4. RESULTADOS
4.4 CARACTERIZAÇÃO DO CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO ACERCA DA
PREVENTIVAS DE UP
Em relação aos profissionais, 12 enfermeiras responderam o formulário com questões envolvendo anos de prática na UTI Pediátrica, a Escala de Braden Q e o PE. A Tabela 7 apresenta a caracterização das enfermeiras quanto ao sexo, nível de escolaridade e atuação profissional em outra Instituição de saúde.
Tabela 7 – Caracterização das Enfermeiras quanto sexo, nível de escolaridade e atuação
profissional em outra Instituição de saúde. Brasília – DF, 2013.
Variáveis Nº % Sexo Masculino 0 0,0 Feminino 12 100,0 Nível de escolaridade Graduação 5 41,7 Especialização 7 58,3
Trabalha em outra instituição de saúde
Sim 3 25,0
Não 9 75,0
Área de Atuação na outra instituição¹
Urgência/emergência 2 66,7
UTI neonatal 1 33,3
Nota: (1) Percentual calculado somente entre aquelas que atuam em outra instituição
Todas as enfermeiras eram do sexo feminino (100%), a maior parte (58,3%) informou ter Especialização (como maior nível de Escolaridade) e 75% registraram não trabalhar em outra instituição de Saúde.
A Tabela 8 expõe a caracterização das enfermeiras quanto a idade, tempo de atuação total, na UTI Pediátrica e em outra instituição de saúde.
Tabela 8 – Caracterização das enfermeiras quanto a idade, tempo de atuação profissional
total, na UTI pediátrica e em outra instituição de saúde. Brasília – DF, 2013.
Variáveis Nº MédiaDesvio-PadrãoMínimo Máximo
Idade1 12 37,8 6,4 24 46
Tempo de atuação profissional1 12 13,8 7,4 0 29
Tempo de atuação profissional na UTI pediátrica1 12 5,2 4,2 0 13
Tempo de atuação em outra instituição1 3 5,0 7,0 0 13
Nota: (1) medida em relação a anos
A idade mínima encontrada na amostra das enfermeiras foi de 24 anos e a máxima de 46 anos, a média das idades foi de 37,8 anos. O tempo médio de atuação na profissão foi de 13,8 anos, com tempo mínimo menor de um ano e máximo de 29 anos.
O tempo médio de atuação profissional na UTI Pediátrica foi de 5,2 anos, com tempo mínimo menor de um ano e máximo de 13 anos. Já o tempo médio de atuação profissional e outra instituição de saúde foi de cinco anos, com tempo mínimo menor de um ano e máximo de 13 anos.
A Tabela 9, apresentada a seguir, contém os dados sobre o conhecimento das enfermeiras acerca das escalas de prevenção de UP e sobre a inclusão de uma escala desse tipo na assistência de enfermagem de uma UTI Pediátrica.
Tabela 9 – Conhecimento das enfermeiras sobre Escalas de Prevenção de risco para UP e sua
inclusão na rotina assistencial da UTI Pediátrica. Brasília – DF, 2013.
Variáveis Nº %
Conhece alguma escala que envolve a prevenção de UP
Sim 4 33,3
Não 8 66,7
Conhece a Escala de Braden Q
Sim 1 8,3
Não 11 91,7
Utiliza a Escala de Braden Q na sua prática Assitencial
Sim 0 0,0
Não 12 100,0
Acreditam que é importante o uso de uma escala na prevenção de UP na rotina assistencial de uma UTI Pediátrica
Sim 12 100,0
Não 0 0,0
Justificativas para uso de escala de prevenção de UP na rotina assistencial da UTI1
Padronizar a avaliação do risco 5 41,7
Posicionar melhor a criança e proporcionar a prevenção 5 41,7
Orientar/gerar um cuidado com mais qualidade 4 33,3
Proporcionar conforto/segurança ao paciente 4 33,3
Fundamentar a assistência cientificamente 3 25,0
Criar uma rotina visando a integridade da pele 2 16,7
Dimimuir complicações/tempo de internação 2 16,7
Nota: (1) Percentual calculado entre aquelas que responderam Sim
A maior parte das enfermeiras (66,7%) não conhecia escalas de prevenção de UP. Nesse aspecto é importante mencionar que das quatro enfermeiras que referiram conhecer alguma escala, apenas uma citou o título da escala conhecida.
