4.2.1 Estatura dos Pais e Estatura Alvo dos Pacientes
Os dados referentes à estatura dos pais e à estatura alvo dos pacientes estão apresentados na tabela 5 (Anexos 2.1 a 2.31).
TABELA 5 - ESTATURA DOS PAIS DOS PACIENTES, ESCORE Z DA ESTATURA DOS PAIS, ESTATURA ALVO E ESCORE Z DA ESTATURA ALVO DOS PACIENTES
VARIÁVEL MEDIDA DE TENDÊNCIA
CENTRAL n
Estatura do pai (média) 168,45 + 6,22 31
Escore Z da estatura do pai (mediana) -0,90 (-2,80 – 1,10) 31
Estatura da mãe (média) 158,68 + 5,20 31
Escore Z da estatura da mãe (mediana) -0,50 (-2,40 – 1,00) 31 Esco re Z da estatura alvo (mediana) -0,90 (-2,20 – 0,70) 31
A mediana do escore Z da estatura dos pais dos pacientes correspondeu a -0,9 e a mediana do escore Z da estatura das mães dos pacientes estava em -0,5 (tabela 5).
4.2.2 Características Antropométricas no Diagnóstico
Os dados antropométricos dos pacientes e de acordo com o sexo, no momento do diagnóstico estão apresentados na tabela 6.
TABELA 6 - CARACTERÍSTICAS ANTROPOMÉTRICAS DOS PACIENTES NO MOMENTO DO DIAGNÓSTICO E DE ACORDO COM O SEXO (MEDIANA)
VARIÁVEL MEDIANA n
Idade Cronológica (anos) 3,25 (0,01 – 13,39) 31
sexo feminino 2,65 (0,01 – 8,83) 23
sexo masculino 5,72 (3,16 – 13,39) 8
Idade Estatural (anos) 4,05 (0,00 –13,70) 30
sexo feminino 3,3 (0,0 –10,2) 22
sexo masculino 4,9 (2,6 –13,7) 8
Idade Óssea (anos) 5,50 (1,00 – 13,50) 26
sexo feminino 4,75 (1,0 –13,00) 20
sexo masculino 7,5 (5,5 –13,5) 6
Escore Z da estatura 1,00 (-3,70 – 4,00) 30
sexo feminino 1,10 (-1,10 – 4,00) 22
sexo masculino 0,20 (-2,30 –1,60) 8
Escore Z da Previsão de Estatura Final -3,91 (-6,79 – -0,60) 10
sexo feminino -3,91 (-6,79 –-1,72) 6
sexo masculino -3,87 (-4,80 –-0,60) 4
Início de Puberdade (n, %) 03 (9,67) 30
O escore Z da estatura dos pacientes ao diagnóstico variou de -3,70 a 4,00 (mediana de 1,00). Em um paciente não foi possível obter o escore Z da estatura no momento do diagnóstico; este paciente foi operado em outro serviço e encaminhado posteriormente para a UEP (tabela 6).
A idade óssea estava mais avançada do que a idade estatural e ambas estavam mais avançadas do que a idade cronológica no momento do diagnóstico. A idade cronológica dos pacientes do sexo masculino estava mais avançada do que a idade estatural no momento do diagnóstico (tabela 6).
A previsão de estatura final ao diagnóstico foi possível de ser calculada em 10 pacientes. A mediana do escore Z da previsão de estatura final no momento do diagnóstico foi -3,91(variou -6,79 a -0,6) (tabela 6).
No momento do diagnóstico três pacientes estavam em puberdade (Anexos 2.12, 2.14, 2.30; tabela 6).
4.2.3 Escore Z da Estatura no Diagnóstico, Escore Z da Previsão de Estatura Final no Diagnóstico e Escore Z da Estatura Alvo
Na tabela 7 estão as comparações entre as medianas do escore Z da estatura dos pacientes no diagnóstico, do escore Z da previsão de estatura final no momento do diagnóstico e do escore Z da estatura alvo.
