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2.5 Variáveis a serem estudadas

2.5.2 Caracteres adaptativos

2.5.2.1 Dias da emergência á floração (DEF)

Contagem dos dias da emergência até o florescimento de mais de 50% de panículas expostas para fora da folha bandeira na parcela.

2.5.2.2 Dias da floração a maturação (DFM)

Contagem dos dias do florescimento até a maturação.

2.5.2.3 Dias da emergência a maturação (DEM)

É a soma dos dias da emergência a floração e dos dias da floração até a maturação fisiológica para compor o ciclo total.

2.5.2.4 Estatura de planta (EST)

Quando as plantas atingirem crescimento máximo conferido em 21 dias após a emissão da panícula, determinada da superfície do solo até a extremidade da panícula.

2.5.2.5 Acamamento (ACAM)

É estimado visualmente em percentagem com base no ângulo formado em relação a posição vertical do colmo em relação ao solo.

2.5.3 Caracteres de indústria

2.5.3.1 Massa de mil grãos (MMG)

Estimada através do peso de 250 grãos multiplicado por quatro, para compor o peso de 1000 grãos em gramas (g). Estes foram retirados aleatoriamente da massa total da parcela, contados e pesados com balança de precisão.

2.5.3.2 Peso do Hectolitro (PH)

Obtida de uma amostra de grãos da parcela colhida e mensuração do peso do hectolitro a partir da pesagem de grãos contidos num cubo com volume conhecido de 250 cm3. O peso obtido foi convertido através de uma tabela específica para a cultura da aveia.

2.5.3.3 Peso de grão inteiro em 50 grãos (PGI)

Mensurado através da contagem de 50 grãos (casca + cariopse) retirado aleatoriamente de uma amostra, após, será realizado a pesagem com uma balança de precisão com três casas decimais.

2.5.3.4 Peso da cariopse em 50 grãos (PC)

Os 50 grãos pesados para compor o PGI serão descascados e pesados para a obtenção do peso de cariopse.

2.5.3.5 Percentagem de cariopse (%CAR)

Realizado através do cálculo (PC/PGI)*100.

2.5.3.6 Rendimento de grãos industrial de campo (RGIC)

É o produto da percentagem de cariopse com o rendimento de grãos total, (%CAR x RG). Ou seja, permite calcular o rendimento de cariopse, independente do tamanho do grão ou tipo de malha de peneira para sua classificação.

2.6 Análise estatística

Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância, comparação de médias pelo teste de Scott e Knott (1974) e estimativa de percentual de redução, tendo como valor de correção a maior média geral observada para o caráter.

2.7 Cultivares utilizadas

O experimento avaliou o comportamento de 18 cultivares de aveia branca recomendadas para o plantio, sendo que o manejo utilizado será igual para todas as cultivares.

UPF 15, UPF 16, UPF 18, UPFA 20, UPFA 22, UPFA GAUDÉRIA, UFRGS 14, UFRGS 19, URS 21, URS 22, URS GUAPA, URS TARIMBA, URS TAURA, FAPA 4, ALBASUL, BRISASUL, BARBARASUL e IAC 7.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na análise de variância as diferenças estatísticas foram evidenciadas no desempenho das cultivares de aveia testadas e dos anos de avaliação. Além disso, cabe destacar a interação genótipo versus ano que também foi evidenciado (dados não apresentados), em estudos realizados por CARVALHO et al. (1982), que trabalhando com genótipos de aveia branca em diferentes locais e anos de cultivo, concluíram que o fator ano foi o de maior importância para a estabilidade desta cultura, sendo o fator local de pequena contribuição o mesmo observado por BENIN et al. (2005), onde o ano foi o fator mais importante na manifestação do fenótipo.

Na tabela 1, para o teste de comparação de médias e percentual de redução (%R), onde foram avaliados as cultivares de aveia quanto aos caracteres de desempenho agronômico nos dois anos de cultivos, cabe ressaltar que o rendimento de grãos (RG) e a massa média de grãos (MMG) foram superiores em 2009 do que 2008 em comparação a média geral. Para tanto, se destaca o forte percentual de redução obtido para a maioria das cultivares no RG, indicando a forte instabilidade fenotípica observada dentro desta espécie. Cabe destacar, os valores médios de produção da UPF18 e FAPA4 com valores de redução superiores a 50 % na produção final em relação a 2008. Por outro lado, forte estabilidade foi detectada nos genótipos UPFA22 e URS21, com valores de %R de 14,7 e 10,1 respectivamente. Importante ressaltar que no ano de 2008 de menor instabilidade a URS21 fez parte do grupo classe A. Ainda no rendimento de grãos, se verifica que a cultivar UFRGS14, mostrou %R de 37,6%, no entanto os valores médios de produtividade nos dois anos de cultivo foram superiores, indicando de certa forma ser um genótipo de elevado potencial genético, tanto em ambientes favoráveis quanto desfavoráveis. Segundo Vieira et al. (2008), a aplicação de fungicida possibilita condições para as cultivares expressarem todo seu potencial genético, sendo assim, as diferenças de anos de cultivo (ano bom e ano ruim) são detectadas com maior facilidade.

