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Características do exercício do magistério

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Total 3 Capital2Escolaridade do pai

2.2 CARACTERÍSTICAS DOS PROFESSORES

2.2.5 Características do exercício do magistério

TABELA 2.30 - (continuação)

Capital Dependência

Administrativa (%) Total Formação

Pública Privada

Segundo grau 1,4 1,3 1,4

Licenciatura 77,1 52,9 58,7

Superior sem complementação pedagógica 9,3 8,9 9,0

São Paulo Superior com complementação pedagógica 5,0 12,3 10,5

Superior incompleto 0,7 4,7 3,7

Pós-graduação 6,4 19,9 16,7

Total 100,0 100,0 100,0

Segundo grau 3,3 1,7 2,7

Licenciatura 62,6 57,0 60,4

Superior sem complementação pedagógica 1,9 6,1 3,5

Teresina Superior com complementação pedagógica 0,5 3,5 1,7

Superior incompleto 26,1 23,0 24,9

Pós-graduação 5,5 8,7 6,7

Total 100,0 100,0 100,0

Fonte: UNESCO, Pesquisa Ensino Médio, 2002.

Notas: Foi perguntado aos professores: Caracterize a sua formação profissional (marque o mais alto grau) ... Dado não disponível.

(1) Número de professores respondentes: 6.576

É de se destacar o número expressivo de professores pesquisados com pós-graduação, atingindo 39% em Curitiba e 24,5% em Porto Alegre. Mas existe ainda uma pequena parcela de professores que não concluiu o curso superior, o que pode indicar que alguns professores ainda são alunos de graduação, o que varia de 20,9% em Goiânia a 15,9% em Maceió.

ENSINO MÉDIO: Múltiplas Vozes

de 8,9 anos de tempo de serviço, e os das privadas, 9,6), Rio Branco (média de 9,5 anos, caso dos professores de escolas públicas) e Macapá (média de 9,3 anos de tempo de serviço para professores de escolas privadas).

TABELA 2.31 - Média do tempo de serviço dos professores do ensino médio, por dependência administrativa da escola, segundo as capitais das Unidades da Federação - 2002"

Dependência Administrativa (%) Capitai

Pública Privada

Total

Belém 12,7 10,8 12,3

Belo Horizonte 11,8 15,8 13,8

Cuiabá 12,3 12,3 12,3

Curitiba 13,6 12,6 13,1

Goiânia 10,7 11,9 11,3

Macapá 10,4 9,3 10,1

Maceió 15,8 11,6 13,4

Porto Alegre 15,4 15,8 15,6

Rio Branco 9,5 10,3 9,8

Rio de Janeiro 15,3 15,3

Salvador 11,6 11,6

São Paulo 14,8 14,1 14,3

Teresina 8,9 9,6 9,2

Fonte: UNESCO, Pesquisa Ensino Médio, 2002.

Notas: Foi perguntado aos professores: Tempo de serviço no magistério:_____anos ... Dado não disponível.

(1) Número de professores respondentes: 6.677

2.2.5.2 Forma de ingresso na carreira

Em 9 das 13 capitais pesquisadas, predominam professores que não ingressaram na carreira por intermédio de concurso. Apenas em Macapá, Salvador, Rio de Janeiro e Maceió a porcentagem de professores que tiveram seu ingresso por meio de concurso abrange mais da metade do contingente pesquisado. (Tabela 2.32).

TABELA 2.32 - Proporção de professores do ensino médio, por dependência administrativa da escola, segundo o ingresso no magistério por meio de concurso e capitais das Unidades da Federação - 2002'

Dependência Administrativa (%) Capital Ingressou na carreira

por meio de concurso

Pública Privada

Total

Sim 36,9 34,9 36,5

Belém Não 63,1 65,1 63,5

Total 100,0 100,0 100,0

Sim 26,0 22,7 24,3

Belo Horizonte Não 74,0 77,3 75,7

Total 100,0 100,0 100,0

Sim 62,0 23,3 44,4

Cuiabá Não 38,0 76,7 55,6

Total 100,0 100,0 100,0

Sim 61,4 29,8 45,9

Curitiba Não 38,6 70,2 54,1

Total 100,0 100,0 100,0

Sim 64,6 15,7 43,8

Goiânia Não 35,4 84,3 56,2

Total 100,0 100,0 100,0

Sim 85,7 49,5 76,8

Macapá Não 14,3 50,5 23,2

Total 100,0 100,0 100,0

Sim 82,4 29,8 51,8

Maceió Não 17,6 70,2 48,2

Total 100,0 100,0 100,0

Sim 78,5 27,l 47,9

Porto Alegre Não 21,5 72,9 52,1

Total 100,0 100,0 100,0

Sim 41,9 42,6 42,1

Rio Branco Não 58,1 57,4 57,9

Total 100,0 100,0 100,0

Sim 87,4 87,4

Rio de Janeiro Não 12,6 12,6

Total 100,0 100,0

ENSINO MÉDIO: Múltiplas Vozes

TABELA 2.32 - (continuação)

