— SE POSEIDON REALMENTE esteve aqui e fez o que você disse, por que ele não lhe deu um vestido mágico assim como ele me deu esse gancho mágico? — James lutava para pensar em outra coisa que não fosse a nudez dela. Por outro lado, ele tinha dado a camisa para ela, o que cobriu todas as partes íntimas. Infelizmente, o tecido molhado não escondia nada do que cobria, e ele não estava com o casaco para oferecer qualquer modéstia a ela. Se a criadagem do pai a visse, eles ficariam escandalizados. A reputação dela estaria aos farrapos e ela tinha acabado de decidir que queria ser humana.
— Ssssh. Você precisa se lembrar do que aconteceu com Odisseu quando ele não ficou grato pela ajuda de Poseidon. — Ela olhou feio para ele, mas pareceu mais provocadora que furiosa. — Eu não pensei em pedir um vestido. No oceano, as escamas e as passava por sua cabeça, voltaria correndo e gritando para a água.
Bem, as damas decorosas de Londres com as quais estava acostumado correriam. Talvez não as viúvas e as filhas dos estalajadeiros com as quais esteve em algumas ocasiões. Ele ainda não tinha certeza do que fazer com ela. Verdade seja dita, ele não estava acostumado com tal coragem vinda de uma mulher tão bonita e que não frequentava certos estabelecimentos. Isso o fez pensar no quanto as mulheres da Sociedade seriam mais felizes se não tivessem que se preocupar com o decoro.
— Eu preferia não ter que arrancar os olhos de alguém por olhar para você com luxúria ou descobrir que eu sou da pior classe de canalhas. — Ele olhou para o gancho de aço prateado que estava preso ao pulso. Os ferimentos e os ossos quebrados tinham sido curados, e ele foi deixado com isso. Ele o puxou cuidadosamente.
Era como se ele tivesse sido fundido no osso. Ao menos a dor tinha passado. Ainda assim, tinha sido chocante encontrar tal objeto preso ao braço.
Ione explicara rapidamente o que tinha se passado enquanto ele estava quase morto, os três dias que ela tinha para decidir se queria
permanecer como humana antes de se encontrar com o deus do mar uma segunda vez, e tinha lhe assegurado de que os mitos e lendas gregas das quais ele gostava quando menino eram todas verdades, em sua maioria. Parecia que algumas histórias tinham sido muito embelezadas enquanto outras eram pouco precisas.
De repente, se ela decidisse ficar, ele perguntaria quais eram verdade. No entanto, depois que ele tirou a camisa para que Ione a vestisse, e contou como ele tinha ido parar na água de onde ela o tirara, eles começaram a caminhar para Summerfield Manor.
Precisava encontrar uma costureira, mas um dos velhos vestidos de sua irmã deveria bastar por agora.
— O chão é sempre tão... áspero?
James parou de repente e a olhou das pernas longas, esguias e escandalosamente nuas aos pés descalços. O caminho que levava da floresta até os penhascos e então para a mansão era rochoso e cheio de raízes.
— Eu lhe devo desculpas. Com tudo o que aconteceu, eu não pensei... — Ele não tinha desculpa para aquele lapso.
Ela abriu a boca para questioná-lo e ele a pegou nos braços, tendo cuidado para não a arranhar com o gancho quando usasse aquele braço para apoiar as pernas dela. O corpo de Ione era leve, mas era bom senti-la contra o seu peito. Em seus braços. Parecia...
certo. O cabelo molhado escovava o seu rosto e ela cheirava a sal e mar. Como alguém que tinha passado muito tempo em um navio, era reconfortante e familiar.
Ele engoliu em seco enquanto ela passava os braços em volta de seu pescoço e suspirava. Um homem poderia se acostumar com aquilo, mas ele só tinha três dias para convencê-la a ficar. Ela parecia menos que animada com a ideia dos laços formais do casamento quando ele tinha falado deles. Mas o mais importante agora era encontrar uma forma de explicar a presença dela. Ele poderia ajudá-la a conseguir um emprego dentre a criadagem como camareira ou algo assim. James rapidamente desconsiderou aquela opção. Ele não a veria passar os três dias que tinha como humana limpando só para evitar um escândalo. Tinha que haver uma solução. Primeiro, ele tinha que conseguir um vestido e colocá-la
sobre os próprios pés antes que ele entregasse o quanto ficava afetado por tê-la contra o peito nu.
