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15 PRAIAS DE NATAL. Ponte Newton Navarro: Grandiosa, imponente e uma vista lindíssima.

Disponível em: <https://www.praiasdenatal.com.br/ponte-newton-navarro/>. Acesso em: 30 jun.

2020.

16 TRIBUNA DO NORTE. Via Costeira tem potencial inexplorado, 2019. Disponível em:

<http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/via-costeira-tem-potencial-inexplorado/437980>. Acesso em: 30 jun. 2020.

© Luisa Nascimento Lira

Com a ascensão do passeio de buggy em Natal/RN, foi realizada uma pesquisa para entender se ainda é considerado a atividade turística mais procurada da cidade. Essa resposta foi unânime entre os entrevistados, onde todos afirmaram ser o “carro chefe” do turismo na cidade. Alguns fizeram uma comparação com quem viaja para o Rio de Janeiro e quer visitar o Pão de Açúcar, como citado na seguinte resposta:

“Ele tá relacionado à Natal como o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor está associado ao Rio de Janeiro. Hoje o buggy é uma peça fundamental da cidade, existe logicamente outros atrativos, mas na minha opinião, ele ainda continua sendo o atrativo que faz com que as pessoas venham conhecer Natal. Todo mundo que vem para cá, vem com a mentalidade de fazer um passeio de buggy, com vento no rosto, passando pelas praias com ou sem emoção. Isso é muito importante ainda na cidade de Natal associado a nossa imagem do buggy turismo” (BUGUEIRO K).

Outra resposta que chamou bastante atenção, foi a do bugueiro N, em que ele afirma que todo o segmento do turismo em Natal foi descoberto através do buggy:

“Sim, na minha opinião, Natal toda foi descoberta através do buggy, todo o segmento do turismo daqui é vendido lá fora primeiro o buggy, quem vem de fora quer andar em um carro diferente, nunca tiveram a oportunidade de andar na beira da praia, ou em cima de dunas. Então pra mim o buggy ainda é o carro chefe do turismo do RN. Todo mundo que vem aqui quer pelo menos bater uma foto no buggy, igual quem vai a Roma e quer ver o Papa” (BUGUEIRO N).

Além disso, a atividade turística traz consigo diversos benefícios em qualquer região que aconteça, não só em Natal/RN, mas também em outras localidades, como por exemplo em uma pesquisa realizada com os trabalhadores de Porto de Galinhas, eles afirmam que o turismo é essencial para o desenvolvimento da região, e querem garantir o bem-estar da população nativa que depende dela (SLOB;

WILDE, 2006).

Contudo, apesar de todos concordarem em ser a atividade mais procurada, alguns citaram que está começando a perceber a decaída dessa procura, uma vez que surgem cada vez mais novos concorrentes, como por exemplo o passeio de 4x4, que os bugueiros consideraram ser um concorrente direto do passeio de buggy.

Diante disso, o passeio de 4x4 é bastante criticado pelos bugueiros, principalmente por não possuírem a placa vermelha como os buggies, que são

© Luisa Nascimento Lira

permissionados pela lei. Na entrevista, o bugueiro I afirma que a trilha de 4x4 surgiu porque os bugueiros abandonaram o Litoral Sul, resultando na criação desse novo roteiro para os passeios com 4x4. Porém, ele critica a finalização desses passeios, que ocorre na Duna de Malembá ou na Praia de Búzios, e como o veículo pesa em média 2 toneladas, eles atingem diretamente o meio ambiente, enquanto o buggy pesa no máximo 800 kg. Todavia, como não há fiscalização nesse segmento, o passeio continua existindo e se torna cada vez mais difícil tirá-lo, pois estão atuando há mais de 10 anos no segmento.

Em relação ao roteiro do passeio de buggy, foi questionado se os bugueiros seguiam o mesmo padrão ou se cada um tinha o seu próprio estilo de trabalhar.

Com isso, todos concordaram em existir um roteiro a ser seguido, porém o padrão não é mantido por diversos motivos, essas 3 respostas resumem as principais causas da despadronização do passeio:

“Essa padronização ela existe há muitos anos, e ocorre da seguinte forma:

o passeio de buggy passa por 9 praias, 4 parques de dunas e 3 lagoas, com parada para banhos. Esse é o roteiro do passeio, e também entramos nas dunas douradas, pagando uma taxa que uma parte desse valor é revertido para o Sindicato. Acontece que têm amigos nossos de trabalho que não entram nas dunas por trás de Pitangui ou nas dunas douradas, e vão cortando o passeio. Hoje em dia, inserimos uma parada em “Salu”, que é um rio onde é servido espetinho de lagosta, camarão e caipirinha por um valor bem acessível. Então existe uma padronização que é cumprida por uma boa parte, mas também uma despadronização, que é cumprida por uma parcela de bugueiros que não vendem passeio no preço normal, então acaba tirando do turista. Isso é uma coisa muito séria, porque na venda do passeio eles oferecem tudo, e quando vão realizar o passeio eles cortam o roteiro” (BUGUEIRO I).

“O passeio de buggy sai de vários locais diferentes, como hotéis, agências e pousadas. A padronização seria muito bom se ela existisse, e até existe em termos de roteiro, todo mundo cumpre em relação a isso, que no caso o roteiro saindo de Natal consta em: passar pelas 9 praias, 4 parques de dunas e 3 lagoas. Porém, nesse roteiro o bugueiro pode criar rotas alternativas, enriquecendo ou empobrecendo o passeio. Os mais caprichosos, procuram acrescentar mais coisas, já aqueles que estão somente pela questão comercial e aquisição do dinheiro, tenta encurtar o passeio, ganhando o mesmo valor de quem faz o passeio completo. Na verdade ele até ganha mais, se torna injusto, porque ganha o mesmo valor pra fazer menos, e o bugueiro que se preocupa com o destino e com o segmento do buggy turismo, ele procura fazer um passeio melhor, e acaba gastando mais combustível e ganhando a mesma coisa” (BUGUEIRO K).

“Temos um corredor de belezas naturais, então sempre temos que nos adequar a posição de maré e movimentação das dunas. Também depende do perfil dos passageiros, por esses motivos, nós adequamos o passeio a todas essas situações” (BUGUEIRO M).

© Luisa Nascimento Lira

Diante das respostas apresentadas, ficou claro que todos os profissionais entrevistados da categoria buggy turismo têm um roteiro padrão para ser seguido, porém cada um faz do seu jeito ou da forma que achar que irá agradar os clientes.

Porém, alguns dos entrevistados alegaram o fato de uma minoria que usa essa despadronização de má fé, tentando diminuir o trecho e fazer o passeio de forma mais rápida, lesando o turista que não conhece o roteiro e acaba pagando por algo que não foi cumprido.

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