Na massa média de grãos (MMG) se verifica de modo geral maior estabilidade entre os anos de cultivo, no entanto, cabe destacar a instabilidade dos genótipos UPF18, BARBARASUL, UPF15, UPF16 e URS22 com as maiores reduções frente aos anos de cultivo. No entanto destaque pode ser conferido as cultivares UPFA22, UFRGS14 e URSGUAPA que não apresentaram reduções entre

os anos de cultivos. Aliado a isso a UPF18 o maior percentual de redução neste caráter, com valor superior a 30% na MMG em relação ao ano de 2008. Segundo Floss et al. (2002), altos valores de MMG não significam obrigatoriamente altos rendimentos de grãos.

Na análise do peso hectolitrico, que confere as cultivares a qualidade do grão para a indústria, o ano de 2008 mostrou-se superior ao ano de 2009, no entanto, considerando os anos de avaliação, apenas as cultivares URS21, URS22, FAPA4 e BARBARASUL foram superiores. Aliado a isto, entre estas variedades a de menor percentual de redução foi a cultivar BARBARASUL. Resultados experimentais demonstram os efeitos benéficos da adoção de fungicida em relação ao alto desempenho médio de cultivares de aveia branca para os caracteres do rendimento e da qualidade de grãos, onde é verificado o incremento na massa média de grãos, numero de grãos por panícula e também do peso hectolitrico (VIEIRA et al. 2008)

Na avaliação dos efeitos da ferrugem da folha, ferrugem do colmo e mancha foliar, o ano de 2008 mostrou maior favorecimento no desenvolvimento das moléstias. Cabe destacar ainda, a maior resistência infecção da moléstia ferrugem da folha (FFO) nos anos de 2008 e 2009 para os genótipos UPF15, UPF16, UPF18 e BARBARASUL. Já analisando o percentual de redução, a maior estabilidade para o caráter FFO de infecção foi das cultivares UPFA20 e ALBASUL, com percentual de redução de 0,6 e -7,4 %, respectivamente. No caráter ferrugem do colmo (FCO), o destaque foi conferido as cultivares URS21, URSGUAPA e BARBARASUL, de reduzido percentual de infecção. Para mancha foliar, o destaque foi observado nas cultivares URS21 e URS22 com menor percentual de severidade. Atualmente, os genes de resistência incorporados as constituições genéticas brasileiras vêm sendo rapidamente superados pelo patógeno, o que faz com que nenhuma das cultivares recomendadas para o cultivo no Brasil seja completamente imune a moléstia (XXX RCBPA, 2010), então podemos afirmar que mesmo que a cultivar tenha resistência ao patógeno é inevitável a aplicação do fungicida para que esta possa expressar todo seu potencial produtivo.

Tabela 1. Teste de Comparação de médias e percentuais de redução dos caracteres de interesse agronômico e moléstias em cultivares de aveia branca com fungicida nos anos de cultivo de 2008 e 2009. IRDeR/DEAg/UNIJUÍ, 2010.