Enquanto saía da floresta, Rollins saiu correndo pela porta dos fundos.
— Capitão! O senhor está vivo. Eles desamarraram as criadas e as deixaram cuidar do resto de nós. — A raiva estava estampada nos olhos do homem. — Aqueles pulhas... — ele parou de falar, notando Ione nos braços de James. — Perdoe-me, senhorita. Tem sido uma noite difícil.
Ione olhou de Rollins para James e para Rollins de novo.
— Oh, eu não me importo.
Mas James, sim. Não tanto pela raiva do homem, porque ela era justificada, mas ele precisava levar Ione para dentro antes de se preocupar com Underwood e seus planos nefastos para o seu navio e sua irmã.
— Rollins, peça às criadas para prepararem o quarto de hóspedes para a dama, e para pegarem alguns dos vestidos de Wendelin e uma camisola. — Já que sabia que a mente do homem estava a toda, ele adicionou — Eu a resgatei daqueles arrivistas. Ela vai ficar aos meus cuidados até eu poder pensar em uma forma de salvar a reputação dela causando a menor perturbação à vida dela.
— E logo adicionou: — É muito importante para mim que a criadagem seja discreta sobre o que aconteceu esta noite.
Um brilho de respeito brilhou nos olhos do valete.
— Muito bom, senhor. Faremos nosso melhor para nos certificarmos de que não haja mácula ao nome da senhorita, ou ao seu. Se não se importa que eu fale, mas todos fomos vítimas. — Com aquilo, o sincero valete marchou para casa, parando tempo o suficiente para segurar a porta para James e Ione e então foi correndo encontrar as criadas.
— Eu me lembro dos eventos de uma forma bem diferente — Ione disse achando graça. — Eu salvei você.
Ele riu da falsa indignação que cobria o rosto dela e que foi refutada pelo sorrisinho.
— E eu sempre serei grato por isso. No entanto, você disse que eu não podia falar a verdade sobre como nos conhecemos, e Rollins
é um camarada à moda antiga. Ele tem uma fraqueza por ajudar aqueles em necessidade. Conceda isso a ele.
— A ele? — ela perguntou e ergueu uma sobrancelha. — Ou a você?
O golpe no seu orgulho foi menor em face de todo o ocorrido. Ele não tinha problemas com o fato de ela tê-lo salvado, mas como poderia explicar o decoro para uma sereia?
— Se eu disser às pessoas que você me salvou, eles vão começar a pensar como você foi parar lá e por que você não estava usando roupas. No meu mundo, as mulheres precisam cuidar da reputação. Estou tentando manter a sua intacta. Além do mais, para manter o seu segredo, o melhor a fazer é contar a história mais desinteressante o possível. Qualquer coisa diferente do que eles sabem ou esperam faz as línguas chicotearem com fofocas e especulações.
Ela tirou o cabelo dele dos olhos.
— É para controlar a forma que eles me veem? — a voz dela tremeu.
O que ele disse que a chateou?
— Eles não têm nada de mau para pensar. Você ter me salvado me coloca em uma situação estranha que lhes dará razão para fazer perguntas, e nós estarmos sozinhos e juntos faz parecer que um daqueles jovens, ou até mesmo eu, roubou a sua virtude. Fazendo com que suas perspectivas para um bom casamento sejam prejudicadas. — Ele viu muitas jovens caindo vítimas dos libertinos da ton. Aqueles homens comemoravam a ruína de uma dama respeitável, refastelando-se no caos que tinham causado. Não sentiam nenhum remorso pelas vidas arruinadas em seus rastros.
— Roubar a minha virtude... — um sorriso dissoluto cruzou o rosto dela. — Você está falando de acasalar?
Ele engoliu em seco, o sangue foi direto para a virilha.
— Eu... é... — Ele não tinha palavras, isso a fez rir e ele focou nos lábios dela. Que gosto eles teriam?
