4.4 Desempenho operacional
4.4.3 Capacidade Operacional - COp
Figura 16. Capacidades Efetivas Brutas obtidas nas quatro velocidades estudadas.
4.4.3 Capacidade Operacional - COp
A Capacidade Efetiva Bruta obtida em cada tratamento foi multiplicada por quatro diferentes Eficiências de Campo: 45, 55,65 e 75%. Estimando-se desta forma as 16 Capacidades Operacionais, como apresentado na Figura 17, e na Tabela 57. Foi verificado que, quando a velocidade aumenta, há um crescimento na capacidade operacional da colhedora. Pode-se inferir que velocidades muito baixas podem inviabilizar o uso da máquina em termos de desempenho econômico, como ocorre em algumas capacidades operacionais apresentadas no cenário proposto. Os resultados encontrados para capacidade operacional na velocidade V 4 com uma Eficiência de
Campo de 45%, foi próximo à encontrada pelo Cenicafia (1997a) 47,60 t.h-I, a 43% de eficiência de campo para acolhedora Austoft 7700. Na velocidade VI as capacidades operacionais encontradas foram inferiores às encontradas pelo Cenicafia (1996) 21,8 t.h-I a 1,82 km.h-I, para acolhedora Austoft 7700. Os valores obtidos nas velocidades V2 75% e V3 45% de eficiência de campo, foram próximos aos encontrados pelo Cenicafia (1995) 26,74, Boletim Técnico (1998) 33,8 e Strini Jr. (1999) 32,38 t.h-l, respectivamente. Apenas a Velocidade V2 nas eficiências de campo de 55 e 65%
confirmaram os resultados do Relatório Técnico (1998) 20,80 a 23,62 t.h-l para 48,42 a 55,70% de eficiência de campo.
Figura 17. Resultados das Capacidades Operacionais nos quatro níveis de velocidades com quatro Eficiências de Campo.
4.4.4 Eficácia de Manipulação - EM (%)
Para a variável Eficácia de Manipulação, aplicou-se o teste F e não apresentou diferenças significativas ao nível de 5% de probabilidade, como apresentado na tabela 10. A Figura 18 apresenta o comportamento da Eficácia de Manipulação em cada velocidade. As velocidades V3 e V 4, apresentaram pequena diminuição em relação as velocidades VI e V2. Comportamento semelhante foi verificado por Roseff (1998),
quando afirmou que a Eficácia de Manipulação diminui á medida que aumenta a velocidade de deslocamento da máquina. Sendo necessário, uma melhor compatibilização entre o aumento da velocidade e essa variável para este tipo de máquina. Mesmo não apresentando diferenças significativas entre os tratamentos, nota-se que os valores encontrados nas determinações foram menores que os encontrados pelo Cenicaiía (l997a) 96,35%, para esta mesma colhedora sob condições de cana crua.
~ 94
Figura 18. Eficácia de Manipulação para as quatro velocidades.
4.4.5 Capacidade Efetiva Liquida - CEl
A partir da análise estatística, pôde-se verificar valores de F significativos, ao nível de 5% de probabilidade para a interação velocidade e capacidade efetiva líquida, cujos dados encontram-se na Tabela 11. Com a aplicação do teste Tukey a 1 e 5% na Tabela 12, nota-se que as velocidades V4 e V3 apresentaram diferenças significativas maiores que as velocidades VI e V2, sendo que a velocidade V 4 foi superior a todas as velocidades. Já as velocidades V2 e VI não apresentaram diferenças significativas entre si. Para esta variável verificou-se na Figura 19, um aumento na capacidade efetiva à medida que se aumentou a velocidade de deslocamento da colhedora, este comportamento foi semelhante ao encontrado por Roseff (1989). Na velocidade V3, os valores obtidos foram próximos aos encontrados por Mialhe & Carraro Neto (1993)
73,47 t.h-I para a velocidade de 3,0 km.h-l em colhedora CC 2000. Nas velocidades V4 e
Figura 19. Capacidades Efetivas Líquidas determinadas.
4.4.6 Consumo de Combustível
Os resultados das análises do consumo de combustível em (Lt,-I) e em (l.h-I), foram significativas com a aplicação do teste F ao nível de 5% de probabilidade, segundo os resultados apresentados nas Tabelas 13 e 14.
Na Tabela 15 são verificadas as diferenças entre as médias pelo teste Tukey, nos niveis de 1 e 5%, para o consumo de combustível em (Lt-I) colhida. A velocidade VI apresentou diferença significativa quando comparada às demais velocidades, obtendo-se o maior consumo. A velocidade V 4 apresentou menor consumo que as velocidades V3 e V2, mesmo não demonstrando diferenças significativas. Na Figura 20, observa-se em relação a velocidade VI que o consumo foi alto, chegando a alcançar cinco vezes maior que nas velocidades V 4 e V3. Pode-se inferir que a velocidade ótima de operação em termos econômicos para esta colhedora estão entre as velocidades de deslocamento V3 e V 4 em decorrência do menor consumo de combustível. Sendo necessário assim, criar
condições nos canaviais para que as máquinas operem com velocidades maiores, podendo gerar economia de combustível. Resultados semelhantes a velocidade V2 foram encontrados pela Cenicaiia (1995) 1,32 Lt-] para acolhedora Austoft 7700, Scandaliares et aI. (1997) 0,9 a 1,6 l.t-I, Lima (1998) 0,81 a 1,56 1.t-I, Strini Jr. (1999), 1,25 Lt-I para colhedora Brastoft 7700. Já as velocidades V3 e V 4 obtiveram consumos menores que os autores citados anteriormente. O valor encontrado na velocidade V3, foi próximo ao encontrado por Cury (1999) 0,79 Lt-1 para colhedora Brastoft em canaviais sem queima prévia.
