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Rosalinde olhou para Gray. Na penumbra da casa, ela podia ver a expressão estranha em seu rosto. Onde ele normalmente era duro, ilegível, agora havia uma pitada de desespero. Como se ele realmente quisesse entendê-la. Como se realmente precisasse saber o que a levara ao seu casamento e que forças ela encontrou lá.

Havia ternura em sua expressão quando ele inclinou a cabeça para estar mais próximo dela. Era como se ele se importasse.

Poderia se importar? Seria possível que se importasse mesmo um pouco, apesar de sua proposta singular de dirigir a família dela para longe da sua?

— Eu quero saber, Rosalinde. — Ele disse suavemente, como se tivesse lido sua mente e estivesse respondendo a sua pergunta.

— Para entender.

Ela balançou sua cabeça.

— Por quê? — Ela perguntou, com sua voz embargada.

— Porque isso é você. — Ele respondeu, finalmente impelindo sua mão e levantar os dedos para traçar a linha de sua bochecha.

Ela fechou os olhos, aproveitando a suave carícia de seus dedos quentes em seu rosto frio. Foi hipnótico, fascinante e ela soltou a respiração em um suspiro trêmulo antes dela confessar:

— Eu achava que ele gostava de mim, mas na verdade Martin só me queria pelo meu dinheiro, pelas minhas conexões. Quando

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meu avô cortou relações depois que me casei, e ficou claro que ele não iria mudar de opinião, meu marido se tornou...

A mão de Gray parou de se mover, os dedos ficaram rígidos.

Quando ela abriu os olhos, cada fibra do seu corpo estava tensa.

— O que? O que ele fez, Rosalinde?

Ela ergueu seu queixo.

— Ele não era esse tipo.

— Ele machucou você? — Ele perguntou, sua voz falhando com uma angústia que ela nunca ouviu sair dele antes. Havia uma selvageria em seus olhos agora, um animal enjaulado que seria perigoso se libertado.

— Não fisicamente. — Ela assegurou. — Mas ele era cruel além da medida na forma como falava comigo. Alguns dias eu desejava que ele tivesse apenas me batido, em vez de dizer aquelas coisas horríveis.

Ela não percebeu que estava chorando até que o polegar de Gray enxugou uma gota de sua bochecha. Ele se inclinou, seu calor envolvendo-a.

— Eu sinto muito.

Ela balançou sua cabeça.

— Eu mereci isso por ser tão imprudente.

Ele apertou sua mandíbula.

— Não, você não. Você nunca mereceu isso, querida.

Seus braços vieram ao redor dela, puxando-a contra seu peito, e ela não lutou com ele. Ela descansou sua bochecha em seu ombro e deixou sua força e seu calor escorrerem para dentro de sua pele, enchendo-a em espaços onde ela esteve vazia por tanto tempo.

Ele a embalou, suas mãos alisando suas costas, não falando, não julgando, não desculpando ou lhe dizendo para esquecer. Ele

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apenas a segurou, e nesse momento ela se sentia como se tudo fosse de alguma forma dar certo.

Ela suspirou, respirando seu aroma de canela, e então se afastou. Não porque quisesse também, mas porque se ficasse lá em seus braços muito tempo, ela poderia se esquecer. Esquecer Celia.

Esquecer tudo, menos ele.

— E-eu devo ir para dentro. Estamos para nos reunir para jantar em breve e... — Ela levantou suas mãos, incapaz de terminar aquela frase.

— Muito bem. — Ele disse, embora houvesse desapontamento em seu tom. — Você gostaria que eu a acompanhasse?

— Não. Vou subir por mim mesma. — Ela disse. — Um momento sozinha no frio pode limpar a minha mente. Mas, Gray?

Ele deu um passo mais perto.

— Sim?

— Eu... aconteça o que acontecer nos próximos dias, independentemente do resultado, eu não me arrependo disso. — Ela fez um gesto entre eles com uma mão trêmula. — A nossa noite roubada ou caso escandaloso, seja o que for que você quiser chamar isto, eu estou contente que nossas estrelas se alinharam.

Ele assentiu.

— Eu estou também, Rosalinde. — Ele sussurrou.

Ela se virou então e o deixou. Mas também deixou uma parte de si mesma com ele. A parte que reconheceu uma verdade poderosa.

