04/set - Quarta-feira WORKSHOP RCPol
CAATINGA: CLADO LAMIÍDEAS
Dias, Ilana M. S.(1); Silva, Francisco H. M. (1); Saba, Marileide D.(1)
(1) Laboratório de Estudos Palinológicos (LAEP), Departamento de Educação – Campus VII, Universidade do Estado da Bahia (UNEB). [email protected]
A produção apícola depende da disponibilidade de recursos florais de cada região. Uma forma de potencializar esta produção com melhor uso das fontes florais é através da identificação das plantas utilizadas por Apis mellifera Linnaeus 1758 em levantamentos florísticos e análises palinológicas da flora e produtos apícolas, como o mel. O presente estudo objetivou caracterizar morfologicamente os grãos de pólen de sete espécies das famílias Convolvulaceae, Solanaceae, Acanthaceae, Rubiaceae e Boraginaceae, inseridas no clado Lamiídeas (APG IV), ocorrentes em uma área de apiário em Senhor do Bonfim. Assim, para identificar a fonte de recursos florais utilizados por A. mellifera, foi selecionado um apiário localizado no distrito de Quicé, Senhor do Bonfim, e feita a coleta do material botânico em floração, forrageado por abelhas e indicados na literatura como plantas apícolas.
Os espécimes vegetais foram herborizados, identificados e inseridos no Herbário da Universidade do Estado da Bahia (HUNEB). Para as análises palinológicas, as anteras ou botões florais foram submetido à técnica de acetólise, sendo os grãos de pólen montados com gelatina glicerinada entre lâminas e lamínulas, seladas com parafina fundida. Os grãos de pólen foram mensurados, descritos e fotomicrografados sob microscopia de luz. Foi encontrada uma grande diversidade de características polínicas para as espécies estudadas, no entanto, todos os grãos são dispersos em mônades. Os grãos de pólen da família Convolvulaceae apresentam-se apolares, grandes e esféricos. Diferenciam-se quanto ao tipo apertural e ornamentação da exina, os grãos de pólen de Ipomoea incarnata (Vahl) Choisy são pantoporados e equinados, enquanto Jacquemontia multiflora (Choisy) Hallier f. são pantocolpados, com colpos organizados em pentágonos pela superfície do grão e granulados.
Solanaceae, representada por Solanum gardneri Sendth., possui grãos de pólen isopolares, pequenos, oblato-esferoidais, âmbito subcircular, 3-colporados. Ruellia paniculata L.
(Acanthaceae), apresenta grãos de pólen apolares, grandes, esféricos, pantoporados com poros ovais, exina reticulada, muro ligeiramente curvo com columelas aparentes em formato de taça. Spermacoce verticillada L. (Rubiaceae) apresenta grãos de pólen isopolares, pequenos, suboblatos, âmbito circular, 7-colporados, exina microrreticulada-rugulada. A análise palinológica das espécies de Boraginaceae revela grãos de pólen isopolares, médios a grandes, que se diferenciam quanto ao âmbito, aberturas e ornamentação: Heliotropium sp.
tem âmbito subtriangular, heterocolpados (3 cólporos + 3 colpos), e exina microrreticulada, enquanto Varronia leucocephala (Moric.) J.S.Mill possui âmbito circular, 3-porados, poros circulares com opérculo e exina reticulada. As descrições palinológicas encontram-se em concordância com a maioria dos dados encontrados na literatura especializada. Os resultados da presente pesquisa permitiram a ampliação do conhecimento da palinoflora regional e do acervo da palinoteca do Laboratório de Estudos Palinológicos (LAEP), podendo assim, dar suporte à estudos aplicados em outras áreas da Palinologia, como na pesquisa melissopalinológica e caracterização da flora polínica da Caatinga. (CNPq)
123 PALINOLOGIA EM ESPÉCIES DE TRICHOSPOREAE
(DIDYMOCARPOIDEAE, GESNERIACEAE)
Souza, Cintia N. (1); Araujo, Andréa O. (2); Gasparino, Eduardo, C. (3)
(1) USP - Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto – FFCLRP, Ribeirão Preto, SP, Brasil; (2) UFABC – Universidade Federal do ABC – Centro de Ciências Naturais e Humanas, São Bernardo do Campo, SP, Brasil; (3) UNESP - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal, Departamento de Biologia aplicada à Agropecuária, Laboratório de Morfologia Vegetal e Palinologia, Jaboticabal, SP, Brasil.
