O cabo par trançado é formado por uma capa externa que agrega um conjunto de pares de fios de cobres encapados e enrolados de forma helicoidal. A Figura 39 TErmo do glossário: um ruído consiste em uma interferência nos sinais propagados por meio do meio de transmissão, capaz distorcer os sinais transmitidos e consequentemente a informação que eles representam.
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apresenta um cabo par trançado sem blindagem, onde pode-se perceber quatro pares de fios de cobre entrelaçados. Cada fio destes pares possui uma função es- pecífica. Para interpretar a informação recebida, o receptor se baseia na diferença de potência entre os dois níveis de tensão.
FigUrA 39 – Exemplo de Cabo Par Trançado sem Blindagem
FoNTE: Análise Informática. Disponível em: https://www.analiseinformatica.com.br/cabo-par-tran- cado-cat5e-4px24-100mhz-ftp-blindado-azul-furukawa-mt.html
Os cabos de par trançado podem pertencer a dois tipos, com ou sem blinda- gem. O cabo par trançado sem blindagem, normalmente referenciado como UTP (Unshielded Twistead-Pair), consiste no cabo de uso mais popular nas redes de computadores. A Figura 39 apresenta um exemplo de cabo UTP. O cabo par trança- do blindado, também conhecido como sTP (Shielded Twistead-Pair), possui uma blindagem eletromagnética metálica ou um revestimento em malha de cobre em cada par de fios isolados do cabo, proporcionando maior isolação e imunidade ao ruído. A Figura 40 ilustra um cabo par trançado blindado. No entanto, apesar dos benefícios do sTP, o seu custo também é mais elevado.
FigUrA 40 – Cabo Par Trançado Blindado
FoNTE: Medium. Disponível em: https://medium.com/@julydd/stp-vs-utp-which-one-is-better- -96e6fc612afa
Outra forma de classificar os cabos de par trançado consiste na análise da catego- ria que eles pertencem. Existem sete categorias do cabo par trançado. A categoria 1 era empregada principalmente em instalações telefônicas e redes antigas, mas não é mais reconhecida pela Associação da Indústria de Telecomunicações (TiA). A categoria 2 era utiliza em redes em topologia em anel com suporte a token, mas assim como a categoria anterior, a segunda categoria não é mais reconhecida pela TiA. A categoria 3 consistiu no primeiro padrão projetado especialmente para re- des de computadores e suporta a transmissão de sinais em uma frequência de até
ATENção: um deles funciona como suporte de transporte dos sinais entre o transmissor e o receptor e o outro atua como referência.
licenciatura em computação|Redes de Computadores · 71 16 mega-hertz (MHz) e continua em operação atualmente. A categoria 4 permite transmitir sinais a uma frequência de até 20MHz e a uma taxa de dados de 20 Mbps. A categoria 5 é a mais utilizada e permite frequências de até 125 MHz. A categoria 6 em geral opera com frequência de 250MHz, mas apenas em um alcance de 55 me- tros. Além disso, essa categoria apresenta maior poder para reduzir interferências e a perda de sinal. A categoria 7 permanece em desenvolvimento visando permitir a criação de redes capazes de transmitir 100 gigabits por segundo em cabos de 15 metros de alcance. A Tabela 1 compara as categorias de cabos de par trançados.
TABElA 1 - Comparação das Categorias de Cabos de Par Trançado
FoNTE: iFrN. Disponível em: http://www3.ifrn.edu.br/~macedofirmino/files/ensino/2012.1/redesI/ redesI_meios_transmissao.pdf
O conector do cabo par trançado consiste no 8P8C, popularmente conhecido como RJ45. Os conectores 8P8C são frequentemente referenciados como conec- tores RJ45. A principal característica deste conector consiste na possibilidade de conexão de oito pinos. A Figura 41 apresenta um conector de cabo par trançado.
ATENção: a única exceção consiste na subcategoria CAT6a que permite um alcance de até 100 metros.