Dependência Administrativa (%) Capital Ingressou na carreira

por meio de concurso

Pública Privada

Total

Sim 81,9 81,9

Salvador Não 18,1 18,1

Total 100,0 ... 100,0

Sim 35,9 12,2 18,1

São Paulo Não 64,1 87,8 81,9

Total 100,0 100,0 100,0

Sim 52,7 33,6 45,3

Teresina Não 47,3 66,4 54,7

Total 100,0 100,0 100,0

Fonte: UNESCO, Pesquisa Ensino Médio, 2002.

Notas: Foi perguntado aos professores: Seu ingresso na carreira foi feito através de concurso?

... Dado não disponível.

(1) Número de professores respondentes: 6.872

Considerando a dependência administrativa da escola, fica claro o contraste entre as escolas públicas e as privadas. Nas escolas públicas, como esperado, o concurso é a principal forma de ingresso na carreira em quase todas as capitais pesquisadas. Apenas nas escolas públicas de Belém, Belo Horizonte, Rio Branco e São Paulo o percentual de professores que ingressaram na carreira docente por concurso é inferior ao percentual dos que o fizeram por outros meios. Nas escolas privadas de todas as capitais pesquisadas, o percentual de professores que ingressaram na profissão por meio de concurso é sempre inferior a outras formas de ingresso. Outra forma comum de admissão é a indicação política ou convite, como sugere o depoimento seguinte: Uma irmã minha me arrumou esse emprego. Ela era secretária do prefeito de (...) Ele me arrumou esse emprego na educação e eu estou até hoje me sustentando nele. (...) há 27 anos (...) quer dizer, pouco tempo para me aposentar.

A Tabela 2.33 refere-se somente a professores da rede pública e considera a forma de ingresso na carreira e a respectiva formação, o que permite identificar situações diversificadas dos concursados e dos que não entraram por concurso.

Entre os professores com curso superior incompleto destacam-se aqueles que não ingressaram no magistério por meio de concurso. Em algumas capitais, como Belém, Belo Horizonte, Rio Branco e São Paulo, nenhum dos professores pesquisados com esse nível de formação é concursado.

TABELA 2.33 - Proporção de professores de escolas públicas do ensino médio, por forma de ingresso na carreira, segundo a formação profissional e capitais das Unidades da Federação - 2002'

Forma de ingresso na carreira (%)

Capital Formação

Ingressaram por concurso

Não ingressaram por concurso

Total

Segundo grau 42,9 57,1 100,0

Licenciatura 36,3 63,7 100,0

Superior sem complementação pedagógica

23,8 76,2 100,0

Belém Superior com complementação pedagógica

47,6 52,4 100,0

Superior incompleto 0,0 100,0 100,0

Pós-graduação stricto sensu 43,6 56,4 100,0

Total 36,9 63,1 100,0

Segundo grau 33,3 66,7 100,0

Licenciatura 23,8 76,2 100,0

Superior sem complementação pedagógica

40,0 60,0 100,0

Belo Horizonte

Superior com complementação pedagógica

11,1 88,9 100,0

Superior incompleto 0,0 100,0 100,0

Pós-graduação stricto sensu 41,2 58,8 100,0

Total 25,6 74,4 100,0

Segundo grau 0,0 0,0 0,0

Licenciatura 66,9 33,1 100,0

Superior sem complementação pedagógica

12,5 87,5 100,0

Cuiabá Superior com complementação pedagógica

50,0 50,0 100,0

Superior incompleto 18,2 81,8 100,0

Pós-graduação stricto sensu 78,9 21,1 100,0

Total 61,8 38,2 100,0

ENSINO MÉDIO: Múltiplas Vozes

TABELA 2.33 - (continuação)