2008 2009 % R 2008 2009 % R 2008 2009 % R UPF15 1458,8b 2770,3b 47,3 28,3b 35,0b 19,1 39,9b 43,2a -8,3 UPF16 1524,5b 2758,5b 44,7 29,1b 33,9b 14,1 42,0b 43,6a -3,8 UPF18 1204,0c 2896,0b 58,4 22,2c 32,9b 32,5 40,6b 44,5a -9,6 UPFA20 1566,6b 2119,7c 26,1 32,8a 34,8b 5,5 45,6a 38,0b 16,7 UPFA22 1608,3b 1885,0c 14,7 30,3b 30,1c -0,7 48,7a 37,7b 22,6 UFRGS14 2104,3a 3370,3a 37,6 38,8a 38,7a -0,3 44,9a 39,3b 12,5 URS21 2087,2a 2320,8c 10,1 28,3b 32,8b 13,7 49,8a 43,2a 13,3 URS22 1314,5c 2250,0c 41,6 24,0c 28,6c 16,1 48,0a 42,8a 10,8 URSGUAPA 1598,7b 2086,8c 23,4 33,3a 31,0c -7,4 44,9a 37,1b 17,4 FAPA4 1241,1c 2995,1b 58,6 22,5c 25,7d 12,4 45,6a 42,1a 7,7 ALBASUL 1421,1b 2121,1c 33,0 24,9c 28,0d 11,1 43,5b 36,2b 16,8 BARBARASUL 1977,2a 2723,1b 27,4 23,0c 29,2c 21,2 46,6a 44,9a 3,6 Média Geral 1599,69 2524,76 36,6 28,12 31,72 11,3 45 41,05 7,8 2008 2009 % R 2008 2009 % R 2008 2009 % R UPF15 6,7e 4,3c 35,8 6,7b 1,0c 85,1 14,0c 5,0b 64,3 UPF16 7,7e 4,6c 40,3 8,3b 3,0c 63,8 25,0b 7,3b 70,8 UPF18 6,7e 4,0c 40,3 14,7a 7,0b 52,4 31,7a 5,6b 82,3 UPFA20 16,7d 16,6b 0,6 17,0a 10,0a 41,2 21,7b 6,6b 69,6 UPFA22 29,3b 23,3a 40,5 16,7a 11,6a 30,5 13,3c 7,3b 45,1 UFRGS14 30,0b 18,3b 39,0 8,3b 4,3c 48,2 23,3b 13,3a 42,9 URS21 13,3d 6,6c 50,4 1,3c 2,3c -76,9 6,7d 4,0c 40,3 URS22 36,7a 23,3a 36,5 8,7b 5,0c 42,5 6,0d 3,0c 50,0 URSGUAPA 23,3c 13,3b 42,9 3,3c 2,0c 39,4 11,3c 6,6b 41,6 FAPA4 36,7a 23,3a 36,5 6,3b 2,0c 68,3 17,3c 5,3b 69,4 ALBASUL 21,7c 23,3a -7,4 7,7b 3,6c 53,2 31,7a 16,6a 47,6 BARBARASUL 13,3d 6,6c 50,4 0,7c 1,3c -85,7 33,3a 15,0a 54,9 Média Geral 20,2 14,0 30,7 8,3 4,4 47,0 19,6 8,0 59,2

Genótipo FFO (%) FCO (%) MFO (%)

Genótipo RG (Kgha-1) MMG (g) PH (Kghl-1)

Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem entre si na probabilidade de 5% de erro pelo teste Scott e Knott. RG (rendimento de grãos); MMG (massa media de grãos); PH (peso hectolitrico); FFO (ferrugem da folha); FCO (ferrugem do colmo); MFO (mancha foliar); % R (percentual de redução).

Na tabela 2, na avaliação dos caracteres adaptativos uma maior estabilidade entre as cultivares foi observada entre os anos avaliados, com diferenças médias de 86,6 e 83,8 dias para dias da emergência a floração (DEF), para 2008 e 2009 respectivamente, observa-se também uma mesma média geral para os anos no dias da floração a maturação (DFM) e nos dias da emergência a maturação (DEM) de 126,9 e 123,3 de diferença entre o ano de 2008 e 2009 respectivamente.

Nos dias da emergência a floração (DEF) o maior ciclo foi observado pra a cultivar UPF18 (em torno de 93,5 dias) e as de maior precocidade foram as cultivares UPFA22 (85,5 dias) e URSGUAPA (80 dias), nos dias da emergência a maturação (DEM) a UPF16 foi a mais tardia e as de maior precocidade foram a UPF15, FAPA4 e ALBASUL. No ciclo total, a cultivar UPF18 foi a mais tardia com a média de 133,5 dias. Cabe destacar ainda que a cultivar que evidenciou maior estabilidade para este caráter foi a UPFA20. Segundo HARTWIG et al. (2006), em nível experimental são observados reflexos positivos no rendimento de grãos em períodos reprodutivos mais longos, enquanto que menores rendimentos são obtidos em ciclos vegetativos maiores. Isto se deve ao efeito compensatório que a cultura da aveia tem, pois quando seu ciclo vegetativo é longo o reprodutivo tende a encurtar e vise e versa.

Para o caráter estatura de planta (EST) o ano de 2009 contribuiu em elevar a média em 16 centímetros, de tal forma que se refletiu em um maior acamamento (ACAM) no ano de 2009, variando de 33,2 a 65,5 % de ACAM para o ano de 2008 e 2009, respectivamente. A maior estabilidade na estatura foi observada no genótipo URS22 e para o ACAM a cultivar URFGS 14 e FAPA4 mostraram serem mais estáveis, com valores de percentual de redução de 6,4 e 11,6 respectivamente, porém com médias elevadas de quedas de plantas. Segundo Pinthus (1973) acamamento é o acidente pela qual a planta perde sua posição natural vertical, inclina-se e cai sobre o solo, e para Alfonso (2004) o componente mais afetado antes da antese é o número de grãos por unidade de área, e após a antese, a massa média de grão é o mais afetado. Além disso, muitos trabalhos demonstram que os problemas com a ocorrência de acamamento são intimamente agravados com o cultivo da aveia sob restos culturais de soja em relação à cultura do milho, devido a sua rápida liberação de N na decomposição da palhada (MATTER et al. 2009).

