processo de execução do exercício em forma competitiva, em especial na dificuldade de dosagem e controle das cargas.

O método competitivo “aplica-se com o objetivo de resolver diversas tarefas de preparação dos atletas, assegurando a influência complexa (conjugada) sobre diferentes aspectos de preparação e, por isso, é de grande eficiência na etapa de aperfeiçoamento desportivo”

(GOMES, 2002, p. 66).

O método de jogo não é realizado apenas com os jogos mais tradicionais, como voleibol ou futebol, mas representa uma ampla variedade de formas e meios para a realização. Uma das principais particularidades do método de jogo é desenvolver a atividade locomotora do atleta. A base do desenvolvimento está em proporcionar situações imaginárias de vida, ou seja, os jogos de imitação. Por exemplo,

se o aperfeiçoamento de deslocamento em equilíbrio tem como desenvolver a forma de “travessia do rio por uma ponte estreita”, nesse caso, aplica-se o método de jogo. Se o mesmo exercício não tem semelhante sentido de desenvolvimento e se subordina por completo à tarefa de aperfeiçoamento da técnica da ação ou da rapidez de deslocamento, nesse caso, é aplicado o método de exercício programado ou o método competitivo (GOMES, 2002, p. 66).

A parte deficitária do método competitivo

fica a cargo da limitação de uma direção por parte do

atleta no processo de execução do exercício em forma competitiva,

em especial na dificuldade de dosagem e controle

das cargas.

Métodos Tradicionais e Modernos de Organização do Treinamento Desportivo Capítulo 3

A diversidade presente nas situações de jogo exige independência para criar na escolha das soluções que são mais eficazes das tarefas motoras. Sendo assim, no jogo, a complexidade de diversos hábitos e capacidades motoras é manifestada. A parte negativa do método é que, ao ser aplicado, não é permitido dosar com precisão a carga, pois não há como prever as ações de cada atleta.

O método de influência verbal revela uma relação entre técnico e atleta que não exige nenhuma prova. É impossível a solução de qualquer que seja a tarefa de preparação do atleta sem a utilização de meios verbais de contato. Dentre os métodos de influência verbal, de acordo com Gomes (2002), “podem ser citados a explicação, a conversa, o comando, a indicação corretiva, a análise verbal, a avaliação etc.” (p. 67). Há que se levar em conta também o conteúdo emocional e o sentido lógico de cada método verbal.

O alto nível pedagógico do técnico é manifestado na maneira em que são tratados os atletas, utilizando as palavras com bom senso, resultando em uma ativação e uma direção eficiente da atuação. O técnico geralmente se fundamenta em critérios de difícil detecção ou ligados à intuição, às experiências pessoais ou ao conhecimento das particularidades dos atletas.

O método de influência demonstrativa tem como base os diferentes sistemas sensoriais do atleta. De acordo com Gomes (2002, p. 67), são três os

grupos: “métodos demonstrativos visuais, métodos demonstrativos auditivos, métodos demonstrativos motores (cinestésicos)”.

Os métodos demonstrativos visuais podem ter sua divisão baseada na apresentação da atividade motora, na demonstração de materiais didáticos e na orientação visual.

A demonstração da atividade motora é a forma mais comumente utilizada de ensino, quando aplicada na fase de aprendizagem.

Através da demonstração, posteriormente ocorre a imitação. Esse trabalho é preferencialmente utilizado com crianças. Utiliza-se também a demonstração para representar em detalhes as particularidades da atividade motora.

A demonstração de materiais didáticos baseia-se na possibilidade de o atleta receber estímulos para melhorar os movimentos, utilizando gravações em vídeos, cartazes, desenhos ou esquemas.

A orientação visual é aquela em que o atleta utiliza pontos visuais como referências ou marcações para executar os movimentos. Como exemplo,

A demonstração de materiais

didáticos baseia-se na possibilidade de o atleta receber estímulos para melhorar os movimentos, utilizando gravações em vídeos, cartazes,

desenhos ou esquemas.

No documento TEORIA DO TREINAMENTO DESPORTIVO (páginas 37-55)

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