Um pigarro interrompeu seu torvelinho de depravação.
Rollins estava de pé na porta com uma criada envergonhada, tentando não olhar diretamente para o espetáculo que James e Ione estavam oferecendo. Percebendo que ainda não tinha colocado a
sereia no chão, ele o fez, mas então percebeu, tarde demais, que o seu gancho tinha ficado preso na camisa que emprestara a ela, e o tecido sofreu um terrível rasgo. A criada e Rollins arfaram, obviamente escandalizados, e Ione voltou a rir. As bochechas de James estavam tão quentes que era capaz de ele poder fritar um ovo nelas.
— Perdoe-me, eu... eu — Ele não sabia o que fazer com a gagueira e fechou a boca. Que amolação. Ele olhou para a criada.
— Por favor, a senhorita... — Maldição, ela não devia ter um sobrenome. — ...Ione precisa se vestir para dormir e ir para o quarto, e Rollins, tenha a bondade de levar algo para ela comer. — Naquele meio tempo, ele iria sorver um copo de brandy, ou cinco.
Quando as mulheres deixaram o cômodo, Rollins ficou parado.
James tinha a sensação de que sabia a razão.
— Isso não vai passar desapercebido na sociedade, aposto. — Ele ergueu o gancho e olhou para ele.
— Sir... — a voz de Rollins era um misto de emoções, mas ele manteve a expressão neutra. — Eu não queria falar na frente da dama, mas o que eles fizeram com o senhor?
James pensou que era bem óbvio, mas ele não descontaria no homem só por ele estar preocupado. Não podia dizer a verdade, já que prometera a Ione que guardaria o segredo dela. Para não mencionar que dizer que Poseidon tinha substituído sua mão com um gancho e curado seus ferimentos, e que tinha permitido que ele fosse embora com uma sereia que agora tinha pernas, iria, sem dúvida, enviá-lo direto para Bedlam. Se ele mesmo não tivesse sentido toda aquela dor e a maravilha de conhecer Ione, com certeza pensaria que estava louco. Algumas coisas eram reais demais para serem ignoradas.
— Agora serei um capitão pirata apropriado. Só falta o brinco e a barba. — Ele estalou os dedos. — Eu deveria comprar um papagaio. Do que o chamaríamos? O que acha de Smee?
Rollins pareceu ter ficado bastante horrorizado com aquilo.
Provavelmente estava imaginando todos os excrementos que a criatura poderia deixar em suas roupas e em todos os lugares.
— É melhor eu ir providenciar uma bandeja para a sua hóspede, senhor. Precisa de algo mais? — Ele parecia estar sentindo muita esperança de que seria dispensando. James mal segurou a vontade de rir à custa do pobre homem.
— Muito bem. Tenho alguns recados urgentes a despachar na próxima meia hora. Sobre o que aconteceu aqui. — Felizmente, ele não tinha perdido a mão com a qual escrevia. Rollins enviaria um dos cavalariços com as cartas assim que ele terminasse de escrevê-las.
IONE VIROU E REVIROU na cama. Ela era macia e confortável contra a sua pele, mas a confinava demais. Assim como a camisola que tinham lhe dado para vestir, a qual ela arrancou assim que ficou sozinha. O prato de pão e queijo e a porção de algum tipo de carne estava bem gostoso. Era diferente das algas, peixes e crustáceos que eles comiam no oceano. Infelizmente, ela ainda sentia fome, mas não era de comida.
Embora ela nunca tivesse acasalado com um macho antes, não era ignorante do que o corpo era capaz. Nenhuma ninfa; da terra, água ou ar; podia ignorar seus impulsos naturais. Se a oportunidade de usar James como meio para escapar da sua vida como uma criatura marinha não tivesse se apresentado, se ela tivesse visto o homem em outras circunstâncias, ela o teria desejado ainda assim.
Ele era tão lindo, e embora ela pensasse que sua aparência deixava a desejar, James parecia achá-la a contento. Ione o tinha flagrado encarando suas curvas com o olhar desejoso mais de uma vez quando ele pensou que ela não estava prestando atenção.
