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Stryker sentiu algo dentro de seus circuitos – não, sua cabeça – estalar quando ele olhou para a mulher nua sob suas mãos. Ele sentiu o medo dela, sentiu-o profundamente dentro de sua tecnologia auditiva e visual, mas, em vez de acalmá-lo, ele a prendeu, suas pernas afastadas enquanto a tocava.

Limpá-la era apenas uma desculpa.

Seu medo apenas a tornava ainda mais atraente, isso a deixava erótica. Ele sentiu seu corpo querer mudar ao seu redor e subjugá-la com seu rabo. Sua língua bifurcou no meio e deslizou entre os dentes. Stryker se inclinou para cobri-lo dentro de sua vagina, para lamber sua dor e provocar as delicadas rugas de seu ponto G, apenas para encontrar sua língua protegida pela placa de metal de sua máscara.

Seu pênis pulou sob sua armadura.

Ele ouviu os gritos abaixo deles, sabia que eles estavam de volta, sabia que nunca tinham saído para começar. Mas ele também sabia que eles não podiam alcançá-los. Não havia água suficiente para eles no alto das vagens.

Norah olhou para ele, as sobrancelhas franzidas, a respiração presa nos pulmões. — Sim. Sim, você ainda é perfeito.

Era música para seus ouvidos. Ele enfiou a mão na mochila e colocou outro níquel de pomada. Ele deslizou o dedo médio profundamente dentro dela. Stryker torceu para bater e esfregou-a.

Duas mãos agarraram seu pulso e tentaram afastá-lo. — Não, agora não. Por favor, Stryker, estou com medo. Podemos sair? Ela implorou.

Ele continuou assim mesmo. — Estamos seguros, querida, relaxe.

Ela balançou a cabeça, enviando seus cachos para espiralar por toda parte. — Não estamos.

Ele a esfregou mais rápido e, com a mão livre, colocou as pernas dela em volta da cintura dele. Ele se inclinou para frente para cheirar sua pele de canela picada, um corpo que era duro, mas macio o suficiente para dar e receber todo tipo de tratamento, ele pressionou a pélvis dela enquanto sua cobra exigia sua submissão.

Stryker levantou a mão e puxou as xícaras do sutiã. — Eles não podem sair da água, ele murmurou enquanto observava suas pontas de caramelo apertarem em picos que imploravam para serem sugados. Ele jogou a cabeça para trás e atacou o nada.

— O que?

— Se você quer sair, ele ignorou a pergunta dela, — Você tem que gozar primeiro. Ele se inclinou sobre ela, invadindo seu espaço pessoal. Ele empurrou um segundo dedo para dar prazer a ela. Norah estremeceu e tremeu embaixo dele.

— Eu não posso, ela gritou, com os olhos fechados.

— Você está segura comigo, ele sussurrou acima dela, dirigindo a mão contra ela, transando com ela sem realmente transar com ela. — Você prometeu não me machucar. Se você o fizer, considerarei você não confiável. As narinas dele queimaram quando o perfume de sua

essência preencheu o espaço e o cheiro do sexo retornou, apenas por um momento, antes que o vento o levasse.

O corpo dela arqueou e pressionou contra ele. Ele apreciou cada suspiro ofegante que ela soltou quando os dedos dele rolaram dentro dela. Stryker podia sentir seus músculos tensos, ele podia sentir as paredes apertadas de uma boceta não reclamada agarrar sua mão, ele ouviu o suspiro de uma respiração dolorida, pouco antes do orgasmo que ele forçou a liberar.

Ele pegou seu queixo e segurou seu olhar enquanto ela gritava em seu rosto. O corpo dela balançava e se contorcia sob a armação de metal dele. E a sensação horrível de seus hemipêneos endureceu e se estendeu por trás de seu pênis. Stryker rangeu os dentes e forçou a abominação a voltar para dentro de suas placas de metal.

Norah jogou as pernas ao redor dele e pressionou seu corpo, tomado de prazer.

Stryker a observou. Ele captou todas as nuances e estremecimentos que ela deu. Ele capturou tudo em sua mente para poder reviver esse momento um milhão de vezes no futuro. O momento em que ele se apossou de Norah Lee, uma cientista da Terra, no alto de uma árvore, em um planeta alienígena, como um selvagem que não convém ao nome Cyborg.

Selvagem. Soou como uma maldição em sua cabeça. Corrompeu os arquivos que ele salvou daquele momento.

Ele se afastou, tirando os dedos de sua vagina, gentilmente. Stryker manchou o cheiro dela sobre o rifle dele como um lembrete de pôr que ele estava aqui em primeiro lugar.

Os gritadores se ergueram em uma cacofonia ao redor deles.

Norah estremeceu quando seu corpo ficou tenso de volta com medo. Stryker estendeu a mão. — Vamos. Ela pegou com compostura desgastada. — Eu sinto muito.— Ele nunca pronunciara as palavras antes, nem uma vez em toda a sua existência e agora aqui estava ele, convencido de que o julgamento de Norah sobre ele era o único que importava.

— Por quê? ela perguntou enquanto levantava as mãos para cobrir os ouvidos. — Porque você é perigoso?

Sim.

Ele alcançou atrás dela e tirou suas roupas, ele a ajudou a se vestir enquanto ela usava seu corpo como apoio.

— Não. Porque eu duvidava de você. Cada palavra tinha gosto de um merecido ácido em sua língua.

Norah pegou as botas da mão dele e enfiou os pés nelas. — Eu odeio meias molhadas, ela proferiu, irritada, com a cabeça abatida. Stryker pegou o cabelo dela e o tirou do rosto. Parecia veludo em suas mãos quando ele a amarrou de volta.

— Eu odeio selvas.

— Bem, eu odeio altura e chuva, ela brincou e cobriu os ouvidos. — E aqueles filhos da puta abaixo de nós.

Stryker sorriu sob sua máscara.

O segundo sol estava logo abaixo do horizonte. O mundo iluminou uma sombra imperceptível ao redor deles, apenas o suficiente para sua tecnologia discernir. Ele notou sua adaga saindo do porta pistolas de Norah, na cintura dela.

— Eu odeio não poder te beijar.

Ela ficou rígida.

O sorriso dele aumentou. Ele puxou um dos cachos dela até que ela olhou para ele. Seus olhos escuros se encheram de saciedade, exaustão, aborrecimento e, o mais importante, coragem.

Stryker puxou a corda e a amarrou ao redor. Norah suspirou quando levantou a mochila sobre os ombros.

— Acho que isso significa que estamos pulando nas árvores para a zona de aterrissagem.

Ele prendeu a bolsa ao seu lado.

— Sim, uma dor que teremos que experimentar juntos.

Stryker sabia que tinha vencido quando o canto do lábio dela se curvou.

— Vamos... Ela fez uma pausa. — Vamos sair desse buraco do inferno.