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CAPÍTULO 2 – CRESCIMENTO ALOMÉTRICO DE CORTES E DE

No documento LARISSA KRETLI WINKELSTROTER (páginas 31-55)

2. TRABALHOS

2.2. CAPÍTULO 2 – CRESCIMENTO ALOMÉTRICO DE CORTES E DE

FRANGOS DE CORTE

Resumo: Neste estudo, avaliou-se o crescimento alométrico dos cortes, bem como a alometria da composição carcaça em frangos de corte de três genótipos comerciais. Foram utilizados 2.970 pintos de um dia, machos e fêmeas sexados, provenientes de três genótipos comerciais (Cobb, Hubbard e Ross), alimentados com três diferentes níveis de aminoácidos na dieta. Foi utilizado o delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial: três genótipos x três níveis nutricionais x dois sexos (3x3x2), com cinco repetições. Foram utilizadas cinco rações experimentais, formuladas à base de milho e farelo de soja. Para estudar o crescimento alométrico dos cortes, foram abatidas 36 aves, duas de cada tratamento, aos 1, 14, 28, 35, 42, 49 dias de idade, totalizando 216 aves, sendo avaliados os pesos da carcaça (PCA), peito (PP), coxas (PC), sobrecoxas (PSC), pernas (PPER) e asas (PA). Para o estudo do crescimento alométrico da composição de carcaça dos animais abatidos, as mesmas foram trituradas e homogeneizadas. Foram realizadas as análises de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), extrato etéreo (EE), cinzas, fósforo e cálcio. As análises para obtenção dos coeficientes alométricos foram realizadas por meio do “procglm” do SAS (2002). De maneira geral, os machos apresentaram crescimento isogônico dos cortes em estudo, quando comparado com o peso da carcaça. As fêmeas, por sua vez, apresentaram crescimento heterogônico negativo (b<1) para a maioria dos cortes em estudo. Para a composição da carcaça, o crescimento alométrico foi isogônico (b=1) para a deposição de proteína bruta e cinzas, na maioria das análises. Os demais nutrientes apresentaram, de maneira geral, deposição precoce quando comparada ao peso da carcaça.

2.2 CHAPTER 2 - ALLOMETRIC GROUTH CUTS AND CARCASS COMPOSITION OF YIELD OF THREE COMMERCIAL BROILERS

Abstract: In this study, we evaluated the allometric growth of the cuts and the allometry of carcass composition in broilers three commercial genotypes. 2,970 were used in day-old chicks, male and female sex distinction from three commercial genotypes (Cobb and Ross Hubbard) fed with three different levels of amino acids in the diet. We used a completely randomized design in a factorial design: three genotypes x three nutritional levels x two sexes (3x3x2) with five replications. We used five experimental diets were formulated based on corn and soybean meal. To study the allometric growth of the cuts were slaughtered 36 birds, two from each treatment, aos1, 14, 28, 35, 42, 49 days, totaling 216 birds, with the following carcass weights (PCA), breast (PP) , thighs (PC), drumsticks (PSC), legs (RSPP) and wings (PA). For the study of allometric growth of carcass composition, the carcasses of slaughtered animals were crushed and homogenized. Analyses were performed using dry matter (DM), crude protein (CP), ether extract (EE), ash, phosphorus and calcium. Analyzes to obtain the allometric coefficients were performed using "procglm" SAS (2002). . In general, the males were isogonics cuts in the study when compared to the weight of the carcass. Females in turn, increased negative heterogonic (b <1) for most of the sections studied. For the carcass composition, the allometric growth isogonic (b = 1) for the deposition of protein and ash in most analyzes. The other nutrients showed, in general, early deposition compared to carcass weight.

Introdução

Na avicultura industrial, a genética, a nutrição e o manejo, assim como as relações entre esses, estão, constantemente, em estudo. De certa forma, pode-se dizer que o melhoramento genético animal é muito importante, uma vez que direciona a seleção das aves para maiores índices de produtividade (Marcato et al., 2010). Entretanto, rações com níveis nutricionais inadequados, assim como manejo incorreto, levam à subestimação da capacidade produtiva destas aves (Sakomura, 1996).

Em função do constante melhoramento genético, aplicado sobre as populações na avicultura industrial, que resulta em mudanças no crescimento dos genótipos disponíveis no mercado, como também no desenvolvimento da carcaça e dos cortes, tornam-se necessárias pesquisas que permitam ajustar modelos de crescimento destes genótipos.

