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Redwood Falls, Rancho M.

Eram duas da manhã quando Zach estacionou seu carro na garagem de seus pais. Ele esteve fora do país por quase dois meses e quando pegou seu carro no aeroporto tinha toda a intenção de dirigir ate o seu apartamento, mas quando chegou a Interestadual sentiu algo que não conseguia explicar, mas era algo tão forte que acabou seguindo na direção de Redwood Falls.

Casa.

Seu corpo e alma doíam para chegar logo no rancho.

Quando chegou nem mesmo se preocupou em pegar a sua bagagem de mão no banco de trás, sabendo que a sua madrasta mantinha tudo o que precisava em seu antigo quarto.

Entrou na casa com passos silenciosos, sua intenção era de escorregar para o seu quarto sem acordar ninguém, mas quando passava pela sala de TV, viu uma luz brilhante que atravessava a porta entreaberta.

Ao espiar o cômodo encontrou Hannah encolhida no sofá com o celular na mão. Ela estava sorrindo ao ver algo tão concentrada que nem notou que ele estava lhe observando silenciosamente da porta, mas quando ela começou a responder claramente o último texto que tinha recebido ele anunciou sua presença.

- Hannah. – Falou com uma voz baixa.

Assustada, ela pulou uma polegada do seu assento.

- Zach!

Ele foi ate ela para abraça-la.

- Olá.

Ela o abraçou de volta.

- Quando você voltou?

Zach olhou ao redor do interior escuro da sala.

- Meu voo chegou em torno de meia-noite.

- Nossa. Estou tão feliz que você está em casa. - O telefone de Hannah vibrou e ela olhou para baixo.

Ele riu da desatenção tão óbvio de sua irmã.

- Claro que você está. Quem está mandando mensagens de texto para você às duas da manhã?

Ela nem sequer olhou para cima.

- Você não gostaria de saber. - Respondeu sarcástica.

A animação que aparecia em seu rosto era evidente enquanto lia o texto.

Zach foi obrigado a perguntar. - É um menino?

Hannah revirou os olhos sem se desviar do telefone.

- Ele não é um garoto... É um homem adulto... E o conheci na internet.

Brincou ela.

- E tem 45 anos de idade.

Zach ignorou aquele comentário. - É a Ava?

Ela encolheu os ombros. - Claro, se você preferi ouvir isso.

- Sério, é um cara?

Ela olhou para o céu exasperada, antes de voltar a digitar.

- Você não deveria estar se escondendo aqui às duas da manhã trocando mensagens com meninos. - Ele não conseguia deixar de protestar.

Ela olhou para ele. - Eu não estou me escondendo. Mamãe e papai nem estão em casa.

Você está agindo como se eu estivesse cometendo um crime federal. Tenho quase dezoito anos Zach, e saiba que se eu quisesse fazer algo errado, não há ninguém aqui para me parar. Cresça.

- Onde diabos eles estão?

- Eles tiveram que ir para Shreveport novamente cuidar das coisas da vovó.

A fadiga do longo voo começou a colocar Zach para baixo, se sentindo embriagado por estar em casa mais vez, decidiu que era melhor dormir e descansar de verdade.

- Tudo bem. Vou para a cama.

Hannah olhou para o seu telefone novamente e disse distraidamente. - Tente não fazer barulho.

- Por quê?

- Katie está dormindo no quarto de hóspedes.

Uma onda de calor se espalhou pelas veias de Zach e depois começou a lhe agarrar pelo pescoço.

- Tudo bem. - Respondeu ele com toda a calma que podia.

O esgotamento que estava sentindo a um segundo atrás desapareceu num piscar de olhos, jamais conseguiria obter um pouco do maldito sono tão necessário, sabendo que ela estava na sua casa.

Ele estava quase na porta quando Hannah disse.

- Ei, você pode fazer uma tentativa de ser gentil com ela pela manhã?

Seus passos pararam repentinamente e ele virou bruscamente para enfrentar a sua irmã mais nova.

- Por que não seria?

Hannah finalmente o olhou nos olhos lhe dirigindo toda a sua atenção pela primeira vez àquela noite.

