• Nenhum resultado encontrado

Sabemos que, com a solidariedade, é possível o credor cobrar integralmente o seu crédito de qualquer um dos devedores solidários, que podem responder totalmente pela dívida e cobrar dos outros devedores a quantia que competia a cada um deles.

Assim, é possível haver o chamamento de todos os devedores solidários quando o credor acionar apenas um ou alguns deles, parcial ou totalmente, a dívida comum.

Vamos ilustrar: A, B e C são devedores solidários de uma dívida de R$100,00. Isso significa que é possível que D, o credor, ajuíze uma ação cobrando a totalidade desse valor apenas de A, o qual poderá chamar ao processo B e C.

Veja esta questão:

(CESPE – TCE/MG – 2018) Em um processo judicial, o autor pleiteou a um dos devedores o pagamento da dívida comum. Em resposta, o réu requereu ao juiz que este determinasse a citação dos demais devedores para integrarem a lide.

Nessa situação hipotética, o réu requereu

a) a assistência litisconsorcial.

b) a inclusão de amicus curiae.

c) a denunciação da lide.

d) o chamamento ao processo.

e) a assistência simples.

Dada essa informação, julgue o item abaixo:

RESOLUÇÃO:

Primeiramente, uma dica: quando a questão mencionar os termos “devedor solidário, credor solidário, solidariedade”, já fique esperto e analise se, de fato, cabe o chamamento ao processo no caso explicitado pelo enunciado:

Art. 130. É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu:

I - do afiançado, na ação em que o fiador for réu;

II - dos demais fiadores, na ação proposta contra um ou alguns deles;

III - dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o pagamento da dívida comum.

Resposta: D

Veja:

(FGV – TJ/SC – 2018 - Adaptada) Um credor celebrou contrato de mútuo com dois devedores solidários, que não cumpriram o dever de pagar o valor devido na data estipulada. Nesse cenário, o credor intentou ação de cobrança do valor total da dívida, em face de apenas um devedor.

Dada essa informação, julgue o item abaixo:

O outro devedor, que não integrou a lide originária, pode ser chamado ao processo pelo réu originário, formando um litisconsórcio passivo ulterior.

RESOLUÇÃO:

Primeiramente, uma dica: quando a questão mencionar os termos “devedor solidário, credor solidário, solidariedade”, já fique esperto e analise se, de fato, cabe o chamamento ao processo no caso explicitado pelo enunciado:

“Um credor celebrou contrato de mútuo com dois devedores solidários, que não cumpriram o dever de pagar o valor devido na data estipulada (...).

Portanto, nessa situação, como o credor demandou apenas um dos devedores, ele poderá chamar ao processo os outros devedores solidários:

Art. 130. É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu:

III - dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o pagamento da dívida comum.

Por outro lado, o litisconsórcio pode ser classificado pelo momento de sua formação. Litisconsórcio inicial é aquele formado no momento da propositura da demanda. Já o litisconsórcio ulterior é aquele que surge no curso do processo em razão de fato posterior a propositura da ação – foi o que ocorreu no caso concreto: o réu chamou ao processo o outro devedor quando a ação já havia sido proposta e iniciada.

Portanto, temos aqui um caso de chamamento ao processo, que formará um litisconsórcio passivo ulterior!

E como deve proceder o réu se quiser chamar ao processo esses sujeitos que acabamos de ver?

Art. 131. A citação daqueles que devam figurar em litisconsórcio passivo será requerida pelo réu na contestação e deve ser promovida no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de ficar sem efeito o chamamento.

Parágrafo único. Se o chamado residir em outra comarca, seção ou subseção judiciárias, ou em lugar incerto, o prazo será de 2 (dois) meses.

Portanto, o chamamento é apresentado conjuntamente com a resposta do réu, que por excelência é a contestação. Um detalhe: o chamado deverá ser citado no prazo de 30 dias ou em 2 meses, a depender se ele mora na mesma comarca, ou não. Passado esse prazo, o chamamento não surtirá mais efeitos.

E qual a razão de existir dessa modalidade em questão? Por que um réu chama ao processo outros devedores ou fiadores? Veja a resposta neste artigo do CPC/2015:

Art. 132. A sentença de procedência valerá como título executivo em favor do réu que satisfizer a dívida, a fim de que possa exigi-la, por inteiro, do devedor principal, OU, de cada um dos codevedores, a sua quota, na proporção que lhes tocar.

Portanto, o objetivo maior do chamamento é o seguinte: o devedor que paga a dívida no processo principal já deseja obter, desde logo, um título executivo contra o devedor principal ou contra os coobrigados em suas respectivas cotas-partes. Sem esse título formado, o fiador que paga a dívida no processo principal, por exemplo, teria de ajuizar um novo processo de conhecimento para cobrar o valor dispendido do devedor principal!