Do seu ponto de vista, James a queria, e ela o queria. Era da natureza deles acasalarem. Até mesmo procriarem. As regras dele, do mundo humano, ditavam que as mulheres eram seres delicados que não podiam ser maculadas. Talvez não fosse assim para ele, mas aquilo soava como se as mulheres fossem bens que deveriam
ficar bonitas em uma prateleira e só sairiam de lá para serem mostradas às visitas.
Ele não tinha se preocupado pela reputação dele estar em perigo, só com a dela. Então, qual o problema que um monte de pessoas que ela não conhecia pensasse mal dela por ela ter cedido aos seus instintos naturais? A fofoca de estranhos não poderia fazer nada para machucá-la, poderia? Com a exceção de James, Ione não se importava com o que ninguém pensava dela. E se ele pensasse em afastá-la para uma nova vida apenas para poupar a reputação dela? Bem, aquilo não ia acontecer. Não permitiria.
Além do mais, se ela fosse acusada de acasalar com ele, seria do seu interesse confirmar que as acusações eram verdadeiras.
Mentirosa. Você está inventando desculpas para conseguir o que quer.
Deixando a consciência de lado, ela tirou o cobertor de cima das pernas e saiu da cama. Para se poupar de outro sermão sobre roupas e modéstia, Ione voltou a colocar a camisola, sem se preocupar com o roupão que a criada tinha deixado ali para que ela usasse, e espiou o corredor. Estava escuro; nenhuma única vela estava acesa. Ione saiu do quarto na ponta dos pés e fechou a porta com cuidado. Ela conseguiu descobrir com Rollins onde ficava o quarto de James, para o caso de precisar encontrá-lo caso tivesse alguma emergência. Estava orgulhosa da sua astúcia, do contrário teria que se arrastar por cada quarto dessa casa gigante.
Quando chegou ao último quarto do corredor, o bruxulear da luz era visível pela fresta abaixo da porta. James também deve ter ficado acordado. Ele estaria queimando com os mesmos desejos, ou os pensamentos estariam focados em se vingar do mal que tinha sido feito a ele? Era egoísmo esperar que ele estivesse pensando sumindo de seus traços enquanto o olhar dele encontrava o dela e então caía para a sua boca, seu pescoço, toda ela. Ele se prolongou
em seus seios, e seus mamilos enrijeceram por causa da atenção.
Ele ficou boquiaberto e ela sorriu.
— Posso entrar?
Ele abriu a boca e a fechou várias vezes até as palavras saírem em um tom rouco.
— Não seria nada decoroso.
— Você já me viu vestindo nada, James. Estamos além do decoro. — O sorriso dela aumentou. — Mas, se você prefere falar disso no corredor, onde seus criados talvez possam ouvir...
Ele deu um passo para trás, fazendo sinal para que ela entrasse no quarto. Depois que fechou a porta, ele lhe deu as costas. E ela o olhou vestindo nada além da calça que ele estava usando antes, quando ela o salvou. Ela tinha secado, mas ele precisava se lavar e descansar. Então ela viu a porta do quarto de vestir aberta e uma banheira lá dentro cheia de água, intocada.
— Seu banho com certeza está frio.
— Era a minha intenção — ele respondeu e foi em sua direção.
Ele a prendeu contra a parede, apoiando o gancho com cuidado no painel, ao lado do seu rosto. — Agora que você veio aos meus aposentos, usando essa camisola clara que não esconde nada, com o cabelo despenteado nessas ondas que estou louco para passar as mãos, eu vou precisar que aquela água esteja congelada antes de eu poder entrar nela.
Os olhos dela se arregalaram. O que ele queria dizer com aquilo? Era uma forma de ele se distrair das próprias necessidades?
Por que os humanos negavam a si mesmos as coisas que queriam só por causa do que as outras pessoas pensariam? Talvez ele não acreditasse que ela o aceitara. Talvez o gancho o fizesse se sentir incompleto e indigno.
