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CAPÍTULO III - ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

No documento Estresse Ocupacional em (páginas 47-67)

Neste capítulo, apresentam-se as análises do presente estudo, considerando os objetivos inicialmente propostos. Na primeira seção, expõe-se a caracterização do perfil pessoal e ocupacional dos 59 respondentes. Na segunda, elencam-se os estressores organizacionais, por meio de médias e desvios-padrão dos itens que compõem a EET, cujos cálculos estatísticos possibilitaram mensurar o nível de estresse ocupacional dos técnico-administrativos. Na terceira, expõe-se as respostas da pergunta qualitativa do instrumento de coleta de dados. Na quarta seção, procedeu-se a associação dos dados pessoais e ocupacionais com o nível de estresse. Por fim, sugerem-se ações para prevenir e/ou reduzir o estresse ocupacional na Reitoria do Instituto Federal Farroupilha.

3.1 Análise dos dados

Após a coleta, as informações foram organizadas em uma planilha eletrônica, no programa Office Excel, criando assim, um banco de dados para, posteriormente, ser analisado, eletronicamente, com o auxílio dos programas Statistical Package for Social Sciences (SPSS) e Statistical Analysis System (SAS). As informações denotadas pelo questionário qualitativo foram avaliadas pela análise de conteúdo de Bardin (2011).

3.1.1 Caracterização do perfil dos participantes

Com a finalidade de responder ao primeiro objetivo específico deste estudo, que foi de caracterizar o perfil da população pesquisada, utilizou-se a análise descritiva dos dados e tabelas de frequência.

Participaram do estudo um total de 59 servidores, cujo perfil é possível visualizar na Tabelas 1 e 2, a seguir.

Tabela 1 – Caracterização dos dados pessoais do perfil dos participantes da pesquisa maior concentração é do gênero feminino (59,32%), totalizando 35 pessoas, enquanto do masculino, foi de 23 respondentes (38,98%). Uma pessoa (1,70%) não preencheu o questionamento.

Em relação às faixas de idade, o predomínio encontra-se entre 31 anos a 40 anos, com 37 respondentes (62,71%), 12 técnico-administrativos (20,34%) tem até 30 anos e 9 (15,25%) estão acima de 41 anos. Uma pessoa (1,70%) não respondeu a essa pergunta.

A respeito da escolaridade, 37 pessoas (62,71%) possuem pós-graduação e 22 (37,29%) tem a graduação completa.

Quanto ao estado civil, 26 pessoas (44,07%) são casadas, seguidas de 25 solteiras (42,37%). Sete servidores (11,86%) possuem outro tipo de sociedade conjugal. Uma pessoa (1,70%) não respondeu ao questionamento.

Em relação a filhos, 35 pessoas (59,32%) respoderam que não possuem, 12 (20,34%) tem um, 8 (13,56%) tem dois e 2 (3,39%) possuem três. Dois técnicos-administrativos (3,39%) não responderam à pergunta.

Resumidamente, pode-se afirmar que a amostra do presente estudo é, predominantemente, do gênero feminino, com idade entre 31 a 40 anos, casados, com pós-graduação e sem filhos.

Tabela 2 - Caracterização dos dados ocupacionais do perfil dos participantes da pesquisa

Variáveis Total (n=59)

Absoluto Relativo Tempo de Atuação na Instituição

1 a 4 anos

Renda (salário mínimo – R$ 954,00) 1 a 3 salários mínimos

4 a 6 salários mínimos 7 salários mínimos ou mais Não responderam

A respeito dos dados ocupacionais dos técnico-administrativos pesquisados, verifica-se, na Tabela 2, que 28 pessoas (47,46%) estão atuando no IFFar de 1 a 4 anos, 23 servidores (38,98%) tem de 5 a 10 anos de instituição e 7 (11,86%) estão exercendo suas atividades laborais há mais de 11 anos. Um participante (1,70%) não respondeu ao questionamento.

Quanto à jornada de trabalho, 32 pessoas (54,24%) trabalham 8 horas diárias, enquanto 25 (42,37%) possuem flexibilização de horário, ou seja, executam suas atividades pelo período de 6 horas diárias.

Em relação à renda, 38 pessoas (64,40%) percebem de 4 a 6 salários mínimos, 12 (20,34%) recebem 7 ou mais, 8 servidores (13,56%) recebem de 1 a 3 salários mínimos.

Um participante (1,70%) não respondeu à pergunta.