Forma de ingresso na carreira (%) Capital

Formação

Ingressaram por concurso

Não ingressaram por concurso

Total

Segundo grau 75,0 25,0 100,0

Licenciatura 59,0 41,0 100,0

Superior sem

complementação pedagógica

16,7 83,3 100,0

Curitiba Superior com

complementação pedagógica

52,4 47,6 100,0

Superior incompleto 20,0 80,0 100,0

Pós-graduação stricto sensu 68,9 31,1 100,0

Total 60,1 39,9 100,0

Segundo grau 0,0 100,0 100,0

Licenciatura 79,6 20,4 100,0

Superior sem

complementação pedagógica

16,7 83,3 100,0

Goiânia Superior com

complementação pedagógica

80,0 20,0 100,0

Superior incompleto 21,6 78,4 100,0

Pós-graduação stricto sensu 85,7 14,3 100,0

Total 63,7 36,3 100,0

Segundo grau 85,7 14,3 100,0

Licenciatura 86,7 13,3 100,0

Superior sem

complementação pedagógica

66,7 33,3 100,0

Macapá Superior com

complementação pedagógica

82,6 17,4 100,0

Superior incompleto 71,4 28,6 100,0

Pós-graduação stricto sensu 85,7 14,3 100,0

Total 85,6 14,4 100,0

Segundo grau 50,0 50,0 100,0

Licenciatura 87,5 12,5 100,0

Superior sem

complementação pedagógica

90,0 10,0 100,0

Maceió Superior com

complementação pedagógica

50,0 50,0 100,0

Superior incompleto 26,7 73,3 100,0

Pós-graduação stricto sensu 90,5 9,5 100,0

Total 82,9 17,1 100,0

TABELA 2.33 - (continuação)

Forma de ingresso na carreira (%)

Capital Formação

Ingressaram por concurso

Não ingressaram por concurso

Total

Segundo grau 100,0 0,0 100,0

Licenciatura 79,6 20,4 100,0

Superior sem complementação pedagógica

66,7 33,3 100,0

Porto Alegre

Superior com complementação pedagógica

66,7 33,3 100,0

Superior incompleto 11,1 88,9 100,0

Pós-graduação stricto sensu 95,7 4,3 100,0

Total 79,4 20,6 100,0

Segundo grau 0,0 100,0 100,0

Licenciatura 45,3 54,7 100,0

Superior sem complementação pedagógica

0,0 100,0 100,0

Rio Branco Superior com complementação pedagógica

80,0 20,0 100,0

Superior incompleto 0,0 100,0 100,0

Pós-graduação stricto sensu 45,5 54,5 100,0

Total 41,3 58,8 100,0

Segundo grau 83,3 16,7 100,0

Licenciatura 87,4 12,6 100,0

Superior sem complementação pedagógica

100,0 0,0 100,0

Rio de Janeiro

Superior com complementação pedagógica

77,3 22,7 100,0

Superior incompleto 100,0 0,0 100,0

Pós-graduação stricto sensu 89,1 10,9 100,0

Total 87,2 12,8 100,0

Segundo grau 62,5 37,5 100,0

Licenciatura 87,0 13,0 100,0

Superior sem complementação pedagógica

73,3 26,7 100,0

Salvador Superior com complementação pedagógica

77,3 22,7 100,0

Superior incompleto 16,7 83,3 100,0

Pós-graduação stricto sensu 90,0 10,0 100,0

Total 81,5 18,5 100,0

ENSINO MÉDIO: Múltiplas Vozes

TABELA 2.33 - (continuação)

Forma de ingresso na carreira (%)

Capital Formação

Ingressaram por concurso

Não ingressaram por concurso

Total

Segundo grau 0,0 100,0 100,0

Licenciatura 38,0 62,0 100,0

Superior sem

complementação pedagógica

30,8 69,2 100,0

São Paulo Superior com

complementação pedagógica

28,6 71,4 100,0

Superior incompleto 0,0 100,0 100,0

Pós-graduação stricto sensu 66,7 33,3 100,0

Total 37,9 62,1 100,0

Segundo grau 60,0 40,0 100,0

Licenciatura 66,8 33,2 100,0

Superior sem

complementação pedagógica

71,4 28,6 100,0

Teresina Superior com

complementação pedagógica

50,0 50,0 100,0

Superior incompleto 16,3 83,7 100,0

Pós-graduação stricto sensu 65,0 35,0 100,0

Total 53,5 46,5 100,0

Fonte: UNESCO, Pesquisa Ensino Médio, 2002.