D

IFERENÇAS ENTRE DENUNCIAÇÃO DA LIDE E CHAMAMENTO AO PROCESSO

As bancas examinadoras sempre tentam confundir a cabeça do candidato em relação a essas duas modalidades de intervenção de terceiros.

No chamamento, os réus (tanto o chamante quanto o chamado, os litisconsortes) devem para o credor comum a eles;

Na denunciação, o denunciado deve para o denunciante, e não para o adversário.

Para que você não perca uma questão relativa à intervenção de terceiros, vamos a um macete muito interessante, para que saiba diferenciar cada caso na hora da sua prova:

DENUNCIAÇÃO DA LIDE: "jogar a responsabilidade para o outro"

CHAMAMENTO AO PROCESSO

:

"dividir a responsabilidade com outra pessoa"

Resolva comigo esta questão:

(FGV – OAB/XXX – 2019) Daniel, sensibilizado com a necessidade de Joana em alugar um apartamento, disponibiliza-se a ser seu fiador no contrato de locação, fazendo constar nele cláusula de benefício de ordem. Um ano e meio após a assinatura do contrato, Daniel é citado em ação judicial visando à cobrança de aluguéis atrasados.

Ciente de que Joana possui bens suficientes para fazer frente à dívida contraída, Daniel consulta você, como advogado(a), sobre a possibilidade de Joana também figurar no polo passivo da ação.

Diante do caso narrado, assinale a opção que apresenta a modalidade de intervenção de terceiros a ser arguida por Daniel em sua contestação.

a) Assistência.

b) Denunciação da lide.

c) Chamamento ao processo.

d) Nomeação à autoria.

RESOLUÇÃO:

Amigos, o Daniel, na qualidade de fiador, poderá arguir o chamamento ao processo de Joana, como modalidade de intervenção de terceiros a ser aplicada no caso.

Art. 130. É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu:

I - do afiançado, na ação em que o fiador for réu;

Resposta: C

Veja:

(CESPE – SE/DF – 2017) Julgue o item a seguir, relativo a intervenção de terceiros.

A denunciação da lide constitui uma forma de intervenção de terceiro por meio da qual o réu, quando demandado isoladamente, poderá convocar outro(s) devedor(es) solidário(s) para assumir(em) com ele o ônus da relação processual.

RESOLUÇÃO:

A questão trouxe o conceito de chamamento ao processo, previsto no art. 130 do CPC.

Art. 130. É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu:

I - do afiançado, na ação em que o fiador for réu;

II - dos demais fiadores, na ação proposta contra um ou alguns deles;

III - dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o pagamento da dívida comum.

(Ao chamar devedores solidários para integrarem a relação processual, o réu quer dividir responsabilidades!)

A denunciação da lide, por sua vez, não pode ser requerida apenas pelo réu. Pode ser pelo autor ou pelo réu, nas seguintes hipóteses:

Art. 125. É admissível a denunciação da lide, promovida por qualquer das partes:

I - ao alienante imediato, no processo relativo à coisa cujo domínio foi transferido ao denunciante, a fim de que possa exercer os direitos que da evicção lhe resultam

II - àquele que estiver obrigado, por lei ou pelo contrato, a indenizar, em ação regressiva, o prejuízo de quem for vencido no processo.

Item incorreto!

Vamos a mais uma questão para fixarmos o conteúdo:

(FGV – SUSAM – 2014) Quanto à intervenção de terceiros, julgue o item abaixo.

Kevin e Kate são grandes amigos e, em determinado momento, resolvem iniciar, conjuntamente, uma atividade empresarial. Para dar início ao negócio, ambos procuram Selma e com ela assinam um contrato de empréstimo, no qual fica estabelecido que Selma emprestará à dupla a quantia de R$

50.000,00 (cinquenta mil reais), e que, seis meses após a assinatura do contrato, Kevin e Kate deverão devolver integralmente a quantia devidamente corrigida e acrescida de uma taxa de 5% sobre o valor emprestado.

Com o vencimento do empréstimo, nos termos contratados, e a dupla não cumpre com a obrigação devida a Selma. Diante dessa situação, Selma ajuíza ação de cobrança em face de Kevin. O réu, julgando não ser correto apenas ele ter responsabilidade pelo pagamento da dívida, decide levar Kate para o processo, a fim de agir regressivamente contra ela, caso venha a pagar sozinho todo o montante previsto no contrato de empréstimo. Considerando o caso acima apresentado, assinale a opção que indica corretamente a figura de intervenção de terceiros de que Kevin deve se valer para atingir o seu propósito quanto a Kate.

A) Chamamento ao processo.

B) Nomeação à autoria.

C) Denunciação da lide

D) Oposição.

E) Assistência.

RESOLUÇÃO:

Que enunciado cansativo!