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Quanto ao nível do cargo, 32 pessoas (54,24%) possuem o ensino médio, enquanto 24 (40,67%) tem o superior. Dois técnico-administrativos (3,39%) possuem o nível fundamental. Uma pessoa (1,70%) não respondeu ao questionamento.

Quanto ao possuir algum cargo gratificado, a maioria, 45 pessoas (76,27%), mencionou que não o exerce, enquanto 14 (23,73%) recebem algum tipo de gratificação.

Assim, resumidamente, pode-se afirmar que, o perfil ocupacional da amostra do presente estudo, é constituído por técnico-administrativos que atuam no IFFar de 1 a 4 anos, com jornada diária de 8 horas. Possuem renda entre 4 a 6 salários mínimos e nível médio de cargo, além de não exercer nenhum cargo gratificado.

3.1.2 Itens que compõem a EET e sua análise estatística

Na Tabela 3, observam-se os itens que compõem a Escala de Estresse Ocupacional, bem como suas médias e desvios-padrão.

Itens da Escala de Estresse no Trabalho (EET) Média Desvio Padrão 5. Sinto-me irritado com a deficiência na divulgação de informações sobre decisões

organizacionais 3,41 1,237 19. A falta de compreensão sobre quais são minhas responsabilidades neste trabalho

tem causado irritação 17. Tenho me sentido incomodado por trabalhar em tarefas abaixo do meu nível de

habilidade

Fonte: dados da pesquisa.

Ao analisar as médias encontradas na Tabela 3, em cada item da EET, identificaram-se os identificaram-sete principais estressores organizacionais que mais influenciam a atividade laboral dos TAEs. Percebe-se que os servidores estão se sentindo irritados com a deficiência na divulgação das informações sobre as decisões organizacionais (item 5 – média: 3,41), angustiados com as poucas perspectivas de crescimento na carreira (item 16 – média: 3,25), nervosos devido ao tempo insuficiente para realizar o volume de trabalho (item 22 – média: 3,22), incomodados com a deficiência nos treinamentos para capacitação profissional (item 13 – média: 3,10), nervosos com a forma de distribuição das tarefas na sua área (item 1 – média: 3,07), irritados com o controle existente no seu trabalho (item 2 – média: 2,88) e com a discriminação/favoritismo (item 12 – média:

2,68).

Para Robbins (2002), a melhoria da comunicação organizacional reduz incertezas, indeterminação e conflitos de papéis. O autor também ressalta que os treinamentos são uma forma de influenciar, positivamente, a autoeficácia dos colaboradores, tornando-os mais preparadtornando-os para o enfrentamento das tarefas no trabalho.

Quanto aos itens com menor média, destacam-se: fico de mau humor por me sentir isolado na organização (item 14 – média: 2,21), tenho me sentido incomodado com a falta de confiança de meu superior sobre o meu trabalho (item 4 – média: 2,17), tenho estado nervoso por meu superior me dar ordens contraditórias (item 20 – média: 2,10), a falta de comunicação entre mim e meus colegas de trabalho deixa-me irritado (item 7 – média: 2,00), a competição no meu ambiente de trabalho tem me deixado de mau humor (item 18 – média 2,00), sinto-me irritado por meu superior encobrir meu trabalho bem feito diante de outras pessoas (item 21 – média: 1,90) e, por fim, o item que menos

interfere nas atividades laborativas do TAEs, diz respeito a se sentir incomodado por seu superior lhe tratar mal na frente de colegas

de trabalho (item 8 – média: 1,61).

Ressalta-se que para análise, os itens foram divididos, conforme escore de classificação (item 3.1.3), o qual será detalhado no próximo tópico.

4. Tenho me sentido incomodado com a falta de confiança de meu superior sobre o meu trabalho

2,17 1,076 20. Tenho estado nervoso por meu superior me dar ordens contraditórias 2,10 0,904 7. A falta de comunicação entre mim e meus colegas de trabalho deixa-me irritado 2,00 0,974 18. A competição no meu ambiente de trabalho tem me deixado de mau humor 2,00 0,991 21. Sinto-me irritado por meu superior encobrir meu trabalho bem feito diante de

outras pessoas

1,90 0,969 8. Sinto-me incomodado por meu superior tratar-me mal na frente de colegas de

trabalho

1,61 0,883

3.1.3 Nível de estresse ocupacional

Nesta seção, responde-se ao segundo objetivo específico, que é de identificar o nível de estresse ocupacional dos técnico-administrativos em educação do IFFar.

