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2 REVISÃO DE LITERATURA

2.2 CARACTERÍSTICAS FACIAIS E CEFALOMÉTRICAS DE

Engel e Spolter32 realizaram um estudo longitudinal com uma amostra constituída por 72 indivíduos japoneses, com idade entre 6 a 18 anos, não apresentando tratamento ortodôntico anterior e os indivíduos da amostra não tiveram nenhum critério de seleção relacionado à presença de oclusão normal, porém, nenhum indivíduo apresentava maloclusões severas. Os valores de 50 medidas foram obtidos nos 72 indivíduos da amostra, sendo mensuradas aos 8, 12 e 16 anos, com o intuito de observar o crescimento, desenvolvimento e valores de normalidade dependendo da idade. Desta forma, puderam comparar com os valores

de normalidade com caucasianos e foram observadas algumas diferenças entre as raças. Uma das descobertas mais marcantes foi que os japoneses apresentaram uma maior protrusão dentária em comparação aos caucasianos. Os resultados também comprovaram um maior padrão de crescimento vertical presente nos japoneses. Os japoneses apresentaram comprimento facial maior, comprimento mandibular maior, largura e comprimento do nariz maior em relação aos caucasianos. Uma última comparação se encontrou na vista frontal, no sentido látero-lateral, onde os japoneses apresentaram uma maior largura da face.

Miyajima e Iizuka33 executaram um estudo comparativo com 54 japoneses e outra amostra de 125 caucasianos. Os indivíduos deveriam apresentar perfil equilibrado e oclusão normal. Na comparação dos resultados, a amostra de japoneses apresentou dimensões craniofaciais menores quando comparado à amostra de caucasianos. A menor dimensão no sentido anteroposterior do crânio, levou à um aumento relativo da dimensão facial no sentido vertical, indicando um maior crescimento vertical nos japoneses. Os japoneses apresentaram maior protrusão bilabial, maior protrusão do incisivo inferior e ângulo nasolabial mais agudo. Portanto, estas diferenças mostraram a grande variabilidade nas estruturas craniofaciais entre japoneses e caucasianos. Os resultados desse estudo comprovaram que o uso de um único parâmetro de avaliação da estética facial não seria apropriado para a aplicação em diversos grupos raciais e étnicos.

Mantzikos34 relatou ser muito comum em grandes cidades, metrópoles, centros comerciais e capitais do mundo inteiro, encontrar pessoas de diferentes etnias e culturas, vivendo e fazendo parte de uma mesma localidade. Devemos estar cientes e preparados para atender esses indivíduos que compõem essa sociedade tão diversificada de forma adequada, cada qual no seu grupo de características ímpares, com valores de normalidade estabelecidas de acordo com seu padrão racial, para não cometermos erros de diagnósticos e planos de tratamento utilizando parâmetros que não são específicos para cada grupo étnico.

Alcalde et al.35 realizaram um estudo com o objetivo de identificar valores normativos para tecidos duros e moles numa amostra de japoneses adultos, com o intuito de serem utilizadas no auxílio de diagnóstico e na formulação de planos de tratamento ortodôntico e de cirurgias ortognáticas. Duzentos e dezessete japoneses adultos tiveram suas telerradiografias laterais analisadas e estudadas, sendo 98

masculinos e 119 femininos. Os adultos japoneses possuíam idade variando entre 20 a 28 anos e os critérios de inclusão foram: presença de todos os dentes com exceção dos terceiros molares, oclusão normal em Classe I de molares, com ausência ou pouco apinhamento, faces agradáveis e simétricas determinadas clínica e radiograficamente, sem histórico de cirurgia ortognática e tratamento ortodôntico prévios. Todos os indivíduos eram estudantes da Universidade de Okayama (Japão). Os valores de normalidade para as medidas de tecidos duros foram obtidos através da análise de Burstone et al. (1978) e as medidas de tecido mole foram obtidos através da análise de Legan e Burstone (1980). Diferenças significativas foram encontradas na amostra de japoneses que apresentaram retrusão maxilar e mandibular em relação ao ponto Glabela, altura do terço superior da face aumentada em comparação à amostra em caucasianos. Em relação aos tecidos moles, os japoneses apresentaram menor convexidade facial, mento mole menos proeminente, os lábios superior e inferior mais protruídos. Concluiu-se que valores de normalidade são específicos para cada grupo racial e que esses valores não poderiam ser interpretados como metas a serem atingidas no tratamento ortodôntico, mas sim como valores de referência de normalidade e representariam um auxílio de diagnóstico e planejamento no tratamento ortodôntico ou de cirurgia ortognática, de acordo com as necessidades específicas e expectativas de cada paciente.