Nota: Foi perguntado aos professores: Seu ingresso na carreira foi feito através de concurso? E Caracterize a sua formação profissional

... Dado não disponível.

(1) Número de professores respondentes: 6.496

A relação entre segundo grau e a forma de ingresso na carreira, considerando-se os professores da rede pública de ensino, é diferente entre os grupos de cidades. Assim, enquanto em seis capitais predominam entre os professores com apenas segundo grau aqueles que entraram no magistério por concurso, em outras cinco, predominam os que não se submeteram a tal forma de seleção. Já em Maceió, igual proporção está representada entre os que fizeram e os que não fizeram concurso.

Entre os professores com curso superior com ou sem complementação pedagógica e pós-graduação stricto sensu, a tendência é que também haja uma variação entre as capitais, sendo que em algumas delas a maioria dos professores é concursada. Já entre os

professores com formação em licenciatura, predominam aqueles que passaram por concurso público. As exceções registram-se nas cidades de Belém, onde 63,7% dos professores com licenciatura entraram no magistério por outras formas que não concurso. Estando na mesma situação, professores em Belo Horizonte (76,2%), Rio Branco (54,7%) e São Paulo (62,0%).

2.2.5.3 Situação funcional na escola

Em ll das 13 capitais pesquisadas, o percentual de professores efetivos é superior ao percentual de professores em outras situações funcionais. As exceções são Belo Horizonte e Rio Branco. Belo Horizonte é a única capital pesquisada na qual o percentual de professores efetivos nas escolas públicas (25,3%) é inferior ao percentual de professores que possuem contrato precário ou temporário (69,4%). Nas escolas privadas de Cuiabá, o percentual de professores efetivos (36,7%) é inferior à percentagem dos que são permanentes (39,6%). Em Teresina, embora o percentual de professores efetivos em escolas privadas seja alto (48,7%), não é superior à soma das outras alternativas (Tabela 2.34).

TABELA 2.34 - Proporção de professores do ensino médio, por dependência administrativa da escola, segundo a situação funcional na escola e capitais das Unidades da Federação - 2002'

Dependência Administrativa (%) Capital Situação Funcional

Pública Privada

Total

E efetivo 50,2 68,6 54,1

E permanente 5,6 20,4 8,7

Belém Tem contrato precário ou temporário 43,8 9,5 36,6

E substituto eventual 0,4 1,5 0,6

Total 100,0 100,0 100,0

E efetivo 25,3 56,2 40,1

E permanente 4,3 32,2 17,6

Tem contrato precário ou temporário 69,4 10,9 41,4 Belo

Horizonte

E substituto eventual 1,1 0,8 0,9

Total 100,0 100,0 100,0

ENSINO MÉDIO: Múltiplas Vozes

TABELA 2.34 - (continuação)

Capital Dependência

Administrativa (%) Situação Funcional

Pública Privada

Total

É efetivo 67,0 36,7 53,9

É permanente 0,6 39,6 17,5

Cuiabá Tem contrato precário ou temporário 31,3 22,8 27,6

E substituto eventual 1,1 0,9 1,0

Total 100,0 100,0 100,0

É efetivo 65,4 70,4 67,8

É permanente 9,2 20,7 14,8

Curitiba Tem contrato precário ou temporário 24,3 8,2 16,4

É substituto eventual 1,1 0,7 0,9

Total 100,0 100,0 100,0

E efetivo 71,2 70,8 71,1

É permanente 3,8 24,0 12,3

Goiânia Tem contrato precário ou temporário 24,2 5,2 16,2

E substituto eventual 0,8 0,0 0,4

Total 100,0 100,0 100,0

É efetivo 71,6 58,3 68,2

E permanente 18,2 13,6 17,0

Macapá Tem contrato precário ou temporário 9,2 26,2 13,5

E substituto eventual 1,0 1,9 1,2

Total 100,0 100,0 100,0

É efetivo 86,4 56,9 69,7

É permanente 5,1 25,2 16,4

Maceió Tem contrato precário ou temporário 6,8 16,7 12,4

E substituto eventual 1,7 1,3 1,5

Total 100,0 100,0 100,0

E efetivo 76,1 77,9 77,1

É permanente 4,3 16,5 11,4

Porto Alegre Tem contrato precário ou temporário 19,6 4,0 10,5

E substituto eventual 0,0 1,6 0,9

Total 100,0 100,0 100,0

E efetivo 41,0 62,0 48,9

E permanente 14,5 20,0 16,5

Rio Branco Tem contrato precário ou temporário 41,0 12,0 30,1

É substituto eventual 3,6 6,0 4,5

Total 100,0 100,0 100,0

TABELA 2.34 - (continuação)