A curva de crescimento dos animais, geralmente é influenciada por fatores como raça, sexo, manejo alimentar, idade, maturidade, porte ou peso estabelecido (Sainz, 1996). O conhecimento do ritmo de crescimento de cada constituinte corporal, do ponto de vista econômico, pode possibilitar a determinação, com maior precisão, do peso ótimo de abate para cada grupo genético, viabilizando a máxima valorização do produto (Rocher et al., 1988; Silva et al., 2000).

O estudo alométrico do crescimento permite estimar o padrão de desenvolvimento dos cortes de importância econômica nos animais. De acordo com Ávila & Osório (1996), o estudo da alometria está baseado, principalmente, no fato de o desenvolvimento corporal ser uma função do peso e não do tempo necessário para alcançá-lo.

Segundo Santos (2001), a alometria, ao explicar parte das diferenças quantitativas entre os animais, pode ser um parâmetro eficaz no estudo da carcaça e de seus componentes. O estudo alométrico proporciona descrição quantitativa da relação entre uma parte e o todo e, apesar de não registrar detalhes, é importante por agregar todas as informações em um só valor (Berg & Butterfield, 1966).

Neste estudo, avaliou-se o crescimento alométrico dos cortes de frangos de três genótipos comerciais, Cobb, Hubbard e Ross, machos e fêmeas, bem como a alometria da deposição de nutrientes na carcaça.

Material e Métodos

O experimento foi conduzido no setor de Avicultura do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, situado no Campus JK, em Diamantina-MG, durante o período de 31 de outubro a 19 de dezembro de 2011.

Foram utilizados 2.970 pintos de um dia, machos e fêmeas sexados, provenientes de três genótipos comerciais de frangos de corte: Cobb, Hubbard e Ross. As aves foram alojadas em um galpão experimental de alvenaria, com 40m de comprimento, 8m de largura, pé-direito de 3,0m e dividido em 90 boxes de 1,65 x 1,55m, com 33 aves cada. Foi utilizado o delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial: três genótipos x três níveis nutricionais x dois sexos (3x3x2), com cinco repetições. A ração basal foi formulada, seguindo as indicações de Hubbard (2011). As demais rações foram formuladas com 10% a menos de aminoácidos (Lisina, Metionina e Metionina+Cistina) e 10% a mais desses mesmos aminoácidos. Foram utilizadas cinco rações experimentais (Tabelas 1, 2, e 3), formuladas à base de milho e farelo de soja.

Tabela 1 – Composições das rações basais, nas cinco fases de criação dos frangos

Alimento Fases (dias) 1 a 7 8 a 20 21 a 34 35 a 42 43 a 49 Milho Moído 57,801 60,319 61,874 64,311 67,035 Farelo Soja 36,329 33,454 31,440 28,979 26,468 Óleo de Soja 1,901 2,186 2,785 3,106 3,332 Fosfato Bicálcico 1,891 1,882 1,756 1,638 1,601 Calcário Calcítico 1,009 0,961 0,937 0,865 0,777

Suplemento Vitamínico e Mineral¹ 0,100 0,100 0,400 0,400 0,200

DL-Metionina 0,315 0,342 0,315 0,253 0,181

L-Lisina HCl 0,289 0,336 0,204 0,150 0,100

Sal 0,309 0,321 0,284 0,299 0,307

Total 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

Recomendação Nutricional Utilizada

Energia Metabolizável (kcal/kg) 3000 3050 3100 3150 3200

Proteína Bruta (%) 22,000 21,000 20,000 19,000 18,000

Lisina digestível (%) 1,260 1,229 1,079 0,980 0,883

Metionina digestível (%) 0,615 0,629 0,593 0,521 0,439

Metionina + Cistina digestível (%) 0,903 0,906 0,862 0,781 0,691

Cálcio (%) 0,990 0,961 0,915 0,851 0,800

Fósforo disponível (%) 0,465 0,460 0,434 0,410 0,400

Sódio (%) 0,165 0,168 0,155 0,158 0,160

1

Suplemento vitamínico e mineral por kg de produto: vit. A 3.750.000 UI; vit. D3, 750.000 UI; vit. E 7500 mg; vit K3, 1.000 mg; vit. B1, 750 mg; vit. B2, 1.500 mg; vit. B6, 1500 mg; vit. B12, 7.500 mcg; vit. C 12.500mg; biotina 30 mg; niacina 10.000mg; ácido fólico 375; acido pantotênico 3.750mg; colina 10.000mg; metionina 400.000mg; selênio 45mg; iodo 175mg; ferro 12.525 mg; cobre 2.500mg; manganês 19.500 mg; zinco 13.750mg.