O estresse ocupacional foi avaliado a partir das 23 questões que compõem a EET. Os resultados das médias (item 3.1.2) foram classificados em três categorias para níveis de estresse: baixo (média de 0 a 33,33%), moderado (média de 33,34% a 66,66%) e alto (média de 66,67% a 100%), conforme Quadro 10.

Nível Escore de Classificação Frequência/ servidores % Participantes

Alto 66,67% a 100% 5 8,47

Moderado 33,34% a 66,66% 54 91,53 59

Baixo 0 a 33,33% 0 0

Quadro 10 - Nível de estresse ocupacional em TAEs (Fonte: dados da pesquisa)

Observa-se que 5 participantes (8,47%) apresentam nível alto de estresse ocupacional, enquanto 54 (91,53%) denotam o moderado. Não houve respondentes com baixo nível.

Faz-se necessário que o gestor tome providências quanto aos estressores de maior intensidade, a fim de reduzir os níveis de estresse achados nesta pesquisa, uma vez que as consequências, potencialmente, geradoras do assunto, podem trazer risco à saúde individual ou coletiva dos trabalhadores, além prejuízos para a organização e para a sociedade. Consoante Meng-Jinn e Cunradi, 2008 et al., trabalhadores estressados tendem a uma diminuição no desempenho e na qualidade de suas atividades laborativas, gerando custos às organizações com problemas de saúde, aumento do absentísmo, rotatividade e acidentes no local de trabalho.

Os níveis de estresse ocupacional dos técnico-administrativos em educação são ilustrados na Figura 3 a seguir.

Figura 3 – Resultado do nível de estresse ocupacional em TAEs (Fonte: Dados da pesquisa)

Após demonstrar o nível o estresse ocupacional, passa-se a expor as respostas da pergunta discursiva do instrumento de coleta de dados.

3.1.4 Respostas do questionário qualitativo

As respostas da pergunta qualitativa (parte III do questionário) foram distribuídas consoante os 23 itens da EET, os quais são divididos em: sobrecarga de trabalho, conflito entre papéis, ambiguidade de papéis, fatores de desenvolvimento na carreira, autonomia/controle no trabalho e relacionamento interpessoal, como já mencionado no item 2.5 desta pesquisa.

Dos 59 respondentes, 28 discorreram acerca de assuntos não abrangidos pelos itens da EET, ou que foram abordados por esta metodologia, contudo necessitavam de complementação sob um enfoque direcionado ao IFFar, haja vista serem relevantes para a instituição e seu quadro de servidores.

Ressalta-se que o conteúdo das respostas passou por algumas adaptações quanto ao modo de sua escrita, contudo sem modificar suas acepções e contextos. A seguir, o Quadro 11 detalha as circustâncias causadoras de estresse ocupacional, bem como as frequências das respostas e os números dos respectivos questionários.

Estressor Ocupacional

Descrição Contextos Causadores de Estresse Frequência / Número do Questionário bem como à insatisfação com o trabalho.

Nove servidores / 03,09,12,13,

15,21,24,25,28.

Algumas informações são repassadas fora de tempo hábil para realizar as atividades, haja vista um número reduzido de servidores.

Sete servidores / 02,09,20, 21,23,24,25.

Excesso de documentos e procedimentos. As atividades

deveriam ser ocorre de maneira normal, em outras, as ações tem que ocorrer de forma imediata.

Dois servidores / 16,09. andamento das atividades, uma vez que as tarefas setores, com a chefia imediata, bem como dentro da mesma Pró-reitoria.

Um servidor / 24.

A falta ou a pouca comunicação das decisões da gestão causam desconforto, não pelo seu mérito quanto ao correto ou incorreto, mas pela não justificativa por tal

Repasse de responsabilidades a servidores cujas ações não lhe competem.

Dois servidores / 06,28.

Algumas tarefas estão fora das atribuições dos cargos.

Dois servidores / 23,28.

desempenhar são pouco

claras e

inconsistentes.

Algumas chefias imediatas são, às vezes, demasiadamente, penalizadas pelas falhas de seus subordinados.

Um servidor / 18.

Incomodo por desvio de função de alguns servidores.

Um servidor / 23. para designação das chefias.

Um servidor / 28.

institucionais parecem estar sendo tomadas de forma pessoalizada, deixando a boa técnica de lado, quando deveriam ser pensadas em prol da coletividade. Quando se menciona que certas ações estão erradas, o servidor pode ser mal interpretado, como, por exemplo, não quer trabalhar ou que está indo contra a instituição.