As diferenças entre os grupos étnicos devem ser levadas em consideração ao formular um plano de tratamento para pacientes de diferentes origens étnicas. O diagnóstico ortodôntico geralmente inclui a comparação das medidas cefalométricas de um paciente e valores padrão. As normas cefalométricas laterais específicas para um grupo étnico não podem sempre ser aplicadas a outros tipos étnicos. Os autores realizaram um estudo com o objetivo de comparar o perfil de coreanos e americanos-europeus com oclusão balanceada e perfis equilibrados. A amostra foi constituída de 60 coreanos (30 homens e 30 mulheres) e 42 americanos-europeus (15 homens e 27 mulheres). A amostra coreana apresentou uma maior protrusão labial e o queixo era menos proeminente que a amostra de americanos-europeus.36

Scavone et al.37 analisaram fotografias de nipo-brasileiros com oclusão normal e faces equilibradas com o objetivo de estabelecer normas para análise de perfil de nipo-brasileiros e compará-los com os leucodermas americanos. A amostra

foi composta de 60 nipo-brasileiros (30 mulheres e 30 homens) com oclusão normal e faces equilibradas, com idade variando de 18 a 30 anos. Foi constatado que os nipo-brasileiros apresentam a glabela posicionada mais anteriormente, menor projeção nasal e lábios mais protruídos e ângulo nasolabial mais obtuso (isso pode ser devido a uma base do nariz mais superiormente inclinada). Os valores normativos obtidos para nipo-brasileiros não devem ser estritamente interpretados como regras ou objetivos do tratamento, mas, sim, como guias ou bases para comparação. A percepção da beleza japonesa tem sido influenciada pela cultura ocidental e mídia, e pela imigração, por conseguinte, o ortodontista e o cirurgião bucomaxilofacial devem sempre considerar, além de valores normativos para étnica, as opiniões dos pacientes japoneses e suas percepções de beleza para estabelecer planos de tratamento individualizados.

Ioi et al.38 com objetivo de determinar normas cefalométricas em japoneses nos sentidos vertical e anteroposterior e também para testar a hipótese da existência de diferenças raciais nas medidas cefalométricas entre caucasianos e japoneses, realizaram um estudo através de 25 telerradiografias de indivíduos japoneses do gênero masculino com idades entre 25 ± 2,7 anos e 24 indivíduos japoneses do gênero feminino, com idade média entre 23,6 ± 1,3 anos. Os critérios para inclusão na amostra foram um ângulo ANB entre 2º e 5º, uma oclusão normal com todos os dentes presentes, sem tratamento ortodôntico prévio. Os valores médios para caucasianos foram derivados de análises desenvolvidas por Riolo et al. (1974), McNamara (1984) e Miyajima et al. (1996) e as normas de tecidos moles por Legan e Burstone (1980), Bishara et al. (1985) e Burstone e Marcotte (2000). No sentido anteroposterior, os indivíduos japoneses obtiveram uma significante retrusão na posição do mento, protrusão dos incisivos mandibulares, bastante típico em japoneses, maior protrusão dos lábios quando comparados com os valores de normalidade em caucasianos. No sentido vertical, os indivíduos japoneses apresentaram uma significante inclinação do plano mandibular em relação ao plano de Frankfurt e um ângulo do eixo facial menor, denotando um crescimento mais vertical em indivíduos japoneses. O gênero feminino da amostra de indivíduos japoneses apresentou um maior comprimento da altura facial inferior. O ângulo nasolabial apresentou mais fechado em indivíduos japoneses do gênero masculino, enquanto que a biprotrusão bilabial foram encontrados em ambos os gêneros dos

indivíduos japoneses. Os resultados sugerem que os indivíduos japoneses com oclusão normal tendem a ser mais dolicofaciais do que braquifaciais.

Um estudo de Kang et al.39 compararam as diferenças estéticas do terço inferior da face entre três grupos: modelos caucasianos, modelos coreanos e não modelos coreanos com idade média de 21 anos e 6 meses. As fotos frontais dos componentes dos grupos foram escaneadas e medidas lineares e angulares foram mensuradas (Figura 1). As diferenças foram analisadas por meio da análise de variação (ANOVA) e teste de Tukey. Concluiu-se que não existem diferenças significativas entre os três grupos, caso consideremos a altura do lábio superior.

Entretanto caso consideremos a largura do lábio completo, esta revelou-se superior em modelos coreanos e caucasianos em relação aos não modelos. Os caucasianos têm maior área de vermelhidão do lábio se comparada a dos outros dois grupos de coreanos e, finalmente, os modelos coreanos têm área de vermelhidão mais fina e menor do que a dos não modelo.