- Eu não sei. Será porque seu último nome é Turner? - Ela perguntou com uma voz baixa cheia de conhecimento.

Zach não tinha ideia de como responder a Hannah, pois sabia como havia tratado Katie muito mal no passado, então simplesmente baixou a cabeça em concordância e foi embora, fechando a porta enquanto saia da sala.

A sua casa era plana, com a suíte dos seus pais de um lado da casa e todos os outros quartos no outro, enquanto Zach caminhava pelo corredor na direção do seu quarto, passou primeiramente pelo quarto de Hannah e depois seus passos pararam quando chegou em frente à porta fechada do quarto de hóspedes.

Sem perceber a sua intenção, colocou as mãos sobre a porta e as manteve por um momento lá, como se pudesse ver dentro do quarto através daquele toque, enquanto ficava completamente parado no corredor, sabia que podia ser apenas a sua imaginação, mas jurava estar sentindo o cheiro suave de Katie no ar.

Seu pênis se contorceu furioso, crescendo em suas calças quando ele fechou os olhos e respirou fundo em busca de controle.

Ela estava sempre lá. Sempre lá no fundo da sua mente, apesar de já ter passado vários meses sem vê-la, mas ela estava sempre lá, totalmente fora de seu alcance, mas alguém que ele queria muito tocar.

Alguém que ele queria muito possuir.

Ele inalou asperamente e quando estava prestes a virar e sair correndo dali ouviu um gemido. Era apenas um pequeno som, mas aquilo prendeu à sua atenção e mandou embora a letargia que a pouco estava lhe prendendo com suas garras.

Enquanto permanecia parado ouviu o som de novo, só que desta vez mais forte, o gemido fraco havia se tornado um som alto de angústia, um som estridente como um choro triste inarticulado, foi sentindo tal sofrimento que Zach não parou para pensar, torceu a maçaneta e abriu a porta, quando sua visão se ajustou ao interior escuro do quarto, fechou a porta atrás dele e infalivelmente fez o seu caminho até parar ao lado da cama.

Katie parecia muito pequena e impotente enquanto estava deitada no centro da cama com os lençóis formando um emaranhado ao seu redor.

Sua cabeça girava de um lado para o outro sobre o travesseiro.

- Não, não, não... - Ela choramingava.

Zach sentou-se na beirada da cama e muito gentilmente segurou a sua mão.

- Shh... Katie... Acorde querida... - Ele murmurou tentando despertá-la do pesadelo, mas não querendo assustá-la ainda mais.

Seu corpo ficou tenso ao ouvir o som de sua voz.

- Nãããoooooo... - Gritou ela agoniada.

- Katie, acorde minha querida. - Ele gentilmente a sacudiu. - Você está tendo um pesadelo.

O corpo dela estremeceu.

- Não. Pare. Por favor. Pare.

- Katie! - Alarmado, Zach a balançou ainda mais até que de repente seus cílios se levantaram e ela olhou diretamente em seus olhos.

Ela visivelmente engoliu e olhou ao redor do quarto com um olhar assombrado, até que seus olhos encontraram os dele novamente. Ela fez uma careta e inalou profundamente.

- Zach? - Ela sussurrou.

Ele passou a mão para cima e para baixo no seu braço como uma leve carícia. - Ei, você estava tendo um pesadelo.

Ela puxou outra respiração, então para sua surpresa, um rápido movimento brusco, ela ficou em uma posição sentada e jogou os braços ao redor de seu pescoço agarrando-se a ele.

Ela gemeu baixinho novamente quando seus braços passaram em volta dela como se não estivesse registrando bem os fatos. Ele a segurou por um momento, lhe proporcionando o conforto que podia, enquanto seu corpo se estilhaçava com o prazer de tê-la em seus braços.

Ela continuou a se agarrar a ele com força, tornando aquele momento totalmente surreal.

Ele esperava que ela a qualquer momento voltasse a si e se afastasse dele, mas ela não o fez, para seu deleite apenas o apertou ainda mais, começou a entoar com uma voz pequena como se

- Zach... Zach... Zach.

O jeito que ela falava seu nome soava peculiar, mas Zach achava que era devido ao pesadelo que ela tinha acabado de ter e acordar em um lugar que não era a sua própria casa.