Tabela 2. Teste de comparação de médias dos caracteres adaptativos de cultivares de aveia branca com presença de fungicida nos anos de 2008 e 2009, DEAg/UNIJUÍ, 2010.

2008

2009

% R

2008 2009

% R

2008 2009

% R

UPF15

87b

92a

-5,7

41b

37d

9,8

128c 129a

-0,8

UPF16

86b

88b

-2,3

42a

43a

-2,4

128c 131a

-2,3

UPF18

94a

93a

1,1

41b

39c

4,9

135a 132a

2,2

UPFA20

88b

83d

6,0

37c

42a

-13,5

125d 125b

0,0

UPFA22

84c

79e

6,0

36c

44a

-22,2

131f 124b

5,3

UFRGS14

79d

84c

-6,3

44a

37b

15,9

124e 121c

2,4

URS21

87b

80e

8,0

34d

39c

-14,7

121f 119c

1,7

URS22

87b

79e

9,2

35d

38c

-8,6

122f 117d

4,1

URSGUAPA

83c

77e

7,2

41b

41b

0,0

124e 118d

4,8

FAPA4

90b

84c

6,7

41b

37d

9,8

131b 122c

6,9

ALBASUL

86b

84c

2,3

42b

35d

16,7

128c 120c

6,3

BARBARASUL

88b

82d

6,8

38c

40b

-5,3

126d 122c

3,2

Média Geral

86,6

83,8

3,2

39,3

39,3

0,0

126,9 123,3

2,8

2008

% R

2008

% R

UPF15

104,0b

17,7

41,7b

32,3

UPF16

92,3c

19,7

26,7d

52,8

UPF18

115,7a

13,8

53,3a

20,0

UPFA20

103,3b

12,7

35,0c

62,5

UPFA22

97,3c

14,6

35,0c

63,8

UFRGS14

103,7b

9,0

48,3a

6,4

URS21

103,3b

17,1

41,7b

40,4

URS22

107,0b

-1,9

25,0d

39,9

URSGUAPA

102,0b

10,5

30,0c

56,1

FAPA4

93,3c

14,4

42,7b

11,6

ALBASUL

94,0c

18,7

10,7e

86,9

BARBARASUL

95,7c

16,8

8,3e

83,4

Média Geral

100,96

13,8

33,2

49,3

115,6c

115,0c

EST (cm)

Genótipo

Genótipo

DEF (dias)

DFM (dias)

DEM (dias)

ACAM (%)

81,6a

50,0c

61,6c

56,6c

66,6b

93,3a

96,6a

51,6c

124,6b

105,0d

70,0b

41,6c

68,3b

48,3c

114,0c

109,0d

117,09

2009

65,5

2009

126,3b

115,0c

134,3a

118,3c

114,0c

114,0c

Médias seguidas da mesma letra minúscula na coluna não diferem estatisticamente entre si, em nível de 5% de probabilidade de erro pelo teste Scott e Knott. Dias da emergência a floração (DEF), Dias da floração a maturação (DFM), Dias da emergência a maturação (DEM); Estatura (EST); Acamamento (ACAM); Percentual de redução (%R).

Na análise da tabela 3, que envolve os caracteres ligados a inflorescência da aveia, se percebe que para o caráter comprimento de panícula (CP), na ausência e presença de fungicida pouca diferença foi observada considerando a média geral, mostrando estabilidade no caráter (C/F = 17,66; S/F 17,45). Para tanto, cabe ressaltar o desempenho nas duas condições das cultivares BRISASUL, UPF18,

UPF15, UPF16 e BARBARASUL como as de maior desempenho médio, dentre estas, a cultivar BARBARASUL mostrou menor percentual de redução (-0,5%). Para BANDEIRA et al. (2009), o CP não evidenciou diferenças entre as cultivares na ausência de fungicida, demonstrando ser caráter de maior estabilidade e reduzida viabilidade de identificação de genótipos superiores para resistência a raças de patógenos.

Na variável peso de panícula (PP) que representa um caráter altamente relacionado com o rendimento de grãos, destaque foi observado para as cultivares BRISASUL, UPF18, UPF15, UPF16, BARBARASUL e UPFAGAUDERIA, com os maiores valores médios nas duas condições, com e sem fungicida. Para tanto, a maior estabilidade foi observado nas cultivares, BRISASUL, UPF15 e BARBARASUL, com valores médios de -3,5%, 4,0%, e 7,7% respectivamente. KUREK et al. (2002), observaram que o incremento da massa de panícula provem principalmente do aumento do número de grãos por panícula, com um pequeno aumento na massa média de grãos. HARTWIG et al. (2006), afirmam que a seleção indireta para rendimento de grãos com base na massa de panículas pode levar ao aumento de produtividade, porém pode direcionar a obtenção de plantas com estatura elevada.