Estava apaixonada por Gray. E isso era impossível. Não só porque eles estavam em lados opostos de uma batalha que iria separá-los para sempre, mas porque ele nunca poderia amá-la de volta. Ele não se permitiria.

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E assim, em vez de estar alegre, ela prendeu a respiração e correu.

Gray tirou seu casaco quando entrou na casa, entregando-o a Taylor enquanto ele deixou o calor do interior do vestíbulo se infiltrar nele. Não era o suficiente. Ele ainda se sentia vazio sem Rosalinde.

— A Sra. Wilde veio de volta para dentro? — Perguntou.

O mordomo inclinou a cabeça ligeiramente.

— Sim senhor. Ela se retirou para seu quarto por alguns instantes. Disse que iria descer para o jantar em alguns instantes.

— E meu irmão, onde ele está? — Perguntou Gray.

— Senhor Stenfax está na sala de bilhar, creio eu. — Taylor entoou.

— Obrigado. — Gray disse, caminhando nessa direção, quando o que ele realmente queria fazer era subir as escadas de dois em dois degraus e explodir no quarto de Rosalinde.

Bastante espetáculo isto iria fazer.

Assim, não faria algo tão imprudente. Em vez disso, caminhou até o corredor. As principais divisões da casa foram bem mantidas, mas aqui atrás, nos locais onde normalmente só a família passava, a verdade da sua situação financeira era clara. O papel de parede ligeiramente descascado, o mobiliário estava frágil.

Gray apertou seus lábios. Este era o porquê Stenfax estava tão desesperado para casar — bem — na herança de Celia. E talvez seu irmão não estivesse errado nisso. Afinal, todo mundo ficava lembrando Gray que as pessoas providenciavam esse tipo de união há cada temporada.

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Mas Gray não podia tirar de sua cabeça a imagem de Lucien na borda de uma parede do terraço, tão perto de esquecimento, o rosto contorcido de dor. O desamparo daquela noite feia, a razão por trás disso...

Gray ainda temia que a mentalidade de seu irmão pudesse ter se encaixado com este ganancioso casamento sem amor.

Ele se aproximava da sala de bilhar e parou. Assumiu que iria encontrar seu irmão lá sozinho, mas havia vozes vindas da sala.

Lucien era uma delas. A outra era de Celia Fitzgilbert.

— Eu entendo. — Ela estava dizendo naquele tom suave em que Gray mal podia confiar. — Mas você tem que entender, ele só quer abertura. O que isto poderia prejudicar apresentá-lo a alguns de seus amigos, ver se ele pode ser ocasionalmente incluído em seus círculos em Londres?

Gray cerrou os punhos em seus lados. Rosalinde podia aumentar poeticamente sobre quais eram os verdadeiros motivos de Celia, mas aqui estava ela, pressionando Lucien para lhe conceder o acesso do avô onde ele muitíssimo não pertencia. Favorecendo-o e a ela mesma, assim como Gray sempre acreditou que ela faria.

Lucien soltou um longo suspiro, um preenchido com exaustão. Quanto tempo ela esteve discursando desta maneira?

— Eu farei se isso tornar mais fácil para você. — Ele disse, em seu duro e formal tom, apesar do fato de que ele estava sozinho em uma câmara com a sua noiva.

Gray ouviu as saias de Celia farfalharem, mas estava incerto se ela se movera para mais perto ou mais longe de Lucien.

— Eu acho que isso poderia. — Ela disse. — Isso me ajudaria a me concentrar nos assuntos em mão um pouco mais.

— Eu acho que você está indo bem.

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— Mas, para ser uma boa Condessa, eu vou precisar de mais foco. — Ela limpou sua garganta. — De qualquer forma, agradeço a sua atenção para a questão. Eu vou te ver no jantar em breve.

Gray deu marcha a ré, encontrando a sombra de uma outra porta perto para ficar de pé. Ele viu quando Celia saiu da sala, mas em vez de ir até o corredor, ela parou e olhou para trás, por cima do ombro, para a sala de bilhar. Sua expressão refletia a luz, e Gray sacudiu sua cabeça. Ela parecia... chateada. Frustrada. Como se quisesse mais.