Sua cabeça tombou no seu pescoço e ele começou a inalar o cheiro do seu cabelo enquanto a deixava levar dele qualquer coisa que quisesse.

- Sim, sou eu. Você está bem.

Ele beijou levemente a seda marrom que era o cabelo dela e levantou a sua cabeça.

- Você está acordada agora? Está tudo bem?

Ela se afastou um pouco dele, mas não o soltou completamente, o que permitiu sentir o tremor fino de seus membros. Ela olhou dentro dos seus olhos e em um movimento que lhe surpreendeu ainda mais colocou seus lábios nos dele e deu um beijo firme em sua boca.

Não foi um beijo sexual, pois seus lábios permaneceram bem fechados, e depois de mantê-los lá apenas por alguns segundos, se afastou dele e desembaraçou suas mãos do seu pescoço.

Com o coração batendo violentamente em seu peito, ele viu quando ela caiu de volta no travesseiro e puxou as cobertas até o queixo.

Ele a olhou fixamente por alguns segundos antes de voltar a pensar direito e conseguir falar algo novamente.

- Responda-me, Katie. Você está bem agora?

Seus dedos começaram a apertar o lençol. - Sim.

Zach olhou ao redor do quarto até que seus olhos encontraram os dela novamente.

- O que foi aquilo?

Ela lambeu os lábios. - O que você quer dizer?

- Quero dizer... Você tem sempre este tipo de pesadelos?

Ela hesitou por um momento. - Não.

- Então, com o que você estava sonhando?

Sua expressão parecia assombrada, mas sua voz tinha recuperado a sua força. - Eu não me lembro exatamente.

Quando ele a olhou demonstrando que não acreditava nela, ela mordeu o lábio e continuou.

- Eu vi algo perturbador na manhã de ontem, acho que provavelmente foi por isso.

Ele franziu o cenho diante da sua resposta. - O que você viu?

- Não é uma coisa agradável de falar.

Ela desviou o olhar e Zach sentiu o momento em que ela começou a se fechar para ele, mas naquele instante não se importou com isso.

- Eu acho que posso lidar com isso.

- Eu estava vendo o sol nascer da janela do meu quarto e vi... - Sua voz sumiu.

- O que você viu? - Ele a cutucou.

- Eu vi um coiote derrubar uma corça a menos de 50 metros da minha janela.

A imagem sangrenta explodiu na sua cabeça. Mas como continuava a observava a sua expressão, sentia por algum motivo, que ela não estava dizendo toda a verdade, mas o que estava dizendo poderia muito bem ser, pois se realmente houvesse testemunhado algo parecido com isso, sem dúvida, teria sido algo muito perturbador para ela.

- Sinto muito, minha querida.

Ele empurrou uma mecha do seu cabelo atrás da orelha e quando o fez, estava plenamente consciente de que só a usou como uma desculpa para tocá-la.

- Mas isso é o círculo da vida, sabia?

- Eu sei, mas não esperava vê-lo do lado de fora da minha casa em toda a sua glória horrível. Talvez no Discovery Channel, mas não no meu quintal.

- Sim, bem, isso pode acontecer quando você tem vários hectares de pastagens e terras ao seu redor, mas lhe garanto que vai esquecê-lo em breve.

- Eu acho que sim. Nunca pensei que podia esquecer como é a vida aqui fora, mas depois de viver em Arlington por tanto tempo, eu meio que esqueço às vezes.

- Isso mesmo, são dois mundos diferentes e sei exatamente o que você quer dizer.

Os olhos dela voaram precipitadamente para os seus.

- Eu achei que você estava no Oriente Médio.

- Acabei de voltar.

- E Hannah está dormindo?

- Não, ela está lá na sala assistindo televisão e trocando mensagens de texto com um garoto.

Zach achou que aquela era uma declaração bastante inócua, mas quando falou Katie corou e desviou o olhar.

Ou era a sua imaginação?

- Me desculpe, por ter perturbado você. - Ela disse com uma voz rouca.

Zach respirou fundo e lentamente pensou sobre aquilo.

- Sem problemas.

- Eu acho que é melhor deixar você ir para a sua cama agora.