Contudo, a parte do enunciado que você precisa focar é esta:

“O réu, julgando não ser correto apenas ele ter responsabilidade pelo pagamento da dívida, decide levar Kate para o processo, a fim de agir regressivamente contra ela, caso venha a pagar sozinho todo o montante previsto no contrato de empréstimo”

Portanto, o que Kevin fez foi chamar Kate, devedora solidária, para integrar a demanda com o objetivo de não suportar sozinho a cobrança promovida pela autora:

Art. 130. É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu:

I - do afiançado, na ação em que o fiador for réu;

II - dos demais fiadores, na ação proposta contra um ou alguns deles;

III - dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o pagamento da dívida comum.

Lembre-se do macete:

CHAMAMENTO AO PROCESSO: "dividir a responsabilidade com outra pessoa”

Leia com atenção o quadro com as principais informações relativas ao chamamento ao processo:

C

HAMAMENTO AO

P

ROCESSO

C

ONCEITO

Objetiva a inclusão do devedor principal ou dos codevedores pela dívida – os chamados - para integrarem o polo passivo de demanda já existente, a fim de que o juiz declare, na mesma sentença, a responsabilidade de cada um deles.

H

IPÓTESES DE

A

DMISSIBILIDADE

Pode o réu efetuar o chamamento do:

(I) do afiançado, na ação em que o fiador for réu;

II - dos demais fiadores, na ação proposta contra um ou alguns deles;

III - dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o pagamento da dívida comum.

C

ARACTERÍSTICAS E

P

ROCEDIMENTO

O pedido de chamamento é apresentado conjuntamente com a resposta do réu, que por excelência é a contestação e deve ser promovido em:

a) 30 dias → chamado residir na mesma comarca/seção

b) 2 meses → chamado que não reside na mesma comarca/seção ou reside em local incerto

Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica

Antes de tratarmos sobre esta nova modalidade, vamos colocar os conhecimentos de direito civil e empresarial em dia.

Sabemos que, como regra geral, a pessoa jurídica (seja uma empresa, seja uma associação ou qualquer outro tipo de PJ) não se confunde com a pessoa física de seus sócios. São duas personalidades distintas, o que resulta em direitos e obrigações igualmente distintos. Assim, não se pode imputar a responsabilidade de uma dívida da empresa ao patrimônio de um de seus sócios. O contrário também é absolutamente vedado.

No entanto, todos nós sabemos que a autonomia patrimonial das pessoas jurídicas tem sido utilizada como instrumento para a prática de fraudes e abusos, em prejuízo dos credores. Quem nunca ouviu falar de um sócio que já passou bens pertencentes à empresa ao seu nome, com o objetivo de poupá-los de penhoras e execuções judiciais?

É aí que entra o uso do incidente de desconsideração da personalidade jurídica: o juiz autoriza, em determinados casos, que se atinja bens dos sócios para pagar as dívidas da sociedade.

Para que isso seja possível, há a inclusão do sócio, no polo passivo, em determinada demanda em que a sociedade seja ré e esteja sendo cobrada por débitos.

Professor, quem possui legitimidade para pedir que se abra o incidente no curso do processo?

Art. 133. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da parte OU do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo.

§ 1º O pedido de desconsideração da personalidade jurídica observará os pressupostos previstos em lei.

§ 2º Aplica-se o disposto neste Capítulo à hipótese de desconsideração inversa da personalidade jurídica.

Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial.

(...)

§ 4º O requerimento deve demonstrar o preenchimento dos pressupostos legais específicos para desconsideração da personalidade jurídica.

Lidos os dispositivos, vamos a algumas considerações:

Quem tem legitimidade para requerer a abertura do incidente de desconsideração é a parte OU o Ministério Público, como fiscal da ordem jurídica.

Os quais deverão demonstrar os requisitos para a desconsideração da personalidade jurídica na lei civil.

Atenção!

O juiz não pode, de ofício, decretar a abertura do incidente de desconsideração da personalidade jurídica!

A banca com certeza vai tentar te “pegar” afirmando que isso é possível.

Os legitimados poderão requerer a instauração do incidente em qualquer fase em que o processo se encontre!

Seja em fase de conhecimento ou em fase de cumprimento de sentença/execução. Nestas duas últimas, é muito comum isso ocorrer, pois é a fase em que os bens do condenado são levados a execução.

Além disso, com o intuito de reforçar a ampla aplicação do incidente de desconsideração, o CPC/2015 admitiu, expressamente, a sua ocorrência no âmbito dos Juizados Especiais, competentes para julgar causas consideradas de menor complexidade e com um procedimento muito mais célere que o comum:

Art. 1.062. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica aplica-se ao processo de competência dos juizados especiais.