Didymocarpoideae (Gesneriaceae) é distribuída quase que exclusivamente no Velho Mundo, principalmente no Sudeste da Ásia, Malásia, África e sul da Europa, tendo duas tribos reconhecidas: Epithemateae e Trichosporeae. A grande tribo Trichosporeae é composta por aproximadamente 62 gêneros e subdividida em 10 subtribos. O presente trabalho teve como objetivo analisar e descrever a morfologia polínica de quatro espécies representativas de Trichosporeae, sendo elas: Aeschynanthus angustifolius Steud., Deinostigma tamiana (B.L.Burtt) D.J.Middleton & H.J.Atkins, Saintpaulia dificilis B.L.Burtt, e Streptocarpus sp. Lindl, a fim de auxiliar na melhor compreensão dos caracteres morfopolínicos deste grupo. Os materiais polínicos foram obtidos de amostras de materiais de cultivo, no Sítio Primavera, Mogi das Cruzes, São Paulo, provenientes de coletas nos locais de origem das espécies. Os grãos de pólen foram acetolisados, medidos e fotografados sob microscopia de luz, e dissecados e preparados para a análise em microscopia eletrônica de transmissão. As espécies estudadas apresentaram grãos de pólen em mônades, isopolares, pequenos, com âmbito triangular, oblato-esferoidais e prolato-esferoidais, 3-colporados, com colpos curtos ou longos, estreitos com extremidades afiladas, arredondadas ou truncadas, colpos com membrana ornamentada e margem, endoaberturas lolongadas, exina fina, menos espessa e com afrouxamento da intina na região das aberturas, teto contínuo ou descontínuo, sexina mais espessa que a nexina, microrreticulada homobrocada ou reticulada heterobrocada. Logo, foi possível observar variações quanto à forma, ao comprimento e as extremidades dos colpos, a ornamentação e as camadas da exina. Portanto, os dados indicam o caráter euripolínico do grupo e podem auxiliar na circunscrição taxonômica das espécies estudadas. (FAPESP, CAPES)
124 ANÁLISIS PALINOLÓGICO DEL GÉNERO DENNSTAEDTIA
(DENNSTAEDTIACEAE) EM EL NEOTRÓPICO: ESTUDIOS PRELIMINARES Yáñez, Agustina (1); Triana-Moreno, Luz A. (2, 3); Márquez, Gonzalo (4)
(1) Museo Argentino de Ciencias Naturales “Bernardino Rivadavia”, Buenos Aires, Argentina; (2) Departamento de Ciencias Biológicas, Universidad de Caldas, Manizales, Colombia; (3) Programa de Doctorado en Ciencias - Biología, Universidad Nacional de Colombia, Bogotá, Colombia; (4) Cátedra de Palinología, Facultad de Ciencias Naturales y Museo, UNLP, La Plata, Argentina
Dennstaedtia es un género de helechos distribuido en regiones tropicales y templado-cálidas del mundo, representado por ca. 26 especies en el neotrópico. Muchos de estos taxa son difíciles de distinguir entre sí debido a que algunos caracteres vegetativos diagnósticos no pueden observarse sin la presencia de especímenes de herbario completos. Como parte del análisis palinológico de las especies neotropicales de este género, se llevó a cabo el estudio de Dennstaedtia arborescens (Willd.) Ekman ex Maxon, D. auriculata H. Navarrete & B.
Øllg., D. bipinnata (Cav.) Maxon, D. coronata (Sodiro) C. Chr., D. distenta (Kunze) T.
Moore, D. kalbreyeri Maxon, D. mathewsii (Hook.) C. Chr., D. producta Mett., D. sprucei T. Moore y D. vagans (Baker) Diels. El material fue obtenido en viajes de campo y en colecciones de herbarios de Argentina (BA, LP, SI) y Colombia (COL, FAUC). Las esporas fueron observadas con MO y MEB. Todas las especies presentaron esporas triletes. En vista polar son triangulares con lados rectos a cóncavos y ángulos redondeados, el diámetro ecuatorial mayor es de 25-51 µm y el menor 19-39 µm. En vista ecuatorial el diámetro polar es de 15-35 µm; el polo distal es convexo a hemisférico y el polo ecuatorial es plano a convexo. El patrón de ornamentación predominante en la mayoría de las especies fue el verrucado. Las verrugas están distribuidas regularmente en toda la superficie, a veces fusionadas en lomos cortos. En D. bipinnata las verrugas son más pequeñas que en el resto de las especies, los lomos son largos y se distribuyen en el polo distal y en los ángulos, donde se fusionan formando areolas, o incluso cubriendo los mismos completamente. En D.
