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COMPETÊNCIA (OE, 2012) CRITÉRIOS DE COMPETÊNCIA (Inventário de Competências) C1. Contribui para a valorização

profissional

73 - Promove e mantém a imagem profissional da enfermagem. 74 - Contribui para o desenvolvimento da prática de enfermagem. 75 - Valoriza a investigação como contributo para o desenvolvimento da enfermagem e como meio para o aperfeiçoamento dos padrões de cuidados.

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C – DOMINIO: DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

COMPETÊNCIA (OE, 2012) CRITÉRIOS DE COMPETÊNCIA (Inventário de Competências) C2. Contribui para a melhoria contínua

da qualidade dos cuidados de Enfermagem

NOTA: No nosso inventário os critérios referentes a esta competência foram excluídos, pelo que, a mesma foi também excluída.

C – DOMINIO: DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

COMPETÊNCIA (OE, 2012) CRITÉRIOS DE COMPETÊNCIA (Inventário de Competências) C3. Desenvolve processos de formação

contínua

76 - Leva a efeito uma revisão regular das suas práticas.

77 - Assume responsabilidade pela aprendizagem ao longo da vida e pela manutenção das competências.

78 - Atua no sentido de ir ao encontro das suas necessidades de formação continua.

79 - Aproveita as oportunidades de aprender em conjunto com os outros, contribuindo para os cuidados de saúde.

No sentido de obter um estudo detalhado em relação às competências desenvolvidas pelos estudantes ao longo dos diferentes ensinos clínicos, efetuamos a nossa análise, tendo como base os “Critérios de Competências” apresentados no nosso inventário. Nesse sentido, recorremos aos testes paramétricos. Para comparar as médias entre o inventário aplicado no fim do primeiro ensino clínico e o aplicado no fim do segundo ensino clínico utilizamos o teste t de Student para amostras emparelhadas. Para comparar as médias entre os inventários aplicados aos estudantes que efetuaram ensino clínico de cirurgia e os que efetuaram ensino clínico de medicina no mesmo momento utilizamos o teste t de Student para amostras independentes.

Triangulação de dados

Uma das estratégias utilizadas no nosso estudo foi a triangulação. A triangulação consiste na combinação de duas ou mais teorias, métodos ou fontes de dados (Lessard- Hebert et al 2005). A este propósito Yin (2005) defende que qualquer conclusão de um estudo será sempre mais rigorosa se se basear em várias fontes distintas de informação. Cohen & Manion (1980), referenciados por Abreu (1994), consideram vários tipos de

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triangulação na pesquisa: temporal, espacial, teórica, de observadores, metodológica, de fontes e interna.

Para além de permitir o cruzamento da informação de diferentes fontes e/ou por diferentes métodos de recolha de informação, com vista à confirmação de dados, a triangulação permite ainda a clarificação de sentidos e uma melhor interpretação dos factos (Flick, 2005).

Recorremos no nosso estudo a dois tipos de triangulação: metodológica e de fontes. A triangulação metodológica englobou as entrevistas, a observação e os questionários. Quanto à triangulação de fontes privilegiamos os diferentes atores envolvidos no processo (estudantes, professor e tutores).

1.6 – DIMENSÕES ÉTICAS DO ESTUDO

A ética carateriza-se por uma forma adequada de se estar na vida, bem como por um conjunto de comportamentos humanos sadios, que se regem por normas, princípios e valores. De acordo com esta visão, e agora no âmbito da ética relativa à investigação que envolve sujeitos humanos, é crucial ter em conta, o consentimento informado e a proteção dos mesmos contra qualquer espécie de dano.

Como se torna óbvio, a relação estabelecida entre sujeito e investigador é muito diferente quanto se trata da abordagem quantitativa ou da qualitativa. Se na primeira, a relação estabelecida entre ambos é muito limitada, o mesmo não acontece em relação à segunda. Na investigação qualitativa, a relação é continuada e desenvolve-se ao longo do tempo. Nesse sentido, Bogdan & Biklen defendem que há um conjunto de convenções que o investigador qualitativo tem que ter em conta durante o trabalho de campo.

- As identidades dos sujeitos devem ser protegidas. O anonimato deve contemplar não só o material escrito, mas também, os relatos verbais da informação recolhida durante a observação.

- Os sujeitos devem ser tratados respeitosamente e de modo a obter a sua

cooperação na investigação. Os sujeitos devem ser informados sobre os objetivos da

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- Ao negociar a autorização para efetuar um estudo o investigador deve ser claro e

explicito.

- O investigador deve ser autêntico quando escreve os resultados. A característica

mais importante de um investigador deve ser a sua devoção e fidelidade aos dados que obtém (1994: 77).

Os referidos autores acrescentam que, para além destas linhas de orientação para a tomada de decisão de carater ético, existe uma diversidade de decisões muito complexas que ficam à responsabilidade do investigador. Nesses casos, é fundamental que o investigador tenha consciência dos seus valores, crenças e da sua responsabilidade para com os outros.

Ao longo do nosso estudo e de acordo com os princípios de boas práticas referidos anteriormente, asseguramos respeitar em todas as etapas do estudo, os princípios éticos de salvaguarda da dignidade, integridade e respeito pelos direitos dos participantes.

No primeiro momento, começamos por estabelecer contacto com uma das autoras do questionário Ego Identity Process Questionnaire, Doutora Nancy A. Busch Rossnagel, no sentido de obter permissão para a utilização do mesmo (anexo I).

Paralelamente, efetuamos reuniões de preparação com os Presidentes do Conselho Diretivo, Cientifico e Coordenador do Curso da Escola em estudo, onde explicitamos o nosso projeto e solicitamos colaboração e respetiva autorização. Após autorização, realizamos reuniões com os professores envolvidos e respetivos tutores, no sentido de clarificar os objetivos do nosso estudo, disponibilizando-nos para qualquer questão que entendessem necessária. Por último, foi efetuada uma reunião com os estudantes onde, após apresentação do projeto, foi solicitada a colaboração e autorização para a realização do mesmo. Todos os estudantes foram alertados para o direito de recusar participar no estudo, garantindo assim o uso de liberdade que se lhes assiste.

Durante as fases de construção e aplicação do inventário de competências, bem como, da aplicação do Ego Identity Process Questionnaire tivemos sempre a preocupação de manter o anonimato e confidencialidade de dados. Apesar de ser do nosso interesse estabelecer relação entre os diferentes questionários que cada um dos estudantes preencheu, optamos por solicitar a utilização de um código pessoal anónimo.

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Em relação aos relatórios produzidos pelos estudantes, às notas de campo e aos relatos das entrevistas, excluímos todos os nomes que pudessem pôr em causa o anonimato e confidencialidade de dados optando pela atribuição de códigos, do nosso exclusivo conhecimento.

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2 – CARATERIZAÇÃO DOS PARTICIPANTES E DO CONTEXTO DO