Tabela 2 – Composições das rações com menos 10% de aminoácidos, em relação às rações basais, nas cinco fases de criação dos frangos

Alimento Fases (dias)

1 a 7 8 a 20 21 a 34 35 a 42 43 a 49 Milho Moído 57,249 59,721 61,451 63,927 66,747 Farelo Soja 37,038 34,238 31,965 29,456 26,827 Óleo de Soja 2,092 2,390 2,936 3,243 3,438 Fosfato Bicálcico 1,886 1,877 1,752 1,635 1,598 Calcário Calcítico 1,007 0,959 0,936 0,864 0,776

Suplemento Vitamínico e mineral¹ 0,100 0,100 0,400 0,400 0,200

DL-Metionina 0,216 0,242 0,222 0,169 0,107

L-Lisina HCl 0,104 0,153 0,048 0,009 0,000

Sal 0,309 0,319 0,289 0,298 0,307

Total 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

Recomendação Nutricional Utilizada

Energia Metabolizável (kcal/kg) 3000 3050 3100 3150 3200

Proteína Bruta (%) 22,000 21,000 20,000 19,000 18,000

Lisina digestível (%) 1,134 1,106 0,971 0,882 0,814

Metionina digestível (%) 0,523 0,535 0,504 0,441 0,369

Metionina + Cistina digestível (%) 0,813 0,815 0,776 0,703 0,622

Cálcio (%) 0,990 0,961 0,915 0,851 0,800

Fósforo disponível (%) 0,465 0,460 0,434 0,410 0,400

Sódio (%) 0,165 0,168 0,155 0,158 0,160

1

Suplemento vitamínico e mineral por kg de produto: vit. A 3.750.000 UI; vit. D3, 750.000 UI; vit. E 7500 mg; vit K3, 1.000 mg; vit. B1, 750 mg; vit. B2, 1.500 mg; vit. B6, 1500 mg; vit. B12, 7.500 mcg; vit. C 12.500mg; biotina 30 mg; niacina 10.000mg; ácido fólico 375; acido pantotênico 3.750mg; colina 10.000mg; metionina 400.000mg; selênio 45mg; iodo 175mg; ferro 12.525 mg; cobre 2.500mg; manganês 19.500 mg; zinco 13.750mg.

As rações foram formuladas conforme informações de composições e digestibilidade dos ingredientes apresentados em Rostagno et al. (2011). Os aminoácidos, controlados nas rações, foram Lisina e Metionina, por serem os mais limitantes para o desenvolvimento de frangos de corte. A ração e a água foram fornecidas à vontade.

Para estudar o crescimento alométrico dos cortes, foram abatidas 36 aves, duas de cada tratamento, aos 1, 14, 28, 35, 42, 49 dias de idade, totalizando 216 aves, sendo avaliados os pesos da carcaça, peito, coxas, sobrecoxas, pernas, e asas.

Para o estudo do crescimento alométrico na deposição de nutrientes, as carcaças dos animais abatidos foram trituradas, homogeneizadas e analisadas. Foram realizadas as análises de matéria seca, proteína bruta, extrato etéreo, cinzas, cálcio e fósforo.

Tabela 3 – Composições das rações com mais 10% de aminoácidos, em relação às rações basais, nas cinco fases de criação das aves

Alimento Fases (dias)

1 a 7 8 a 20 21 a 34 35 a 42 43 a 49 Milho Moído 58,407 60,915 62,296 64,694 67,379 Farelo Soja 35,536 32,673 30,915 28,503 26,041 Óleo de Soja 1,695 1,982 2,634 2,969 3,210 Fosfato Bicálcico 1,896 1,888 1,759 1,641 1,603 Calcário Calcítico 1,012 0,964 0,939 0,867 0,778