Dependência Administrativa (%) Capital Situação Funcional

Pública Privada

Total

É efetivo 84,2 84,2

É permanente 3,4 3,4

Tem contrato precário ou temporário 11,7 11,7

Rio de Janeiro

É substituto eventual 0,7 0,7

Total 100,0 . . 100,0

E efetivo 81,0 81,0

E permanente 4,9 4,9

Salvador Tem contrato precário ou temporário 11,8 11,8

É substituto eventual 2,3 2,3

Total 100,0 100,0

É efetivo 56,3 50,4 51,9

É permanente 9,9 37,4 30,2

São Paulo Tem contrato precário ou temporário 28,5 12,2 16,5

E substituto eventual 5,3 0,0 1,4

Total 100,0 100,0 100,0

É efetivo 61,5 48,7 56,7

É permanente 4,0 16,5 8,7

Teresina Tem contrato precário ou temporário 28,5 33,5 30,4

É substituto eventual 6,1 1,3 4,3

Total 100,0 100,0 100,0

Fonte: UNESCO, Pesquisa Ensino Médio, 2002.

Noras: Foi perguntado aos professores: Qual a situação funcional nesta escola?

... Dado não disponível.

(1) Número de professores respondentes: 6.575.

Entre as escolas públicas pesquisadas, a segunda situação funcional mais comum é a dos professores que possuem contrato precário ou temporário.

Apenas Belo Horizonte e Macapá constituem exceção. Em Belo Horizonte, como já vimos, o percentual de professores de escola pública que possuem contrato precário ou temporário é superior ao percentual de professores efetivos. Em Macapá, o percentual de professores permanentes (18,2%) é superior ao percentual dos professores que possuem contrato precário ou temporário (9,2%). Nas escolas privadas pesquisadas, o segundo tipo de situação funcional mais comum é a dos professores que possuem contrato permanente. As exceções são Cuiabá e Teresina.

ENSINO MÉDIO: Múltiplas Vozes

2.2.5.4 Satisfação em relação à renda

Em todas as capitais a maioria dos professores pesquisados se declaram insatisfeitos com a renda obtida com o seu trabalho no magistério (de 69,2%

no Rio de Janeiro a 48,6% em Porto Alegre). Entre 6,5% dos professores pesquisados em Maceió a 27,4% em Salvador se dizem revoltados com sua renda. - Tabela 2.35.

TABELA 2.35 - Proporção de professores do ensino médio, por dependência administrativa da escola, segundo a satisfação quanto à renda obtida e capitais das Unidades da Federação - 20021

Dependência Administrativa (%)

Total Capital Satisfação quanto à

renda

Pública Privada

Muito satisfeito 2,5 4,2 2,9

Satisfeito 11,6 44,8 18,8

Belém Insatisfeito 63,0 49,0 59,9

Revoltado 22,9 2,1 18,4

Total 100,0 100,0 100,0

Muito satisfeito 1,8 8,8 5,2

Satisfeito 16,5 60,1 37,9

Belo Horizonte Insatisfeito 69,4 30,0 50,1

Revoltado 12,3 1,1 6,8

Total 100,0 100,0 100,0

Muito satisfeito 0,6 0,7 0,6

Satisfeito 12,7 39,6 24,8

Cuiabá Insatisfeito 69,1 53,7 62,1

Revoltado 17,7 6,0 12,4

Total 100,0 100,0 100,0

Muito satisfeito 4,3 10,7 7,4

Satisfeito 10,1 46,9 28,1

Curitiba Insatisfeito 64,0 39,1 51,8

Revoltado 21,6 3,3 12,7

Total 100,0 100,0 100,0

Muito satisfeito 0,8 4,0 2,2

Satisfeito 8,7 49,5 26,1

Goiânia Insatisfeito 66,8 42,9 56,6

Revoltado 23,8 3,5 15,1

Total 100,0 100,0 100,0

TABELA 2.35 - (continuação)