Mas é claro que ela queria. Nada seria suficiente para uma mulher assim. Ele esperou até que ela se movesse finalmente pelo corredor, em seguida, escorregou para a sala de bilhar e fechou a porta atrás dele.

Seu irmão estava inclinado sobre a mesa, taco na mão, e ele olhou para cima.

— Gray.

Gray esperou por ele dar sua tacada. Entretanto, não saiu em arco como seu irmão tinha a intenção, e Lucien soltou uma maldição afiada. As sobrancelhas de Gray se levantaram. Stenfax foi um dos melhores jogadores em seu círculo. Ele nunca perdeu uma tacada. Isso e sua explosão de raiva provaram que seu irmão não estava contente. Claramente sua conversa com Celia estava incomodando.

— Eu te ofereceria um jogo, mas todos estarão reunidos para jantar em alguns momentos. — Lucien disse quando ele se inclinou sobre a mesa com os dois braços, olhando para as bolas espalhadas.

— Você sempre me vence de qualquer maneira. — Gray disse cuidadosamente.

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Lucien sacudiu a olhar para cima.

— Você pode ter mais sorte esta noite.

— Talvez, depois do jantar. — Gray sugeriu. — Embora o avô de sua noiva provavelmente insistiria em se juntar a nós.

Stenfax estremeceu quase imperceptivelmente.

— Eu suponho que ele faria. — Ele admitiu.

— E isso iria fazer as coisas — muito mais fáceis — para Celia. — Gray disse.

O olhar de Lucien segurou o seu.

— À espreita em salões como um vilão, não é? Espionando conversas privadas.

— Ouvir por acaso não é o mesmo que espionagem. — Gray disse, mas ele sabia que estavam batendo em cima de uma questão de semântica.

Lucien sacudiu a cabeça.

— Não. Eu suponho que em um ponto do termo técnico, isso não é. Só posso supor que você veio aqui para me palestrar sobre Celia mais uma vez.

— Vocês dois sentem qualquer conexão um com o outro? — Perguntou Gray. Seu irmão parecia surpreso com essa pergunta e se afastou um pouco. Quando ele não respondeu de imediato, Gray se aproximou. — Eu só pergunto porque, apesar de meus sentimentos em relação a senhorita Fitzgilbert, não se pode negar que ela tem uma certa beleza. Embora eu ache que sua irmã é muito mais bonita.

O olhar de Lucien se estreitou.

— Celia é encantadora. Ninguém poderia afirmar o contrário.

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Gray observou o rosto de seu irmão. Não havia paixão lá, nem sequer o interesse básico, apesar de sua reivindicação de beleza de sua noiva.

— Eu ouvi dizer por ambas, tanto a Sra. Wilde como Felicity, que a senhorita Fitzgilbert também é inteligente.

— Realmente, ela é. — Os lábios de Lucien se apertaram e ele cruzou seus braços. — Que droga você está pretendendo, Gray?

Você está tentando me convencer dos melhores atributos de Celia agora? O que aconteceu com o aviso para eu cair fora?

Gray pôs as mãos atrás das costas e ampliou sua postura.

— Eu só quero que você veja que quando você fala dela, quando você fala com ela, não parece haver nenhuma conexão. Você poderia estar falando sobre um estranho com tanta paixão quanto há em sua voz quando você menciona Celia.

— E seu ponto em tudo isso?

— Você não a quer? — Perguntou Gray. — Não há uma parte de você que anseia por tocá-la? E se a resposta para isso é ‗não‘, isso não faz você questionar o sucesso dessa união? —

Lucien sacudiu sua cabeça.

— Eu não estou prestes a andar por aqui com um pênis armado de pé para a minha futura esposa. Esta é uma conversa ridícula e eu me recuso a tê-la. Celia e eu vamos nos casar, este é o fim de tudo.

Ele estava indo para sair, Gray podia ver isso. O tema do desejo não fez nada a não ser fazê-lo pensar em Rosalinde e no quente desejo que ela inspirava nele. Mas também o fez pensar sobre suas confissões no jardim. E nas palavras não intencionais de seu avô antes.

— Olhe para o pai delas. — Gray disse.

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Lucien já passara por ele, mas então ele parou na porta, postura rígida. Ele não se virou.

— Perdão?

— O pai de Celia e Rosalinde. Ele é um mistério. E eu ouvi insinuações que ele pode não ter sido inteiramente adequado. Olhe para isto.