Em relação ao conhecimento da Escala de Braden Q, a maioria das enfermeiras (91,7%) referiu não conhecer a escala, e a única que afirmou conhecer a escala ressaltou como parâmetros a umidade e a mobilidade. Nenhuma enfermeira aplicava a Escala de Braden Q na prática assistencial.
No entanto, todas mencionaram ser importante a utilização de uma escala de predição de risco para UP na rotina assistencial de uma UTI Pediátrica, citando como justificativas: padronização da avaliação do risco (41,7%), posicionar melhor a criança e proporcionar a prevenção (41,7%).
O Gráfico 1 apresenta as medidas preventivas utilizadas na UTI pediátrica citadas pelas enfermeiras. Unanimemente, a mudança de decúbito foi descrita como medida
preventiva para UP, posteriormente a proteção de proeminências ósseas foi citada por 75% das enfermeiras.
Gráfico 1 – Medidas preventivas para UP utilizadas pelas enfermeiras na UTI Pediátrica.
Brasília - DF, 2013.
A Tabela 10 expõe informações sobre a contribuição da Escala de Braden Q para o PE e sobre a aplicação do Processo na UTI pesquisada.
Tabela 10 – Contribuição da Escala de Braden Q para o Processo de Enfermagem e
Aplicação do Processo na UTI Pediátrica. Brasília-DF, 2013.
Variáveis Nº %
A inclusão da escala de Braden Q pode contribuir com o processo de Enfermagem
Sim 7 58,3
Não 0 0,0
Não sabe 5 41,7
Justificativas da contribuição da Escala de Braden Q com o Processo de Enfermagem1
Meio de avaliar o cuidado oferecido e contribuir consequentemente com o
PE 4 57,1
Meio de fundamentar cientificamente o PE 2 28,5
Enriquecimento dos dados/informações 1 14,2
Aplica o processo de enfermagem na UTI Pediátrica
Sim 7 58,3 Não 5 41,7 Etapas realizadas2 Prescrição 7 100,0 Evolução 5 71,4 Histórico 3 42,9 Planejamento 1 14,3
Nota: (1) Percentual calculado entre aquelas que responderam Sim;
A maior parte das enfermeiras (58,3%) relatou que a Escala de Braden Q pode contribuir na aplicação do PE. E a justificativa mais citada por elas foi como meio de avaliar o cuidado oferecido (em relação à prevenção de UP) e contribuir consequentemente para a metodologia utilizada pelo PE.
A maioria das enfermeiras (58,3%) informou realizar o PE, sendo a etapa de prescrição a mais referida como a de maior frequência de aplicação. Cabe destacar que as etapas apontadas estão descritas na maneira como foram citadas pelas enfermeiras.
O Gráfico 2 expõe os fatores que facilitam a aplicação do PE na UTI Pediátrica. Foram citados: Sistema Informatizado (33,3%), Trabalho em equipe multidisciplinar (33,3%) e Equipe envolvida em melhorar a assistência prestada (33,3%).
Gráfico 2 – Facilidades para execução do Processo de Enfermagem na UTI Pediátrica.
Brasília - DF, 2013.
O Gráfico 3 exibe os pontos que dificultam a aplicação do PE na visão das enfermeiras entrevistadas. Foram descritos: Falta de conhecimento das etapas do PE (33,3%), Sistema Informatizado Incompleto (33,3%), Sobrecarga de trabalho no setor (33,3%) e número de profissionais de enfermagem reduzidos (33,3%).
Gráfico 3 – Dificuldades para execução do Processo de Enfermagem na UTI Pediátrica.
Brasília - DF, 2013.
4.5 CARACTERIZAÇÃO DAS FORMAS DE REGISTRO E O PROCESSO DE