O número de glumas (NGlu) também se destacaram as cultivares BRISASUL e BARBARASUL com superioridade no caráter e valores de percentuais de redução de -1,0% e 6,2% respectivamente, conseqüentemente se traduzindo também no maiores valores médios de NGP. Segundo BANDEIRA et al. (2009), analisando os caracteres de produção de aveia, observaram que o uso de fungicida promoveu comportamento similar para todas as cultivares testadas, caracterizando que o ajuste de um ambiente mais favorável confere uma magnitude de expressão similar nas cultivares de aveia branca.

Para o caráter Número de grãos por panícula (NGP) destaque é conferido as cultivares BRISASUL e BARBARASUL que obtiveram o melhor desempenho tanto na presença quanto na ausência de aplicação de fungicida, cabendo a elas também o destaque quanto ao %R. O NGP, segundo OLIVEIRA E FLOSS (2000) é uma variável fortemente influenciada pelo genótipo e ambiente, o que explica as diferenças relatadas com diferentes cultivares e diferentes ambientes. Segundo BANDEIRA et al. (2009), observaram que para os componentes diretos do rendimento, MMG e NGP, fortes reduções foram observadas sem fungicida.

Tabela 3. Teste de comparação de médias e percentuais de redução dos componentes ligados a inflorescência de cultivares de aveia branca com e sem fungicida. DEAg\UNIJUI\2010.

C/ FUNG. S/ FUNG. % R C/ FUNG. S/ FUNG. % R C/ FUNG. S/ FUNG. % R

UFRGS-14 16,4 b 15,5 b 5,5 2,0 b 1,7 b 15,0 25,0 b 25,8 c -3,2 BRISASUL 18,2 a 19,9 a -9,3 2,6 a 2,7 a -3,5 50,3 a 50,8 a -1,0 FAPA-4 16,4 b 15,8 b 3,7 2,1 a 2,0 b 4,8 36,6 b 38,9 b -6,3 UPF-18 19,8 a 19,4 a 2,0 3,0 a 2,7 a 10,0 41,2 a 38,4 b 6,8 UPF-15 20,4 a 20,7 a -1,5 2,5 a 2,4 a 4,0 40,9 a 36,2 b 11,5 URS-TAURA 16,9 b 15.7 b 7,1 1,8 b 1,2 c 33,3 27,6 b 22,6 c 18,1 UPF-16 21,4 a 19,5 a 8,9 2,8 a 2,1 a 25,0 48,2 a 38,2 b 20,7 URS-TARIMBA 15,9 b 17,9 a -12,6 1,4 b 2,0 b 42,8 26,2 b 35,1 b -34,0 BARBARASUL 19,2 a 19,3 a -0,5 2,6 a 2,4 a 7,7 51,5 a 48,3 a 6,2 UPFA-GAUDÉRIA 17,4 b 17,7 a -1,7 2,2 a 2,6 a 18,2 36,6 b 39,0 b -6,5 URS-21 19,9 a 16,6 b 16,5 2,1 a 1,5 c 28,6 41,0 a 32,6 c 20,5 URS-22 13,8 b 17,2 b -24,6 1,3 b 1,9 b -46,1 23,6 b 36,8 b -56,0 UFRGS-19 15,4 b 12,9 c 16,2 1,8 b 1,2 c 33,3 29,7 b 21,5 c 27,6 ALBASUL 18,1 a 16,6 b 8,3 2,3 a 1,9 b 17,4 50,4 a 38,4 b 23,8 UPFA-20 16,7 b 17,8 a -6,6 2,2 a 1,8 b 18,2 29,2 b 30,4 c -4,1 URS-GUAPA 15,4 b 18,3 a -18,8 1,3 b 1,9 b -46,1 25,3 b 33,4 c -32,0 UPFA-22 18,9 a 16,6 b 12,2 2,1 a 1,4 c 33,3 32,2 b 26,2 c 18,6 IAC-7 17,7 b 16,8 b 5,1 1,7 b 1,6 c 5,9 28,8 b 27,4 c 4,9 Média Geral 17,66 17,45 1,9 2,10 1,94 7,6 35,79 34,44 3,8