Figura 1 - Medidas angulares e lineares

Fonte: Kang et al.39, p. 13.

Hayashida et al.40 relataram que o diagnóstico e o planejamento ortodôntico devem incluir uma previsão precisa da estética facial, personalizada para a morfológia de cada paciente, levando em consideração a raça, gênero e origem social, a fim de obter a satisfação do paciente e melhorar a sua atividade social. Na verdade, os ortodontistas são frequentemente questionados sobre possíveis alterações no perfil facial criados por um plano de tratamento específico e é necessário avaliar e prever a posição dos lábios no pós-tratamento antes de determinar um plano de tratamento. Os autores realizaram um estudo para examinar

os efeitos da retração de dentes anteriores no perfil, lábio superior e inferior de japoneses adultos. Foram avaliadas 33 telerradiografias pré e pós-tratamento de 33 mulheres japonesas adultas com maloclusão de Classe II, Divisão Iª, que tiveram dois a quatro primeiros pré-molares extraídos. O resultado mostrou que para cada um milímetro de retração do ponto cervical dos incisivos superiores, produziu uma retração de 0,45 milímetros do lábio superior e uma retração de 0,38 milímetros do lábio inferior.

No ano de 2011, Gu et al.41 desenvolveram um trabalho que teve como proposta determinar normas cefalométricas de jovens adultos chineses com oclusão normal e face equilibrada e comparar essas normas com a de uma amostra caucasiana. Foram comparados cefalogramas laterais de 65 adultos não tratados (25 homens e 40 mulheres) com uma amostra de 90 caucasianos não tratados (30 homens e 60 mulheres). Cada cefalograma lateral foi traçado e digitalizado e foi aplicada análise cefalométrica convencional. O teste T foi usado para comparar os valores entre as duas amostras. Os resultados mostraram que os indivíduos chineses do gênero feminino apresentaram comprimento efetivo maxilar e mandibular menores que os indivíduos do gênero masculino. Uma maior dimensão vertical da face foi encontrada no gênero masculino. Os lábios superiores e inferiores foram ligeiramente mais protruídos no gênero masculino. Foi observada uma face média diminuída e mandíbula mais curta em jovens chineses, quando comparado com caucasianos. O valor médio da altura de face anterior foi maior em mulheres chinesas do que nas caucasianas. Foi observada uma boa dimensão vertical em chineses homens, comparados com caucasianos, os lábios superior e inferior foram mais protrusivos em chineses e o perfil facial mais convexo em caucasianos. Concluiu-se que as diferenças de gênero e raça devem ser consideradas durante o planejamento e execução do processo ortodôntico.

Shindoi et al.42 identificaram as diferenças quanto ao gênero e estabeleceram normas para jovens adultos japoneses usando o método das grandezas cefalométricas de tecido mole. Foram utilizados 49 cefalogramas laterais de indivíduos japoneses jovens normais, sendo 19 do gênero masculino e 30 do feminino, que foram selecionados dos registros de arquivos e analisados por analise cefalométrica dos tecidos moles. Foram encontradas diferenças significativas entre homens e mulheres. Os homens tinham um ângulo nasolabial mais agudo do que as

mulheres. Os homens apresentaram maiores valores de espessura labial superior e inferior labial, tecido mole do mento, e o comprimento vertical da face, especialmente no terço inferior da face. As mulheres tinham uma face média mais projetada do que os homens. Verificaram que os japoneses têm projeção maior na face média. Concluíram que as diferenças significativas de gênero foram encontradas na espessura, comprimento do terço inferior e a projeção da face média em adultos jovens japoneses, que deveriam ser levados em conta na interpretação dos valores para planejamento cirúrgico ortognático.

A estrutura dos tecidos tegumentares já foi objeto de estudo comparativo entre indivíduos leucodermas, mestiços nipo-brasileiros e xantodermas por Fernandes et al.43 Foram utilizadas 40 telerradiografias de jovens leucodermas, 32 de nipo-brasileiros e 33 de xantodermas, todos com oclusão normal e face bem balanceada. Traçados cefalométricos foram realizados para determinação de grandezas lineares horizontais representativas da espessura do tecido tegumentar (Figura 2). Foram observados que a espessura desses tecidos varia entre os grupos raciais e também existe dimorfismo sexual. Os nipo-brasileiros do gênero feminino apresentaram menor espessura na região do násio em relação aos leucodermas e menor espessura na região supramentoniana e do pogônio em relação aos xantodermas. Os indivíduos do gênero masculino apresentaram menor espessura na região do násio e maior espessura na região do lábio inferior e da região supra mentoniana em relação aos leucodermas; ao passo que em relação aos xantodermas possuem maior espessura na região da glabela e na região da Ena.