Mesmo entendendo que ela estava o despachando com um toque sutil, Zach não fez nenhum movimento para se levantar.

- Apenas se você quiser.

Katie ficou em silêncio enquanto olhava para baixo e continuava a esfregar a ponta do lençol entre o indicador e o polegar.

Zach a estudou por um momento tentando ver dentro da sua cabeça.

- Por que você me beijou?

Seus olhos voaram para cima na direção dos seus. - Eu não quis beijá-lo.

- Você não quis? - Ele se irritou com aquela sua maldita certeza.

- Não foi um beijo. Foi apenas uma forma de... Abraçar. Um abraço. Isso é tudo.

Ele levantou uma sobrancelha. - Eu não tenho tanta certeza assim. Recordo-me muito bem dos seus lábios contra os meus, o que é a definição de um beijo e não de um abraço.

Ela balançou a cabeça. - Não foi um beijo.

Com vontade própria sua mão estendeu na direção do seu rosto e ergueu seu queixo.

- Katie?

Ele sentiu o tremor de seu corpo quando seu olhar se agarrou ao dele, fazendo um calor percorrer pela sua espinha.

Seus olhos eram enormes, mas ela permaneceu em silêncio.

- Esta é a minha definição de um beijo... Só assim você vai saber.

Sem esperar pela sua concordância ou discordância, ele abaixou a cabeça sobre a dela e tomou a sua boca na dele.

****

Quando os lábios de Zach pousaram sobre os seus, sentiu algo bruscamente sacudindo a sua cintura.

Somando aos seus nervos já revirados pelo pesadelo que havia acabado de escapar a sua mente, era uma massa girando de confusão. Mas uma coisa batia alto e claro em sua corrente sanguínea, era o fato de que este era o Zach. E ela agora estava a salvo. Ela estava bem. Zach nunca iria fisicamente machucá-la. Ele jamais faria isso.

Quando sua língua deslizou ao longo da costura de sua boca e começou a empurrar para dentro, uma onda de calor deslizou por sua espinha e se estabeleceu no seu coração. Atordoada e com o corpo congelado, percebeu imediatamente que esse beijo não era nada parecido com o último beijo que havia lhe dado há vários meses atrás.

Aquele beijo havia sido cheio de irritação e animosidade.

O que ela estava experimentando agora era um assalto suave sobre seus sentidos.

Sua boca se abriu lentamente, quando ele deslizou para dentro para prová-la ela sentiu um estrondo profundo vindo do fundo da garganta, era uma vibração de calor e paixão, que continha muita urgência, no momento, pelo menos, isso a encantava bastante.

Sua língua girava em torno da dela e depois de alguns segundos tentando acalmar o turbilhão em sua cabeça, respirou fundo e o máximo que conseguiu e muito lentamente, se juntou a ele no beijo.

Hesitante começou a rodar a sua língua com a dele e no segundo que o fez os braços dele desceram e cercaram a ela dentro de seu abraço, a levantando do seu travesseiro.

Um braço pousou na parte baixa das suas costas, onde começou a esfregar os dedos em sua coluna, movendo através de círculos lentos e massageando suas vértebras inferiores. Sua outra mão deslizou até o seu pescoço e a segurou cativa.

O beijo tornou-se mais agressivo e Katie soube com toda a certeza que estava experimentando apenas uma pequena amostra do que era o seu calor primordial. Mil emoções decolavam em sua cabeça ao mesmo tempo, enganando seu corpo com a sua própria necessidade sexual, deixando-a fascinada com a sensação de seu toque masculino e alarmada com os sentimentos de terror e desejo que se desenrolavam em seu interior.

Quando suas línguas começaram a duelar, seus olhos se fecharam completamente e ela sentiu as suas mãos agarrar ao seu rosto, fazendo um pequeno ajuste para que a sua boca consumisse completamente a dela, poder sentir ainda mais o seu gosto e tomar mais do que ela estava pronta para dar.

Katie estremeceu quando seu tesão abateu sua mente já confusa.

No fundo de sua mente sentia que seu toque era agradável, na verdade mais do que agradável e que ele apenas lhe pedia para deixar ir.