Três servidores / 10,22,28.

Parece haver omissão quanto a

determinadas ações

institucionais, possivelmente para o gestor não se indispor, o que prejudica servidores e organização. Isso leva a pensar que, quanto mais se trabalha, mais se é desvalorizado.

Dois servidores / 09,28.

Falta imparcialidade na tomada de algumas decisões, a exemplo de compensações e liberações para atividades.

Dois servidores / 08,16.

A carga horária é, muitas vezes, contraproducente, pois há servidores exercendo suas atividades em oito horas, outros, em seis. Falta ações igualitárias quanto ao assunto.

Dois servidores / 09,12.

Algumas situações

institucionais acabam sendo muito políticas.

Dois servidores / 09,12.

Viagens constantes estão interferindo na vida pessoal dos servidores.

Dois servidores / 06, 25.

(continua)

Não há transparência no processo de tomada de decisão, pois alguns assuntos não são disseminados. Gestão de Pessoas, na maioria das vezes, é com algidez e insatisfação e consequências negativas no desempenho das atividades.

Dois servidores / 16,28.

Observa-se que há problemas pessoais e/ou particulares entre os próprios servidores.

Um servidor / 14.

Quadro 11 – Contextos causadores de estresse (Fonte: Dados da pesquisa)

(continua)

Para aquelas respostas que não foi possível agrupá-las, tendo em vista os estressores da EET, segregou-se os assuntos por categorias e situações geradoras de estresse, consoante Quadro 12, a seguir.

Categoria Situações Geradoras de Estresse Frequência / Número do Questionário Infraestrutura A infraestrutura física da Reitoria

não permite

espaços/oportunidades de convivência e interação entre os servidores.

Três servidores / 11,22,28

Outras informações relevantes

Não há investimentos institucionais em qualidade de vida do servidor.

Dois Servidores / 11,28.

Falta de psicólogo na Reitoria para desenvolver atividades relacionadas à saúde do trabalhador.

Um servidor / 11.

Quadro 12 – Categorias de respostas do questionário qualitativo (Fonte: Dados da pesquisa)

No tópico a seguir, efetua-se a associação entre os dados pessoais e ocupacionais dos TAEs com o nível de estresse ocupacional.

3.1.5 Associação entre os níveis de estresse ocupacional e dados pessoais e cupacionais.

Nesta secção, responde-se ao terceiro objetivo específico da presente pesquisa, que é de associar os níveis de estresse ocupacional com os dados pessoais e ocupacionais.

As informações foram caracterizadas por meio da técnica de análise de correspondência, que, consoante Lucio (1999), é um método para determinação de um sistema de associação entre elementos de dois ou mais conjuntos, visando explicar a estrutura de associação das variáveis em questão.

Dessa forma, constroi-se gráficos com os componentes principais das linhas e das colunas, permitindo a visualização da relação entre os conjuntos, onde a proximidade dos pontos referentes à linha e a coluna indicam associação e, o distanciamento, uma repulsão.

De acordo com Malhotra (2006), através da técnica multivariada de interdependência (análise de correspondência), é possível elaborar um mapa espacial das médias, em relação ao grau de concordância relativa às respostas dos instrumentos de coletas de dados. A Figura 4 ilustra a associação entre as variáveis utilizas nesta pesquisa.

Figura 4 - Análise de correspondência entre o nível de estresse ocupacional e dados pessoais e ocupacionais (Fonte: dados da pesquisa)

Ao relacionar os níveis de estresse ocupacional (alto, moderado e baixo) com os dados pessoais e ocupacionais, pode-se observar que a única variável com associação significativa, Teste Qui-quadrado (p=0,2668), foi a do salário (1 a 3 salários mínimos), influenciando-se inversamente. Assim, pode-se afirmar que, quanto menor o salário, mais estresse evidencia o TAE.

Corroborando com tal achado, Assunção (2012), assinala que dentre os motivos que indicam a insatisfação de servidores com relação ao trabalho, estão os atrelados à falta de reconhecimento, diminuição da autonomia

profissional e baixos salários. A falta de reconhecimento e valorização é reiterada e identificada como fator que influencia, consideravelmente, a construção dos sentidos relacionados à vida profissional (Ribeiro; Mancebo, 2013).

Servidores que percebem de 4 a 6 salários mínimos apresentam um nível moderado de estresse ocupacional.

Ainda parece apropriado afirmar que servidores que percebem acima de 7 salários mínimos, não evidenciam estresse ocupacional.