Suplemento Vitamínico e mineral¹ 0,100 0,100 0,400 0,400 0,200

DL-Metionina 0,414 0,441 0,407 0,337 0,255

L-Lisina HCl 0,476 0,519 0,359 0,291 0,227

Sal 0,310 0,321 0,290 0,291 0,308

Total 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

Recomendação Nutricional Utilizada

Energia Metabolizável (kcal/kg) 3000 3050 3100 3150 3200

Proteína Bruta (%) 22,000 21,000 20,000 19,000 18,000

Lisina digestível (%) 1,386 1,352 1,186 1,078 0,972

Metionina digestível (%) 0,709 0,722 0,681 0,601 0,510

Metionina + Cistina digestível (%) 0,993 0,996 0,948 0,859 0,760

Cálcio (%) 0,990 0,961 0,915 0,851 0,800

Fósforo disponível (%) 0,465 0,460 0,434 0,410 0,400

Sódio (%) 0,165 0,168 0,155 0,158 0,160

1

Suplemento vitamínico e mineral por kg de produto: vit. A 3.750.000 UI; vit. D3, 750.000 UI; vit. E 7500 mg; vit K3, 1.000 mg; vit. B1, 750 mg; vit. B2, 1.500 mg; vit. B6, 1500 mg; vit. B12, 7.500 mcg; vit. C 12.500mg; biotina 30 mg; niacina 10.000mg; ácido fólico 375; acido pantotênico 3.750mg; colina 10.000mg; metionina 400.000mg; selênio 45mg; iodo 175mg; ferro 12.525 mg; cobre 2.500mg; manganês 19.500 mg; zinco 13.750mg.

Para a obtenção dos valores de matéria seca, utilizou-se a análise fundamentada na perda de peso e substâncias voláteis em estufa regulada à 105ºC, até a obtenção de peso constante (Brasil, 1999). A determinação dos valores de proteína bruta foi baseada na determinação de nitrogênio total, obtida através da digestão ácida, utilizando o ácido sulfúrico (Brasil, 1999). A quantidade de extrato etéreo foi obtida através da extração com solvente orgânico (éter etílico), utilizando o extrator de Soxhlet com aquecimento elétrico (Brasil, 1999). As cinzas foram obtidas pela incineração da amostra previamente desidratada em mufla à 550ºC (Brasil, 1999).

O estudo do crescimento relativo dos cortes e deposição de nutrientes foi realizado

mediante o modelo da equação alométrica de Huxley ( ), transformada,

algoritmicamente, em um modelo linear, (Huxley, 1932), em que: “y” é o peso do corte ou a quantidade de nutriente depositado; “x” é o peso da carcaça; “a” é o intercepto; “b” é o coeficiente de crescimento relativo ou de alometria.

As análises para obtenção dos coeficientes alométricos foram realizadas por meio do “proc glm” do SAS (2002). Para verificação da hipótese b = 1, foi realizado o teste "t" (Student) (p<0,01), para as diferenças entre genótipo e idade de abate.

Quando ocorreu o valor de b = 1, o crescimento foi denominado isogônico, indicando que as taxas de crescimento de "x" e "y" são semelhantes no intervalo de crescimento considerado. Quando b ≠ 1, o crescimento é chamado heterogônico, sendo positivo (b>1), o corte ou deposição de nutriente é considerado de desenvolvimento tardio, e negativo (b<1), corte ou deposição de nutriente de desenvolvimento precoce.

Os coeficientes de alometria foram testados através do teste F, para comparação dos grupos genéticos. Anteriormente, foram testadas e observadas que as curvas não eram paralelas.

Resultados e Discussão

Os coeficientes de alometria dos cortes foram apresentados nas Tabelas 4, 5 e 6. Verificou-se que o crescimento alométrico foi heterogônico para todos os cortes avaliados para os animais machos do genótipo Cobb, que receberam a ração com menos 10% de aminoácidos. Para os machos e fêmeas deste mesmo genótipo que receberam a ração basal, todos os cortes, com exceção do peito, apresentaram crescimento isogônico. As fêmeas deste genótipo, que receberam as rações com menos e mais 10% de aminoácidos, apresentaram crescimento isogônico apenas para o peito. Os demais cortes apresentaram crescimento heterogônico negativo (b<1), o que indica um desenvolvimento precoce dos cortes em relação ao peso da carcaça.