Sem hesitar, Ione levou a mão aos ombros e começou a tirar a camisola. A expressão dele mudou para surpresa e anseio. Ele recuou vários passos. Algo guerreava dentro dele. Provavelmente o impulso de convencê-la a não fazer aquilo e a necessidade pessoal para que ela continuasse. A criação respeitável levou a melhor.
— O que você está fazendo aqui, Ione?
Ela jogou o cabelo longo sobre os ombros, revelando um seio por vez e se refastelou na forma como ele parecia estar
completamente enfeitiçado, mesmo já tendo visto tudo o que ela tinha a oferecer quando ele estava ferido e pensando que morreria.
Agora ele estava vivo e são, e a julgar pela protuberância na calça dele, mais do que disposto a acasalar com ela. Será que ele poderia engendrar uma criança na primeira vez? A imagem dele segurando o filho a encheu de esperança de que ela pudesse dar muitos filhos a ele. Enquanto sua família se desfazia ao longo dos séculos, a ideia de uma única vida de amor e família a fez querer isso ainda mais. E se ela se tornasse mortal, nenhum deles teria nadadeiras, embora as meninas fossem ser ninfas de nascimento.
— Acasale comigo, James. Por que se atormentar quando o que você realmente quer está ao seu alcance? — Ela passou por cima da camisola descartada e se aproximou dele; ele recuou a cada passo. Quando as pernas bateram na cama, ele caiu.
Ione atacou, rastejando pelo colo dele até que o homem não pudesse escapar dela. Sem hesitar, beijou aqueles lábios maravilhosos, mas foi apenas um pressionar de lábios. James, no entanto, sabia o que estava fazendo e assumiu o controle. Ele passou a língua entre os seus lábios, e ela arfou quando viu que o ato gerava mais prazer que o simples toque de lábios. Ele tinha gosto de terra e decadência e a necessidade por ele só aumentou com aquele pensamento.
Ele a rolou para baixo dele e recuou, respirando com dificuldade.
— Você tem certeza? Se formos mais longe, não haverá volta.
Por tudo o que é mais sagrado, eu deveria sair assim que amanhecesse para procurar uma licença especial para me casar com você, caso isso aconteça.
O casamento de novo.
— Por quê? As mulheres não podem tomar o que desejam?
Ele olhou para o lado.
— Isso a faria mudar de ideia sobre se tornar humana?
Ela pensou naquilo. Por um lado, era uma decepção as mulheres da superfície terem tão pouca liberdade sexual quando o seu povo tomava o que queria, quando queria. É claro, seu povo também assassinava sem pestanejar logo depois para manter o segredo de sua existência; algo que não tinha sido um problema na época das civilizações antigas. Ambas as opções tinham aspectos dos quais
ela não gostava. Entretanto, se ela tinha que se comportar em público, aquilo não significava que ela teria que fazer o mesmo atrás de portas fechadas.
— Por que você está sorrindo assim? Parece que você está armando alguma coisa. — Ele franziu o cenho e baixou o olhar para os seus lábios.
— Eu me comportarei nessa... sociedade da qual você fala, mas quando estivermos sozinhos...
O pescoço dele se moveu enquanto ele engolia em seco. Aquilo brilhando na testa dele era suor por causa do pensamento de ela agir com lascívia?
— Quando estivermos sozinhos, não poderei cumprir essa promessa. Ninfas precisam de amantes apaixonados.
Frequentemente, se elas estiverem longe do seu elemento. O meu é o mar.
Ele fechou os olhos e caiu para o lado, de costas.
— Você, minha querida, vai me matar se continuar dizendo essas coisas.
Ione esticou-se ao lado dele, passando a mão pelo peito de James e seguindo caminho até a protuberância em suas calças.
— Eu mal posso esperar pelo nosso primeiro acoplamento. Você será o primeiro macho com o qual eu já acasalei. Venho cuidando das minhas necessidades por tempo demais...
James gemeu e estremeceu, segurando os punhos dela enquanto os dedos roçavam naquela parte dele sobre a qual estava tão curiosa. Então, antes que ela pudesse concluir o pensamento ou perguntar o que havia de errado, ele saltou da cama, indo em direção à banheira de água gelada, e se jogou lá, com calça e tudo.