C/ FUNG. S/ FUNG. % R C/ FUNG. SEM FUNG. % R C/ FUNG. S/ FUNG. % R

UFRGS-14 49,1 b 45,1 c 8,1 1,7 b 1,4 b 17,6 0,22 a 0,22 b 0,0 BRISASUL 84,6 a 80,6 a 4,7 2,3 a 2,3 a 0,0 0,30 a 0,33 a -10,0 FAPA-4 66,0 a 67,2 b -1,8 1,8 b 1,6 b 11,1 0,24 a 0,26 a -8,3 UPF-18 78,6 a 73,2 b 6,9 2,7 a 2,2 a 18,5 0,35 a 0,31 a 11,4 UPF-15 76,5 a 66,4 b 13,2 2,4 a 2,1 a 12,5 0,33 a 0,33 a 0,0 URS-TAURA 51,3 b 40,2 c 21,6 1,5 b 1,1 b 26,7 0,20 a 0,17 b 15,0 UPF-16 71,4 a 60,6 b 15,1 2,4 a 1,7 b 29,1 0,43 a 0,34 a 21,0 URS-TARIMBA 41,9 b 61,6 b -47,0 1,1 b 1,7 b -54,5 0,19 a 0,27 a -42,1 BARBARASUL 89,0 a 83,6 a 6,1 2,3 a 2,1 a 8,7 0,33 a 0,34 a -3,0 UPFA-GAUDÉRIA 60,8 b 73,3 b -20,5 2,9 b 2,1 a 27,6 0,28 a 0,27 a 3,6 URS-21 66,7 a 51,7 c 22,5 1,8 b 1,3 b 27,8 0,28 a 0,21 b 25,0 URS-22 40,6 b 62,0 b -52,7 1,1 b 1,5 b -36,4 0,19 a 0,27 a -42,1 UFRGS-19 56,4 b 36,9 c 34,6 1,5 b 1,0 b 33,3 0,24 a 0,15 b 37,5 ALBASUL 80,0 a 68,8 b 14,0 2,0 a 1,7 b 15,0 0,30 a 0,23 b 23,3 UPFA-20 49,8 b 46,5 c 6,6 1,9 b 1,5 b 21,0 0,26 a 0,29 a -11,5 URS-GUAPA 41,7 b 57,2 c -37,2 1,1 b 1,6 b -45,4 0,19 a 0,27 a -42,1 UPFA-22 56,1 b 43,0 c 23,3 1,8 b 1,2 b 33,3 0,27 a 0,21 b 22,2 IAC-7 51,1 b 48,9 c 4,3 1,4 b 1,4 b 0,0 0,19 a 0,21 b -10,5 Média Geral 61,75 59,26 4,0 1,87 1,63 12,8 0,26 0,26 0,0 Genótipos Genótipos CP (cm) PP (g) NGlu (n) NGP (n) PG (g) PPP (g)

Letras minúsculas seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si na probabilidade de 5 % de erro pelo teste Scott e Knott. CP (comprimento da panícula); PP (peso da panícula); NGlu (número de glumelas); NGP (número de grãos por panícula), PG (peso de grãos) e PPP (peso de palha por panícula); %R (percentual de redução).

No peso de grãos por panícula (PG), tanto na ausência quanto na presença de fungicida, destacaram-se os genótipos BRISASUL, UPF18, UPF15 e BARBARASUL como as de maior expressão neste caractere e com destaque especial a cultivar BRISASUL de forte estabilidade na manutenção do valor médio nas duas condições. Conforme CHANDHANAMUTTA & FREY (1973), 80% do incremento no rendimento de grãos em aveia pode ser atribuído ao aumento do número de grãos por panícula, e apenas 20% ao aumento no peso de grãos.

No PPP grande parte das cultivares mostrou desempenho superior com a presença de fungicida, diferenças não foram encontradas, porem destaque deve-se as cultivares UFRGS14, UPF15, BARBARASUL e UPFAGAUDERIA, como sendo estas as mais estáveis quando comparado com e sem a aplicação de produto químico para o controle da moléstia ferrugem da folha. CAIERÃO (2000) relatou que a alta relação grão/palha da panícula de aveia e a estabilidade frente à modificação dos ambientes, e reforçam a possibilidade de sucesso da utilização do peso de panícula como critério de seleção indireta para rendimento de grãos, devido à alta correlação entre estes caracteres.

Na tabela 4, para os componentes ligados a qualidade industrial se percebe forte estabilidade no percentual de peneira (%PEN), que mede a relação de grãos maiores e menores de 2 milímetros, de tal forma que grande parte das cultivares superaram a 90 % de grãos superior a 2 milímetros de peneira, destacando-se as cultivares UFRGS14, UPF16, UPF15 e URSTARIMBA como as de maior estabilidade. Segundo CRESTANI et al. (2008) a busca da qualidade industrial do grão de aveia branca, deve ser vinculado a busca de genótipos mais produtivos e que evidenciem grãos de maior tamanho.

Para o caráter RG, com e sem a presença de fungicida, as cultivares UFRGS14 e BRISASUL merecem destaque, pois fizeram parte das cultivares classe A nos dois ambientes. Cabe destacar também, a grande variação na média geral entre os ambientes, o que nos mostra com maior ênfase a necessidade da aplicação do produto químico para termos bons resultados de produtividade final nesta cultura. Para o percentual de redução, a cultivar URS21 foi a de maior destaque, pois teve uma redução de apenas 8,75 %, mostrando ser uma cultivar muito estável tanto em ambiente ruim quanto bom para o seu desenvolvimento. CRESTANI et al. (2008) verificaram que o rendimento industrial de grãos esta intimamente relacionado com o

desempenho no rendimento de grãos, seguido pelo índice de grãos maiores que dois milímetros, massa média de grãos, peso hectolitrico e massa de cariopse.