Para os frangos do genótipo Hubbard (Tabela 5), houve diferença no comportamento do crescimento, de acordo com o sexo e a ração recebida, não havendo uma tendência de comportamento entre os tratamentos avaliados. Para as fêmeas que receberam a ração com menos 10% de aminoácidos, apenas o peito apresentou crescimento isogônico. As demais fêmeas deste genótipo apresentaram crescimento heterogônico negativo, com exceção do crescimento do peito das fêmeas que receberam a ração com mais 10% de aminoácidos, e apresentou um coeficiente de alometria mais alto (b>1). Entre os machos deste genótipo, foi encontrado coeficientes de alometria diferentes para cada ração recebida. Os machos que receberam a ração com menos 10% de aminoácidos, apresentaram crescimento isogônico para o peito, sobrecoxa e asa. Os demais cortes apresentaram crescimento tardio. Os machos que receberam a ração basal apresentaram crescimento isogônico para a coxa, sobrecoxa e perna.

A asa apresentou crescimento precoce (b<1) e o peito, crescimento tardio (b>1). E, por fim, os machos que receberam a ração com mais 10% de aminoácidos, apresentaram desenvolvimento heterogônico apenas para o peito. Os demais cortes apresentaram desenvolvimento isogônico.

Tabela 4 – Teste para crescimento isogônico (H0: b = 1) dos cortes da carcaça, em função do peso da carcaça,

para os frangos do genótipo Cobb, de diferentes sexos, alimentados com diferentes rações

Macho Fêmea

Parâmetro a Parâmetro b R² Teste t

Ho: b=1 Parâmetro a Parâmetro b R²

Teste t Ho: b=1 Ração 1 (menos 10% de aa)

Peito 0,6386 0,9173 0,9555 * 0,5230 0,9422 0,9679 ns Coxa 2,3395 0,6002 0,8533 ** 2,2310 0,5922 0,8405 ** Sobrecoxa 2,5364 0,6131 0,8239 ** 2,4703 0,6083 0,8429 ** Perna 4,8882 0,6068 0,8404 ** 4,6886 0,6014 0,8449 ** Asa 1,0768 0,6689 0,9365 ** 1,9457 0,5858 0,8786 ** Ração 2 (basal) Peito 0,0271 1,3356 0,9916 ** 0,0396 1,2950 0,9914 ** Coxa 0,1101 1,0059 0,9962 ns 0,1153 0,9957 0,9960 ns Sobrecoxa 0,1441 0,9932 0,9963 ns 0,1257 1,0162 0,9947 ns Perna 0,2579 0,9970 0,9985 ns 0,2414 1,0067 0,9978 ns Asa 0,0718 1,0301 0,9949 ns 0,0860 1,0111 0,9893 ns

Ração 3 (mais 10% de aa)

Peito 0,1250 1,1356 0,9935 ** 0,4004 0,9726 0,9890 ns

Coxa 0,1099 1,0072 0,9892 ns 1,0354 0,6943 0,9597 **

Sobrecoxa 0,1085 1,0324 0,9759 ns 1,0976 0,7195 0,9650 **

Perna 0,2214 1,0187 0,9877 ns 2,1293 0,7082 0,9641 **

Asa 0,1508 0,9287 0,9738 * 0,6800 0,7303 0,9780 **

** p<0,01; * p<0,05; ns= não significativo; a= intercepto; b= Coeficiente de crescimento relativo ou de alometria; R2= Coeficiente de

determinação.

Os frangos do genótipo Ross (Tabela 6) que receberam a ração basal, tanto os machos como as fêmeas, e os machos que receberam a ração com menos 10% de aminoácidos, apresentaram crescimento isogônico para todos os cortes, com exceção do peito, que apresentou crescimento heterogônico positivo (b>1), ou seja, apresentou crescimento tardio, quando comparado com o crescimento da carcaça. Para as fêmeas deste mesmo genótipo, que receberam a ração com menos e mais 10% de aminoácidos, foi verificado crescimento isogônico somente para o peito. Os outros cortes apresentaram desenvolvimento precoce (b<1).

Tabela 5 – Teste para crescimento isogônico (H0: b = 1) dos cortes da carcaça, em função do peso da carcaça,

para os frangos do genótipo Hubbard, de diferentes sexos, alimentados com diferentes rações

Macho Fêmea

Parâmetro a Parâmetro b R²

Teste t

Ho: b=1 Parâmetro a Parâmetro b R²

Teste t Ho: b=1 Ração 1 (menos 10% de aa)