Sentia-se segura em seus braços, seu poder sobre ela era quente e persuasivo, convidando a se juntar a ele.

Ela tentou ir com ele, afinal este era Zach, quantas vezes ela o tinha visto de longe nas suas

Vezes demais param se contar.

Zach era o seu segredo, a sua paixão escondida. E quando era mais jovem sempre ficava imaginando o quanto era apaixonada por ele.

Ele era sempre o caro velho demais para ela e casado, por isso em sua mente, totalmente fora do seu alcance. Mas isso nunca a impediu de sonhar com ele.

Mas agora, ali estava ele, não com raiva, solteiro e ao seu alcance, pois podia senti-lo a cada respiração irregular que dava, podia até mesmo sentir a essência da sua fome.

Sentia que cada vez mais estava ficando intoxicada pelo cheiro masculinos que irradiavam de sua pele.

Ele a queria.

Ela já sabia há muito tempo que ele a queria.

Ela sabia, no fundo, em seu subconsciente e por muito tempo, mesmo que só agora admitia isso para si mesma, o que antes a teria emocionado até a morte era agora assustador demais para contemplar.

Ela fechou os olhos bem apertados e tentou espantar todos os seus pensamentos e sentir nada além de seu beijo. Colocando os braços ao redor de seu pescoço, começou a beija-lo de volta, tentando moderar o medo que surgia através de seu sangue.

Ele deve ter sentido a mudança nela, porque suas mãos se apertaram em sua pele e um rosnado baixo veio do fundo de sua garganta. Sua boca se inclinou sobre a dela novamente e seus dedos a apertavam como se quisessem esmagar seu crânio.

Seus músculos se tornaram fios de aços sob suas mãos, enquanto buscava oxigênio para seus pulmões através de respirações ásperas.

A motivação para o seu beijo pareceu mudar e um chiado perigoso encheu o ar ao seu redor. Katie podia sentir a sua grande necessidade sexual derramar quando ele a abraçou, logo após uma de suas mãos caiu do seu rosto e fechou sobre um dos seus seios com um aperto possessivo.

Ela engasgou e recuou imediatamente.

Seus olhos se abriram ao mesmo tempo e Katie pôde ver o fervor cru que ardia em seu olhar. Ela respirou várias vezes ofegantes e ele fez o mesmo, quando permaneceram apenas olhando um para o outro, respirando com dificuldade, não foram necessárias palavras.

Mas Katie soube naquele instante que nada voltaria a ser o mesmo entre eles novamente.

Embora ele tenha sido o Zachary McIntyre de sua juventude e também aquele homem que em sua maioria a ignorava devido a sua grande raiva. De alguma forma, eles cruzaram uma linha e

de repente, Katie sabia que o calor subjugado que ela sempre tinha visto em seus olhos iria se manifestar de uma maneira nova.

Ela era algo que ele queria e Zach McIntyre sempre conseguiu o que queria.

Seu pulso disparou quando o medo congelou seus sentidos.

Ela não estava pronta para um relacionamento sexual com ele. Ela queria estar, mas não conseguia, sabia que aquela escolha tinha sido arrancada dela, agora tudo o que podia fazer era tentar se proteger do que ele queria dela.

Ela não achava que ele ia desistir assim tão facilmente.

E enquanto ele a estudava e lhe dava um beijo suave em sua testa, ela ficou surpresa ao perceber que a única coisa que se repetia no fundo do seu subconsciente era que ele não iria desistir facilmente como se fosse uma oração.

****

Katie mal dormiu durante o resto da noite e quando entrou na cozinha McIntyre na manhã seguinte à procura de café estava com seus nervos endurecidos na expectativa de encontrar Zach.

E assim que entrou no cômodo ela o encontrou.

Ele olhou para cima de seu laptop, mas permaneceu em silêncio enquanto a estudava. Ela sentia o calor tingir seu rosto, depois de virar os lábios trêmulos em uma tentativa tímida de um sorriso, passou por ele e foi na direção da máquina de café.

Depois que colocou o liquido numa xícara, acrescentou creme e caminhou até a janela

Depois que colocou o liquido numa xícara, acrescentou creme e caminhou até a janela