No massa de grãos (MG), considerando a média geral, pouca variação foi encontrada, porém, apesar de muitas cultivares terem mostrado desempenho superior, forte instabilidade foi observada em várias cultivares, como por exemplo, IAC7, BARBARASUL e UPF16. No entanto estabilidades foram confirmadas nas cultivares UPFA20, URS21, BRISASUL, ALBASUL, URSTARIMBA e URSTAURA, com os menores percentuais de redução.

Na massa de cariopse (MC) observações similares foram encontradas, porém com maior estabilidade na expressão do caráter para as cultivares UPFA20, UFRGS19, BRISASUL e ALBASUL.

No %CAR, diferenças entre as cultivares não foram observadas na presença de fungicida, porém na ausência do produto químico, destaque foi conferido para as cultivares UFRGS14, UPFA20, UPF16, UFRGS19, URS21 e BRISASUL. Porém cabe destacar, entre estas, as cultivares UFRGS14, UPFA20, UPF16, UFRGSS19, UPF15 e BRISASUL como as de maior estabilidade no caráter.

Tabela 4. Teste de comparação de médias e percentuais de redução dos caracteres de interesse industrial, com presença e ausência de fungicida em cultivares de aveia branca, DEAg/UNIJUÍ, 2010.

C/ FUNG. S/ FUNG. % R C/ FUNG. S/ FUNG. % R C/ FUNG. S/ FUNG. % R

URS-GUAPA 2086 c 1551 b 25,65 98,1 a 97,7 a 0,4 0,39 a 0,35 a 10,3 UFRGS-14 3370 a 2200 a 34,72 97,6 a 97,9 a -0,3 0,45 a 0,41 a 8,9 UPFA-22 1885 c 986 c 47,69 97,4 a 94,6 a 2,9 0,35 b 0,30 a 14,3 UPFA-20 2119 c 1135 b 46,44 96,5 a 95,6 a 0,9 0,38 a 0,37 a 2,6 UPF-18 2896 b 2109 a 27,17 93,6 a 94,4 a -0,9 0,39 a 0,36 a 7,7 UPF-16 2758 b 1885 a 31,65 96,2 a 96,1 a -0,1 0,39 a 0,32 a 17,5 UFRGS-19 2220 c 1747 a 21,31 95,4 a 90,6 b 5,0 0,32 b 0,29 a 9,4 UPF-15 2770 b 2280 a 17,69 95,3 a 95,8 a -0,5 0,40 a 0,36 a 10,0 URS-21 2320 c 2117 a 8,75 95,1 a 90,1 b 5,3 0,36 b 0,34 a 5,6 BARBARASUL 2723 b 2046 a 24,86 94,9 a 92,0 b 3,1 0,31 b 0,26 a 16,1 UPFA-GAUDÉRIA 2474 c 1939 a 21,62 94,5 a 95,8 a -1,4 0,38 a 0,35 a 7,9 BRISASUL 3330 a 2416 a 27,45 94,1 a 95,9 a -1,9 0,32 b 0,30 a 6,3 ALBASUL 2121 c 1781 a 16,03 94,1 a 93,2 b 1,0 0,28 b 0,29 a -3,6 URS-TARIMBA 2738 b 1559 b 43,06 94,1 a 93,6 b 0,5 0,31 b 0,30 a 3,2 URS-22 2250 c 1365 b 39,33 93,7 a 92,3 b 1,5 0,29 b 0,26 a 10,3 IAC-7 1170 d 781 c 33,25 92,4 a 94,9 a -2,7 0,40 a 0,31 a 22,5 URS-TAURA 2767 b 2045 a 26,09 92,2 a 96,1 a -4,2 0,34 b 0,32 a 5,9 FAPA-4 2995 b 1747 a 41,67 87,6 a 90,8 b -3,7 0,35 b 0,29 a 17,1 Média Geral 2499,55 1760,5 29,6 94,8 94,3 0,5 0,35 0,32 8,6