Peito 0,0962 1,1630 0,8450 ns 0,5352 0,9304 0,9619 ns Coxa 0,0823 1,0564 0,9958 ** 2,2314 0,6036 0,8383 ** Sobrecoxa 0,1502 0,9977 0,9959 ns 2,3721 0,6200 0,8503 ** Perna 0,2320 1,0220 0,9980 * 4,5949 0,6126 0,8479 ** Asa 0,1077 0,9830 0,9967 ns 1,0836 0,6753 0,9274 ** Ração 2 (basal) Peito 0,0903 1,1654 0,9951 ** 0,6576 0,9044 0,9778 ** Coxa 0,1515 0,9743 0,9944 ns 1,0643 0,7035 0,9606 ** Sobrecoxa 0,1409 1,0021 0,9933 ns 1,2332 0,7097 0,9620 ** Perna 0,2909 0,9892 0,9973 ns 2,2961 0,7071 0,9627 ** Asa 0,1753 0,9193 0,9854 ** 0,6183 0,7505 0,9744 **

Ração 3 (mais 10% de aa)

Peito 0,0321 1,3062 0,9893 ** 0,0553 1,2352 0,9958 **

Coxa 0,1178 1,0094 0,9964 ns 0,9713 0,7079 0,9724 **

Sobrecoxa 0,1463 0,9983 0,9952 ns 0,9649 0,7369 0,9658 **

Perna 0,2643 1,0033 0,9970 ns 1,9321 0,7236 0,9712 **

Asa 0,0662 1,0526 0,9843 ns 0,5794 0,7526 0,9772 **

** p<0,01; * p<0,05; ns= não significativo; a= intercepto; b= Coeficiente de crescimento relativo ou de alometria; R2= Coeficiente de determinação.

Govaerts et al. (2000), em trabalho realizado com frangos de corte machos, detectaram que o crescimento de peito, coxa, pernas, asa e gordura abdominal foram considerados tardios (b>1) em relação ao peso da carcaça, entrando em contradição com a maioria dos valores encontrados para os machos dos genótipos avaliados neste estudo, que apresentaram crescimento isogônico (b=1) para a maioria dos cortes avaliados.

De maneira geral, os machos mostraram um crescimento mais tardio que as fêmeas para os cortes avaliados, fato esse evidenciado por maiores quantidades de cortes com crescimento isogônico em machos, enquanto nas fêmeas, a maioria dos valores encontrados foram heterogônicos negativos (b<1) (Tabelas 4, 5 e 6). Este resultado pode ser explicado pelo fato de que as fêmeas têm uma taxa de maturidade mais rápida, e, assim, atingem mais cedo a idade adulta, e, consequentemente, têm uma maior deposição proteica nos músculos, indicando um bom potencial das aves para a produção de carne mais precocemente.

Tabela 6 – Teste para crescimento isogônico (H0: b = 1) dos cortes da carcaça, em função do peso da carcaça,

para os frangos do genótipo Ross, de diferentes sexos, alimentados com diferentes rações

Macho Fêmea

Parâmetro a Parâmetro b R² Ho: b=1 Teste t Parâmetro a Parâmetro b R² Ho: b=1 Teste t Ração 1 (menos 10% de aa)

Peito 0,0818 1,1811 0,9823 ** 0,3873 0,9812 0,9752 ns Coxa 0,1475 0,9768 0,9871 ns 2,3049 0,5920 0,8318 ** Sobrecoxa 0,1117 1,0279 0,9842 ns 2,7089 0,5919 0,8109 ** Perna 0,2552 1,0035 0,9887 ns 5,0166 0,5920 0,8248 ** Asa 0,1239 0,9650 0,9844 ns 1,7493 0,6031 0,8769 ** Ração 2 (basal) Peito 0,0248 1,3414 0,9885 ** 0,0166 1,4057 0,9848 ** Coxa 0,1030 1,0189 0,9978 ns 0,1358 0,9768 0,9963 ns Sobrecoxa 0,1769 0,9704 0,9943 ns 0,1399 0,9981 0,9930 ns Perna 0,2819 0,9896 0,9989 ns 0,2753 0,9884 0,9963 ns Asa 0,0965 0,9954 0,9959 ns 0,0644 1,0579 0,9751 ns

Ração 3 (mais 10% de aa)

Peito 0,0275 1,3315 0,9904 ** 0,4374 0,9623 0,8147 ns

Coxa 0,1126 1,0032 0,9964 ns 0,8566 0,7252 0,8539 **

Sobrecoxa 0,1720 0,9701 0,9961 * 0,8326 0,7535 0,8575 **

Perna 0,2858 0,9838 0,9982 ns 1,6851 0,7403 0,8571 **

Asa 0,0916 0,9997 0,9942 ns 0,5241 0,7687 0,8159 **

** p<0,01; * p<0,05; ns= não significativo; a= intercepto; b= Coeficiente de crescimento relativo ou de alometria; R2= Coeficiente de determinação.