Todas as regras estudadas por nós também se aplicam à desconsideração inversa da personalidade jurídica, situação em que se afasta a autonomia patrimonial da sociedade para submetê-la a responder por obrigações contraídas pelos sócios.

É o caso clássico do cônjuge que, querendo fraudar a partilha de bens do casal, desvia alguns de seus bens para o nome de uma pessoa jurídica que esteja sob seu controle!

Professor, uma vez que o juiz julga procedente o pedido de instauração do incidente, quais são as formalidades que deverão ser observadas?

Art. 134, § 1o A instauração do incidente será imediatamente comunicada ao distribuidor para as anotações devidas.

§ 2o Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração da personalidade jurídica for requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o sócio ou a pessoa jurídica.

§ 3o A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 2o. [incidente requerido na petição inicial]

Assim, uma vez julgado procedente o pedido pelo juiz e instaurado o incidente, haverá a comunicação ao distribuidor para anotar o nome do sócio ou da pessoa jurídica no processo, justamente porque eles passam a constar como réus na demanda (daí o sentido de atribuir ao incidente a natureza de intervenção de terceiros).

Se o pedido de desconsideração já for feito logo na petição inicial, o incidente não será instaurado e não haverá suspensão do processo, já que o sócio ou a pessoa jurídica serão imediatamente citados!

Vamos ilustrar: A propõe uma demanda em face de B Ltda para cobrar determinada quantia. Na petição inicial, A requer, ainda, a desconsideração da pessoa jurídica B Ltda. Ao despachar a inicial, o juiz determina a citação de “B Ltda.” para, se quiser, contestar o crédito, bem como a citação do sócio de “B Ltda.” para se manifestar sobre o pedido de desconsideração.

No entanto, se o pedido de desconsideração for feito posteriormente a esse momento, o incidente será instaurado e haverá suspensão do processo!

Prosseguindo: se instaurado o incidente, o sócio/pessoa jurídica será citado para apresentar provas no prazo de 15 dias:

Art. 135. Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias.

Ao apreciar as provas, o juiz decidirá o incidente por meio de uma decisão interlocutória, atacável por meio de agravo de instrumento3 e, se o processo estiver em segundo grau de jurisdição, nas mãos de um relator, a decisão monocrática proferida por este será atacada por meio de agravo interno:

Art. 136. Concluída a instrução, se necessária, o incidente será resolvido por decisão interlocutória.

Parágrafo único. Se a decisão for proferida pelo relator, cabe agravo interno.

3 Fique tranquilo! Vamos estudar este recurso no momento adequado. Agravo de Instrumento é cabível contra decisões que não põe fim à fase de conhecimento do processo.

Suponhamos que o juiz acolha o pedido de desconsideração feito pelo autor.

Como fica a questão dos bens dos sócios e/ou das pessoas jurídicas?

A responsabilidade patrimonial deles será estendida, ou seja, os bens do sócio passarão a responder pelas dívidas da sociedade e vice-versa. Isso será feito da seguinte forma:

Art. 137. Acolhido o pedido de desconsideração, a alienação ou a oneração de bens, havida em fraude de execução, será ineficaz em relação ao requerente.

Em outros termos e utilizando o exemplo dado, o ato de alienação do bem (ato de transferência) à empresa para livrá-lo de futura partilha será considerado ineficaz em relação àquele que pediu a desconsideração da personalidade jurídica (muito possivelmente o cônjuge), ou seja: o requerente vai conseguir executar tal bem para incluí-lo na partilha!

Resolva a seguinte questão:

(FCC – TRT/SE – 2016 - Adaptada) Julgue o item a seguir, relativo a intervenção de terceiros.

O incidente de desconsideração da personalidade jurídica acarreta a nulidade da alienação de bens havida em fraude à execução, quando o pedido de desconsideração for acolhido.

RESOLUÇÃO:

Não acarretará a nulidade, mas sim a ineficácia da alienação dos bens somente em relação ao que pediu a desconsideração da personalidade!

Art. 137. Acolhido o pedido de desconsideração, a alienação ou a oneração de bens, havida em fraude de execução, será ineficaz em relação ao requerente.

Assim, a alienação é válida perante terceiros!

Mais um quadro-resumo:

I

NCIDENTE DE

D

ESCONSIDERAÇÃO DA

P

ERSONALIDADE

J

URÍDICA

C

ONCEITO

Incidente em que o juiz autoriza, em determinados casos, que se atinja bens dos sócios para pagar as dívidas da sociedade. Para que isso seja possível, há a inclusão do sócio, no polo passivo, em uma determinada demanda em que a sociedade seja ré e esteja sendo cobrada por dívidas.

L

EGITIMIDADE

→ Partes

→ Ministério Público

Não pode ser decretado de ofício pelo juiz!

D

ESCONSIDERAÇÃO

Documentos relacionados