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El Vacío

5. Corpo e materialidade

4.3. Caracterização do espaço

São várias as características que quisemos implementar com base na ideia base de projeto. São elas: a continuidade do tecido urbano; a conexão visual entre a paisagem urbana e ambiental; a existência de uma via de transição veicular entre as carreras 13 e 7; a comunicação espacial e visual entre as diferentes zonas do espaço de intervenção; o respeito pelas entradas dos edifícios existentes, que se manterão inalteráveis; o respeito pelas necessidades das suas fachadas, nomeadamente o seu espaço e entrada de luz; e a criação de um espaço público central partilhado pelos dois programas, que funciona como um espaço de cidade.

Este aspeto é especialmente importante na ligação entre as calles 35, 36 e 37, na medida em que cria uma via de transição pedonal longitudinal à totalidade da área de intervenção, cobrindo diferentes zonas, momentos e espaços do projeto, criando permeabilidade. Além disso, cria uma via de circulação pedonal mais espaçosa, agradável e confortável, exclusiva ao indivíduo e privada de veículos, proporcionando uma alternativa entre as carreras 13 e 7 , que a ladeiam, duas ruas altamente ruidosas e movimentadas.

Esta conexão ganha relevância na ligação entre as carreras 13 e a 7, no sentido este-oeste, nomeadamente no espaço entre o Banco GNB e a Universidade libre, e o edifício da Ecopetrol e o banco da Davivienda. Ao contrário da calle 36, que é desviada no sentido do fim do Parque Nacional Henrique Olaya Herrera, e da calle 37 que encontra no edifício da Universidad Libre e no edifício Lutaima (edifício empresarial), paralelo a este, obstáculos visuais, este espaço em particular ganha potencial na medida em que, partindo da 13 em direção à séptima, usufrui de uma visão quase totalmente desobstruída do Parque Nacional situado do outro lado da avenida, criando uma imagem de natureza verdadeiramente rara no meio de uma zona verticalizada dominada pelo betão. Neste sentido, e reconhecendo o potencial desta característica relativamente ao projeto, optámos por criar nesta zona um tipo de passagem pedonal, que ligasse as duas carreras e proporcionasse uma vista privilegiada de um espaço verde, enquanto que a fluidez de circulação entre as diferentes ruas adjacentes ao projeto e o usufruto dos seus vários momentos são assegurados.

Esta é uma rua que já existe, e cuja permanência é de extrema importância para a boa circulação automóvel nesta zona em particular de Bogotá. Apesar

Conexão visual entre a paisagem urbana e ambiental Continuidade do tecido

urbano

Existência de uma via de transição veicular entre as carreras 13 e 7

Comunicação com o espaço de intervenção

Respeito pelas entradas dos edifícios pré-existentes

de se pretender um espaço compacto, unido e conectado, esta via funciona como a única ligação automóvel de dois sentidos no perímetro do espaço de intervenção entre as duas carreras que o ladeiam, uma ligação importante ao tráfego automóvel nesta zona (a calle 35 é de sentido único, direção séptima-13, e a sua dimensão e programas adjacentes torna-a uma via de quase apenas entradas e saídas). Neste sentido, ganha importância como via de transição e acesso veicular transversal à implantação. Porém, não obstante a sua existência, que cria um momento de interrupção na permeabilidade do espaço, não impede um tratamento urbano que permita e mantenha a fluidez de circulação que se pretende.

Pretende-se uma comunicação espacial e visual entre as diferentes zonas da implantação, ambicionando uma união abrangente do espaço a todos os níveis, criando abertura e relações espaciais e visuais do conjunto como um todo, através de uma organização do lugar que permita uma perceção total e conjunta dos seus espaços verdes, das suas vias, dos seus acessos, dos seus programas e do meio envolvente. Embora possa haver barreiras à permeabilidade ou à comunicação visual, como é o caso da calle 36 ou de certos edifícios, não obstante, pretende-se uma noção de junção, conexão e partilha do espaço. Mantêm-se a ideia de comunicação visual e física entre dois lados de uma rua ou de um edifício, assim como um tratamento urbano articulado e integral.

Apesar de nos ser dada a possibilidade de demolir se assim o entendêssemos, dada a dimensão e importância de cada um dos edifícios no interior do perímetro de intervenção, optámos por manter quase inalteráveis as pré-existências, eliminando um pequeno volume da sucursal do banco Davivienda adjacente a esta à sua direita, e convertendo os parques de estacionamento em espaço público, via ou edifício. Dito isto, é importante ter em conta os vários acessos, de modo a não projectar nada que pudesse bloquear ou condicionar a entrada e saída dos edifícios circundantes. Esta característica alerta sobretudo para os limites de intervenção, onde e como podemos edificar de modo a respeitar o que já existe.

Naturalmente, o mesmo aplica-se às fachadas. Devido à necessidades destas de usufruir de um espaço próprio que permita privacidade, entrada de luz e visão do meio envolvente, esta componente incide maior pressão quanto à Respeito pelas

necessidades das suas fachadas

Continuidad del tejido urbano

Conexión visual del paisaje urbano y ambiental Ruta de transición vehicular entre la 13 y la 7MA

Fachadas que necessitan de su espacio, entrada de luz y aislamiento Zona de entrada de los edificios

Comunicación visual y de espacio

Espacio central exterior publico compartido por los dos programas que funciona como espacio de ciudad

Diagrama representativo das diretrizes principais de projeto em relação à zona de intervenção.

altura que podemos atribuir a eventuais edifícios, e a que distância os podemos edificar dos volumes existentes. Pretende-se uma articulação equilibrada e respeitosa entre as ideias de projeto e os volumes circundantes, os construídos e os por construir.

A criação deste espaço funciona como a manifestação máxima do espaço de cidade intencionado para este lugar. Pretende-se, acima de tudo, uma clareira no centro congestionado, ruidoso e verticalizado de Bogotá. Um espaço comunitário exterior aberto ao público que serve como zona de estar e socialização, criando simultaneamente momentos de transição de um modo informal. Este espaço é partilhado entre transeuntes, clientes das termas e residentes do complexo habitacional, articulando-se totalmente com os dois programas de forma a respeitar os seus acessos e incumbências necessárias.

Seria este o espaço que articularia todas as características pretendidas para o conjunto, conciliando-as como um todo. Ideias de permeabilidade e fluidez, união, conexão e contenção. Um espaço de passagem e permanência, de visita e de vida.

Criação de um espaço público central partilhado pelos dois programas

Opção 1: construído Opção 1: vazio Opção 1: adaptação

Opção 2: construído Opção 2: vazio Opção 2: adaptação

Opção 3: construído Opção 3: vazio

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