Os coeficientes de alometria, para deposição de nutrientes na carcaça, foram apresentados nas Tabelas 7, 8 e 9.

Os frangos de corte do genótipo Cobb (Tabela 7), alimentados com a ração com menos 10% de aminoácidos, apresentaram deposição isogônica (b=1) de proteína bruta e cinzas em relação ao crescimento da carcaça para ambos os sexos. Para os frangos que receberam a ração basal, foi constatada uma deposição isogônica (b=1) de cinzas e proteína bruta de ambos os sexos, e matéria seca nas fêmeas. Para os animais que receberam a ração com mais 10% de aminoácidos, pode-se observar que a deposição de fósforo e cálcio nos machos foi precoce (b<1), e apenas a deposição de cinzas nas fêmeas foi isogônica (b=1), quando comparados com o crescimento da carcaça dos animais.

Para os frangos do genótipo Hubbard (Tabela 8), que receberam a ração com menos 10% de aminoácidos, foi observado deposição isogônica apenas para a deposição de proteína bruta nos machos. Os demais nutrientes apresentaram deposição precoce, com exceção da proteínabruta nas fêmeas e extrato etéreo em ambos os sexos. Os animais deste mesmo.

Tabela 7 – Teste para crescimento isogônico (H0: b = 1) da deposição de nutrientes na carcaça, em função do

peso da mesma, para frangos de corte do genótipo Cobb, de diferentes sexos, alimentados com diferentes rações

Macho Fêmea

Parâmetro a Parâmetro b R² Teste t

Ho: b=1 Parâmetro a Parâmetro b R²

Teste t Ho: b=1 Ração 1 (menos 10% de aa)

Matéria Seca 0,6605 0,9559 0,9991 ** 0,6596 0,9548 0,9996 ** Cinzas 0,0222 1,1856 0,8596 ns 0,0275 0,8263 0,9313 ns Proteína Bruna 0,1742 1,0638 0,9949 ns 0,1739 1,0283 0,9981 ns Extrato Etéreo 0,1224 1,3682 0,9239 * 0,1107 1,3597 0,9837 ** Fósforo 0,0000 -0,1755 0,7652 ** 0,0000 -0,1503 0,7750 ** Cálcio 0,0000 -0,0490 0,7701 ** 0,1185 0,0008 0,0092 ** Ração 2 (basal) Matéria Seca 0,6554 0,9627 0,9990 ** 0,5970 0,9279 0,9789 ns Cinzas 0,0251 1,0169 0,9618 ns 0,0251 1,0289 0,9624 ns Proteína Bruna 0,1764 1,0170 0,9945 ns 0,1909 1,0072 0,9845 ns Extrato Etéreo 0,1090 -13,1825 0,9814 ** 0,1225 1,4416 0,9796 ** Fósforo 0,0000 -1,0288 0,7303 ** 0,0000 -0,1455 0,8042 ** Cálcio 0,0000 0,0008 0,0057 ** 0,0000 0,0015 0,0195 **

Ração 3 (mais 10% de aa)

Matéria Seca 0,6905 0,9349 0,9625 ns 0,6572 0,9761 0,9993 * Cinzas 0,0244 1,2790 0,6594 ns 0,0230 0,8266 0,9061 ns Proteína Bruna 0,1723 1,1470 0,9529 ns 0,1829 1,0523 0,9972 * Extrato Etéreo 0,0961 1,0360 0,9536 ns 0,1233 1,2925 0,9881 ** Fósforo 0,0000 -0,0215 0,9120 ** 0,0000 -0,1133 0,9557 ** Cálcio 0,0000 0,0033 0,0315 ** 0,0000 0,0027 0,7876 **

** p<0,01; * p<0,05; ns= não significativo; a= intercepto; b= Coeficiente de crescimento relativo ou de alometria; R2= Coeficiente de

determinação.

genótipo, que receberam a ração basal, apresentaram deposição isogônica para as cinzas e proteína bruta de ambos os sexos, e para o extrato etéreo nas fêmeas. A deposição dos demais nutrientes nos animais deste genótipo, que receberam a ração basal, foi heterogônica negativa (b<1), com exceção do extrato etéreo nos machos, que apresentou deposição tardia. Os frangos do genótipo Hubbard, que foram alimentados com a ração com mais 10% de aminoácidos, apresentaram deposição isogônica para os nutrientes matéria seca, cinzas e extrato etéreo nos machos. A deposição de extrato etéreo nas fêmeas, e de proteína bruta nos machos e fêmeas ocorreu, com caráter tardio, quando comparada com o peso da carcaça. Os demais nutrientes apresentaram deposição precoce.