TABELA 7 - ESCORE Z DA ESTATURA NO DIAGNÓSTICO, ESCORE Z DA PREVISÃO DE ESTATURA FINAL NO DIAGNÓSTICO E ESCORE Z DA ESTATURA ALVO
ESCORE Z DA
A comparação do escore Z da estatura dos pacientes no momento do diagnóstico com o escore Z da previsão de estatura final no momento do diagnóstico e com o escore Z da estatura alvo foram significativamente diferente (p<0,005 e p<0,001) (tabela 7).
A comparação do escore Z da previsão de estatura final no momento do diagnóstico com o escore Z da estatura alvo também apresentou diferença significativa (p<0,005) (tabela 7).
Na tabela 8 estão apresentadas as comparações do escore Z da estatura, do escore Z da previsão de estatura final no momento do diagnóstico e do escore Z da estatura alvo, de acordo com as formas clínicas de apresentação da doença virilizante ou mista.
TABELA 8 - ESCORE Z DA ESTATURA, ESCORE Z DA PREVISÃO DE ESTATURA FINAL NO DIAGNÓSTICO E ESCORE Z DA ESTATURA ALVO, DE ACORDO COM AS FORMAS CLÍNICAS DE APRESENTAÇĂO DA DOENÇA, VIRILIZANTE OU MISTA
As comparações do escore Z da estatura e do escore Z da previsão de estatura final dos pacientes no diagnóstico, de acordo com as formas clínicas virilizante e mista, não mostraram diferença significativa (p=0,83 e p=0,17) (tabela 8).
Na tabela 9 estão apresentadas as medianas, os valores mínimo e máximo do escore Z da estatura dos pacientes no momento do diagnóstico de acordo com a mediana do tempo de doença ≤ 0,5 ou > 0,5 anos.
TABELA 9 - MEDIANA, VALORES MÍNIMO E MÁXIMO DO ESCORE Z DA ESTATURA NO DIAGNÓSTICO DE ACORDO COM A MEDIANA DO TEMPO DE DOENÇA ≤ 0,5 ANOS OU > 0,5 ANOS
TEMPO DE
NOTA: Teste de Mann-Whitney: p=0,46.
Na tabela 9 observa-se que não há diferença significativa entre o escore Z da estatura ao diagnóstico dos pacientes com tempo de doença ≤ 0,5 anos e > 0,5 anos.
4.2.4 Idade Cronológica, Idade Óssea e Idade Estatural dos Pacientes no Momento do Diagnóstico
No gráfico 5 estão representadas as estimativas por regressão simples, a localização da idade estatural e da idade óssea dos pacientes em relação à idade cronológica no momento do diagnóstico.
GRÁFICO 5 - IDADE ÓSSEA E IDADE ESTATURAL DOS PACIENTES DE ACORDO COM A IDADE CRONOLÓGICA NO MOMENTO DO DIAGNÓSTICO
Observa-se que tanto a idade óssea dos pacientes, representada pela reta azul, quanto a idade estatural, representada pela reta vermelha, estão mais avançadas do que a idade cronológica no momento do diagnóstico (gráfico 5).
Na tabela 10 estão apresentados os valores em mediana da idade cronológica, idade óssea e idade estatural dos pacientes no momento do diagnóstico.
TABELA 10 - MEDIANA, VALOR MÍNIMO E MÁXIMO DA IDADE CRONOLÓGICA, IDADE ÓSSEA E IDADE ESTATURAL DOS PACIENTES NO MOMENTO DO DIAGNÓSTICO NOTA: Teste Wilcoxon - p<0 01.
As comparações entre medianas da idade cronológica, idade óssea e idade estatural dos pacientes no momento do diagnóstico foram significativamente diferentes, p<0,01 (tabela 10).
Quinze pacientes apresentavam a idade óssea avançada (> 1 ano) em relação à idade cronológica no momento do diagnóstico (mediana = 2,5 anos de avanço [1,17 – 8,51]), sendo que nove foram caracterizados com a forma clínica virilizante e seis pacientes com a forma mista. Em 11 pacientes a idade óssea estava compatível com a idade cronológica no momento diagnóstico (≤ 1 ano); destes, seis pacientes foram caracterizados com a forma virilizante e cinco pacientes com a forma mista.
A idade óssea não estava disponível no momento do diagnóstico em cinco pacientes.