Figura 2 - Medidas lineares do perfil

Fonte: Fernandes et al.43, p. 118.

O perfil facial posui cinco proeminências faciais: a testa, nariz, lábios, queixo e linda queixo-pescoço. A inter-relação desses componentes do perfil facial desempenha um papel importante em percepções de estética facial. A protrusão labial pode alterada pelo tratamento ortodôntico através do movimento da dentição, bem como através das alterações do tecido esquelético resultantes de cirurgia ortognática. O proposito deste estudo foi avaliar a influência da protusão labial em diferentes graus de protusão do queixo. Imagens foram criadas manipulando tanto a protusão labial como do queixo. As imagens foram classificadas da menos para a mais atraente por cem leigos e trinta ortodontistas. A protrusão do queixo foi considerada menos atrativa tanto para os ortodontitas como para os leigos e a cirurgia foi desejada mais frequentemente para estas imagens. Nos perfis com queixo protruido a protusão labial foi considerada mais atraente, quando o queixo era retruído a posição normal do lábio foi preferida do que um lábio retruido.44

Ha, Park e Lee45 investigaram e compararam a altura facial anterior de crianças com faces longa, normal, e curta durante o crescimento. Os dados longitudinais das telerradiografias em norma lateral de 167 crianças (83 meninas e 84 meninos) dos 6 aos 14 anos de idade foram utilizados. Altura facial total (N-Me), altura facial superior (N-ANS), altura facial inferior (ANS-Me) foram analisados. As amostras foram classificadas como face longa, face normal e curta segundo a relação das alturas total e altura facial inferior. Todos os dados foram analisados estatisticamente e comparados entre os grupos, de acordo com a faixa etária.

Verificaram que a média da altura facial inferior do grupo de face longa foi maior do que a normal de ambos os gêneros. Concluíram que as crianças com face longa não apresentaram altura facial superior maior em comparação com as crianças com faces curta e normal, e suas faces longas foram determinadas principalmente pelo comprimento da face inferior.

Chang et al.46 realizaram um estudo com a finalidade de testar o aumento da prevalência de maloclusões de Classe III e prognatismo mandibular em asiáticos.

Foram comparadas as cefalometrias entre um grupo americano/europeu (24 do gênero feminino e 31 do gênero masculino) e quatro grupos de etinia asiática de adultos jovens com oclusão e perfil facial aceitáveis (100 chineses, 100 japoneses, 100 coreanos e 100 taiwaneses); sendo 50 mulheres e 50 homens por grupo. O objetivo foi identificar diferenças estatísticamente significativas em cada grupo. A análise gráfica pelo método matemático Thin-plate Spline (TPS) revelou que a maior diferença dos asiáticos foi a compressão horizontal e expansão vertical na porção anterior da base do crânio e na região superior da face média. O achatamento facial e o deslocamento anterior da articulação temporo mandibular resultou em uma relativa retrusão do complexo nasomaxilar e também foi notado um relativo avanço da mandíbula. Estas características tendem a causar um prognatismo madibular e retrusão da face média, indicando predisposição morfológica na população asiática para maloclusões de Classe III.

Bronfman et al.47 compararam cefalogramas de jovens leucodermas (40 indivíduos), xantodermas (31 indivíduos) e nipo-brasileiros (32 indivíduos) com oclusão normal e bom perfil facial. Os incisivos superiores e inferiores eram mais protruídos e inclinados na amostra xantoderma e de nipo-brasileiros (em menor grau) nos leucodermas. Também se observou através da análise da profundidade facial (PoOr.NPog), que os indivíduos xantodermas possuem o mento mais retruído que os leucodermas e estes mais retruídos que os mestiços. Ao que compete as relações estéticas, foi verificado que o lábio inferior do grupo xantoderma e de nipo-brasileiros estava mais protruído que o do grupo de leucodermas. Não foi encontrado dimorfismo sexual na amostra estudada. Os autores relataram que a origem étnica desempenha um papel fundamental no julgamento da beleza facial, uma vez que há uma grande variação do padrão facial entre as diferentes etnias.