Os frangos de corte do genótipo Ross (Tabela 9), que receberam a ração com menos 10% de aminoácidos, apresentaram deposição tardia de proteína bruta para os machos e extrato etéreo para as fêmeas. A deposição de fósforo e cálcio foi precoce para ambos os sexos. Os animais deste genótipo, que receberam a ração basal, apresentaram deposição com

comportamento semelhante aos frangos que receberam a ração com 10% a menos de aminoácidos. Os frangos que receberam a ração dos 10% a mais de aminoácidos, apresentaram deposição isogônica apenas para as cinzas nos machos. A deposição de proteína bruta e extrato etéreo para estes animais foram tardios, quando comparada ao peso da carcaça dos animais. Os demais nutrientes, matéria seca, fósforo e cálcio, tiveram deposição precoce.

Tabela 8 – Teste para crescimento isogônico (H0: b = 1) da deposição de nutrientes na carcaça, em função do

peso da mesma, para frangos de corte do genótipo Hubbard, de diferentes sexos, alimentados com diferentes rações

Macho Fêmea

Parâmetro a Parâmetro b R²

Teste t

Ho: b=1 Parâmetro a Parâmetro b R²

Teste t Ho: b=1 Ração 1 (menos 10% de aa)

Matéria Seca 0,6741 0,9711 0,9995 ** 0,6704 0,9695 0,9998 ** Cinzas 0,0310 0,8185 0,9409 * 0,0305 0,8250 0,9809 ** Proteína Bruta 0,1853 1,0155 0,9987 ns 0,1984 1,0742 0,9920 * Extrato Etéreo 0,0742 1,1634 0,9691 * 0,0859 1,2651 0,9581 * Fósforo 0,0000 -0,1214 0,6685 ** 0,0000 -0,1481 0,7851 ** Cálcio 0,0000 0,0010 0,0134 ** 0,0000 -0,0015 0,0044 ** Ração 2 (basal) Matéria Seca 0,6662 0,9740 0,9996 * 0,6601 0,9786 0,9994 * Cinzas 0,0236 0,9237 0,8483 ns 0,0242 0,7992 0,7043 ns Proteína Bruta 0,1856 1,2596 0,9609 ns 0,1930 1,0829 0,9524 ns Extrato Etéreo 0,0955 1,4317 0,9455 * 0,1020 1,1674 0,9390 ns Fósforo 0,0000 -0,0514 0,4196 ** 0,0000 -0,0664 0,2558 ** Cálcio 0,0000 0,0032 0,2388 ** 0,0000 -0,0158 0,2012 **

Ração 3 (mais 10% de aa)

Matéria Seca 0,6641 0,9958 0,9994 ns 0,6724 0,9706 0,9994 ** Cinzas 0,0277 1,0029 0,9331 ns 0,0275 0,8758 0,9948 ** Proteína Bruta 0,1710 1,0851 0,9954 * 0,1886 1,0474 0,9977 * Extrato Etéreo 0,0995 1,0657 0,9750 ns 0,0851 1,3884 0,9911 ** Fósforo 0,0000 -0,0517 0,3519 ** 0,0000 -0,1238 0,9318 ** Cálcio 0,0000 -0,0019 0,0557 ** 0,0000 0,0008 0,0100 **

** p<0,01; * p<0,05; ns= não significativo; a= intercepto; b= Coeficiente de crescimento relativo ou de alometria; R2= Coeficiente de

determinação.

Os valores dos coeficientes de determinação (R²), para o estudo do crescimento alométrico dos cortes e de deposição de nutrientes foram relativamente altos, indicando que o modelo teve um bom ajuste para os dados, com exceção de alguns valores baixos encontrados para deposição de cálcio e fósforo, mostrando que esta não é a melhor forma de analisar a deposição destes nutrientes na carcaça de frangos de corte, e necessita maiores estudos.

Tabela 9– Teste para crescimento isogônico (H0: b = 1) da deposição de nutrientes na carcaça, em função do

No documento LARISSA KRETLI WINKELSTROTER (páginas 31-55)

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