Capital Dependência

Administrativa (%) Satisfação quanto à

renda

Pública Privada

Total

Muito satisfeito 0,6 1,0 0,7

Satisfeito 23,3 46,2 28,9

Macapá Insatisfeito 66,5 51,9 62,9

Revoltado 9,6 1,0 7,5

Total 100,0 100,0 100,0

Muito satisfeito 0,4 3,1 1.9

Satisfeito 12,4 36,3 26,1

Maceió Insatisfeito 76,9 56,9 65,4

Revoltado 10,3 3,7 6,5

Total 100,0 100,0 100,0

Muito satisfeito 0,0 3,2 1,9

Satisfeito 5,6 56,3 35,9

Porto Alegre Insatisfeito 62,3 39,4 48,6

Revoltado 32,0 1,2 13,6

Total 100,0 100,0 100,0

Muito satisfeito 0,0 0,0 0,0

Satisfeito 31,0 44,4 36,2

Rio Branco Insatisfeito 58,6 51,9 56,0

Revoltado 10,3 3,7 7,8

Total 100,0 100,0 100,0

Muito satisfeito 1,4 1,4

Satisfeito 15,2 15,2

Rio de Janeiro Insatisfeito 69,2 69,2

Revoltado 14,2 14,2

Total 100,0 ... 100,0

Muito satisfeito 0,0 0,0

Satisfeito 4,1 4,1

Salvador Insatisfeito 68,4 68,4

Revoltado 27,4 27,4

Total 100,0 100,0

Muito satisfeito 0,0 6,5 4,9

Satisfeito 11,1 46,0 37,3

São Paulo Insatisfeito 67,3 44,1 49,8

Revoltado 21,6 3,5 8,0

Total 100,0 100,0 100,0

ENSINO MÉDIO: Múltiplas Vozes

TABELA 2.35 - (continuação)

Capital Dependência

Administrativa (%) Satisfação quanto

à renda

Pública Privada

Total

Muito satisfeito 0,8 1,2 1,0

Satisfeito 8,9 41,3 21,5

Teresina Insatisfeito 66,4 50,4 60,2

Revoltado 23,9 7,0 17,3

Total 100,0 100,0 100,0

Fonte: UNESCO, Pesquisa Ensino Médio, 2002.

Notas: Foi perguntado aos professores: Considerando a renda obtida cam seu trabalho no magistério, você se considera:

... Dado não disponível.

(1) Número de professores respondentes: 6.767

Os índices de insatisfação e revolta com a renda são mais altos entre os professores das escolas públicas, ainda que nas privadas a tendência seja a mesma.

Os professores de escolas privadas em Curitiba são os que apresentam o mais alto e destoante índice de satisfação em relação às outras cidades, onde 10,7% se declaram muito satisfeitos com a renda obtida do seu trabalho de magistério. Na maioria das capitais, tanto nas escolas públicas como nas privadas, menos de 5% se declaram como muito satisfeitos com os rendimentos relacionados ao exercício da profissão. Os que se declaram satisfeitos são mais expressivos nas escolas privadas, onde os valores encontrados variam de 60,1% em Belo Horizonte a 36,3% em Maceió. Esses valores contrastam com o grau de satisfação dos professores pesquisados nas escolas da rede pública quanto à renda obtida: 31,0% em Rio Branco e 4,1%

em Salvador. Pode-se encontrar diferenças significativas na mesma cidade quando se considera a dependência administrativa da escola. Por exemplo, em Porto Alegre, 56,3% dos professores pesquisados em escolas da rede privada se declaram satisfeitos com a renda auferida, sendo que entre os da rede pública a proporção dos satisfeitos é 10 vezes inferior: 5,6%.

Em suma há alguns aspectos preocupantes em relação ao quadro docente apresentado, como a exclusão digital e a insatisfação financeira, em particular no caso das escolas públicas. É importante não perder de vista que os docentes, bem como outros membros do corpo técnico e

pedagógico, são atores fundamentais na formação de uma escola capa2 de cumprir seus objetivos e que toda e qualquer proposta de mudança deve levar em conta as características, as preocupações e os anseios quer de alunos, quer de professores.

SUMÁRIO

Alunos

• A idade média dos alunos é de 19 anos, sendo que mais de 50%

tendem a se concentrar na faixa entre 16 e 17 anos, nas 13 cidades focalizadas. Em oito capitais, mais de 20% dos alunos têm 20 anos de idade ou mais. Os alunos mais velhos concentram-se no período noturno.