A estética facial é valorizada tanto pelos Ortodontistas como pelos pacientes ortodônticos. Os pacientes buscam tratamento ortodôntico para obter melhora das características dentofaciais. O rosto tem um papel fundamental na comunicação e na interação do indivíduo com a sociedade na qual está inserido. Os autores avaliaram a influência da altura de vermelhão do lábio na atratividade. Em sete imagens a altura de vermelhão foi alterada usando uma escala analógica visual e avaliadas por 29 japoneses, 25 ortodontistas coreanos, 96 pacientes ortodônticos japoneses e 72 coreanos com idade entre 15 e 29 anos. Eles concluiram que a faixa de 21 mm a ± 1 mm para a altura média do vermelhão é considerada atraente para os lábios tanto para pessoas japonesas quanto coreanas.48

A melhora da estética facial e parte integrante do tratamento ortodôntico. A posição do lábio e a avaliação do perfil mole tem influencia na estética facial exigindo que os ortodontistas alinhem os dentes com base na preferência do tecido mole do paciente. Neste trabalho os autores avaliaram a influência da estética dos lábios no perfil de chineses adultos. As imagens de chineses adultos foram manipuladas no software Dolphin variando a protrusão dos lábios superior e inferior criando oito imagens de perfil de cada genero. Os 251 avaliadores (brancos e chineses) classificaram os perfis do menos atraentes para o mais atraentes depois classificaram os perfis em aceitável e inaceitável. A etnia dos avaliadores é um fator significativo que influencia a percepção de estética posição do lábio. Os avaliadores chineses preferem um perfil mais retrusivo e são mais propensos a classificar um perfil protruso como inaceitável, em comparação com os avaliadores brancos.49

A demanda por tratamento ortodôntico é principalmente motivada pelo desejo de melhorar a estética. A estética facial melhorada e oclusão funcional são os principais objetivos do tratamento ortodôntico. A protrusão bimaxilar é caracterizada por uma posição mais anterior dos maxilares e dos dentes com protrusão resultante dos lábios e convexidade do rosto. Devido à percepção negativa da protusão na maioria das culturas, os pacientes buscam tratamentos ortodônticos para diminuir essa condição. Foi realizado um estudo longitudinal para determinar quando as crianças começam a mostrar traços protrusivos bialveolares e obter mais pistas sobre a etiologia da protrusão bialveolar. Foram utilizadas cefalometrias laterais os 6 aos 14 anos, de 155 crianças coreanas (74 homens e 81 mulheres), sendo que todas elas apresentavam uma relação molar de classe l aos 14 anos. A amostra foi

dividida segundo cinco medidas cefalométricas em dois grupos: Grupo PG (grupo protusivo) e grupo NPG (grupo não protusivo). As medidas cefalométricas desses dois grupos foram comparadas em cada idade. Dentro dos limites do presente estudo longitudinal, as crianças que mostravam traços protrusivos bialveolares aos 14 anos de idade começaram a exibir esses traços de pelo menos na dentição mista. Houve diferenças significativas entre o PG e o NPG em todas as idades em ambos os sexos.50

As características cefalométricas variam consideravelmente entre as diferentes raças. No Brasil, em virtude da grande miscigenação populacional, é necessário conhecer, também, as variações apresentadas pelas misturas dessas raças. Sathler et al.51 realizou um estudo para identificar o padrão das variáveis dentárias de jovens mestiços nipo-brasileiros com oclusão normal e compará-los com amostras semelhantes de leucodermas e de xantodermas. Foram utilizadas 40 telerradiografias de jovens leucodermas, 32 de nipo-brasileiros e 33 de xantodermas. As três amostras apresentavam indivíduos com oclusão normal e face bem balanceada. Foram realizadas análises estatísticas de variância a um critério (ANOVA) e a de covariância (ANCOVA). Basicamente, as variáveis cefalométricas usadas seguiram as preconizadas por Steiner, Tweed e McNamara Jr. Foram encontradas diferença estatística (p<0,05) entre as raças em cinco das variáveis

As características cefalométricas variam consideravelmente entre as diferentes raças. No Brasil, em virtude da grande miscigenação populacional, é necessário conhecer, também, as variações apresentadas pelas misturas dessas raças. Sathler et al.51 realizou um estudo para identificar o padrão das variáveis dentárias de jovens mestiços nipo-brasileiros com oclusão normal e compará-los com amostras semelhantes de leucodermas e de xantodermas. Foram utilizadas 40 telerradiografias de jovens leucodermas, 32 de nipo-brasileiros e 33 de xantodermas. As três amostras apresentavam indivíduos com oclusão normal e face bem balanceada. Foram realizadas análises estatísticas de variância a um critério (ANOVA) e a de covariância (ANCOVA). Basicamente, as variáveis cefalométricas usadas seguiram as preconizadas por Steiner, Tweed e McNamara Jr. Foram encontradas diferença estatística (p<0,05) entre as raças em cinco das variáveis

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