Lucien o encarou agora. A boca de seu irmão mais velho estava repuxada em uma carranca profunda. Uma máscara de decepção foi talhada por seu rosto e Gray se encolheu ao vê-la. Isto o cortou como uma faca e encheu todos seus poros com profundo pesar. Ele raramente viu tal julgamento nos olhos de Lucien. Tal censura.

— Você realmente afundou tão baixo? — Perguntou Lucien, sua voz escassamente transportada pela sala silenciosa.

— Para protegê-lo? — Gray empurrou para fora um aceno de cabeça. — Eu sinto que devo fazer isso, se você não está disposto a se proteger. Eu já coloquei as rodas em movimento para fazê-lo.

Quando Folly chegar amanhã, ele provavelmente vai trazer um pacote do meu investigador sobre esse assunto.

— Você envolveu Folworth nisto? — A expressão de Lucien escureceu ainda mais. — Quando?

— Eu não sei. Um mês ou mais atrás. E antes de eu sair de Londres, lhe pedi para coletar as informações do investigador antes dele e Marina virem.

— Você é um bastardo, por colocá-lo no meio de suas investigações. Fazer as perguntas de qualquer modo é ruim o suficiente. — Cuspiu Lucian.

Gray se encolheu. Não era como se ele gostasse de fazer isso.

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— Insensatez não está no meio. Eu mencionei minhas preocupações e lhe pedi para me fazer este favor. Ele não sabe o que o pacote contém, mas mesmo se ele o abriu, o que ele não fez, eu duvido que haja qualquer um em que nós confiamos mais. Ele é um velho amigo e alguém que entende os riscos.

As bochechas de Lucien avermelharam ligeiramente, e Gray sabia que ele estava pensando naquela terrível noite no terraço também.

— E o que de bom você acha que isso vai fazer? — Seu irmão resmungou.

— Você está protegendo o nosso nome, não apenas reconstruindo-o. — Disse Gray. — Se há algo nessas notas que vai ameaçar esse nome, eu vou assumir que você vai pelo menos ter que considerar mudar seus planos.

Stenfax se deslocou e uma grande exaustão atravessou seu rosto. Gray franziu o cenho ao vê-lo. Seu irmão não parecia muito irritado, mas realmente incomodado.

— Lucien... — Ele começou.

Seu irmão levantou a mão para detê-lo.

— Basta! Você quer que eu olhe para a evidência que você recolheu, eu vou. Mas eu não vou te fazer nenhuma promessa. Você precisa parar com essa loucura, Grayson. Antes de você fazer algo que não possa ser desfeito.

Ele não disse mais nada, mas saiu da sala.

Gray observou-o ir e suspirou.

— Lucien, este é exatamente o erro que eu estou tentando impedi-lo de fazer.

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Rosalinde respirou fundo e forçou seu olhar longe de Gray.

Ele se sentou na extremidade oposta dela na mesa, ao lado de sua mãe e irmã. Claro, ele roubou olhares da sua maneira durante todo o jantar, mas isso não era motivo para cobiçá-lo.

Especialmente porque cada vez que fez isso, ela viu Celia endurecer ligeiramente para cima da mesa. Sua irmã quase não falou com ela desde a sua revelação de seu caso no início do dia, mas Rosalinde poderia dizer que ela estava profundamente perturbada.

Ela forçou sua atenção para o homem ao seu lado. O Senhor Stenfax foi um companheiro extremamente silencioso por quase uma hora. Mesmo agora, ele tinha uma expressão distante, como se estivesse perdido em pensamentos.

Rosalinde o observou enquanto ele estava distraído. Era um homem bem favorecido. Não tão duro como Gray, nem tão intenso, mas com belos traços. Havia uma ligeira tristeza ao redor dos olhos e na curva descendente em seus lábios. Ela poderia muito bem ver por que ele foi considerado como uma captura, apesar das questões financeiras de sua família.

E ainda assim ele e Celia pareciam não ter qualquer conexão.

A beleza dela não o motivava, nem a dele a ela. Isso parecia errado, mesmo que isso fosse exatamente como eles haviam planejado.

— Meu senhor? — Disse ela.

Ele sacudiu sua cabeça, quase como se ele estivesse sendo acordado de um sonho.