3.1.5.1 Detalhamento da associação entre os níveis de estresse ocupacional com os dados pessoais e ocupacionais.

Com a finalidade de especificar a associação entre os dados pessoais e ocupacionais dos participantes da pesquisa, com o nível de estresse ocupacional, foram elaboradas as Tabelas 4 e 5, a seguir.

Tabela 4 – Associação dos dados pessoais com o nível de estresse ocupacional (Fonte:

Consoante Zille (2005), a mulher é mais predisposta ao estresse, devido à vulnerabilidade dos efeitos das tensões psicossociais diárias. A autora também

Dados Pessoais Estresse Ocupacional (geral)

Total

Estado Civil / Estresse Ocupacional

Casado 3 (5,08%) 23 (38,99%) 0 (0,00%) 26 (44,07%)

Solteiro 2 (3,38%) 23 (38,99%) 0 (0,00%) 25 (42,37%)

Outro 0 (0,00%) 7 (11,86%) 0 (0,00%) 7 (11,86%)

Não responderam 1 (1,70%) 0 (0,00%) 0 (0,00%) 1 (1,70%) Total 6 (10,16%) 53 (89,84%) 0 (0,00%) 59 (100,00%)

Número Filhos / Estresse Ocupacional

Sem filhos 1 (1,70%) 34 (57,62%) 0 (0,00%) 35 (59,32%)

menciona que elas, além da jornada de trabalho, assumem outras atividades no plano familiar, como realizar e/ou orientar afazeres domésticos, além de ter que dedicar atenção especial à família. Todas essas ações, associada à discriminação nas organizações, onde as mesmas têm que provar seu nível de competência, em igualdade de condições em relação aos homens, são situações geradoras de tensão excessiva, podendo ter como consequência o estresse ocupacional.

A respeito da idade, 35 pessoas (59,32%), com faixa etária entre 31 a 40 anos, experimentam o nível moderado de estresse. Duas (3,39%) com até 30 anos e 2 (3,39%) com idade entre 31 a 40, estão com alto nível de estresse.

Com relação à escolaridade, 34 pessoas (57,62%) com pós-graduação, experimentam um nível moderado, enquando 3 servidores (5,09%) com a mesma instrução, estão com alto nível de estresse ocupacional.

A respeito do estado civil, 23 pessoas (38,99%), tanto os casados, quanto os solteiros, experimentam um nível moderado de estresse ocupacional. Três servidores casados (5,08%) apresentam nível alto.

Quanto ao número de filhos, 34 servidores (57,62%), sem filhos, estão com nível moderado, 2 pessoas (3,38%) que possuem um filho, estão com alto nível de estresse ocupacional.

Na Tabela 5, é possível visualizar a associação entre os dados ocupacionais e os níveis de estresse ocupacional.

Tabela 5 – Associação dos dados ocupacionais com o nível de estresse ocupacional (Fonte: Dados da pesquisa)

Ao relacionar os níveis de estresse com dos dados ocupacionais, pode-se observar que 27 pessoas (33,90%), com tempo de instituição de 1 a 4 anos, apresentam um nível moderado de estresse ocupacional, enquanto 3 servidores (5,08%), com 5 a 10 anos de atuação, encontram-se com estresse alto.

Dados Ocupacionais Estresse Ocupacional (geral)

Total

Alto Moderado Baixo

Total 5 (8,47%) 54 (91,53%) 0 59 (100,00%)

Tempo de Instituição / Estresse ocupacional

1 a 4 anos 1 (1,70%) 27 (45,76%) 0 (0,00%) 28 (47,46%) 5 a 10 anos 3 (5,08%) 20 (33,90%) 0 (0,00%) 23 (38,98%) Acima de 11 anos 1 (1,70%) 6 (10,16%) 0 (0,00%) 7 (11,86%) Não responderam 1 (1,70%) 0 (0,00%) 0 (0,00%) 1 (1,70%)

Total 6 (10,17%) 53 (89,83%) 0 (0,00%) 59 (100,00%) Jornada de Trabalho /Estresse Ocupacional

6 horas 2 (3,39%) 23 (38,98%) 0 (0,00%) 25 (42,37%) Nível do Cargo / Estresse Ocupacional

Fundamental 0 (0,00%) 2 (3,39%) 0 (0,00%) 2 (3,39%)

Médio 4 (6,78%) 28 (47,46%) 0 (0,00%) 32 (54,24%)