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CATEGORIA 1 2 3 4 5 6 7 Muito baixa <2 MHz 16 MHz 20 MHz 100 MHz 200 MHz 600 MHz < 100Kbps 2 Mbps 10 Mbps 20 Mbps 100 Mbps 200 Mbps 600 Mbps Analógico Analógico/digital Digital Digital Digital Digital Digital Telefone Telefone/Dados LANs LANs LANs LANs LANsLARGURA DE BANDA TAXA DE TRANSMISSÃO TIPO DE SINAL APLICAÇÃO
sAiBA mAis: apesar da maioria das pessoas utilizarem essa terminologia, tecnicamente ela está incorreta, pois a interface mecânica e o esquema de instalação são diferentes no padrão de especificação do padrão. Mesmo existindo essa diferença técnica, provavelmente você sempre ouvirá as pessoas se referindo a este conector como RJ45 e no restante do material usaremos a terminologia popular a fim de não confundir os leitores já acostumados com essa definição.
FigUrA 41– Conector Cabo Par Trançado
FoNTE: Wikipédia. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/8P8C
Existem dois principais tipos de ligação dos pares de fios do cabo par trançado nos conectores RJ45. Cada tipo de ligação resulta em um tipo de cabo para atender necessidades específicas, sendo eles o cabo reto e o cabo crossover. A principal característica deste tipo de cabo consiste em manter o mesmo padrão em ambas as pontas do conector. Existem dois padrões mais utilizados de combinação de pares a serem conectados no conector RJ45, sendo eles o EIA/TIA568A e o EIA/TIA 568B. A Figura 42 ilustra o esquema de ligação de um cabo direto. Diferentemente do cabo direto, o cabo crossover permite interligar dois computadores diretamen- te, sem a necessidade de utilizar um hub, switch ou roteador. A característica mais marcante do cabo crossover consiste na inversão dos padrões em cada ponta do cabo, ou seja, pode-se utilizar em uma extremidade o padrão EIA/TIA568A e na outra extremidade o padrão EIA/TIA 568B. A Figura 43 mostra a disposição dos fios do cabo par trançados com os conectores RJ45 em um cabo crossover.
FigUrA 42 – Ligação de um Cabo Direto
FoNTE: TecMundo. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/manutencao-de-pcs/2187-manu- tencao-de-pcs-aprenda-a-crimpar-cabos-de-rede-video-.htm
ATENção: o cabo direto é empregado para interligar computadores com hubs, switches ou roteadores.
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sAiBA mAis: esse tipo de cabo se torna muito útil em situações que não existe uma infraestrutura de rede disponível e existe a necessidade de compartilhar uma grande quantidade de dados entre dois computadores.
licenciatura em computação|Redes de Computadores · 73 FigUrA 43 – Ligação de um Cabo Crossover
FoNTE: TecMundo. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/manutencao-de-pcs/2187-manu- tencao-de-pcs-aprenda-a-crimpar-cabos-de-rede-video-.htm
Conhecendo os esquemas de ligação do cabo par trançado, basta analisarmos como os mesmos são conectados nos computadores. Para realizar esta função uti- lizam-se as placas de rede com suporte ao conector RJ45. A Figura 44 mostra uma placa de rede off-board capaz de suportar um conector RJ45. Algumas placas de rede podem estar integradas diretamente na placa mãe do computador. Nos refe- rimos a este tipo de placa como on-board. Conhecendo agora estes dois termos, provavelmente você está se perguntando qual seria o mais indicado para você uti- lizar. Normalmente torna-se interessante utilizar uma placa mãe off-board pela facilidade de substituição de peças, pois no caso da queima de componentes de uma placa on-board geralmente implica na inutilização da placa como um todo.
FigUrA 44– Placa de Rede Cabo Par Trançado
FoNTE: Ubuntu Iniciantes. Disponível em: http://www.ubuntuiniciantes.com.br/2016/09/comandos- -para-gerenciar-sua-internet.html
ATENção: diz-se que essa placa de rede é off-board, pois ela pode ser acoplada na placa mãe em um slot apropriado para ela.
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A utilização do cabo par trançado apresenta vantagens e desvantagens. Dentre as desvantagens encontram-se o comprimento máximo sem perdas de 100 metros, a baixa imunidade a interferências externas (ruídos). Esta última desvantagem pode ser otimizada ao utilizar os cabos par trançados blindados, mas esta esco- lha resulta em um custo maior. Mesmo existindo desvantagens, este cabo ainda é muito utilizado nas redes LANs atualmente.