— Me desculpe, Sra. Wilde. Quanto extraordinariamente rude da minha parte.

Ela sorriu para tranquilizá-lo.

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— Não precisa se desculpar. A mesa inteira parece um pouco fora de ordem. Suponho que se pode esperá-lo com toda a emoção por vir.

— Sim. Amanhã os convidados que vão ficar na minha casa vão chegar. Amigos e familiares, todos. — Ele hesitou. — Sinto muito que ninguém da família de Celia fará parte do nosso dia.

Rosalinde se alterou ligeiramente.

— Bem, com a nossa mãe tendo partido, eu suponho que a nossa família é pequena em comparação.

Os lábios dele se apertaram um pouco.

— E quanto ao lado do seu pai? Você não tem ninguém remanescente da família dele?

Ela lançou um rápido olhar para Gray. Havia algo no tom de Stenfax que a fez se perguntar se Gray falou com ele sobre seu pai.

Ela engoliu em seco e considerou cuidadosamente suas palavras antes de falar novamente.

— Nós sabemos pouco de sua família, eu temo. Como você sabe, nós fomos criadas como Fitzgilberts após a morte de meus pais. Por isso, este é um acolhedor grupo de dois que vai estará pela minha irmã. Isso e os amigos que vêm, embora eu acredite que todos os amigos de Celia vão ficar na estalagem na vila.

Ele balançou a cabeça, mas ela viu como seu olhar deslizou para Celia lentamente. Ele parecia estar vendo-a pela primeira vez, no entanto, ela não conseguiu ler sua expressão. Ele era bom em esconder. Isto a preocupava.

Oh, ele era um cavalheiro. É claro que ele era. Mas o que era este homem em privado? Quais eram suas paixões? Quais eram todos seus sentimentos sobre Celia? Ele era verdadeiramente

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apenas mercenário? Será que ele teria um bando de amantes no momento em que os votos fossem ditos?

Rosalinde odiava ter aquelas perguntas. Pior, odiava não ter respostas. Droga Gray.

— Eu te ofendi? — Perguntou Stenfax. — Você está franzindo a testa intensamente.

Ela forçou uma brilhante gargalhada.

— Oh, que amável, não. Justamente estava pensando que em breve a minha irmã será uma senhora casada. Espero ser capaz de vê-la frequentemente.

A expressão de Stenfax suavizou ligeiramente.

— Eu nunca iria manter minha esposa longe de sua família.

Você sempre será bem-vinda em nossa casa aqui ou em Londres, como eu sei quanto vocês são próximas. Vocês são como eu com os meus próprios irmãos.

Rosalinde prendeu sua respiração. Ela sempre viu Stenfax como um homem bastante frio e distante. Sempre educado, mas nunca emocional. Mesmo assim, aqui estava uma suavidade em sua expressão que ela nunca viu antes. Um calor que nunca foi dispensado para Celia, mas poderia ser evocado por seu irmão e irmã. Isso significava que ele poderia sentir.

Ele apenas não sentia por Celia. E ela por ele, também não, quando Rosalinde sabia que ela era capaz de muito mais. Ansiedade atingiu seu estômago, forçando-a a deixar seu garfo de lado conforme a onda passava e a fazia doente.

— Eu aprecio essas palavras amáveis. — Ela conseguiu falar quando ficou claro que ele estava aguardando sua resposta.

Respirando fundo, deixou seu olhar deslizar para Celia novamente. Sua irmã estava falando com seu avô e não parecia feliz.

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E atrás dela estava Gray, sempre na linha de mira de Rosalinde.

Sempre confundindo as já complicadas questões.

— Você e seu irmão parecem especialmente próximo, apesar da vida dele tão longe. Isso deve ser difícil.

— Eu sinto falta de vê-lo de forma mais regular. — Stenfax deu de ombros. — Mas eu estou orgulhoso do que Gray tem realizado. Ele é um homem totalmente laborioso.

— Eu tenho ouvido tanto. — Rosalinde disse. — Como exatamente ele se fez?

— Uma variedade de indústrias. Ele tem estado investindo nos canais desde que o nosso pai morreu. Mas seu verdadeiro amor

— Uma variedade de indústrias. Ele tem estado investindo nos canais desde que o nosso pai morreu. Mas seu verdadeiro amor