C/ FUNG. S/ FUNG. % R C/ FUNG. S/ FUNG. % R C/ FUNG. S/ FUNG. % R

URS-GUAPA 0,26 b 0,23 a 11,5 60 a 60 b 0,0 1395 b 1033 b 26,0 UFRGS-14 0,32 a 0,29 a 9,4 70 a 70 a 0,0 2401 a 1546 a 35,6 UPFA-22 0,25 b 0,17 b 32,0 70 a 50 b 28,6 1391 b 585 c 57,9 UPFA-20 0,29 a 0,30 a -3,4 80 a 80 a 0,0 1610 b 917 b 43,0 UPF-18 0,28 a 0,25 a 10,7 70 a 60 b 14,3 2107 a 1461 a 30,7 UPF-16 0,30 a 0,25 a 16,7 70 a 70 a 0,0 2119 a 1438 a 32,1 UFRGS-19 0,23 b 0,21 b 8,7 70 a 70 a 0,0 1679 b 1230 a 26,7 UPF-15 0,28 a 0,24 a 14,3 60 a 60 b 0,0 1847 a 1507 a 18,4 URS-21 0,28 a 0,25 a 10,7 80 a 70 a 12,5 1826 a 1540 a 15,7 BARBARASUL 0,20 b 0,18 b 10,0 60 a 60 b 0,0 1742 b 1390 a 20,2 UPFA-GAUDÉRIA 0,30 a 0,22 a 26,7 70 a 60 b 14,3 1938 a 1249 a 35,6 BRISASUL 0,23 b 0 21 b 8,7 70 a 70 a 0,0 2472 a 1695 a 31,4 ALBASUL 0,18 b 0,17 b 5,6 60 a 60 b 0,0 1362 b 1064 a 21,9 URS-TARIMBA 0,23 b 0,17 b 26,1 70 a 60 b 14,3 2012 a 901 b 55,2 URS-22 0,21 b 0,17 b 19,1 70 a 60 b 14,3 1669 b 883 b 50,1 IAC-7 0,32 a 0,20 b 37,5 70 a 60 b 14,3 810 c 484 c 40,3 URS-TAURA 0,23 b 0,20 b 13,0 60 a 60 b 0,0 1900 a 1311 a 31,0 FAPA-4 0,27 a 0,16 b 40,7 70 a 60 b 14,3 2255 a 1159 a 48,6 Média Geral 0,25 0,21 16,0 70 66 5,7 1808 1189 34,2 RG (Kg.ha¯¹) MG (g) MC (g) Genótipos Genótipos

% CAR (MC/MG) RGI (%CARXRG) % PEN (g)

Médias seguidas da mesma letra minúscula na coluna não diferem estatisticamente entre si, em nível de 5% de probabilidade de erro pelo teste Scott e Knott. Grãos maior que 2 milímetros (PEN > 2mm); Percentual de grãos maior que 2 mm (%PEN), Massa de grãos (MG); Massa de Cariopse (MC); Percentual de Cariopse (%CAR); Rendimento de Grãos Industrial (RGI); Percentual de redução (%R).

No caráter RGI, as cultivares UFRGS14, UPF18, UPF16, UPF15, URS21, UPFAGAUDERIA, BRISASUL, URSTAURA e FAPA4, foram as que se destacaram tanto na presença quanto na ausência de aplicação de fungicida. Quando comparado a média geral observa-se uma grande diferença de produção (1808 Kgha-1 com fungicida contra 1189 Kgha-1 sem fungicida) demonstrando mais uma vez a importância da aplicação do produto químico para controle das moléstias e para garantir uma boa produtividade final desta cultura. Já analisando o %R, observa-se que as cultivares mais estáveis neste caráter são URS21, UPF15, BARBARASUL e ALBASUL, e dentre estas se destacam a URS21 e UPF15 que fizeram parte das cultivares com melhores médias de RGI tanto na ausência quanto presença de fungicida. O rendimento de grãos e a qualidade industrial tem alta correlação negativa com a severidade de ferrugem da folha da aveia (CHAVES et al. 2002) e podem sofrer decréscimos acima de 30%, podendo chegar até a 50% em cultivares suscetíveis (MARTINELLI et al. 1994), o que é constatado nos resultados deste trabalho.

CONCLUSÃO

A aplicação de fungicida promove incremento na expressão de caracteres de importância agronômica com reflexos diretos na produtividade final da aveia branca.

Os anos de cultivo têm forte influência sobre os caracteres de produção e de interesse industrial na aveia branca, em virtude das condições climáticas e do favorecimento de inóculo pela moléstia ferrugem da folha.

Nos dois anos de avaliação se destacaram na produtividade de grãos e demais caracteres agronômicos as cultivares, UFRGS14, URS21 e UPFA22, e para ferrugem da folha as com maior estabilidade foram, UPFA20 e ALBASUL frente aos anos de cultivo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ALVES, A.C.; MUNDSTOCK, C.M.; MEDEIROS, J. de D. Sistema vascular e controle do desenvolvimento de perfilhos em cereais de estação fria. Rev Brasil Bot, São Paulo, v. 23, n. 1, p. 59-67, 2000.

AZEVEDO, J. T. de & FARIA, L. A. L. Produção de sementes. Inf. Agropec. Belo

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