Superior 1 (1,70%) 23 (38,97%) 0 (0,00%) 24 (40,67%) Não responderam 1 (1,70%) 0 (0,00%) 0 (0,00%) 1 (1,70%)

Total 6 (10,17%) 53 (89,83%) 0 (0,00%) 59 (100,00%) Cargo Gratificado / Estresse Ocupacional

Sim 0 (0,00%) 14 (23,73%) 0 (0,00%) 14 (23,73%)

Não 5 (8,47%) 40 (67,80%) 0 (0,00%) 45 (76,27%)

Total 5 (8,47%) 54 (91,53%) 0 (0,00%) 59 (100,00%)

No que diz respeito à jornada de trabalho, 29 servidores (49,16%), que trabalham 8 horas diárias, experimentam o estresse ocupacional em nível moderado e 3 (5,08%) pessoas estão num nível alto.

Quanto à renda mensal percebida, 36 servidores (61,01%), que auferem de 4 a 6 salários mínimos, estão com nível moderado de estresse. Duas pessoas (3,39%), recebendo de 01 a 03 salários, e duas pessoas que recebem de 04 a 06 salários mínimos, apresentam um nível alto de estresse ocupacional.

Em relação ao nível do cargo, observa-se que 28 servidores (47,46%) com instrução média, estão com o nível moderado de estresse ocupacional. Quatro pessoas (6,78%) apresentam alto nível.

Quanto ao cargo gratificado, percebe-se que 40 servidores (67,80%) que não recebem nenhum benefício adicional, estão num nível moderado. Cinco pessoas (8,47%) apresentam alto nível de estresse ocupacional.

Após associar os dados pessoais e ocupacionais dos pesquisados, com o nível de estresse ocupacional, discorre-se sobre sugestões para prevenir e/ou reduzir o estresse ocupacional.

3.1.6 Sugestoes para prevenir e/ou reduzir o estresse ocupacional.

Diante da apresentação dos resultados, bem como os discutidos na literatura, expõe-se o quarto e último objetivo desta pesquisa, o qual tem propósito de sugerir ações que visem prevenir e/ou reduzir o estresse ocupacional na Reitoria do IFFar, consoante Quadro 13, a seguir.

Ações institucionais Elemento Norteadores

Espaço para Lazer e Diversão Sala de conveniência que permita aos servidores descansar, interagir e realizar alguma atividade em seus momentos de folga.

Grupo de Estudos sobre Saúde Ocupacional e QVT

Realizar pesquisas e monitoramento constante da saúde dos TAEs, a fim de propor ações de prevenção e gerenciamento do estresse ocupacional.

Programas de Atenção à Saúde Programa de atendimento em terapias complementares, como o Reike (método de saúde natural), controle do tabagismo, reeducação alimentar, consciência corporal, prevenção e acompanhamento à dependência de álcool e outras drogas, prevenção do assédio moral e sexual no ambiente laboral.

Programa de Qualificação Profissional Oferecer cursos períodicos de capacitação e aperfeiçoamento, bem como seminários e outras atividades integradoras nas Unidades que compõem o IFFar.

Contratação de Servidores Contratação de terapeuta ocupacional Quadro 13 - Sugestões de ações para prevenir e/ou reduzir o estresse ocupacional (Fonte:

dados da pesquisa)

Consoante Rossi et al. (2012), outras ferramentas também podem ser empregadas para reduzir e melhorar as condições que levam o estresse no trabalho, entre elas:

 Dar ao trabalhador uma descrição clara do trabalho;

 Harmonizar a responsabilidade e autoridade do trabalhador;

 Permitir tempo adequado para realizar suas tarefas;

 Promover a tolerância, a segurança e a justiça no local de trabalho;

 Recompensar o trabalhador pelo seu desempenho;

 Proporcionar meios para o trabalhador realizar queixas, fazendo com que as mesmas sejam tratadas com seriedade.

 Projetar horários de trabalho de modo a evitar conflitos com as demandas e responsabilidades não relacionadas às atividades laborais;

 Permitir a participação dos trabalhadores nas decisões ou ações que afetam seu trabalho;

 Assegurar que as tarefas sejam compatíveis com as capacidades do trabalhador;

(continua)

 Projetar tarefas de modo que proporcionem sentido, estímulo, sensação de plenitude e uso de aptidões.

Apresentados os principais resultados sobre o tema em estudo, e as sugestões para previni-lo ou reduzi-lo, passa-se para as considerações finais deste estudo.

No documento Estresse Ocupacional em (páginas 47-67)

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