Analisando-se o consumo de combustível, em l.h-l (Tabela 16), ao nível de 5%
pelo teste Tukey, verificou-se que a velocidade V 4 apresentou diferença significativa superior as demais velocidades, apresentando maior consumo. As velocidades VI e V2 não apresentaram diferenças significativas entre si, mas obtiveram os menores consumos. Na Figura 21 verifica-se que, o consumo de combustível na velocidade V4 foi maior que na velocidade VI em torno de 30%. Como o consumo de combustível é dada pelos órgãos internos da colhedora que trabalharam em rotação constante para todas as velocidades, o menor consumo foi causado pelo menor esforço provocado pela menor fluxo de cana nas mais baixas velocidades de deslocamento. Os valores encontrados para esta variável nos quatro níveis de velocidades no ensaio foram maiores que os encontrados pela Cenicaiía (1995) 35,2 l.h-l, Strini Jr. (1999) 38,38 l.h-l para colhedoras Autoft 7700, Boletim Técnico (1998) 35,0 l.h-l para acolhedora Brastoft e Relatório Técnico (1998) 25,48 a 28,171.h-1•
-
3,5 -:Figura 20. Consumo de combustível por matéria-prima colhida (l.f\ determinada para os quatro níveis de velocidades estudadas.
- 70.,
Os resultados médios de desempenho da colhedora nas quatro velocidades estudadas, estão resumidas na Tabela 17.
Tabela 17. Resumo dos resultados médios de desempenho da colhedora.
Veloc. CEb EM CEl C. comb Ccomb
(t.h-l) (%) (t.h-l) (l.t-1) (l.h-I)
VI 16,29 0,93 15,18 2,92 45,28
V2 36,29 0,92 33,61 1,25 49,77
V3 87,67 0,89 79,01 0,69 60,04
V4 110,18 0,91 100,34 0,61 66,27
CEb = Capacidade Efetiva Bruta; EM = Eficácia de Manipulação; CEl = Capacidade Efetiva Líquida; C. Comb = Consumo de combustível;
4.5 Perdas de matéria-prima no campo
4.5.1 Na forma de coImos e frações de colmos
Com aplicação do teste F ao nível 5% de significância, não houve diferença significativa para esta variável nas quatros velocidades, conforme o resumo da análise de variância, apresentado na Tabela 18.
Na Figura 22 verifica-se que a velocidade V3, embora tenha apresentado um valor muito baixo não demonstrou diferença significativa, isso se deve ao fato desta variável apresentar coeficiente de variação de 50,95%. Observou-se que mesmo não ocorrendo diferença significativa o valor médio na velocidade V3, apresentou a menor perda As velocidades VI, V2 e V4 obtiveram perdas de colmos e frações, semelhantes as encontradas por Lima (1994) 2,400/0 em canaviais sem queima prévia para colhedora Engeagro 8000 e maiores que os encontrados por Furlani Neto (1995) 0,15 e 1,11% em duas variedades para canaviais sem queima prévia. Com base nos resultados nota-se que a máquina avaliada apresenta pouca inovação em relação aos modelos mais antigos, mesmo apresentando valores menores que os citados por Fernandes & lrvine (1986),2,0 a 10%.
fi) 3,0
Figura 22 Resultados da Perdas de colmos e ou suas frações, nas velocidades estudadas.
4.5.2 Na forma de rebolos
Na tabela 19, verifica-se que houve diferenças significativas, ao nível de 5% de probabilidade, para a variável perdas na forma de rebolos. Ao se comparar as médias, (teste Tukey Tabela 20) e na Figura 23, observou-se que apenas a velocidade V3, apresentou diferença significativa superior nos níveis de 1 e 5% de significância, constituindo-se na velocidade que obteve maior perda na forma de rebolos. Os valores encontrados nas velocidades VI, V2 e V4 são bastantes satisfatórios em relação aos encontrados por Furlani Neto (1995) 0,79 e 1,69% para duas variedades estudadas em canaviais sem queima prévia, Cenicafia (1997a) 1,4% para colhedora Austoft e menores que os encontrados por Lima (1994) 1,49%.
1,4
~ 1,2
1,18
/I) 1,0
O
Õ .Q 0,8
o:: CD 0,6 /I) C\I 0,4
'2 CD
o. 0,2
0,00 0,00 0,00
0,0
V1 V2 V3 V4
Velocidades
Figura 23. Resultados das perdas referentes aos rebolos.