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DEBILIDADES

*Desenvolvimento de mecanismos de participação e controle social

*Diminuição do isolamento, acesso mais fácil ao Controle e linguagem mais acessível

VULNERABILIDADES

Mudanças no Processo para

minimizar as influencias políticas Tempestividade nas decisões

Materialidade e relevância nos

processos apreciados

8.4- Análise das Alternativas de Posicionamento Adotadas

É interessante avaliar o porquê certas medidas levam ao posicionamento favorável ou ao posicionamento desfavorável com relação às demandas sociais.

O que parece estar acontecendo é que as medidas que estão sendo implantadas não representam um rompimento com a tradição burocrático-patrimonialista, muito pelo contrário, representa uma afirmação desse paradigma.

Nessa afirmação de paradigma, fica claro o seu alcance e suas limitações, nas dimensões relativas a um posicionamento voltado para a eficiência e para atividades estratégicas lentas e longo prazo, o modelo burocrático demonstra uma boa capacidade de atuação.

Nas ações onde é necessário uma maior aproximação com a população, estabelecer parcerias, flexibilidade de normas e rapidez no processo decisório, o modelo burocrático – patrimonialista apresenta suas limitações.

Essa, talvez, seja a grande questão, como enfrentar questões que hoje estão se apresentando como vulnerabilidade sem realizar uma mudança no Modelo Gerencial ou no próprio Modelo de Controle ?

No meu entendimento, se demonstra a necessidade de implementar grandes modernizações, pelo menos, no primeiro Modelo para enfrentar as demandas que estão sendo apresentadas pela Sociedade, com fim de trabalhar questões fundamentais como comunicação, processo decisório, poder, etc.

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Para guardar coerência com a própria estrutura do trabalho, procurarei dividir as conclusões em três grandes grupos, o primeiro referente à primeira parte do trabalho (capítulos 2 a 5): em que foi feito uma revisão e análise dos modelos de controle, da evolução da Sociedade Brasileira, da formação do Sistema de Controle Brasileiro e da descrição do Modelo de Controle Externo Brasileiro; o segundo grupo trata das conclusões referentes ao trabalho de campo realizado e suas análises (capítulos 6 a 8): onde foi avaliada as demandas dos agentes do ambiente, a imagem dos servidores sobre o modelo e avaliado o posicionamento das características identificadas frente as demandas da sociedade; no terceiro grupo pretendemos desenvolver respostas para as perguntas enunciadas no Projeto de Pesquisa.

9.4- CONCLUSÕES DA PRIMEIRA PARTE

A primeira parte deste trabalho deveria ter uma função inicial de contextualização da segunda parte, mas no seu desenvolvimento o encaminhamento da própria pesquisa nos levam a ter condições de desenvolver conclusões próprias e específicas dos dados/ fatos levantados.

Inicialmente podemos destacar que não foi encontrada nenhuma evidencia forte de que exista um modelo superior a outro. Muito pelo contrário, as Tabelas 2 e 3 nos mostram que encontramos entre os países mais e menos transparentes, estruturas de Controle organizadas sob as formas de Controladorias ou Tribunais de Contas, em proporções semelhantes ao que elas são distribuídas no Mundo. Destacamos que entre os países mais transparentes está a Finlândia, que possui uma forma de estrutura de controle que contraria os “manuais”, uma Controladoria ligada ao Executivo.

Ao olharmos, de maneira mais atenta, a tabela 3 vemos que todos os 10 países menos transparentes são regimes que estão ou que passaram por longos períodos no passado recente por regimes ditatoriais, por outro lado, vemos que nos quinze países que são considerados mais transparentes vemos democracias históricas e, na sua esmagadora

que democracia, participação popular e baixa desigualdade social são excelentes remédios no combate à corrupção e a favor dos Sistemas de Controle.

A forma de como se estruturou a Sociedade Brasileira, com base em relações econômicas mercantis e escravocratas e relações sociopolíticas patrimonialistas, leva a dificuldades para a construção e o exercício do Controle Democrático. Porém, o primeiro grande passo para avançar nesse sentido é encarar a realidade e procurar desenvolver estratégias para modifica-la.

Há novos mecanismos que estão em formação na Sociedade Brasileira, de uma maneira geral, eles negam as relações clientelistas e patrimonialistas tradicionais, porém, por vezes não fica claro o seu comprometimento com a cidadania. O melhor posicionamento para o desenvolvimento das estruturas de controle é inserir a questão cidadania no debate dessas tendências.

As Organizações Públicas, em geral, e os Sistemas de Controle, em específico, são produtos de estruturas sociais em evolução e processos históricos de formação dessas Sociedades. Ao confrontarmos o processo de formação brasileiro é natural que encontremos reproduzidas as dicotomias existentes na Sociedade Brasileira.

O modelo de Controle Externo estruturado na Esfera Federal não pode ser mais considerado um Modelo de Tribunal de Contas puro, ele já adota uma série de funções híbridas, tem atribuições típicas de Controladoria (realiza auditoria por iniciativa própria, produz avaliações operacionais e de programas públicos, etc), de Ouvidorias (acolhe e apura denúncias) e de Consultorias (acata consultas). Porém, mantêm uma forte tradição processualista na condução das suas decisões (típicas de tribunais) .

Organizacionalmente o TCU está dividido em duas grandes estruturas: o Tribunal

stricto sensu (composto por Ministros e Ministros-Substitutos) e a Secretaria do Tribunal

(composta por funcionários- Analistas de Finanças e Controle e quadros de apoio), a segunda estrutura é organizada para prestar apoio técnico à primeira que tem o poder decisório. A assimetria de poder, a organização sob lógicas diferentes (a primeira regida pela ótica do Agente Político, a segunda sob a ótica burocrático-administrativa) e a organização das estruturas de conhecimento, podem levar à situação clássica de conflito entre o Poder Político e o poder Burocrático