distenta las esporas están ornamentadas por lomos largos y sinuosos. Los resultados de este trabajo permiten definir, hasta el momento, tres grupos de especies en base a los patrones de distribución y fusión de verrugas y lomos. Esta información es una herramienta para la identificación de especímenes de herbario incompletos y brinda información importante para futuros estudios filogenéticos sobre el grupo. (PICT 0186 (APCyT), PUE 22920160100098CO (CONICET), HERMES 40890 (UNAL)
125 A PALINOTECA COMO FERRAMENTA DE TRABALHOS PALINOLÓGICOS NA REGIÃO DE MARINGÁ PARANÁ
Nascimento, José Elton de Melo(1); Perugini, Luis Gustavo de Sousa(1); Gutierre, Maria Auxiliadora Milaneze(1); Silva, Cláudia Inês(3); Salvador, Victor Hugo(1); Dettke, Greta Aline (2); Garcia, Letícia Mônica(1); Toledo; Rosado, Aline(1); Figueiredo, Marlene Feliciano(4); Toledo, Wagner de Alencar Arnaut(1)
(1)Universidade Estadual de Maringá; (2) Universidade Tecnológica Federal do Paraná; (3) Universidade Estadual Paulista em Rio Claro; (4) Universidade Estadual Vale do Acaraú;[email protected]
O Paraná detém em seu território as principais unidades fitogeográficas que ocorrem no país, apresenta uma das mais ricas diversidades no que se refere a tipos de vegetação, constituída de Floresta Atlântica, Floresta com Araucárias e Floresta Seca do Rio Paraná. Sendo assim, essa vasta e diversificada flora é potencialmente importante para a apicultura e meliponicultura do Estado. Dessa forma, torna-se necessário um estudo mais aprofundado da flora local e construção de uma coleção de referência (palinoteca) visando conhecer melhor relação com espécies botânicas que fornecem recursos tróficos paras as abelhas da região. Isso possibilita conhecer o período de florescimento de cada espécie, e organizar todas essas informações em um calendário apícola que auxiliará aos apicultores e meliponicultores a estabelecerem um manejo mais adequado das colônias, consequentemente melhorar a produtividade e certificar a origem botânica desses produtos na região. O Estudo foi desenvolvido de Abril de 2018 a março de 2019 na fazenda experimental da Universidade Estadual de Maringá, onde apresenta áreas de cultivo e de preservação (42 hectares de vegetação preservada), as coletas foram feitas a cada 15 dias em seguida todo material coletado, prensado, montado e depositados as exsicatas no Herbário universidade Estadual de Maringá- HUEM. Concomitantemente as coletas, também foram retirados botões florais em pre- antese de cada planta, retirada os grãos de pólen colados em tubos falcon e submetido ao processo de acetólise, sendo utilizado ácidos para retirada do conteúdo citoplasmático e melhor visualização da estrutura dos grãos de pólen. Logo após, confeccionada três laminas de cada espécie de planta e depositada na coleção dando início a construção da palinoteca de referência da flora local. Durante todo período de coleta foram coletadas e registradas 174 espécies, distribuídas em 46 famílias botânicas. Asteraceae e Leguminosae destacaram-se respectivamente 17,24% e 14,37%, sendo as famílias de maior diversidade biológica em número de espécies, seguidas por Bignoniaceae (7,47%), Malvaceae (6,32%), Solanaceae (5,17%) e Lamiaceae (5,17%). As demais famílias representaram 44,24% do total de espécies coletadas. As plantas que compõem as famílias Asteraceae e Leguminosae são importantes fontes de recursos tróficos (pólen e/ou néctar) para a manutenção das colônias e produção de mel, pólen e própolis. No entanto, a variedade de outras famílias também se mostrou significativa (68,37%), já que existem espécies de abelhas que coletam recursos de acordo com suas preferências e hábitos. Além disso, a partir dessas 174 espécies de plantas, foi possível conhecer a diversidade da flora local e iniciar a construção da coleção de referência de grãos pólen (palinoteca), uma das únicas do Estado do Paraná, que irá subsidiar estudos futuros sobre certificação botânica dos produtos apícolas junto aos produtores locais. (CAPES)
126 MORFOLOGIA E COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS GRÃOS DE PÓLEN DE