• A pesquisa revela uma maior visibilidade da população negra em relação a pesquisas anteriores realizadas pela UNESCO, considerando a auto-identificação de raça/etnicidade. Em seis das treze cidades pesquisadas, a proporção dos alunos que se declaram negros é superior a 15%, sendo que em Salvador eles chegam a 42,2% (alunos em escolas públicas).

• Nas escolas privadas são mais altas as proporções dos alunos que se declaram brancos, quase 30% a mais do que nas escolas públicas. Nas escolas públicas, são mais altas as proporções dos que se identificam como negros ou mestiços.

As pirâmides escolares dos pais de alunos de escolas públicas e privadas são invertidas - enquanto proporção significativa de pais nas escolas privadas teve acesso ao ensino superior (cerca de 20%), poucos são os pais de alunos de escolas públicas que passaram do ensino fundamental (cerca de 15%).

• É reduzida a freqüência e o acesso dos jovens a cinema, teatro, shows e museus. Pouco mais de 25% dos alunos do ensino médio, nas cidades pesquisadas, costumam ir apenas de 1 a 3 vezes por ano ao cinema. Cerca de 15% declaram que não foram sequer

ENSINO MÉDIO: Múltiplas Vozes

uma vez a shows em 2001. Cerca de 30% não foram a teatro e proporção similar não foi a museu. A baixa freqüência a tais atividades é mais ampla entre alunos de escolas públicas.

• A maioria dos alunos possui TV em cores. Somente em três capitais a proporção dos alunos que declaram não possuí-la é superior a 2%. Também é de relativa difusão a propriedade de som com CD, sendo que, nesse caso, existe uma maior desigualdade entre as capitais.

• Mais da metade dos alunos de ensino médio não têm acesso a computador em suas residências. A exclusão digital é mais perversa para os alunos de escola pública. Na maioria das capitais, enquanto mais de 60% dos alunos das escolas privadas declara ter computador, nas escolas públicas a tendência é que apenas 20% o possuam.

Professores

• Assim como no universo de alunos, há um maior número de docentes do sexo feminino entre os professores pesquisados. No entanto, os percentuais por capitais são bastante discrepantes.

• A maior parte dos professores de ensino médio pesquisados encontra-se na faixa etária de 30 a 49 anos (cerca de 60%), encontra-sendo também expressivo o fato de que cerca de um terço dos professores tenha menos de 29 anos.

• A maioria dos professores, assim como os alunos, se auto-identifica como branca. Os negros estariam menos representados como professores nas escolas privadas, não chegando a 20% na maioria das capitais.

• Em muitas cidades, chega a mais de 40% a proporção de professores que não têm computadores em suas residências, tendendo estes a estarem mais representados nas escolas

públicas. Em várias cidades, especialmente em escolas públicas, os professores não usam computadores na escola (cerca de 30% dos casos), variando regionalmente esse estado de exclusão digital entre 16,9%, em Curitiba e 62,1%, em Goiânia.

• É alta a proporção dos professores pesquisados que declaram não ter ido nenhuma vez ao cinema em 2001 (entre 9,6% e 25,7%). O número de professores de escolas públicas que declaram não ter ido nenhuma vez a um show em 2001 é ainda maior, entre 35% e 17%. O que indica que a baixa freqüência a esses meios não se registra somente entre os jovens, além de ser mais comum entre professores de escolas públicas.

• Em relação à ida a museus, constata-se que cerca de 3 em 10 professores pesquisados indicam que não foram a um museu em 2001.

• A grande maioria dos professores pesquisados tem como formação a licenciatura (cerca de 60%). Aproximadamente um terço deles possui pós-graduação ou mestrado, em particular nas capitais do Sul e do Sudeste. Os dados mostram ainda que existem professores que concluíram apenas o segundo grau exercendo o magistério para o ensino médio.

• Nas escolas públicas, na maioria das cidades pesquisadas, é alta a proporção de professores que ingressaram na carreira docente por concurso público (mais de 75%). Contudo, em várias cidades, as proporções dos que ingressaram nas escolas públicas sem concurso superam os que fizeram concurso.

• Mais da metade dos professores de escolas públicas são efetivos. A segunda situação funcional mais comum é o contrato precário ou permanente.

• Na maioria das cidades, os professores se declaram insatisfeitos com a renda obtida com o seu trabalho no magistério. Os índices de insatisfação são bem mais altos entre os professores das escolas públicas, ainda que também nas privadas a tendência seja a mesma.

3. OBJETIVOS E FINALIDADES DO

No documento Livros Grátis (páginas 131-148)